Empire visita o set de A Mulher de Preto + crítica! / Autor: Luiza Carvalhaes

A Empire visitou os sets de filmagens de A Mulher de Preto e falou com o Dan. Confira a nota deles abaixo, e o vídeo da visita também. Além disso, traduzimos a crítica que a Empire fez do filme, que em recebeu 4 das 5 estrelas que a revista dá aos filmes.

“Nós enviamos nossa destemida dupla de videblogside, Chris Hewitt e Sam Toy, para os sets do filme ano passado, onde eles falaram demoradamente com Radcliffe, Watkins e o co-estrela Ciarán Hinds sobre a adaptação da história de fantasma de Susan Hill.

E isso não é tudo – nós também acompanhamos  Radcliffe por um passeio espantoso pelos sets mais assustadores do mundo, enquanto ele encontrava tempo para… Não, você vai ter que assistir o vídeo completa pra ver.”

  • Enredo.

O jovem advogado Arthur Kipps (Radcliffe) é enviado para cuidas dos papéis de uma mulher recém falecida que vivia em uma casa remota. Quando ele chega, ele descobre que a casa guarda algo ainda mais assustador do que a papelada.

  • Crítica.

Apesar de ter sido publicado em1983, A Mulher de Preto passou a ser considerado quase como um clássico das histórias de terror vitorianas. Enquanto obviamente não é daquela era – os anos 80 realmente só se assemelham à época vitoriana no esforço das pessoas em se vestirem pobremente – o romance de Susan Hill é muito do estilo e humor dos contos como ‘The Tunr Of The Screw’ ou ‘Oh, Whistle, And I’ll Come To You, My Lad’. É um pouco impotente e completamente assustador através do uso de uma linguagem e uma sugestão muito simples ao invés de algo sangrento. A história de um advogado sendo traumatizado por mortes e segredos em uma vila remota tem os ingredientes essenciais dos fantasmas vingativos, grande edifício assustador, protagonista cético e um tempo incessantemente miserável. O livro vendeu em números enormes; foi adaptado para uma peça de teatro que tem sido apresentada no West End por aproximadamente 4.762 anos (ok, 23); foi a base para várias peças de rádio e, em 1989, foi adaptada para um especial de TV (disponível no Youtube, se você está preparado para apenas bisbilhotar por 100 minutos). É, basicamente, uma história muito contada. Este último é páreo para qualquer outra contada antes.

A Mulher de Preto de James Watkins não é uma adaptação particularmente fiel do livro, ao menos, não na ordem dos eventos. Ele reformulou e omitiu todo o lugar, embora os elementos principais permaneçam: o nevoeiro com aparente mente própria, o cachorro, a cadeira de balanço mais assustadora da história da literatura. Mas fidelidade absoluta não é especialmente vital desde que isso funcione em seus próprios termos e permaneça verdadeiro pelo menos ao espírito da história original. O filme com certeza faz isso.

Escrito por Jane Goldman (Kick-Ass, X-Men: First Class), que traz uma grande parte de sua invenção da história de Hill, o filme com uma mudança significativa. Onde no livro, Arthur Kipps está feliz e casado, cheio de entusiasmo e otimismo, ansioso por ser pai, o Kipps do filme é viúvo. Sua esposa morreu dando a luz a seu filho, que Kipps ama, mas evidentemente não aproveita (a criança desenha seu pai uma grande cara de bravo), e ele está perturbado tendo visões dela. Isso muda o caminho de Kipps substancialmente. No livro ele é um homem feliz enviado para uma tarefa aparentemente normal e, gradualmente, é derrubado pelas coisas terríveis que ele testemunha em uma casa assobrada. Aqui, ele é um homem vazio, tentando encontrar algum tipo de contentamento combatendo os fantasmas internos e externos. É corajoso, mas funciona. A total falta de felicidade em qualquer um dos personagens contribui para a desolação da história e, cinematograficamente, pelo menos, sem o benefício da narração, um personagem em busca de algo, talvez seja mais atraente do quem personagem que tem tudo a perder.

As ações da mulher de preto, o fantasma do Eel Mash House, também sofreram algumas alterações. Goldman e Watkins colocaram a aldeia de Crythin Gifford é mais como Summerrisle em ‘The Wicker Man’, com uma comunidade pequena e isolada com um povo permanentemente tenso que guarda um segredo – um segredo que eles mantêm pobremente encarando acusadoramente o estranho em seu meio, e pegando pesado, mas ainda obliquo, dicas sobre não ir para a grande e obscura casa onde coisas grandes e sombrias acontecem. Não é spoiler dizer que a mulher de preto tem uma retenção curiosa e violenta sobre o povo da aldeia, mas o jeito que ela se manifesta foi incrementado no filme. A mulher de preto é mais decididamente mal, uma classe mais ambiciosa de espírito mortal.

Daniel Radcliffe parece inicialmente muito jovem para estar interpretando um advogado com um filho de quatro anos de idade, mesmo que ele esteja mudado com um pequeno extra de virilidade, mas é uma escalação sólida. Ele é consideravelmente mais jovem do que qualquer adulto de Crythin Gifford, o que contribui para seu status de estranho e reforça o fato de que os outros sabem muito mais que ele. De qualquer forma, o filme se passa numa época vitoriana e todos eram mais jovens então. Todas as pessoas mais velhas estavam mortas. Radcliffe interpreta bem um papel desafiante, frequentemente sem nada para reagir contra, enquanto ele anda na ponta dos pés ao redor da Eel Marsh House esperando por algo horrível acontecer. Ele tem bons olhos para olhar aterrorizado: enormes e sempre um pouco chocado, mesmoem repouso. Emoutra parte do elenco, Ciarán Hinds está forte como Sam Daily, um latifundiário que evita totalmente o mito do fantasma até que se torne impossível fazê-lo, enquanto Janet McTeer, em um papel em grande parte inventado, como sua esposa, que reagiu a sua morte de sua filha cuidando de um dois cachorros como se fossem pessoas quadrúpedes, quase vence o personagem em bizarrice absoluta.

O aspecto mais vital de qualquer representação de A Mulher de Preto é que seja constantemente inquietante. Isso é parte do filme de terror, mas mais história de fantasma. Não é o bastante fazer a platéia pular; eles têm que se arrepiar constantemente. Watkins mediu isso corretamente. Eden Lake mostrou que ele poderia muito bem lhe dar com a ameaça da violência; isso mostra que ele também pode lhe dar com ameaças que não podem ser definidas. Toda cena tem a sugestão de algo está à espreita, observando, esperando pelo momento certo de se revelar. Durante todo o tempo, Kipps está na extensa casa (brilhantemente, sinistramente iluminada para o máximo de calafrios) você não tem a oportunidade de relaxar. A crescente tensão as vezes é paga com um choque catártico, mas é ainda mais inquietante quando o choque não acontece. A ansiedade se constrói e constrói até que você não consiga suportar quando os contornos de Kipps se chocam com as sombras. Você provavelmente vai gastar grande parte do tempo se encolhendo no seu assento até que esteja praticamente na horizontal. Vislumbres reais do fantasma são usados moderadamente, uma fração de segundo da aparição dela é uma porta distante ou se espreitando através de um zootrópio, pode ser muito mais perturbador do que conseguir uma chance dar uma boa olhada nela em todo seu apodrecimento. De qualquer forma, ela poderia até ter sido mostrada menos. As poucas vezes em que a mulher de preto está na tela por mais de alguns segundos dilui o terror. Um monstro da tela é sempre mais assustador quando você não consegue descrevê-lo totalmente.

Se tiver um passo em falso, é no novo final. Sem querer contar nada, foi decidido que deveria ter algum tipo de tentativa de redenção para todos. Isso dissipa uma boa parte do medo que foi construído até agora e, apesar de ser razoavelmente satisfatório, não é necessário. Isso certamente não melhorou no final do livro, que não procura por resolução nenhuma e é ainda mais desesperador. Hill fez um final que te persegue por muito tempo depois, considerando que este termina muito ordenadamente. Uma pena, pois ele coloca um fim bastante mundano em um filme que até então, não tinha sido nenhum pouco óbvio ou familiar. Dito isso, você quase certamente ainda vai deixar o cinema precisando de uma bebida forte e uma boa mentira em uma sala iluminada.

  • Veredicto.

Verifique atrás das portas. Acenda algumas luzes. Você não conseguirá dormir profundamente por um tempo.

A Mulher de Preto estréia no dia  24 de Fevereiro aqui no Brasil!








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