ATUALIZADO! Novos outtakes do photoshoot para Bullet Magazine + matéria! / Autor: Luiza Carvalhaes

Algum tempo atrás, nós publicamos aqui algumas fotos da edição de Primavera da  Bullet Magazine. Hoje trazemos alguns novos outtakes da mesma em HQ e, também a matéria completa e traduzida! Confira abaixo:

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ATUALIZADO! Veja agora a matéria completa da revista, traduzida pelo Daniel Radcliffe Brasil, e também novos outtakes do photoshoot, liberado pelo fotógrafo responsável pela sessão, Mariano Vivanco, em seu website.

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Pensamento Mágico de Daniel Radcliffe.

Tradução: Luiza Carvalhaes.

Equipe Daniel Radcliffe Brasil.

Por mais de uma década, Daniel Radcliffe encarnou o bruxo mais poderoso e mais mágico do mundo nos filmes ‘Harry Potter’, que teve sua última parcela no ano passado, que a estabilizou como a série de filme mais rentável de todos os tempos. Esse ano, o britânico de 22 anos viajou de volta no tempo para a Grã-Bretanha da era vitoriana, onde ele luta contra o malévolo fantasma em ‘A Mulher de Preto’. Nesse, reside o direcionamento não convencional de megaestrela para um espírito completamente diferente: o galã ‘all-american’.

Daniel Radcliffe parece preocupada quando ele entra no Hudson Diner, um modesto bistrô no West Village, Manhattan. Visivelmente frustrado, ele passa direto por uma mesa vazia, onde ele agita seu iPhone. “Desculpe-me por isso”, ele diz, emergindo de seu tech-coma. “Eu enviei um email e não passou, e eu fiquei tão nervoso! Cem anos atrás, a pessoa que eu estava enviando o email precisaria esperar dois anos para receber a mensagem e agora eu estou nervoso porque não enviou na hora eu mandei. É tão estúpido”. Com um 1,65m, o ator inglês de 22 anos de idade, corta uma silhueta arrojada de força física compacta. Durante as próximas horas, ele vai jurar, muitas vezes, e entusiasmadamente, enquanto discute tudo de amor verdadeiro á nu frontal, com uma naturalidade que não deveria mais ser uma surpresa.

Radcliffe dedicou os últimos 10 anos para trazer à vida o herói dos livros ‘Harry Potter’, de JK Rowling. Em 2001, depois de uma procura exaustiva, Rowling e os produtores do filme escalaram Radcliffe, com 11 anos, para o papel principal na franquia que desde então, arrecadou mais de $7.7 bilhões, se tornando uma das séries de filmes mais rentáveis de todos os tempos. “Eu não pensei que eu ficaria triste quando acontecesse dos filmes acabarem, mas então aconteceu e eu estava chorando”, diz ele de sua despedida do personagem do qual ele virou sinônimo. “Quando você faz algo por tanto tempo com as mesmas pessoas, você meio que começa a pensar, ‘Deus, eu posso fazer outra coisa? ’” 

Para Radcliffe, a conclusão da série significa não só o fim de uma era, mas a recente liberdade criativa. Embora ele seja um dos jovens atores mais ricos do nosso tempo (estimar a fortuna de Radcliffe é um dos passatempos favoritos da Forbes“eles estão quase sempre longe”), até recentemente, ele não foi capaz de bater suas asas muito longe do mundo de Harry. Um monogâmico por natureza, ele tem sido fiel ao jovem bruxo, escolhendo apenas testar a água em um filme não-Potter (o drama romântico de 2007 December Boys) desde que assinou para o papel. “Eu continuei dizendo para as pessoas ‘O que eu vou fazer agora? ’, mas logo depois eu estava em um avião lendo o roteiro de ‘A Mulher de Preto’”, ele diz sobre seu novo filme, um terror sobrenatural passado na Grã-Bretanha vitoriana. “Eu segui em frente muito rápido”.

Em seu primeiro papel na tela desde ter matado Voldemort,Radcliffe interpreta um advogado que cruza o caminho do fantasma vingativo de uma mulher. Dado ao seu apelo comercial, a escolha foi vinculada para confundir a audiência, como será seu próximo projeto, recurso de primeira viagem, do cineasta John Krokidas, ‘Kill Your Darlings’, no qual ele interpretará o poeta Beat, Allen Ginsberg, contracenando com Elizabeth Olsen. “Eu realmente gosto de trabalhar com diretores jovens, sedentos e ambiciosos como James (Watkins, diretor de ‘A Mulher de Preto’, cujo outro único filme creditado é o terror psicológico ‘Eden Lake’). Ele tinha a cabeça cheia de ideias, e ele fez um ótimo filme”. O afilhado de Radcliffe na vida real, Misha Handley, interpreta seu filho no filme, uma escolha de elenco que permitiu ao diretor capturar alguma química autêntica entre Radcliffe e o menino. “Você não fala realmente sobre ‘atuação’ com uma criança tão pequena,” Radcliffe disse. “Você tem que ter uma relação real com ele e isso transparece na tela. Isso serviu de ajuda pra mim também.” Ele não só quer continuar a trabalhar com crianças – ele gostaria de ter uma. “Para ser honesto, eu sou o jovem mais ‘família’ do mundo. Eu quero filhos. Eles são tão mais honestos e divertidos do que qualquer um. E nós assistimos aos mesmos programas na TV”. 

‘A Mulher de Preto’ pode ser o primeiro filme pós-Potter de Radcliffe, mas ele certamente se envolveu em uma variedade de outros projetos. Entre as estréias de ‘A Ordem da Fênix’ e ‘O Enigma do Princípe’, Radcliffe conseguiu o papel de Alan Strang em 2007, no ‘renascimento’ da polêmica peça de Peter Shaffer, Equus, no West End,em Londres. Em menos de quatro meses, a peça foi transferida para a Broadway, onde foi apresentada até Fevereiro de 2009. Famosa por seu tema freudiano, Equus conta a história de um jovem perturbado com um amor não convencional por seu cavalo, beirando a obsessão. “Foi uma produção desafiadora e eu acho que fez as pessoas sentarem e dizer ‘Ah, bem, ele quer fazer um trabalho interessante, pelo menos’”, diz Radcliffe, cuja atuação lhe rendeu ótimas críticas na comunidade do teatro. “O jovem bruxo,” escreveu Ben Brantley no The New York Times, “escolheu sabiamente”.

O papel pediu que Radcliffe ficasse completamente nu, um ato insolente que parecia gritar: Harry não durará para sempre! Um profissional consumado, ele apresentou todas suas falas enquanto, em qualquer noite, membros de famílias e uma porta giratória de respeitados veteranos da indústria sentaram na sua frente. “Essa foi a última das minhas preocupações”, ele disse sobre o exibicionismo. “Eu sou apenas uma criança. Nós sempre andamos pelados pela casa. Algumas pessoas achavam aquilo estranho, mas eu não. Mas em algumas noites havia alguma linda garota na primeira fila e eu ficaria tipo, ‘Ah, droga, em duas horas você vai ver tudo – não haverá nenhum mistério.”

Seu próximo desafio, embora menos revelador do que sua passagem por Equus, exigiu um conjunto diferente de habilidades: simultaneamente cantar e dar cambalhotas no revival da Broadway do musical de 1961 de FrankLoesser, How To Succeed In Business Without Really Trying, uma sátira sobre um limpador de janelas chamado J. Pierreponte Finch, que acontece após um livro de alto ajuda e começa a subir na escada corporativa por simplesmente seguir algumas instruções básicas. Uma paródia irreverente de ‘American Dream’, a peça combinou um olhar atrevido no capitalismo pós-Segunda Guerra Mundial, um guarda-roupa meticulosamente baseado nos anos de 1960, e um ótimo efeito de humor acima do normal. A peça exigiu que Radcliffe a interpretasse oito vezes por semana durante 10 meses, e foi nomeada a oito prêmios Tony ano passado, incluindo um por ‘Melhor revival’. “Algumas pessoas acham que se você está em um filme, você deveria ficar no cinema; se você está nos palcos, você deveria ficar nos palcos; se você está na TV, você deveria continuar na TV. Mas eu simplesmente não acho que é assim que deveria funcionar.” 

Como muitos outros astros que foram empurrados para os holofotes em uma jovem idade, Radcliffe poderia facilmente ter entrado em uma reabilitação por ‘exaustão’ e colecionado seus resíduos, mas mesmo embora ele tenha admitido uma superação por um problema curto com bebida (ele completará dois anos sóbrio em Agosto), suas atividades fora das câmeras nunca foram depravadas o suficiente para afetar sua reputação pública.

Crescendo, Radcliffe sempre foi mais relacionado com seus colegas mais velhos do que com as crianças de sua idade, muitos dos quais ‘tornaram-se hostis’ quando ele se tornou um familiar. Enquanto até a menor das comparações com o esquelético ‘Harry Potter’ é o suficiente para alimentar provocações sem fim, na verdade, tê-lo interpretado, tornou Radcliffe o alvo principal do bullying. Tendo sobrevivido a sua própria adolescência, Radcliffe agora estende uma mão para crianças cujas batalhas não são públicas. Ele trabalha de perto com o The Trevor Project, uma organização sem fins lucrativos que ajuda a prevenir a ocorrência de suicídios de adolescentes gays, lésbicas, bi e transexuais, uma causa pela qual ele é muito apaixonado. Ano passado, a organização honrou Radcliffe com o ‘Hero Award’ por sua franqueza sobre o assunto.

Devido ai calendário exigente dos filmes Potter, Radcliffe muitas vezes trabalhando com tutores nos sets, trocando as salas de aulas por discussões sobre cultura e política. “É algo que leva você de volta para uma forma pura de aprendizagem, quando era apenas um aluno, que não tinha que lhe dar com outras 20 pessoas”, ele diz. “Se nós conversávamos sobre algo que nós achássemos interessante, então nós poderíamos sair pela tangente e aprender sobre isso por um tempo – era uma forma bela forma de aprender, onde a curiosidade estava instalada, melhor do que temer, tipo, ‘Eu tenho que aprender isso para passar no teste”. Sua educação não se limitava ao curso; ele sangrou em tutoriais dentro de trailers com outros artistas e técnicos.

Os encontros de Radcliffe com seus coadjuvantes, que eram muito mais velhos do que ele era, tornou-se assunto de um episódio da série de comédia Ricky Gervais,Extras, que foi exibido em 2006, que o pintou como um jovem ator ansioso tentando ‘pegar’ uma atriz de trinta e poucos, convencendo-a de que ele também fuma cigarros e já teve ‘relações sexuais’. Radcliffe interpreta o papel quase muito bem, fazendo graça de sua luta diária para se separar de seu personagem de longa data por inofensivos atos de rebelião. “Há uma enorme quantidade de pressão sobre os jovens homens para sair, se dar bem o tempo todo, e dormir com um monte de mulheres”, ele diz. “Isso é o que adolescente acham que têm que fazer para se tornar homem, o que é tão falso, e uma ideia horrível. Isso é o que todos os meus amigos fizeram – o que eu tentei fazer,  com o sucesso misturado”.

Para mudar o destino esperado de um ator criança, Radcliffe fez o inesperado: Em vezes de atrapalhar, ele cresceu para se tornar um tipo de homem inteligente e maduro. Do ponto de vista relativamente seguro de sua vida adulta, ele se preocupa com o quão diferente as coisas poderiam ter sido se ele tivesse crescidoem Los Angeles em vez de Londres. “Na América, você é tratado com ator primeiro e criança depois, mas é muito importante que crianças permaneçam crianças. Se eu tivesse me mudado pra cá, acho que teria sido diferente”. Ele descreve a forma como as crianças de hoje são tão adultas como tremendamente trágico – “o fato de que crianças quererem usar grifes? Eu não ligava a mínima pra isso. Meus pais estavam simplesmente tentando não me deixar comer insetos quando eu tinha nove anos. Eu não tinha ideia do que ‘AllSaints’ era. Quando as crianças pararam de comer lama? O melhor ponto de ser criança é que você pode fazer todas as porcarias que você não pode fazer quando você é adulto. É uma descida daí. Eu tenho 22 anos agora e percebo que meus melhores anos estão para trás”. 

Quer estejam certos ou não, aquelas anos certamente foram bons para Radcliffe, que cresceu para se tornar um dos rostos mais reconhecíveis na cultura pop – o que, claro, vem com um preço. “Muitas coisas estranhas acontecem”, ele diz sobre suas idas e vindas com seus fãs fanáticos. “Alguém na América do Sul adotou minha mãe como mãe dele, por exemplo. Ele via minha mãe em algumas fotos no tapete vermelho e escrevia pra ela dizendo, ‘Querida Márcia, meu nome é fulano de tal e eu sou da Argentina. Eu só queria deixar você saber que você é minha mãe agora. Como é meu irmão Daniel?’. Nós também tivemos um cara que enviou um monte de fotos minhas quando eu tinha entre 13 e 15 anos, e ele circulou minha virilha em todas as fotos com uma seta e as palavras, ‘Você teve uma ereção aqui?’. São coisas engraçadas”.

Obsessão, algo com o que Radcliffe lida muitas vezes, é também algo com o que ele se identifica. “Eu fui obcecado por pessoas, e manias e coisas. Eu não acho que eu iria gritar ou desmaiar quando alguém saísse do teatro ou algo assim”, ele diz, referindo-se indiretamente a multidão que o recebia todas as noites do lado de fora do teatro depois de cada performance de ‘How To Succeed’.

Desde que se mudou para New York, Radcliffe tem levado uma vida calma no WestVillage, namorando sob o radar e focando no trabalho – um privilégio que ele sente que colegas em situações parecidas talvez não tenham. “Veja todos os comentários que fizeram sobre os filmes ‘Twilight’”, ele diz. “Eu não me lembro suas palavras exatas, e eu não vou tentar citá-los, porque se eu os parafrasear, os fãs de ‘Twilightvão me matar. Mas o ponto é que aquelas crianças estão meio que prontas para dar adeus a isso. (Harry Potter) Durou 10 anos e nós tivemos um tempo bom pra caramba. Eu amei cada segundo, eu aprendi muito”.

Dado o comprometimento de Radcliffe com seu trabalho, é fácil presumir que ele seria adverso a um compromisso similar em sua vida pessoa. Tal suposição, ele insiste, está errada. “Eu amo a ideia de que você pode conhecer alguém quando você é jovem e ficar com ela para sempre”, ele diz. “Minha mãe foi a única namorada que meu teve. Eu olho para eles e vejo que eles construíram sua própria mitologia juntos. Isso é o que eu quero, construir um universo com alguém. Tudo que acontece antes de você encontrar essa pessoa é uma besteira. Você tem que encontrar alguém que você ama, e que também te ame, e então se prender a eles”. Ele insiste que monogamia com o parceiro certo pode ser muito excitante. “Eu tenho uma vida tão boa e feliz agora”, ele comenta. “Eu não saio muitas vezes, especialmente para bares e clubes, só porque não é mais tão divertido assim pra mim. Eu gosto de ficar em casa com minha namorada. Nós temos bons momentos simplesmente ficando um com o outro”.

Você não precisa ir muito fundo para descobrir que Radcliffe é viciadoem compromissos. De fato, ele poderia ser o último romântico a emergir em sua geração dominada pela tecnologia, sentimentalmente individual e amorosamente condenado. Seu entusiasmo por variados assuntos – de mulheres para filmes, e até para café – é genuíno e contagiante. Embora ele seja inegavelmente mais experiente que outros homens de sua idade, Radcliffe não mostra sinais de indiferença. Para ouvi-lo dizer que, cada música, cada projeto e cada pessoa têm o potencial de mudar sua vida. “Eu acho que as pessoas devem tentar se misturar o máximo possível”, ele diz. “Isso é o que nos torna melhor”.

O que o futuro reserva para o ator que conseguiu nos surpreender em cada uma de suas escolhas pós-Potter? Dizer suas falas enquanto acaricia um cavalo? Check. Dançar e cantar em um musical? Check. Interpretar um pai aos 22 anos? Check. O currículo de Radcliffe pode ser lido como uma checklist de alguém determinado a quebrar os limites em uma estrada pouco percorrida. E ele está apenas começando.





Por Debora in fevereiro 26 - 2:09 am

este ensaio fotográfico é incrivel, o dan tá muito lindo

gostei bastante da entrevista também.


Por Raquel in março 03 - 10:39 pm

Tão lindo! Amei a entrevista






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