Daniel Radcliffe em entrevista para a Entertainment Weekly / Autor: Barbara Carias

THE-CRIPPLE-OF-INISHMAAN

Confira abaixo a pequena entrevista que Daniel Radcliffe cedeu á revista Entertainment Weekly na semana passada.

Poucos atores conseguiram transcender os papéis que os tornaram famosos como Daniel conseguiu. Mesmo antes de pendurar as vestes de Harry Potter, Radcliffe realizou um punhado de papéis desafiadores que eram desvios significativos e intencionais do menino bruxo. Especialmente quando se trata de seu trabalho no palco, os movimentos de Radcliffe foram corajosos e ousados, durante sua exposição corporal em “Equus” até a grande audiência com as charmosas costeletas no surpreendente musical “How to Succeed in Business Without Really Trying”.

Será sua  terceira vez na Broadway – ele vai estrelar a comédia de Martin McDonagh The Cripple of Inishmaan,  que estará em cartaz no dia 12 de abril, no Teatro Cort e Radcliffe está ansioso para voltar ao palco. A EW  roubou alguns minutos de seu tempo no set de Frankenstein para conversar e relembrar todos estes papéis, as lições que ele trouxe da Broadway, e que outro papel está no topo de sua lista de desejos.

EW: Você realmente deve ter amado representar “The Cripple de Inishmaan” em Londres para reprisar ele por aqui. O que faz você mais animado para pegar o papel de Billy de novo?

DAN: Foi tudo e todos na verdade e a grande experiência que tive ano passado. Eu amo isso e já trabalhei em shows da Broadway, pela segunda vez agora, e eu gosto muito de trabalhar e viver em Nova York. É uma daquelas situações em que tenho a oportunidade de passar muito tempo trabalhando em uma cidade que eu amo e foi muito, muito emocionante.

EW: Billy é um otimista – ele é apaixonado com essa fuga brilhante de Hollywood. Você compreende isso? Será que você teve essa imagem de Hollywood em mente quando você era mais jovem?

DAN: Existe uma enorme diferença na vida de Billy e na minha, mas uma diferença em particular é que, enquanto eu estava começando a viver a vida, já tinha feito este tipo de trabalho com que Billy tanto sonhava quando tinha 10, 11, 12 anos de idade, eu os fiz, não apenas sonhei com eles. Mas uma das coisas que eu amo no Billy é como a sua ambição, seu otimismo e sua compaixão pelas outras pessoas não se esvai ou diminuí apesar do abuso que ele sofre constantemente. Acho que o que o leva, mais do que ser obcecado com a idéia de entrar em um filme, é que o documentário sobre a ilha vizinha apresenta a única maneira que ele nunca vai ver. Quem recebe uma parte do filme será levado de volta para a América, e ele vê a América como todos viram durante um tempo: como um lugar de oportunidades e tolerância. Ele acha que alguém com a sua condição pode ser capaz de forjar uma vida melhor lá fora.

EW: Essa é a sua terceira vez na Broadway. Quais foram as maiores lições que você aprendeu com “Equus” e “How to Succeed”?

DAN: “Equus” foi uma experiência de aprendizagem total, trabalhar com Richard Griffiths todos os dias e ser capaz de assistir e aprender com ele. Além disso, ao mesmo tempo que começamos  “Equus”, haviam alguns espetáculos, eu lembro muito bem, haviam grandes nomes e foram realmente grandes obras que não precisaram durar muito tempo necessariamente para tal sucesso, e eu me lembro que pra mim aquilo foi como um alerta. Não que eu estivesse sempre sendo condescendente, mas eu me lembro de pensar que não importava quem estivesse no meu seu show, ele seria simplesmente um bom show em que as pessoas quisessem muito me ver, caso contrário ele não iria sobreviver em Nova York. E depois de “How to Succeed”, eu o fiz durante 11 meses, de modo que só me ensinou muito sobre a resistência no palco e sobre como encontrar maneiras de manter um espetáculo fresco para 300 performances.  É realmente um grande teste e foi o que eu mais gostei. Quem sabe um dia eu parta novamente para essa corrida de uma peça de teatro onde eu tenha que mostrar tudo (Radcliffe se refere a exposição corpórea)de novo? Mas se eu conseguir uma duração de 12 semanas ou 14 semanas ou 30 semanas de prazo, eu posso ir, “Bem, eu sei que posso fazer isso, eu já fiz isso antes” (brinca Daniel).

EW: Realmente tem de esperar um grande sentimento sabendo que já colocou o cinto, não?

DAN: Essa é a melhor coisa sobre não fazer um musical! O dia após ter terminado, acordar e pensar:  “Eu não tenho que dar um show em que a minha voz soa como a de hoje ” é apenas o melhor.

EW: Na elaboração de sua carreira teatral, existem outros atores de gerações passadas cuja carreira você queira disputar em termos de equilibrar esses dois reinos de cinema e teatro?

DAN: Absolutamente. É uma coisa muito interessante, porque eu acho que houve sim esse período, e isso poderia ser totalmente da minha imaginação, mas parece-me que houve esse período mas que ele terminou á cerca de 10 anos atrás onde atores de cinema não podiam ser vistos como também atores de teatro. Você teve Richard Burton, Richard Harris e Peter O’Toole e todos esses caras que iriam a partir de filmes premiados com Oscar para um espetáculo de dois anos em “Hamlet”. Isso foi uma coisa muito, muito comum. É assim que você faz seu nome como um ator, geralmente, estando no palco pela primeira vez. Em termos da minha geração, uma das minhas primeiras lembranças de peças foi estar vendo James McAvoy, com quem eu estou trabalhando no novo filme no momento, em “Privates on Parade”. Vi Ben Whishaw fazer Hamlet quando ele tinha 21 ou 22 anos de idade. Eu vi Jude Law em cena um monte de vezes. Eu acho que há muito tempo eu estava lendo Guy Pearce dizendo que ele sempre vai voltar para o teatro porque é isso que o mantém afiado e na ponta dos pés. E eu também tenho certeza disso porque é uma coisa tão interessante a se fazer. Não há nenhuma razão para que exista de algum modo exclusivo essa ideia de que ou você é um ator de palco ou ator de cinema.

EW: Você já fez um musical, drama, comédia de humor negro, aventura, de tudo. Quais outros tipos de papéis estão em sua lista de desejos?

DAN: Combinando duas dessas coisas. Eu adoraria fazer um grande filme musical. Eu acho que quando eles são bem feitos, eles são incrivelmente emocionantes e divertidos. Todo mundo pensa que pensa nisso lembram imediatamente de “Grease” e coisas assim, mas um que foi um  pouco bizarro porém maravilhoso foi o filme de John Turturro “Romance & Cigarettes”. É um bizarro musical, e eu adoro coisas estranhamanete interessantes, diferentes assim.

Tradução e Adaptção: Barbara C

Fonte: Entertainment Weekly








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