Matéria sobre Daniel Radcliffe da revista DuJour / Autor: Andressa

Há alguns dias atrás, publicamos as fotos de um photoshoot do Daniel para a revista DuJour e agora trazemos a matéria publicada no site deles traduzida:

A última peça de teatro de Daniel Radcliffe na Broadway “The Cripple os Inishmaan” prova de uma vez por todas que nosso pequeno astro é agora um homem adulto.

Não existe uma segunda filmagem durante uma peça de teatro. Então, quando Daniel Radcliffe caiu durante uma de suas apresentações em 2011 do sucesso da Broadway, “How To Succeed In Business Without Really Trying”, o jovem ator sabia que sua melhor opção era levantar e seguir em frente.

“Eu caí no meio de um número de dança, um tombo muito feio e obviamente na frente e no centro do palco,” lembra Radcliffe, “E, claro, isso não foi bom. Você deve estar pensando, wow, eu parecia um idiota naquela hora. Mas você não para, você continua até o fim — e aquele número continuava muito bom. A experiência de ninguém é menos divertida para os atores que tomam um tombo.”

O ator tendo essa chance, tornou a noite mais interessante. Desde que encontrou fama e fortuna como Harry Potter, risco tem sido uma coisa que Radcliffe abraçou. Mesmo que tenha sido seu aniversário enquanto apresentava Equus em 2008 ou se tornar um jovem Allen Ginsberg no filme de 2013 “Kill Your Darlings”, Radcliffe tem evitado peças convencionais para trabalhar com um pouco mais de entusiasmo. Seu último projeto, uma renovação da Broadway da comédia negra “The Cripple of Inishmaan” estreando este mês, é outro ótimo exemplo do gosto do astro de 24 anos por coisas inusitadas — e que ele está ansioso para mostrar ao público de Nova York.

“Esta peça é impressionantemente cruel algumas vezes, e teve uma ótima reação vocal do público londrino,” diz Radcliffe. “E, sabe, o público de Londres são bem mais reservados que os de Nova York, então eu sempre lembro que se tivemos essa reação em Londres, vou adorar apresentar a peça em Nova York.”

Inishmaan pode ser desagradável. Quando o trabalho do dramaturgo Martin McDonagh foi recriado no West End no ano passado, Variety escreveu, “Ele é especialista em criar uma comédia de altas risadas com uma crueldade privada”, e se refere ao seu trabalho como “retratos de grande sucesso de travessuras covardes em enseadas irlandesas.”

A peça segue o personagem de Radcliffe, Billy, um jovem aleijado em uma pequena ilha irlandesa que tinha uma existência triste — com os requisitos de um amor não correspondido e infinitos insultos — é abalado quando uma produção de Hollywood se estabelece nas proximidades, dando a Billy a chance de conseguir um papel cobiçado e mudar o rumo de sua vida. Um filme que muda tudo para um jovem garoto? Não é de se admirar que Billy chamou a atenção de Radcliffe.

“Eu definitivamente consigo relacionar o seu amor por filmes, mas também posso dizer que o jeito em que nós lidamos com isso é bem diferente,” diz Radcliffe rindo. “Eu fui sortudo o bastante por ter me tornado parte disso quando tinha 9 ou 10 anos, mas uma coisa que eu realmente gostei no Billy, é que ele provavelmente é o personagem mais esperto na peça, mas ele também tem que lidar com o fato de ser constantemente subestimado. A diferença entre como ele realmente é, como ele sabe quem é por dentro e como as pessoas o tratam são as fontes de muita ansiedade e desespero para ele.”

Radcliffe, não sendo mais forte com as expectativas de estranhos, acrescenta, “qualquer personagem sem esse tipo de vantagem é provavelmente um pouco maçante.”

Felizmente, ouvi-lo dizer isso, maçante não é algo que Radcliffe está acostumado quando está no palco. “Broadway é um lugar incrível para se trabalhar como um ator,” diz ele. “Pessoas falam sobre isso o tempo todo, mas é uma experiência nova toda hora, e o aspecto dessa comunidade é brilhante, incrível e inesperado para mim. Mal posso esperar por isso denovo.”

Isso e a vida noturna. Apesar de sua grande visibilidade e o perigo de fazer algo, qualquer coisa que pode ser capturado por uma câmera, Radcliffe admite que, como um ator de Nova York, socialização é um privilégio.

“Eu adoro sair depois dos espetáculos. Em How to Succeed, nó tínhamos algo chamado Noites de Quinta na Broadway, porque quinta-feira tínhamos um espetáculo mais cedo, e depois poderíamos festejar no andar de cima em um dos camarins,” diz ele. “Esse é o tipo de coisa que deixa o espetáculo mais legal, e nessa companhia de Cripple, somos muito próximos, nós fazemos um ao outro rir muito, então tenho certeza de que repetirei algumas daquelas noites.”

E enquanto Radcliffe diz que filmar continua sendo seu primeiro amor — “Foi no meio disso que eu cresci,” ele explica, “eu sinto como se tivesse que fazer uma coisa para sempre, talvez seja isso” — trabalhar nos palcos sempre lembra de como ser um ator pode ser emocionante.

“Não me lembro de nada que tenha dado errado no palco que tenha estragado o espetáculo,” diz ele. “Mesmo que você erre, essa é uma das coisas emocionantes sobre ficar nos palcos — as pessoas aparecem e te ajudam, e você sempre consegue sair disso.” É a diferença, diz Radcliffe, entre trabalhar em frente as câmeras e se colocar na frente de um público noite após noite.

“No filme, você faz algo que não quer e a fita é usada, você está preso nisso,” diz Racliffe, “E então não há retorno.”

Tradução e Adaptação: Andressa Macedo
Fonte: DuJour








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