Relato de um fã sobre “The Cripple Of Inishmaan” / Autor: Andressa

Um integrante da nossa equipe, o Rafael, teve a chance de assistir à peça The Cripple Of Inishmaan, enquanto esteve em Nova Iorque. E, escreveu um relato sobre como foi conhecer o Dan e assistir à peça:

Na última semana, tive a oportunidade de ir para Nova Iorque assistir The Cripple of Inishmaan, peça estrelada por Daniel Radcliffe na Broadway. Há algum tempo já vinha planejando essa viagem, porém, a ideia de que eu teria a chance de ver o Dan pessoalmente parecia ainda distante e essa sensação permaneceu até que o momento realmente chegasse. Nesse texto falarei um pouco a respeito da peça e como foi encontrar o ator. Resolvi não escrever de forma crítica, mas sim como um fã completamente apaixonado e realizado por ter tido a oportunidade de conhecer o ídolo.

Cheguei em Nova Iorque numa sexta-feira, neste dia meus planos eram passear pela cidade e visitar alguns lugares legais, por coincidência passei em frente ao teatro em que a peça está em cartaz e vi um grupo de pessoas, sendo assim, eu e meu amigo resolvemos nos juntar e aguardar. Não esperava ver o Dan logo nas minhas primeiras horas de viagem e a medida que os atores secundários saiam pela Stage Door a ideia de que poderia vê-lo a qualquer momento me deixava em êxtase, depois de esperar aproximadamente uma hora, eis que ele sai e começa autografar livros, playbills e tirar foto com os fãs que estavam na primeira fila da grade. Devo dizer que não lembro realmente o que se passava pela minha cabeça nessa hora, sei que estava feliz, sorrindo, e tirando o máximo de fotos que podia. Todos sabemos que nosso querido Radcliffe não é um dos mais altos e isso dificulta bastante na hora de conseguir uma boa foto, mesmo estando há pouco mais de 2 metros da grade tive dificuldades de encontrá-lo com minha câmera, durante esse tempo, pude perceber que ele realmente é como eu esperava, sorridente, gentil e sempre agradecendo as pessoas que o elogiavam enquanto buscava atender o pedido de todos. Quando ele foi embora, fiquei um bom tempo relembrando do momento e tentando acreditar que realmente tinha acontecido.

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O dia seguinte foi o mais esperado por mim, afinal assistiria a peça e estava curiosíssimo pra conferir a comédia descrita como de um humor “muito muito muito negro”. Para quem não está por dentro, uma pequena descrição: Daniel Radcliffe interpreta Billy Claven, um jovem com deficiência física que vive em uma comunidade Irlandesa nos anos 1934 e tem o sonho de se tornar uma estrela de Hollywood, no entanto, as pessoas ao seu redor não dão muito crédito ao desejo do rapaz que é chamado de Aleijado Billy por todos.

Assim que a peça começa, somos apresentados a duas ótimas personagens, que são tias de Billy e juntas elas desenvolvem um ótimo diálogo inicial carregado de frases de efeito que ao final tem como objetivo apresentar o personagem principal e um pouco de sua personalidade, tal como sua atividade preferida (observar vacas no campo, haha). Assim que Dan tem sua primeira entrada já é possível observar como o papel exige do ator. Ele fica durante todo o tempo, pouco mais de duas horas, com uma das mãos encolhidas e uma perna esticada no ar enquanto sentado, sem falar do jeito de andar, que é totalmente bem desenvolvido e padronizado durante toda a peça. Todos os atores estão com um ótimo sotaque irlandês que a principio é muito complicado de ser entendido. A história se desenvolve com piadas a respeito da doença de Billy, alcoolismo, problemas familiares e promiscuidade. Tudo muito bem dosado com cenas dramáticas (Dan tem dois monólogos carregados de drama em que ele está simplesmente maravilhoso, poderia rever essas duas cenas por horas e não me cansaria) e até mesmo uma pitada de romance. Os atores estão ótimos e o entrosamento entre eles é perceptível.

Ao fim da peça meu sentimento era de orgulho, orgulho de ter acompanhado o ator desde seus primeiros trabalhos em filmes e na TV. Ter a oportunidade de comprovar seu amadurecimento como ator em uma peça da Broadway foi indescritível.

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3Ao final da peça, corri para a saída com o objetivo de conseguir meu autógrafo e, quem sabe, uma foto com ele. Quando o ator surgiu, mais uma vez todo aquele sentimento de estar muito próximo ao seu ídolo veio junto, pude entregar meu exemplar de Pedra Filosofal e minha Playbill para que ele assinasse. Não consegui uma selfie, mas o fato de vê-lo nesses dois dias me fez o fã mais feliz do mundo. Se eu pudesse ter um tempo com ele, provavelmente só agradeceria por todos os bons momentos em que ele me trouxe.

Texto e fotos por: Rafael Rodrigues
@1Rafaell

 
 
 
   
  
 
 

 
 








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