Daniel Radcliffe para o jornal online Metro / Autor: Barbara Carias

No final de mês de Outubro, Daniel concedeu uma pequena entrevista ao jornalista Matt Prigge do METRO, falando um pouco mais sobre como decidiu fazer parte do elenco de “Horns” e sobre seus filmes de terror favoritos. Confira a tradução abaixo.

Daniel Radcliffe afirma que teve uma maré de sorte após a filmagem do último filme da franquia de “Harry Potter”.

Ele protagonizou com sua inteira alma três personagens em três filmes totalmente diferentes: Interpretou Allen Gisnberg em “Kill Your Darlings”; foi uma estrela na comédia romântica “What If” e então chegou á “Horns”, uma mistura de terror e mistério regado de uma boa dose de comédia e romance, no qual ele interpreta um jovem acusado de ser o culpado pelo assassinato brutal de sua namorada (interpretada pela atriz Juno Temple), e então, um belo dia o jovem acorda possuindo um par de chifres e um poder sobrenatural de transformar as pessoas em criaturas seriamente honestas.

O fascínio do diabo: “É interessante como muitas vezes o “diabo” aparece na literatura, na cultura pop, peças teatrais e em filmes – mais até que Deus. Eu posso lembrar-me somente de “Bruce Almighty”. Até em outros, mas com certa dificuldade. O diabo é um personagem muito carismático, e sempre será. De acordo com a história, ele costumava ser um anjo e por mal comportamento caiu, a partir daí, teve potencial para o bem e para o mal dentro de si. Não aparece algo relacionado a ele ser um ser humano de verdade, ao contrário de Deus, que possui essa grandiosidade o tempo todo”.

Seu diabo fictício favorito: “ ‘The Master and Margarita’ é a minha versão favorita do diabo, porque esse diabo é como uma amálgama com partes separadas que são divididas em entidades diferentes. Há um chamado de Roland, que está sempre vestido de preto, mas há também o Koroview, o qual possui 7 metros de altura, e há um outro, um gato preto que por sua vez, possui 5 metros de altura. Eles são sua comitiva. É simplesmente uma representação maravilhosa do diabo rasgando Moscou ao meio em 1925. Radcliffe e seu diretor Alexandre Aja, compartilharam também seu favoritismo por “Sympathy for the Devil”, que possui essa ideia do diabo como um temporal, uma metamorfose de um ser sempre presente.

Sua necessidade por fazer “Horns”: “Eu respondi ao script de uma forma muito visceral”. Eu me coloquei no lugar de outra pessoa vendo outro ator interpretando aquele tipo de cena, seria como ver minha namorada beijando alguém. Dá aquele nó no estômago. Assim que eu li, eu sabia que se eu assistisse outra pessoa interpretando aquilo no meu lugar, eu ficaria muito infeliz”.

Ele teve que convencer Aja de lançá-lo: “Eu me voltei para Alex e definitivamente demonstrei o inferno que havia dentro de mim. Deixei-o saber o que eu estava disposto a fazer por este filme, o quão duro seria o meu trabalho, até porque, eu sabia que ele estava pensando em uma pessoa mais velha para isso. Então encorajei: ‘Por favor, deixe-me lhe mostrar que esta forma de pensar está totalmente errada’”.

Por que ele não é um horror: “Há uma obsessão moderna – talvez não tão moderna, talvez eu esteja sendo muito duro com a modernidade – mas há uma obsessão em categorizar os filmes e coisas do gênero. Você poderia dizer que se trata de um filme de terror por ter Alex como diretor. Na verdade me pergunto se Alex não fosse o diretor, se ele iriam o categorizar simplesmente como ‘horror’. Eu acho que ele não pode ser categorizado dessa forma. Existem elementos de horror e de thriller. Mas generalizando, é apenas uma história de amor. Na realidade apenas um drama. Trata-se da clássica batalha do bem e do mal, só que isso está acontecendo dentro de apenas uma pessoa. O grande dilema desse filme não está direcionado exatamente no culpado do assassinato, mas sim em sua reação ao descobrir quem fez isso. Será que ele vai manter sua trajetória de raiva e violência, ou vai fazer a pessoa ver o que ele realmente é, uma pessoa que está ostensivamente de luto e aceita o perdão pelo simples desejo de acabar com tanta violência e ódio”.

Interpretando um personagem que é intenso e nem sempre agradável: “Interpretar  alguém que faz coisas terríveis o qual o público ainda estará torcendo por esse personagem? Isso é quase o ideal! Sua intensidade e o alcance de suas emoções me fez querer interpretá-lo, a partir da comédia no início do filme para o quão horrível é o lugar e  a cena em que ele tortura seu irmão. Houve uma verdadeira comoção por ele, um romance de verdade sobre ele, por conta de seu coração ser puro. Há algo de belo e doloroso em ver como esse romance o destruiu e ao mesmo tempo conseguiu reconstruí-lo”.

Os seus filmes de terror favoritos: “‘O Iluminado’ seria o primeiro filme de terror que nunca realmente me assustou de uma forma profunda. Não que ele tenha só me feito pular, mas me assustou para caramba. Além disso, eu só assisti porque estava trabalhando com o diretor, mas James Watkins, que dirigiu “Woman in Black”, seu primeiro filme é chamado de “Eden Lake”, com Michael Fassbender e Kelly Reilly. Isso sim é um grande filme, porque poderia concebivelmente acontecer na vida real. Os antagonistas são crianças horríveis que destroem o fim de semana desta família. Esse também possui o final mais sórdido e mais triste que eu já vi. Quando eu encontrei com James eu lhe perguntei: ‘Como você teve corajem de acabar um p*** filme desses dessa maneira? ’”.

Mas seu filme favorito desde sempre é um filme britânico de 1946, intitulado “A Matter of Life and Death” (que é de fato incrivelmente brilhante): “Esse é um filme que eu assisti com cada namorada que tive. É aquele momento verdadeiro: ‘Se você não gosta desse filme então eu realmente não gostarei de sair com você’”.

Tradução e Adaptação: Barbara Carias

Fonte: METRO








2011 - 2016   DanielRadcliffe.Com.Br