Daniel Radcliffe para a Dazzed Digital / Autor: Barbara Carias

A revista online Dazzed Digital fez um pequeno flashback de como foi o ano de 2014 para Daniel Radcliffe. Nela o ator conta sobre momentos embaraçosos em sua carreira, sua visão sobre a cultura pop e muito mais! Confira abaixo a entrevista.

“Desde reabilitar sua imagem com papéis mais arriscados em filmes como “Kill Your Darlings” e “Horns”, Daniel Radcliffe mergulhou fundo traçando seu caminho de volta ao mundo cinematográfico. Este ano ele só nos levou aos cinemas duas vezes, na primeira vez estrelando como protagonista da comédia romântica “What If”, e na segunda, em  “Horns” onde ele também estrelou como protagonista, mas provavelmente o primeiro papel o qual o ator teve chifres em sua cabeça, literalmente. Neste ano ele estará de volta fazendo parceria com Judd Apatow na comédia “Trainwreck”. Em seguida, ele estará de volta ás telonas, mancando, interpretando Victor em “Frankenstein”, o maníaco que dará vida ao personagem principal, nele, Radcliffe contracenará ao lado do também talentoso James McAvoy.”

Trey Taylor

 

Qual foi a sua definição da cultura pop de 2014?

Oh meu Deus, o que seria… Você sabe qual? Bom esta manhã eu estava em um programa de rádio, conversando com Nick Grimshaw, ele é bem próximo do Harry Styles, então ok, acho que esse era o ponto em que deveríamos chegar correto? Aparentemente – eu não sabia disso até o dia de hoje – mas, aparentemente, Harry Styles vomitou em algum lugar e um santuário foi feito naquele local e as pessoas estão o visitando. Então, eu sinto que se você quiser falar sobre a cultura pop envolvendo as celebridades de 2014, acho que essa é uma boa história.

Eu também li que havia alguém vendendo doenças na internet.

Sim. Sinto que esta pode ser a definição da cultura pop dessa geração. Além disso, o novo vídeo da Nicki Minaj. Eu estou tentando pensar em outras coisas mas não consigo no momento.

O que você achou do vídeo “Anaconda” da Nicki Minaj?

O que eu achei? Ela é sexy! Não há nada a mais para se pensar, além disso. Houve uma enorme controvérsia sobre este vídeo ou algo do gênero, né?

Algumas pessoas pensam que ela está tentando trazer de volta feminismo através do “twerking”, e outras dizem que ela é apenas uma pessoa sexualizando seu corpo.

Ah, entendi. Não sei definir.

Ainda há um grande debate sobre isso.

Bom, neste debate eu ficaria completamente cego pela cobiça. Do que ela gosta? Eu ficaria bem intrigado para saber o que ela pensa a respeito disso tudo.

Tenho certeza que ela possui sua atitude de diva, mas também acho que ela é um pouco feminista, sabe?

Sim, entendo, mas eu sinto que por vezes as pessoas analisam as canções de uma forma muito preconceituosa, ao invés de utilizar isso como algo comum e divertido. Eu entendo, acho que é pela imagem que ela promove e a influência que ela pode exercer sobre as pessoas, mas ainda acho que não se pode analisar uma canção dessa forma. Se ela quer fazer a música assim, você não pode querer impedi-la.

É aquele tipo de pessoa que mata – literalmente – a diversão. Não é?

Sim, eu acho. Nossa, eu obviamente escolhi um lado agora. (Risos)

Qual foi a sua música e o seu filme preferido do ano passado?

O meu filme preferido do ano passado com certeza foi “The One I Love”, um filme do Charlie McDowell.

Por quê?

Porque é tão incomum, e tão simples, é muito, muito engraçado, mas também uma das histórias mais interessantes. É um filme sobre um casal que quer ir embora para uma espécie de retiro no interior dos Estados Unidos. Há uma casa de hóspedes onde eles estão, por isso, eles vão morar na casa de baixo, e de vez em quando, um deles entra na casa de hóspedes sem a outra pessoa, basicamente eles encontram uma versão idealizada de seu parceiro, e seu verdadeiro parceiro não pode entrar na casa. Esse filme é uma loucura, mas basicamente conta a história de um casal lutando para salvar seu casamento, mas é feito de uma forma surpreendentemente criativa.

Minha música preferida… Oh Deus! Eu estou gostando realmente do novo álbum do Jamie T, particularmente de uma música chamada “The Prophet”, não sei se é a minha favorita de todo o ano, mas com certeza está no topo. E quando digo no topo, é lá no alto mesmo. Eu não consigo pensar em mais nada agora.

O que você acha que será do estilo e da cultura pop em 2015?

Muito mais vômito sendo vendido na internet. O que eu acho que vai mudar? Eu não tenho nenhuma ideia realmente. Quer dizer, eu me preocupo um pouco pra ser honesto. Eu me preocupo um pouco com a obsessão das pessoas em saber como eu vivo. E quando digo, eu, me refiro a qualquer celebridade no geral.

Esta manhã você falou sobre a lista dos mais ricos.

Sim, quer dizer, foi bem estranho, mas tudo bem. Isso é realmente uma coisa muito britânica, eles tendem a fazer muito disso. – Oh, mas eu acho que a Forbes (USA) possui uma lista também!

Como você se sente sendo classificado nesse ranking contra outras pessoas?

Está tudo bem. Quero dizer, é tudo ridículo, a coisa toda é ridícula e todos que estão na lista sabem disso. Qualquer um que olhe para esta lista e se pergunte: “Oh, onde eu estou esse ano?” é um babaca.

Isso vai além da disputa. Lembro que no início do ano, sai para fazer algumas compras acompanhado da minha namorada, depois de terminarmos voltamos para casa, quando chegamos, havia fotos de nós dois online, pensei, pelo menos é no Perez Hilton, que para mim é um dos poucos e geralmente inofensivo em relação aos outros sites. Mas acho tão estranho que as ações triviais das pessoas estejam sendo usadas como posts para bombar na internet, como se fossemos algo de outro mundo. E eles não são, isso é apenas a vida. Eu acho que esse tipo de coisa cria uma atmosfera onde as pessoas só aspiram a fama através de coisas assim, e não por fazer um produto ou um trabalho legal. Então, sim, eu me preocupo um pouco.

Diga-me uma nova habilidade que você aprendeu em 2014?

Estou aprendendo a tocar guitarra. Comecei como quem não quer nada e agora estou realmente envolvido e gostando disso de verdade.

Violão?

Não, eu tenho uma guitarra elétrica mesmo, com um amplificador e um pedal de distorção – acústico é incrível, mas como, acústico é muito mais difícil, pelo menos para mim. Você pode brincar em uma guitarra elétrica e obter um bom som rapidamente, então eu realmente me divertindo com isso.

Quem era o seu herói cultural anônimo que você só descobriu em 2014?

Na verdade, curiosamente eu acabei de mencionar ela em outra entrevista. Sister Rosetta Tharpe, você conhece?

Não. Ela era religiosa?

Ela é esse tipo de herói anônimo, criadora do rock’n’roll, junto com, obviamente, todo o tipo de gente do sexo masculino nesse grupo onde uma senhora negra incrível tocava guitarra elétrica.

O que lhe aconteceu no ano passado que você não esperava que acontecesse de jeito nenhum?

Com certeza as extensões de cabelo com as quais tive que lidar por conta de Igor. Eu realmente não previa isso.

Isso foi uma coisa que te estressou ou chateou? Ter todo aquele trabalho de colocar e retirar as extensões de cabelo?

Digamos que não foi um período negro para mim, mas foi para a minha namorada. Ela não ficou muito feliz com todo aquele cabelo. Definitivamente não. (Risos) Eu não consigo pensar em outra coisa que tenha me incomodado. Oh sim! Quando eu fui ao México para promover “What If”, todos os fãs se juntaram e pagaram para uma banda fazer uma serenata para mim do lado de fora do hotel, eles ficaram tocando lá por um bom tempo. Olha só, por isso eu também não esperava.

Este é aquele momento em que você pensa: “Eu não posso acreditar que isso esteja realmente acontecendo…”.

Foi sim. Foi um daqueles momentos reais de “Nossa, isso é tão carinhoso, mas é realmente estranho”.

O que podemos esperar de você em 2015?

Bom, “Frankenstein” será lançado em 2015, e se tudo correr como planejado, nas próximas semanas estarei gravando mais um filme.

 

 

Fonte: Dazzed Digital








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