Entrevista para a Young+ Magazine / Autor: Yolle

A Young+ Magazine (para os jovens do Oriente Médio) publicou sua entrevista online pela promoção de Victor Frankenstein.

 É verdade que há mais filmes de Harry Potter saindo? Você participaria sem avisar?

Não nesses. Esses antecedem os filmes do Harry Potter, acredito. Sinto que seria muita distração. Então não vou participar, mas estou ansioso para vê-los, especialmente Eddie [Redmayne], ele é demais. Acho que vai ser fantástico.

Você não aproveitaria se houvesse uma pequena possibilidade, como Harrison Ford em Star Wars?

Sei que houveram grandes aparições em Star Wars, mas eu não acho que estou pronto ainda. Tenho certeza que eles não querem isso, e eu não quero. São filmes separados e tenho certeza que eles querem mantê-los separados.  Estou feliz por Eddie e acredito que a equipe está de volta e eles são demais.

Espero que ele comece a receber essas perguntas e não eu (risos), o que me fará muito feliz também.

A rede social virou um ponto importante para o marketing de filmes?

Talvez. Eu não tenho nenhuma conta em redes sociais, então provavelmente não vem muito de mim. Acho que deve ser um ponto, mas não acho que é importante para se fazer um bom filme.

Foi uma decisão sua não ter uma conta em redes sociais?

Eu apenas não queria. Todas as pessoas que vejo no Twitter, você nunca vê “Oh, vou twittar isso, é ótimo!”. Eu sempre vejo “Ah cara, tenho que fazer meu Twitter”. É sempre assim, então eu nunca senti como se tivesse perdendo algo. Não parecia algo tão divertido. Mas eu não sei, talvez esteja perdendo.

Você já se fantasiou de outra pessoa para que você não fosse reconhecido nas ruas?

Eu fui como Homem-Aranha na Comic-Con do ano passado (em San Diego, EUA) e foi muito legal. Acho que foi só essa vez. Não preparei nada pra esse ano, então me senti meio desiludido, mas é apenas meu segundo ano. Eu estava bem mais confortável esse ano. Sei que me enfiei em uma coisa não tão impressionante e intensa quanto as pessoas acham, então eu estava bem lá.

Você andou pela Comic-Con esse ano?

Não no piso. Não achei que seria uma boa ideia. Talvez em alguns anos.

O que você gosta mais na Comic-Con?

É um lugar onde você vê estudios e essas grandes companhias competing para fazer a conexão melhor e mais forte com seus fãs. É muito legal ter estúdios competitivos porque assim você tem seis mil pessoas sendo levadas a um concerto do Star Wars ou o diretor Zack Snyder dirigindo o Batmovél. Tem várias coisas legais e originais acontecendo e tal, é uma atmosfera muito boa. Todo mundo é muito de boa. É magia pura.

E que mágica você encontrou dessa vez contando a história de Frankenstein que as pessoas conhecem tanto?

É um tipo de filme de aventura gótico. Acho que é muito gótico para um terror. Tem elementos de terror, mas sim, é basicamente um filme sobre Frankenstein. É uma releitura de Frankenstein pelos olhos do seu assistente, o Corcunda Igor, que eu interpreto. Esse é o ponto dele; é a perspectiva de Igor e da loucura do seu monstro. Enquanto a diversão continua, se torna um filme de aventura, tipo um filme de aventura e comédia, fazendo híbridos e tentando de tudo o  possível a partir do nada.

Híbridos?

Há uma cena que tem uma criatura muito legal; é na verdade uma das minhas preferidas. É um protótipo para o monstro que eventualmente iríamos fazer. É tipo um híbrido de alguns outros animais.

É baseado no livro original? Você leu o livro original do Frankenstein enquanto crescia?

Não sou muito fã do livro. Não conheço muito o livro. O filme não tem nada a ver com o livro… Isso parece um argumento que ainda funciona hoje com inteligencia artificial ou clonagem. Então esse argumento ainda é muito relevante, estamos pegando isso do livro, mas além disso, Igor, o meu personagem não está no livro, com todas as coisas do Frankenstein que você ama.

Tem muita violência?

Não é tipo violento, violento. A maioria da violência sou eu que sofro (risos). Victor Frankenstein abusa muito de Igor e sua relação é também muito amorosa, muito completa. Há um tipo de relação mestre-servo. James McAvoy é um ator muito físico e eu gosto de ser físico também, então eu lhe dei permissão para me jogar por aí. Você pode ver isso na primeira cena, é umas das minhas preferidas no filme.

Você teve algum medo quando leu o roteiro pela primeira vez?

Tem um pouco disso. Eu acho que sou um caso perdido para punições, porque me encontro pensando muito antes de começar um trabalho. Eu tenho um momento em que fico: “Ah cara, porque estou me estressando tanto com isso, porque eu não consigo escolher algo fácil pra eu me preocupar?”. E então eu fico: “Bom, porque aí você não se importaria com isso.”. Eu acho que esse pouco de medo e estresse de como eu vou fazer é o que torna a coisa boa. Um pouco de medo é saudável… e mágico.

VIA – Daniel Radcliffe Holland








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