The Guardian: Review de “Swiss Army Man” / Autor: Andressa

Após a exibição de “Swiss Army Man” no Sundance Film Festival, jornais e blogs lançaram suas reviews (críticas) sobre o filme, e nós do DRBR estamos traduzindo algumas delas.

Confira abaixo a review traduzida do jornal The Guardian:

Swiss Army Man review: Flatulência de cadáver de Radcliffe salva Paul Dano

Um dos mais filmes mais estranhos teve sua première no Sundance Film Festival, na qual o cadáver de Daniel Radcliffe solta gases – e ainda sexualmente excitado – atua como um veículo para Paul Dano encontrar a redenção.

Em “Swiss Army Man”, filme que estreou no Festival de Sundance, dos estreantes diretores Daniel Kwan e Daniel Scheinert, Hank (Paul Dano), preso em uma ilha e sem esperanças, vê um cadáver (Daniel Radcliffe) rolando nas ondas, com sua pele azul e provavelmente sem esperanças também. Primeiro ele puxa o cinto de Radcliffe (para se estrangular), mas ele nota que o corpo solta gases intestinais. Como os macacos com ossos em “2001: Uma Odisseia no Espaço”, Dano usa o corpo de Radcliffe como um jet ski, sua flatulência o empurra para a civilização. Acredite ou não, o filme está só começando a ficar estranho.

Encontrando-se perdido em uma área florestal, Radcliffe é espremido com a água coletada na sua mandíbula aberta na chuva. Isso é possível? Antes que você pense muito nisso, Radcliffe é logo ressuscitado (um fantasma!) e, embora não menos útil, é também um menino curioso.

Chamando a si mesmo de Manny, a cara petrificada de Radcliffe, aprende sobre a vida, amor e Netflix, a partir do mundo de Hank, mas quando chega a hora de aprender sobre sexo, a resposta fálica de Manny é mais do que apenas uma piada: seu inchaço prova ser o radar que se precisa para achar o caminho de casa.

Manny vê as fotos no celular de Hank e fica atraído por elas. Esta é a mulher que Hank abandonou?  Uma ex-namorada de quem ele ainda anseia? Com o tempo ele irá descobrir que Hank é na verdade, outro solitário menino do cinema quase que assustador, carregado pela urgência do carinho não correspondido.

Ao longo do caminho, contudo, os diretores (creditados no começo do filme como Daniels) mantém as coisas criativas com um pouco do espírito criativo de Michel Gondry, quebrando a realidade com peças extraídas da imaginação dos personagens. Em breve o para estará bebendo ou dançando, “indo ao cinema” ou talvez, se apaixonando?

Eu nunca poderia preparar você para a situação em que flatulência desempenha um papel principal em “Swiss Army Man”. Além do seu enredo de invenção (é o gás que mantem esses homens perdidos na viagem deles) o tabu de soltar os gases intestinais (assim como masturbação) se torna a metáfora central de ser fiel a si mesmo. Isso é grosseiro e idiota, mas é, graças as duas boas atuações e o uso elegante da música e da edição, um pouco comovente. Gás profundo, na verdade.

The Guardian – Jordan Hoffman
Traduzido e adaptado por: Gustavo Borella








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