[Traduzida] Entrevista de Daniel para o jornal Metro / Autor: Nuara Costa

Na onda de divulgação de “Imperium,” Daniel foi entrevistado por diversos jornais e revistas. O Metro US o entrevistou e nós traduzimos. Confira tudo abaixo:

Daniel Radcliffe fala sobre cupcakes em forma de swastika e o lado normal do mal em “Imperium”

Danel Radcliffe tem atuado desde os 10 anos, então fazer um agente do FBI infiltrado entre supremacistas brancos não foi a parte difícil em seu novo filme, “Imperium.”

“Dirigir em frente às câmeras,” diz o ator de 27 anos, que teve que fazer manobras agitadas em uma pick up para o filme. “Eu estava mais confortável fazendo as coisas com armas do que dirigindo. E eu nunca passei meu tempo com armas, mas eu senti como se fosse mais provável que eu fosse matar alguém em um carro.”

“Eu passei na minha prova de direção uns anos atrás especificamente para que eu pudesse dirigir nos filmes porque eu estava em situações onde dublês eram contratados para que eu dirigisse, e estava se tornando muito caro.”

“Imperium” é baseado em uma história real sobre um terrorista doméstico que o ex-agente do FBI, Mike German, frustrou. Nós falamos com Radcliffe e o escritor e diretor do filme, Daniel Ragussis, sobre como o racismo floresce e cupcakes de swastika.

Como parte do papel, você teve que falar palavras bem feias.

Radcliffe: Eu não tive problemas dizendo-as porque era meu trabalho; não foi legal dizer, eu definitivamente me senti mal. Eu fui até os atores a quem eu estava dizendo as palavras entre quase todas as tomadas e disse “Deus, me desculpe.” Todo mundo entende que é atuação, mas aquelas palavras tinham poder, e eu estava gritando-as em um lugar bem público.

“Imperium” é basicamente sobre o poder das palavras, especificamente os livros usados para doutrinar os jovens na causa supremacista branca. Há um livro que foi significante para você?

Radcliffe:“Adventures in the Screen Trade,” de William Goldman. Eu lembro que eu li quando tinha 12 anos e obviamente eu estava nos filmes [de Harry Potter], e havia essa fala, “Todas as estrelas desaparecem, apenas atores permanecem.” E eu estou parafraseando, mas percebi que se eu realmente gosto desse mundo, ser famoso não é o bastante; você terá ótimos 10 anos, mas para ter uma carreira você tem que ser algo a mais.”

Você sempre pende para projetos com um elemento de realismo mágico, como “Swiss Army Man.” Você é atraído por isso e o que te atraiu sobre esse filme?

Radcliffe:Eu sou atraído por realismo mágico, é muito do que eu leio – meu livro favorito é “The Master and Margarita.” Uma das coisas que eu amo sobre [o gênero] é que qualquer coisa pode acontecer se você souber justificar. O que me atraiu em Imperium foi o fato de ele ser ávido, primeiramente por ser um ótimo thriller. Eu tive muito pra falar, e ele foi muito autentico em como retratou esse mundo.

Eu acho que eu gosto disso: como um membro do público, eu quero descobrir sobre um mundo que eu não conheço. Os livros que eu li tem a mesma qualidade: você está naquele mundo, e explorando o que é divertido nele, e o que se torna desinteressante pra mim quando você está assistindo uma versão Hollywodizada de algo, já nesse você sente autenticidade do que realmente é estar infiltrado, e isso é bem empolgante pra mim.

Os supremacistas brancos fazem coisas terríveis nesse filme, mas também são mostrados vivendo vidas normais. 

Radcliffe:Se você olhar em um quadro de avisos [de supremacistas brancos], você vai ver posts relacionados à politica, mas as coisas hilárias são as receitas.

Os cupcakes em forma de swastica servidos em uma recepção no filme foram um toque legal.

Radcliffe:Eu os levei pra casa. Eles eram de red velvet e cream cheese!

 

Fonte: Metro US








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