[TRADUZIDO] Daniel fala sobre Swiss Army Man e Imperium para o The Skinny / Autor: Andressa

Com dois lançamentos em algumas semanas, a estrela de Harry Potter, Daniel Radcliffe, discute o que ele quer para o seu futuro.

Desde 2012, quando Daniel Radcliffe atuou como Arthur Kipps na adaptação de Susan Hills, A Mulher de Preto, a estrela de Harry Potter tem feito uma abordagem eclética ao escolher papéis para evitar o destino de muitas estrelas infantis – a obscuridade.

Tornou-se claro que ele não precisava se preocupar, desde que a série Harry Potter acabou em 2011, ele nunca ficou sem atuar. Radcliffe atuou em nove filmes (incluindo Kill Your Darlings e Victor Frankenstein), um filme televisivo (My Boy Jack) e atuou com John Hamm na adaptação da BBC do livro de Mikhail Bulgakov, A Young Doctor’s Notebook. Sem mencionar as pesadas críticas por seu trabalho no teatro, o mais notável em 2007 (ao mesmo tempo da onda Potter) quando ele apareceu na adaptação de Peter Shaffer, Equus.

Seus últimos papéis em filmes lançados, não poderiam ser mais diferentes. Em Imperium, seu trabalho mais recente, Radcliffe atua como um agente do FBI que é mandado pela chefe (Toni Collette) a se infiltrar em um grupo supremacista branco, suspeito de planejar um ataque terrorista. Em preparação para o papel, o ator teve a desfavorável tarefa de procurar sobre a literatura nazista e em fóruns, nos cantos mais escuros da internet, para encontrar esses grupos de extrema direita.

“Foi cansativo, por que você está lendo um monte de ódio,” explica Radcliffe. “Gostaria de olhar nesses fóruns de internet e observar essas ginásticas mentais bizarras em que as pessoas se colocam. Qualquer argumento alimenta uma conspiração mais ampla que eles se convenceram que existe, tudo e qualquer coisa é torcida a favor ou contra apoiar a sua visão de mundo. Foi a intransigência. Você está constantemente contra a parede com estas pessoas, e você nunca vai mudar a mente delas. ”

Em contraste, ele se transforma em um cadáver flatulento que é trazido de volta a vida na comédia hit do Sundance do Daniels, Swiss Army Man, apresentada com um diferente conjunto de desafios. “O fato de que meu personagem, Manny é restrito em seus movimentos foi parte do atrativo,” diz Radcliffe. “Eu amo toda essa coisa física.” O desafio de Radcliffe é que, enquanto ele tem pequenos movimentos no filme, ele está longe da vivacidade, dependente de sua co-estrela Paul Dano para mover seus membros e carregar ele de A para B, significa que a dupla teve que trabalhar junta.

“Acho que foi no segundo dia, [Paul] cuspiu em sua mão e limpou-a na minha cara, ” relembra Radcliffe. “Depois daquele momento nós sabíamos onde estávamos, não havia tempo para puritanismo. Paul também é exatamente o tipo de ator onde você quer pular em cima. Ele é um ser humano amável e totalmente precioso.”

Com mais outros dois papéis sob o cinto, Radcliffe explica o que ele está procurando da sua carreira. “É sobre originalidade, e se eu vi isso antes ou se eu fiz isso antes, ou se isso é novo para mim de alguma maneira – também é com quem eu trabalho.” Desde seus dias de filme em estúdio, Radcliffe tem procurado trabalhar em filmes mais independentes, por que, para ele, é onde o trabalho interessante está sendo feito. “Eu estou em uma posição onde eu tenho a luxúria de inacreditavelmente escolher meus papéis, o que eu acho que incomoda o meu agente,” ele ri.

Radcliffe sabe que seus anos como “O Menino que Sobreviveu” deram a ele uma oportunidade rara, que muitas estrelas infantis nunca têm, e que isso pode não ser igual no futuro. Ao mesmo tempo, ele quer encontrar projetos que o excitem, incluindo mais peças de teatro, revelando que ele estará de volta aos palcos do Reino Unido no próximo ano.

O ator de 27 anos, recentemente, terminou uma temporada da peça de James Graham, Privacy, que foi transferida do Donmar Warehouse em Londres para off-Broadway. Para Radcliffe, é o trabalho nos palcos que desenvolve seu estilo de atuar. “Nunca houve uma peça na qual eu atuei em que não me senti um ator melhor depois.” A peça, uma documentário-drama sobre privacidade online, deu a nós uma oportunidade de discutir se a atenção da mídia é algo com o que ele luta.

“Um amigo meu se refere a isso como ‘corte’”, diz Radcliffe sobre atores e diretores que leem resenhas e colunas de fofoca sobre eles mesmos, um hábito que Radcliffe levou muito tempo para perder. “Levou um longo tempo para eu perceber que eu não preciso ser do jeito que as pessoas querem e se elas vão continuar ou não, isso não precisa me incomodar.” Fama é algo que veio rápido para o jovem Radcliffe. “Eu acho que uma das coisas mais difíceis sobre crescer sendo famoso não são as drogas ou tentações, mas sim tentar encontrar quem você é enquanto as pessoas já têm uma impressão sobre você.” A solução dele: evitar redes sociais e manter a privacidade sempre que ele puder.

E o que vem a seguir? Por algum tempo, ele tinha sido escalado para o filme The Modern Ocean, de Shane Carruth, no qual Radcliffe descreve como “o roteiro mais ambicioso de todos” que ele tenha lido. A dupla se conheceu no set de Swiss Army Man onde Carruth estrela como um figurante médico legista. Infelizmente, Radcliffe não está mais envolvido no projeto, mas ele irá aparecer em Jungle, uma adaptação do livro de Yossi Ghinsberg, sobre um guia fraudulento que lidera um grupo aos confins da selva boliviana.

Também atuando, a ex-estrela infantil tem outro truque na manga com suas ambições de mudar para a direção, e ele tem escrito um projeto que ainda está desenvolvimento. “Eu nunca quis sair da atuação, mas eu definitivamente quero dirigir, e eu iria amar, eu poderia dividir minha carreira entre dirigir e atuar.” Entretanto, nós deveríamos começar a chamá-lo de “O Menino Que Fez”.

Escrito por: Joseph Walsh – The Skinny
Tradução e adaptação: Gustavo Borella








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