Nessa domingo ocorrerá a 89ª edição do Academy Awards, mais conhecido como Oscars. Sabemos que Daniel não foi indicado em nenhuma categoria (assim como nenhum de seus últimos filmes), e um pouco depois das indicações serem anunciadas, o Indiewire publicou um artigo sobre o porquê ele merece um lugar na premiação por seu papel de cadáver flatulento em “Um Cadáver Para Sobreviver. Confira abaixo a nossa tradução:

Porque Daniel Radcliffe merece um Oscar por ‘Um Cadáver Para Sobreviver’

“Um cadáver Para Sobreviver” conhecido no Sundance como “a comédia do cadáver flatulante,” fechou e trancou a porta para uma campanha de Oscar para Radcliffe – se é que ela esteve aberta.

Aos 27, Daniel Radcliffe tem fãs que durariam por uma vida inteira, mas agora é a hora de reconhece-lo como um dos grandes atores atuais. Escolhido entre vários garotos ingleses em idade escolar, Radcliffe foi tirado da obscuridade para interpretar o “menino que sobreviveu” nos filmes de Harry Potter. Aguentando nos ombros o peso de fama mundial e um fandom intenso, ele fez a travessia perigosa de ator mirim para ator respeitado por se desafiar com “Equus”, onde ficava nu na Broadway, com uma comédia de humor negro na TV “A Young Doctor’s Notebook,” e o papel de um jovem Allen Ginsberg em “Versos de um Crime.” Em comédias como “Descompensada” e “Victor Frankenstein”, assim como, o horrível “A Mulher de Preto” e “Amaldiçoado”, nós testemunhamos o emergir de um Radcliffe dinâmico e ousado que é pagável, se não uma garantia de bilheteria.

Com seu último, “Um Cadáver para Sobreviver,” o ator inglês entregou o que seria uma interpretação que deveria ser sua entrada para o Oscar. Note, eu disse deveria. Como um bromance alegre e pueril, “Um Cadáver para Sobreviver” não tem chance de chamar a atenção da esnobe Academia. A reputação do filme no Sundance como a comédia do “cadáver flatulento” fechou essa porta, trancou e jogou a chave no ponto cego do Oscar.

E ainda assim, a performance de Radcliffe é exatamente o tipo que a Academia clama reverenciar. Escrito e dirigido por Dan Kwan e Daniel Scheinert, o filme segue a florescente amizade de Hank (Paul Dano), um homem solitário perdido em uma ilha deserta, e Manny (Radcliffe), o cadáver que é trazido pelo mar. De início, seu corpo inchado em um terno azul parece um falso raio de esperança. Mas quando puns estridentes o balançam, o homem morto se torna um salvador improvável de quem os puns os propulsam através das ondas para uma grande aventura que inclui a conversa sobre vida, sexo, e – sim – puns.

Soltando gás, mostrando sua bunda cabeluda, e aparecendo parcialmente decaído no filme inteiro, Radcliffe rejeita seu nicho aconchegante como galã britânico. Expulsando seu ego como metano deformado, o garoto que ficou pendurado em diversos armários de garotas parece credivelmente rançoso.

Compare sua transformação como o “cara multiuso” à interpretação de Leonardo DiCaprio no épico “O Regresso.” Acabar com a vaidade de astro de filmes é um pilar principal em performances ganhadoras do Oscar, desde o Leo meio grisalho em “O Regresso” e a aparição magérrima de Matthew McConaughey em “Clube de Compras de Dallas” ao nariz falso de Nicole Kidman em “As Horas.”

A transformação da glória do tapete vermelho à entrega total é uma narrativa previsível e popular na época das premiações. Claro, Leo comeu fígado de bisão pela sua arte, mas Radcliffe atua com um pênis falso que é usado para ereções como uma bússola! Na maior parte do filme, a fisicalidade de Radcliffe é restrita. Hank manipula Manny, desde o colocar sentado, colocando seu braço em uma pose casual falsa, ou fazendo-o dançar como uma marionete rígida.

Relembrando as performances vencedoras do Oscar, de Eddie Redmayne em “A Teoria do Tudo“ ou Daniel Day Lewis em “Meu Pé Esquerdo”, Radcliffe tem que criar um personagem sem a liberdade de se expressar com seu corpo. Ferramentas que atores geralmente subestimam – como o agitar dos dedos, ou dar com os ombros – são negadas a ele. Mas Radcliffe forma um herói que é dinâmico e vivo.

Enquanto Hank arrasta Manny de volta à civilização, o homem ressuscitado passa por uma evolução acelerada, mas bem definida, tropeçando em suas primeiras palavras e canções, de perguntas adolescentes sobre masturbação e seu corpo em processo de mudança, para perguntas mais profundas sobre o significado da vida e o propósito da dor. Radcliffe esculpe a jornada, fazendo Manny uma pessoa completamente realizada na nossa frente. É raro e lindo ver o arco completo da vida humana capturado na câmera.

Notavelmente, o vencedor do Oscar, Tom Hanks, se esforçou para isso em “Forest Gump – O Contador de Histórias”, enquanto Brad Pitt, indicado ao Oscar, tentou com “O Curioso Caso de Benjamin Button”. Contudo, o primeiro precisou de um ator mais novo para cobrir suas cenas de infância, e o último confiou em um time de substitutos e efeitos visuais pioneiros. O arco de Manny é todo de Radcliffe, e é uma incrível realização de atuação.

Acima de tudo isso, Manny é um papel sem nenhum mapa. Não há imagens de arquivo para estudar. Nenhuma pesquisa na qual confiar, nenhuma fonte da qual tirar pistas. Apenas uma pergunta: Como uma pessoa se comportaria se acordasse em um corpo sem memórias, sem movimento e apenas com um amigo no mundo?

Radcliffe canaliza seu carisma natural e entusiasmo contagiante no incrível segmento de Manny para fazer esse filme, aparentemente absurdo, ser algo além de piadas de pum e um “amor entre irmãos”. Enquanto há um enorme coração batendo no centro do roteiro de Daniel, é fácil imaginar como sua execução foi violada por um ator que não era capaz de gerenciar o precário balanceamento entre doentes e doces. Os doces olhos de Radcliffe ficam tristes quando Manny pergunta, “Se meu melhor amigo está escondendo esses gases de mim, o que mais ele estará escondendo?” Com esse vulnerável desabafo, o bobo e delicado diálogo de Daniel embala uma pancada emocional que trás lágrimas aos olhos dos espectadores que, momentos antes, estavam rindo.

Radcliffe ainda aperfeiçoou um específico sotaque americano, um dispositivo de desempenho que auxiliou Forest Whitaker e Phillip Seymour Hoffman em suas respectivas vitórias: “O Último Rei da Escócia” e “Capote”. Entre o trabalho com o sotaque, o desafio físico para seu desempenho, a rejeição da vaidade, e trabalhar contra seu nicho, o único elemento favorável ao Oscar que falta em “Um Cadáver para Sobreviver” é o sedutor “baseado em fatos reais”. Sério: Sete dos últimos 10 vencedores de Melhor Ator eram títulos biográficos.

E ainda assim, Radcliffe não tem esperanças de ser notado pelo Oscar. “Um Cadáver para Sobreviver” está muito longe disso. Mesmo tendo em vista promover os melhores filmes que o cinema moderno americano tem a oferecer, a Academia de Filmes, Artes e Ciência costuma seguir definições médias do que se pode dizer ser “o melhor.” Tipicamente, isso significa dramas, particularmente biográficos. Pesquise a história do Oscar e veja se você encontrará alguma comédia. Mas se não for de Hollywood (“Birdman”, “O Artista”), nenhum filme estranho como esse passará pelo processo de nominação da Academia. E mesmo que passe, os desempenhos são tidos como garantidos.

Considere o ano passado. O épico filme de ação “Mad Max: Estrada de Fúria” recebeu 10 nominações, mas nenhuma em categorias de desempenho. Tom Hardy e Charlize Theron, que chocaram a audiência e críticos com seus icônicos anti-heróis, foram deixados de lado. Não, Daniel Radcliffe não receberá uma aprovação pelo Oscar com “Um Cadáver Para Sobreviver”. Mas pelos princípios ocultos da Academia, ele ganharia.

Nesse papel, ele saiu da zona de conforto do glamour de Hollywood, e adentrou a louca visão de dois produtores de primeira viagem; Ele entregou sua beleza para uma maquiagem desajeitada, seu corpo ao seu companheiro de cena, e sua reputação para um empreendimento arriscado que parece positivamente insano no papel; Ele correu exatamente o risco que queremos que sejam tomados pelas grandes estrelas de Hollywood. E de certa forma ele ganhou, ajudando a criar um filme que é definitivamente bom para trabalhar e inferior intelectualmente, porém, é ao mesmo tempo estranhamente bonito, calorosamente pungente e original.

“Um cadáver Para Sobreviver” não será o “O Regresso” de Radcliffe, porque mesmo com sua reputação prestigiada, o Oscar não é uma meritocracia de verdade. É um sistema que tende enaltecer dramas tradicionais, enquanto muitas vezes, ignora as ótimas explorações que novos talentos estão fazendo (“Whiplash: Em Busca da Perfeição”, “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”, e “Indomável Sonhadora” são ótimos exemplos). Sim, a Academia está começando a desmontar seu grande corpo de votação composta por homens brancos colocando membros diversos que poderão votar em “Beasts of no Nation” ou “Straight Outta Compton: A história do N.W.A.”. Vamos esperar, também, que eles possam abraçar a alegria e beleza que pode ser encontrada em filmes menos falados.

Escrito por: Kristy Puchko – Indiewire
Tradução e adaptação: Nuara Costa e Andressa Macedo


Após Harry Potter, a carreira de Daniel Radcliffe tem sido extremamente diversa. Esse mês, sozinho, ele está interpretando um policial disfarçado de neonazista em Imperium e um cadáver flatulento em Swiss Army Man.

Mas e sobre atuar em um live-action da Disney, como a sua co-estrela de Harry Potter, Emma Watson, que irá estrelar A Bela e a Fera no próximo ano?

Conversando exclusivamente com o Digital Spy, Radcliffe contou qual personagem ele gostaria de interpretar. E não é um príncipe lindo.

“Se eles fizesse uma adaptação de Hércules, — que é meu filme favorito da Disney — eu adoraria ficar entre Pânico ou Dor, os dois pequenos demônios que ficam ao redor de Hades,” ele explicou.

“Eu não sei qual outro ator eu escolheria, mas eu e outro ator podemos formar um pequeno time e fazer isso.”

Nós sugerimos que talvez ele possa considerar juntar-se a Elijah Wood, com quem Radcliffe é sempre comparado.

“Sim — ele poderia fazer isso comigo! Eu estou só colocando ele em todas as partes dessa turnê de divulgação,” ele disse. “Isso seria divertido… Eu não acho que sou um tipo de príncipe da Disney.”

Apesar do seu status massivo de estrela, Radcliffe é autodepreciativo quando o assunto é grandes franquias do mundo do cinema.

Quando perguntado se ele consideraria pegar o manto de James Bond, que Daniel Craig deixou, ele disse: “Eu não acho que eu deveria preocupar-me com isso.” Ele, por outro lado, adoraria estar em Game of Thrones.

Fonte: Digital Spy


Daniel Radcliffe sobre alcoolismo, passar fome, Harry Potter, e sobre o dia em que ele se apaixonou

Quando vejo Daniel Radcliffe pela primeira vez, não posso acreditar o quão terrível ele parece: rosto pálido, manchas escuras sob os olhos, barba longa. E tão magro. Pelo menos seis quilos mais leve do que quando nos conhecemos há quatro anos. E ele não era tão grande na época. Torna-se rapidamente óbvio que ele está morrendo de fome mesmo.

Ele me diz que ele está sobrevivendo com uma dieta diária de um peito de frango e uma barra de proteína, impulsionado pelo café e cigarros. Radcliffe foi entrar no personagem para seu papel na selva, um filme adaptado de uma história verdadeira, onde ele interpreta Yossi Ghinsberg, um jovem aventureiro que se perde na selva boliviana.

Ele tem mais algumas cenas em que está magro para filmar, e, em seguida, planeja comemorar com uma barra de chocolate. Não é a primeira vez que ele foi a extremos para um papel. Como Harry Potter, por exemplo, ele passou 41 horas sendo filmado debaixo d’água (em O Cálice de Fogo), sendo que ele não sabia nadar.

Na comédia musical How to Succeed in Business Without Really Trying, encenado na Broadway em 2011, ele apresentou uma série de paradas de mão, cambalhotas e deslizou os joelhos, todos ainda mais surpreendentes pelo fato dele ser dispráxico e não poder dar um passo de dança corretamente. Ele foi submerso em um pântano para o filme The Woman in Black, baseado no romance de Susan Hill.

Ele passou várias semanas testando uma prótese de corcova para seu papel como Igor, o assistente corcunda no filme Victor Frankenstein, e uma vez disse que tinha passado tanto tempo estudando medicina para seu papel como médico de pós-graduação na série de TV A Young Doctor’s Notebook, que ele “provavelmente poderia realizar uma traqueotomia”.

Volta para a Magia

Harry Potter é a segunda maior franquia de filmes de todos os tempos, tendo rendido £5 bilhões em vendas de bilheteria em todo o mundo. Radcliffe tem acrescentado mais a sua fortuna desde então. Estima-se que ele tenha um valor de £74 milhões, significativamente mais do que os seus colegas de elenco Emma Watson (£35 milhões), que interpretou Hermione, e Rupert Grint (£26 milhões), Ron Wesley.

O último filme da franquia foi lançado há quatro anos, mas em uma entrevista esta semana ele disse que não descarta a ideia de interpretar Potter novamente. Em declaração à Radio Times, Radcliffe disse que iria depender do roteiro e das circunstâncias, mas que iria considerar um retorno ao papel.

Radcliffe investiu em imóveis em 2000, e desde então tem visto suas economias aumentarem cerca de £2 milhões só no ano passado (2014-2015). Radcliffe poderia ter se aposentado depois de Potter.

Em vez disso ele fez nove filmes, uma série de TV, apresentou uma peça por 11 meses na Broadway e apareceu na peça The Cripple of Inishmaan, descrita pelos críticos como uma das suas maiores performances, que foi apresentada em ambos os lados do Atlântico.

 

Sobre conseguir seu papel em Harry Potter

“Eu estava no banho na hora, e meu pai apareceu correndo e disse ‘Adivinha quem eles querem que interprete Harry Potter?’ e eu comecei a chorar. Foi provavelmente o melhor dia da minha vida”

Sobre ser Harry Potter

“Eu costumava ser muito crítico sobre a minha altura, mas aí eu pensei ‘dane-se’, eu sou Harry Potter”

Sobre o porquê dele não ir em boates

“Tudo que basta é eu ser visto falando com uma garota que os (tabloides) já inventam uma manchete de como eu sou um pervertido sexual ou qualquer coisa assim”

Sobre ser um cara correto

“Eu acho que tentei roubar um chocolate Mars uma vez, mas eu não consegui e devolvi”

Sobre os fãs na première de Harry Potter

“Algumas pessoas estavam lá há 18 horas, o que é inacreditável! Eu não acho que esperaria 18 horas pra nada, nem mesmo um transplante de órgão que eu precisasse. Diria algo como ‘Ah, tudo bem, não precisa…’”

Sobre fazer a sua própria sorte

“Eu odiaria ser acusado de ganhar na vida apenas pela sorte, acho que você faz seu próprio destino… eu gosto de ser desafiado”

Sobre aprender em quem confiar

“Algumas pessoas já quiseram se aproveitar de mim. Tem umas pessoas por aí que só querem fazer um dinheiro rápido… Eu provavelmente costumava confiar muito nas pessoas”

Sobre Victor Frankenstein

“O que me surpreende no filme é que ele é tão relevante no mundo de hoje e ao mesmo tempo é eterno, o que é como esse estado duplo em que as pessoas vivem, essa combinação de medo e gratidão pela ciência… A ciência pode fazer tão bem, mas pode causar um horrível estrago também”

 

Sua determinação em estender seu alcance para além das façanhas do menino bruxo que o tornou famoso é extraordinária. “Vamos aceitar, eu tinha muito a provar”, diz ele. “Como qualquer um que ficou famoso enquanto jovem, você vai sentir em algum momento que tem que provar que merece a sorte que teve.”

Ele está em LA (ele mora em Nova York e Londres) para divulgar Truque de Mestre 2, a sequência do blockbuster de Hollywood, Truque de Mestre, em que ele estrela como um bilionário prodígio da tecnologia, ao lado de Michael Caine, Mark Ruffalo e Jesse Eisenberg.

Dirigido por Jon M. Chu, o filme reúne os mágicos profissionais conhecidos como os Quatro Cavaleiros, que se apresentam para grandes multidões em Las Vegas, em mais uma aventura, desta vez para expor um empresário corrupto cujo software secretamente rouba dados privados de seus usuários.

Radcliffe está tendo sua foto tirada dentro de uma cabine de madeira emprestada, com vista para um cânion no distrito de Mount Washington ao nordeste da cidade de Los Angeles. Estou imediatamente impressionada por uma mudança nele.

Primeiro beijo e o amor jovem

Aos 26 anos, ele ainda está cheio de entusiasmo juvenil, ainda subestimado (um grande apelo seu é o quanto é determinado a não chamar atenção), vestido  com calças pretas da Levi’s, uma camisa preta e um casaco de capuz que ele pegou em uma sessão de fotos do dia anterior; e ainda amável ao extremo.

Mas ele está menos maníaco do que quando eu entrevistei ele pela última vez, quando ainda estava se adaptando à vida depois de Potter. Ele tem uma namorada e diz que isso fez uma grande diferença. Ele conheceu a atriz americana Erin Darke no set de Kill Your Darlings, do qual interpretou o poeta da geração beat Allen Ginsberg, na primavera de 2012.

“As pessoas sempre dizem ‘Qual é a sensação de ter crescido nas telas?’ E minha resposta tem sempre sido, ‘não foi assim’. Sim, eu cresci em sets de filmagem, mas o meu primeiro beijo, minha primeira namorada, tudo aconteceu muito em particular, fora das câmeras. Mas a cena com Erin quando nos conhecemos é mesmo uma adorável gravação de nós flertando um com o outro, nos apaixonando.”

Além de ser extremamente empolgado, Radcliffe sempre duvidou de si mesmo e foi neurótico, mas ele admite que agora se sente mais confiante. “Sentando-me para os ensaios de The Cripple of Inishmaan, eu pensei, ‘não, eu pertenço aqui’. Fiz uma peça que foi transferida para a Broadway. Eu fiz um musical na Broadway.”

Atores rivais em Hollywood

“Eu não acho que alguém vá questionar minha posição aqui, o que eles provavelmente não faziam de qualquer maneira, mas às vezes o que está na sua cabeça pode valer mais do que o que está realmente acontecendo, infelizmente”. Ele se vê como um “protagonista” e quando eu perguntei quem ele acha que poderia ser sua competição, ele disse Jesse Eisenberg.

“Estamos provavelmente em um monte das mesmas listas, porque somos bastante semelhantes em alguns aspectos, ambos próprios para papéis de protagonistas nerds. Por isso, foi divertido estar no set com ele”.

Em Truque de Mestre 2, Radcliffe interpreta Walter Mabry, filho de um bilionário de seguros desonesto (Michael Caine). O filme demonstra o desejo de Radcliffe para quebrar a tradição, já que ele é ao mesmo tempo um vilão e parte de um elenco.

“Isto vai soar muito mal, mas é ótimo fazer um filme no qual você não é responsável pelo centro das emoções”.

Radcliffe aparece pela primeira vez como uma silhueta contra a janela de um apartamento feito em mármore, com uma pose de estrela do rock, realizando um truque de cartas ao som de Jimi Hendrix.

“Walter é facilmente o personagem mais bem vestido que eu já interpretei. Ele tem uma incrível coleção de chinelos e sapatos, como uns de veludo azul com crânios em cima. E o mais legal é que eles realmente existem. Algumas empresas fazem esses mocassins de ricos escrotos. Quem iria realmente sair por aí usando eles? Mas eles são tão fantásticos para o personagem”.

Magia, acrobacias e “jet skis humanos”

O filme também mostra as habilidades de Radcliffe em jogar cartas de uma mão para outra. Ele teve aulas com Andrei Jikh, especialista em carteado. “Levou 20 segundos para ele me ensinar e eu levei quase três semanas para conseguir fazer”, Radcliffe recorda. E quando ele diz que conseguiu fazer, você pode apostar que ele tentou várias e várias vezes, levando seus amigos a loucura.

Ele foi direto das gravações de “Truque de Mestre 2” para “Swiss Army Man”, um filme independente e de baixo orçamento, em que — o que sugere que Radcliffe não se mexe – ele interpreta um corpo morto flatulento.

Filmado em uma remota ilha, ele apresenta Paul Dano como um náufrago suicida que está preso sozinho até o cadáver aparecer.

Foi necessário para Radcliffe, que fez a maior parte das cenas de ação, ser montado como um jet ski humano e ter um gancho enroscado embaixo de sua garganta. É preciso coragem e certa generosidade para Radcliffe ser uma isca como essa. “Eu acho que é extraordinário, estranhamente bonito” ele diz “um dos melhores filmes que eu já fiz”.

O filme, recentemente foi premiado no Festival de Sundance, dividindo os críticos. Alguns elogiaram sua profundidade e emoção, enquanto outros o condenaram como “maluco” e “infantil”. De qualquer forma, ele diz que se sente contente.

“Eu me sinto muito estável mentalmente, e estou mais confortável com o que me faz feliz. Mais confortável com o fato de que eu sou uma pessoa que ama sair com meus amigos. Ou assistir shows de quiz. Eu estou confortável com coisas sobre mim, na qual, eu costumava pensar ‘Cara, eu realmente sou entediante?’ Eu deveria sair e desperdiçar todo o meu tempo?”.

Longo caminho até a sobriedade

Ele parou de beber um mês após acabar de filmar Harry Potter. Ele começou a correr riscos insanos, ficando bêbado em lugares públicos. Quando nos encontramos da última vez, ele estava limpo fazia 17 meses e contava os benefícios. “É muito bom. Eu raramente penso sobre (álcool)”. Mas ele admite que teve uma recaída uma vez.

“Não posso te dizer que tipo de bêbado eu sou, por que eu não lembro que tipo eu sou. Eu acho que sou provavelmente bom – enquanto estou sóbrio. Mas, então, depois tiveram que me procurar e ultimamente eu não quero me levantar para responder 20 mensagens de textos como ‘Onde você está? Parceiro, você tá legal?‘.”. Ele não teve uma recaída por três anos consecutivos. Eu imagino se os relatos de sua “batalha com o álcool” foram exagerados.

O consumo de álcool, afinal, não é incomum aos vinte e poucos anos. Não, não é normal beber, ele diz, por outro lado ele ainda bebe. Começou como um impulso normal então saiu de controle.

“Eu mudo quando estou bêbado. Eu sou uma dessas pessoas que muda”, ele continua, “Há alguma coisa em qualquer pessoa que bebe, de um jeito que claramente não é boa para ela, alguma coisa que é atraída para o caos”.

Eu pergunto como ele altera seu estado de consciência agora. “Você não consegue realmente fazer isso”, ele responde. “Quero dizer, eu leio. Eu era um leitor voraz na minha adolescência e isso era uma das coisas que a bebida tirou de mim, bizarro, como um efeito colateral. Eu não tinha impulso ou energia para ler nada. Então, eu mudei”.

Ele costumava tirar “quatro épicas horas de caminhada” quando sentia a necessidade de beber, “mas agora é apenas como um botão em sua cabeça”. Agora ele vai na academia e corre. “Como um clichê de alguém que esteja desistindo de algo, eu realmente entro no exercício” ele diz.

“De fato, estes são meus primeiros dois dias que eu não tenho treinado duas vezes ao dia nas últimas duas semanas, então, eu levemente tenho um momento de “Oh, cara” – ele dá um tapa em suas coxas. “Já está tudo indo por água abaixo”.

Primeiros anos, co-estrelas e trabalhandor com o pai

Daniel Radcliffe cresceu em Londres, o único filho de Alan, um agente literário, e Marcia Gresham, uma agente de elenco. Ele foi educado em Redcliffe, Sussex House and City of London School, onde ele atuou em produções escolares.

Ele fez sua estreia nas telas aos 10 anos de idade no filme da BBC, David Copperfield (1999). Ele fez o teste para Harry Potter em junho de 2000; foi confirmado que ele tinha o papel apenas um mês depois. As gravações começaram no dia 29 de setembro, nos Leavesden Studios, perto de Kings Langley, Hertfordshire. Elas acabaram em maio de 2010, quase uma década depois.

Radcliffe sempre foi crítico com sua performance em Harry Potter — particularmente nos primeiros dois filmes: “apenas lendo as falas” — e recebeu reclamações porque ficava bonito de óculos. Mas, ele diz agora, “Eu assisti ao meu teste e umas das coisas que eu irei falar sobre eu mesmo é que há uma quietude ali, que foi boa para o papel”.

Vida após Potter

Ele diz que a coisa mais importante que fez enquanto sua carreira em Harry Potter caminhava para o final, foi aparecer no palco, com 17 anos, em Equus, onde atuou como um garoto problemático, com uma das cenas de nudez mais longas do teatro.

“Se você olhar as entrevistas daquela época, eu estava dizendo ‘ah, tudo bem, que seja,’ mas isso foi absolutamente aterrorizante. Porém eu ouvi muitos diretores dizerem que aquilo fez com que todos parassem para pensar, ‘oh, ele está interessado em fazer outras coisas.’ Você não faz uma peça de teatro como Equus se não quiser ser um ator.”

Ele é muito sortudo quando se trata de seus pais. Eles o ajudaram a negociar fama, “São pessoas incrivelmente centradas”, e contratos.

Seu pai desistiu do emprego para se tornar o gerente de Daniel. “Meu pai está encarregado em desenvolver scripts, encontrá-los e ler coisas para mim, e fazemos isso juntos.”

Construindo um império financeiro

Ele dá os créditos à sua mãe quando se trata da construção de seu império financeiro. Radcliffe é dono de três propriedades em Manhattan: uma casa na cidade que vale £4 milhões, um loft flat de £6 milhões que ele aluga e um flat de £3.5 milhões onde ele fica com a namorada.”Minha mãe é incrível com essas coisas,” diz ele.

“Sozinho, eu não teria feito algo como investir meu dinheiro. Eu não iria conseguir.” Não que ele seja extravagante, sua compra mais cara é o quadro de uma borboleta de Damien Hirst; do contrário, ele compra livros.

E sobre suas co-estrelas na saga Potter, Emma Watson tem uma pasta de contratos como modelo, incluindo a firma de maquiagem Lancôme e marcas de roupa Burberry e Chanel.

Rupert Grint, pelo contrário, abriu um hotel boutique, Rigsby’s Guest House, em Hertford em 2011. Fechou em Janeiro, lucrando apenas £2,000. Eu deduzi que Radcliffe estaria encontrando menos fãs de Harry Potter agora que está mais velho. Porém o que ocorre é o oposto.

“As pessoas que eram da minha idade quando estávamos fazendo os filmes estão agora andando pelas ruas. Não estão mais em casa com seus pais. Eles cresceram e agora estão por aí, então nos encontramos muito mais.”

Ele diz que os fãs de Harry Potter costumam ser ‘doces, respeitosos e legais’. Porém algo vem dos fãs japoneses em particular.

“É como uma agitação de pessoas,” diz ele. “O Japão é tão intenso.” Assim como a América do Sul. Na Cidade do México fãs se juntaram e contrataram uma banda de mariachi para cantar do lado de fora da janela do hotel onde ele estava. Ele também tem alguns malucos.

“Assustador é ver uma foto de uma garrafa de leite, depois outra foto da garrafa na frente de uma porta e então outra foto de uma porta e por fim perceber que é a sua casa. Alguém está na sua casa tirando fotos.” Ele também recebeu uma pedra no correio de “uma família muito religiosa na América. Era para eu batê-la na minha cabeça quando tivesse pensamentos impuros.”

Vida longe das câmeras

Ele diz que ainda compra na Tesco em Londres. “Parece tão triste, mas eu adoro ir ao supermercado, fazer algumas compras. Sinto como se tivesse conquistado algo, como se tivesse sito produtivo.” Não que ele cozinhe, “Eu encomendo. Bastante.” Ele também gosta de comer fora. “Vou em restaurantes. Vou para o pub, um pouco, mas depois já estou ‘OK, se todos vocês vão ficar aqui e ficarão bêbados então já estou indo, porque eu não posso fazer isso.”

Tardiamente ele se pegou pensando na ideia de ter um assistente, “eu costumava olhar os créditos dos filmes e ver assistentes pessoais para o designer pessoal, então eu penso, ‘por que você precisa disso?'”, atualmente ele viaja com um assistente, Spencer, seu professor de dança em How to Succeed in Business, e nos últimos sete anos contratou um segurança chamado Sam.

“Se eu não tivesse esses caras ao meu lado eu não teria essa continuidade de pessoas na minha vida e iria parecer como uma desfile interminável de quartos de hotel e seria bem solitário, mas temos essa família viajante, e é muito bom.”

Planos para o futuro incluem dirigir um filme, de preferência sua própria criação, e “continuar atuando”. Assim que ele terminou de gravar Jungle ele foi para a cidade de Nova York para atuar na peça Privacy. Inspirada na National Scurity Agency de Edward Snowden, Privacy, que originalmente foi estreada no Donmar Warehouse em 2014, explora as pegadas digitais que deixamos online. “Harry Potter, de alguma forma, sempre irá me definir,” diz ele, “mas espero que da mesma maneira que Harrison Ford é definido por Star Wars.”

Entrevista por Sally Williams
Publicada em The Telegraph em 01 de Julho

Tradução e Adaptação: May, Andressa e Gustavo

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Scans > 2016 > The Telegraph (Julho)

Photoshoots > 2016 > The Telegraph (Julho)


Segundo o The Hollywood Reporter, Daniel Radcliffe irá estrelar um thriller psicológico baseado na expedição que Yossi Ghinsberg, um aventureiro israelense, realizou na Amazônia boliviana.

“Nós estamos extremamente animados sobre Daniel Radcliffe se juntar ao elenco de Jungle. Ele tem uma entusiasmada fã base global, uma ampla variedade como ator, como é evidente pela sua diversidade de papéis e conhecido por pegar projetos originais e interessantes.” disse Gary Hamilton, diretor administrativo da Arclight Films.

O filme intitulado “Jungle”, será dirigido por Greg Mclean (Wolf Creek) que também irá produzir com a ajuda Dana Lustig (A Ponta de um Crime), Gary Hamilton (Os Últimos Cavaleiros) e Mike Gabrawy (Resident Evil). Todd Fellman (Depois dos 30) será o produtor executivo. Arclight Films estará cuidando das vendas mundiais no EFM (European Film Market).

Screen Australia e Screen Queensland tem apoiado o desenvolvimento e investido no projeto, que está visando ser gravado mais tarde em 2016 na Austrália, entre outros locais.

 


Durante o Sundance, Daniel falou com o The Daily Beast sobre seu novo filme, “Swiss Army Man” e sobre o ator Alan Rickman.

Daniel Radcliffe: Alan Rickman me empoderou

A estrela de Harry Potter conversou com o The Daily Beast no Sundance Film Festival, onde ele está lançando seu filme-musical Swiss Army Man.

Lançando seu segundo filme no Sundance Film Festival depois de “Kill your Darlings” em 2013, Daniel Radcliffe deu créditos a co-estrela de Harry Potter, Alan Rickman, por empoderá-lo como um jovem ator que carrega uma das maiores franquias de todos os tempos nos ombros.

“Muitos dos atores mais velhos nesses filmes me conhecem desde muito jovem, e também tinha o Alan,” Radcliffe contou a Daily Beast antes da premiere de Swiss Army Man, com fãs, críticos, compradores, e até mesmo Lena Dunham na fila para um dos filmes mais comentados.

“No terceiro filme nós tivemos muitas coisas para fazer juntos,” continuou Radcliffe, que tinha 11 anos quando ganhou o papel do garoto bruxo de J.K. Rowling. “E ele simplesmente tratou-me como um ator. E o sentimento de receber esse tipo de respeito de alguém que é tão mais velho e melhor que você realmente te empodera.”

Radcliffe, agora 26, faz o papel mais inusitado de sua carreira em Swiss Army Man, a estréia dos diretores de curtas e videoclipes, conhecidos como Daniels (Dan Kwan e Daniel Scheinert). Paul Dano estrela como Kent, um náufrago que perdeu toda esperança de conseguir sair de sua ilha deserta quando descobre o corpo de um homem, interpretado por Radcliffe, que está morto e possuído por poderes especiais. Naturalmente, o par embarca numa mágica aventura para unir Hank com a mulher de seus sonhos (Mary Elizabeth Winstead).

Eu mencionei que Swiss Army Man é também um musical?

Antes do festival, a Netflix fez acordos bem caros com vídeos sob demanda para dois filmes indies: The Fundamentals of Caring de Paul Rudd e Tallulah, estrelando Ellen Page. Na tarde de sexta-feira, o teatro Eccles do Sundance foi embalado pelo primeiro olhar do que alguns esperam ser, graças ao poder de DanRad, um dos mais vendidos do ano. Do lado de fora, as pessoas sem ingresso caçavam cambistas desesperadamente pelo, exageradamente, peculiar enredo e o poder da estrela.

Dentro do Eccles, Radcliffe apoiou seus diretores comparando o enredo de Swiss Army Man com o vídeo famoso do DJ Snake e Lil Jon, “Turn Down For What”, que deu aos Daniels mais de 369 milhões de visualizações no Youtube.

“Eles são o tipo de diretores que, se você apenas conversar sobre suas ideias, se você falar ‘No vídeo Turn Down For What, todos vão encoxar as coisas e atravessar o chão’, você pensaria, isso é estranho!” ele comentou. “Mas é similar com essa história – você deve achar isso estranho, mas realmente funciona de um modo que não deveria.”

A apresentação é mais ou menos como Cast Away encontra Weekend at Bernie’s, mas Radcliffe e Dano afirmam que nunca assistiram o clássico de comédia de 1989 – e nunca irão. “Eu nunca assisti Weekend at Bernie’s! Eu acho que nenhum dos nossos diretores tenha assistido também.”, disse Radcliffe. “Todos começaram a fazer essa piada, então dissemos, ‘Não vamos assisti-lo caso estejamos fazendo Weekend at Bernie’s novamente.'”

De acordo com ele Swiss Army Man é sobre “alegria – é isso que você tira do filme.”

“É sobre alguém que é muito solitário, e encontra uma conexão,” Dano acrescenta.

“E a superação da vergonha,” Radcliffe adicionou. “Você apenas tem que ver isso. É profundamente profundo e profundamente estúpido ao mesmo tempo, de um modo bom.”

The Daily Beast – Jen Yamato
Traduzido e adaptado por: Juliane Sanchez e Andressa Fernandes


O próximo filme de Daniel Radcliffe ‘Imperium’ ganhou uma distribuidor. A Signature Entertainment adquiriu os direitos do longa no Reino Unido (UK) de acordo com o site Screen Daily.

As gravações do filme se iniciam dia 21 de setembro em Richmond, Virginia com uma duração de 5 semanas.

A história é baseada em fatos reais, no filme Daniel interpretará o agente do FBI Michael German, que se infiltrou em grupos de milícia e neo-nazistas.


A BBC lançou uma entrevista com Daniel Radcliffe online pelo seu website para promover o telefilme ‘Gamechangers

The Gamechangers é o seu primeiro projeto da BBC?

Na verdade, meu primeiro trabalho foi como o jovem David em David Copperfield para a BBC em 1999. Foi ótimo, o elenco era sensacional; Emília Fox, Pauline Quirke, Maggie Smith, Bob Hoskins, Imelda Stauton, Paul Whitehouse, Ian McKellan, Zoe Wanamaker… e a lista continua.

Muitas pessoas que eu trabalhei com em Harry Potter muitos anos depois. Foi um ótimo começo e para muitas pessoas poderia ter sido o melhor elenco com quem trabalhariam. No primeiro dia de gravação, o diretor me disse: “Dan, você nunca vai estar em outro projeto com elenco deste nível.” Eu lembrei a ele disso várias vezes desde então! Ele não teve sorte, porque poderia ter dito isso para qualquer um e ele estaria certo! Maggie (Smith) interpretou a minha tia e ela foi quem me recomendou para Harry Potter inicialmente.

Então isso pode explicar seu motivo de decidir pegar o papel de Sam no The Gamechangers?

Quando eu estava crescendo havia uma divisão maior entre filme e televisão. Agora, isso saiu pela janela completamente, mas mesmo assim, eu sempre acreditei que um bom roteiro é um bom roteiro e eu nunca quis me limitar para um meio por conta de uma sensação equivocada do que eu deveria estar fazendo. É assim que você perde as oportunidades. Especialmente no clima atual no qual é muito difícil fazer filmes.

Owen (o diretor) e eu estávamos dizendo que uma das coisas mais atraentes sobre os Gamechangers, além de que foi um ótimo roteiro e uma chance de fazer algo que realmente amávamos, foi que estava realmente acontecendo. Isso é algo que você não pode dizer para muitos filmes. Os Gamechangers era meio o oposto, já que foi tão rápido que era assustador! Por isso, foi uma mudança do modo usual de pensar sobre fazer um filme em seis meses e começar a preparar. Foi ótimo, estava lá, estava acontecendo e tinha esse roteiro fantástico.

Então você aceitou de prontidão?

Foi uma escolha muito, muito fácil quando chegou. Eu achei o roteiro ótimo e foi muito legal a BBC estar fazendo. Além disso, que é capaz de ganhar um público muito maior do que apenas o Reino Unido, porque o jogo tem uma audiência global. Owen tinha exatamente as mesmas aspirações de autenticidade, por isso tivemos tanta sorte ao conseguir um grande ator americano como Bill Paxton. Ainda não consigo acreditar muito. Bill foi fantástico. Ele é como uma líder de torcida no estúdio. Eu conheço pessoas com a metade da idade dele que estão exaustas e é muito revigorante conhecer alguém que claramente ainda ama estar no estúdio. A minha coisa preferida sobre o Bill… é que ele é o único ator que já foi morto por um Alien, um Exterminador e um Predador! Isso não é uma coisa ótima para se gabar?!

Então muita parte do filme foi gravada na África do Sul?

Foi uma daquelas situações estranhas em que você conta para as pessoas que você está filmando na África do Sul e eles perguntam “Então se passa na África do Sul?”, e você diz “Não, se passa em Nova York” e eles dizem “O quê? Como?!” Tem tantas gravações por lá agora; e uma combinação de disponibilidade e uma equipe técnica ótima. Qualquer filme agora com uma boa sequência de ação parece ter uma Unidade da Cidade do Cabo nos créditos. Você pode fechar grande parte das ruas e é muito mais livre para fazer coisas audaciosas lá.  A equipe foi fantástica e eu estava muito de boa para uma filmagem tão acelerada. Foi muito bom. Nós não conseguimos aproveitar muito da cidade além dos ótimos restaurantes de frutos do mar, mas foi muito divertido e amigável.

O seu personagem teve alguma grande cena de ação?

Eu tive uma cena de ação muito legal em que eu tive que andar no meio da rua. Os carros paravam ao meu lado e então um carro vinha rapidamente na minha direção. Eu tive que ver ele se aproximando cada vez mais perto e confiar que ele ia parar a tempo!!

Não posso dizer muito, já que é a última cena do filme, mas foi um momento estranho, porque eu curti muito. Nós ensaiamos a cena durante o dia e quando fomos filmar mais tarde, eu assumi que fosse o mesmo dublê (os dois eram carecas!), mas depois da tomada, ele pareceu um pouco nervoso, então eu perguntei se ele estava bem e ele disse “Não cara, você pode só não me jogar?”. Então eu percebi que era uma pessoa totalmente diferente que não fazia ideia o que eu ia fazer com ele!

Algum outro momento engraçado?

Alguns. Algumas piadas… Eu tenho 1,65m de altura, então em algumas cenas eu precisei subir numa caixa e isso é algo com que estou muito acostumado. Mas, nesse filme, eu estava na caixa em tantas cenas com Joe Dempsie, que é alguns centímetros mais alto que eu, e a piada foi tipo, todo mundo sabe que sou baixinho, então vão pensar que você é pequeno para esse filme todo!

Você ficou muito amigo do elenco?

É muito bom quando você está atuando com um grupo de amigos e todos chegam no estúdio com a mesma atitude e quer descobrir como conseguir ficar próximo dos relacionamentos do personagem em um curto período de tempo. Nós demos muito certo juntos. Bill, Ian, Joe, Mark e eu.

Algum desafio em particular?

Eu acho que em geral, o quanto tivemos que fazer em pouco tempo foi o principal desafio.  Teve uma semana que filmamos em um escritório e, basicamente, nesse filme, se eu estou em um escritório eu vou estar fazendo um grande monólogo. O grande problema com esse trabalho foi a quantidade de falas para decorar. Como sempre, seu desafio é capturar o personagem e tinham algumas cenas que eram mais intensas que outras, então o esforço que tivemos praquelas cenas foi alto, mas esperamos que dê tudo certo.

Como você abordou o personagem de Sam Houser?

Eu leio muito, embora eu ache que os Housers vão estar satisfeitos como eles são difíceis de pesquisar! Não existem muitas informações sobre eles; tem um vídeo raro de Sam e tem mais um pouco de Dan falando.

Então foquei muito nos dois vídeos que encontrei. Me peguei pensando que não éramos tão diferentes – não em termos de como interagimos com as pessoas, mas de como somos. Eu vi alguém que fala muito rápido, especificamente com muita energia e gesticulação, não muito diferente de mim.

Nós tivemos histórias similares – ele nasceu em uma cidade vizinha, também tem um pai que é ator, e cresceu na indústria de entretenimento. Nossas escolas jogaram uma contra a outra no futebol – isso é o quão próximo estávamos. Em Nova York, nós moramos em lugares parecidos, então desde então quando eu ando por aí imaginando que vou esbarrar nele e penso se eu resistiria a dar um ‘oi’! Estou nesse filme como alguém que amou os jogos e que acha eles muito legais.

Os jogos são uma das maiores exportações culturais do Reino Unido. Como um país, por que você acha que somos tão bons em exportar cultura?

Estamos bem avançados como uma nação e o fato de que estes jogos, que são tão americanos em sua criação mas criados pelo povo britânico, é prova disso. Eu acho que a partir de Shakespeare, para Beatles, The Rolling Stones e Sex Pistols, qualquer número de escritores e cineastas, sempre fomos pioneiros em termos de cultura, arte e poesia. Eu não sei por que, mas estou realmente contente que seja assim. Cultura é a nossa maior contribuição para o mundo e que coisa legal para se contribuir.

A campanha da BBC Make it Digital espera inspirar uma nova geração a ser criativa com códigos. Por que isso é importante para o future?

Porque eu não entendo isso, e por haver muitos outros ‘eus’ por aí, e se a futura população do país é como eu, estamos condenados!! Não seja como eu… Make it digital!!!

O que você assistia na televisão quando mais novo?

Os Simpsons, às seis da tarde na BBC Dois toda noite, e eu gostava muito de Neighbours. The Demon Headmaster, The Queens Nose e todos aqueles ótimos shows da BBC para crianças. E também, é claro, tinha Live and Kicking, que eu participei umas duas vezes na plateia. Acho que o clipe apareceu em um dos episódios de “Antes que serem Famosos”. Eu perguntei exatamente a mesma coisa há três semanas para Andrew Lloyd Webber e os Chuckle Brothers, que foi “O que você faria se não fizesse o que faz?”. Acredito que os Chuckle Brothers disseram “Mineradores”, e até lembro de na hora pensar, isso não é um pouco pesado para um programa de crianças?

Via – Daniel Radcliffe Holland


Antigo ator de Harry Potter, Daniel Radcliffe diz que James McAvoy fez ele sofrer durante as filmagens do seu novo filme Victor Frankenstein.

Daniel, 26, que interpreta Igor no remake da clássica história de terror “Frankenstein”, diz que ficou cheio de hematomas nas cenas de luta com o ator de 36 anos.

O filme conta a história do brilhante cientista Victor Frankenstein, interpretado por James, e sua tentativa de criar vida após a morte, auxiliado pelo seu sócio Igor.

“James é um ator com um físico muito bom e eu sou bom para receber pancadas, então nós trabalhamos muito bem juntos.” diz Daniel.

“Às vezes é difícil fazer outros atores se empenharem nisso, mas não James.”

“Ele não se segurava e eu também! Mas funcionou praquelas cenas e nós continuamos bons amigos.”

Você pode assistir Daniel literalmente receber uma na cara quando Victor Frankenstein chegar nos cinemas em 25 de Novembro.

Via – Express UK


Daniel Radcliffe foi um dos convidados em um dos episódios da série “BoJack Horseman” (2 Temporada, Episódio 8), o episódio foi intitulado Let’s Find Out”. No episódio ele interpreta a si mesmo, como uma celebridade convidada em um game show. 

Abaixo o vídeo com a participação de Daniel na série:

 


A 20th Century Fox divulgou dois novos vídeos do filme “Victor Frankenstein” com os atores James McAvoy e Daniel Radcliffe falando sobre seus personagens. Abaixo vocês conferem os videos:






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