A Forbes entrevistou Daniel Radcliffe sobre Jungle, e nessa entrevista ele fala sobre o filme que fez que considera ter sido menosprezado, sobre a possibilidade de dirigir um filme no futuro e o porque não o veremos em Star Wars. Confira a tradução abaixo:

Daniel Radcliffe fala sobre ‘Jungle’, investimentos, direção de filmes e porque não o veremos em ‘Star Wars’

Um nome familiar desde 2001 e com um currículo de trabalho que ostenta apenas 17 filmes mas uma bilheteria mundial de aproximadamente U$8,38 bilhões, Daniel Radcliffe é um enigma da cultura pop.

Os filmes de Harry Potter o transformaram em uma estrela, enquanto seu trabalho no teatro e filmes como Amaldiçoado e Um Cadáver Para Sobreviver o transformaram em um ator aclamado no cenário indie.

Este último é um filme com uma história contorcida que aparece novamente no novo filme, Jungle.

O drama-aventura biográfico conta a história de Yossi Ghinsberg (Radcliffe), um turista israelita que viajou para a selva boliviana e acabou tendo que lutar pela sua vida depois de ficar preso na floresta sem ajuda ou resgate.

Eu me encontrei com Radcliffe para falar sobre o filme, sua filosofia de carreira pós-Potter, seus investimentos, planos para dirigir filmes e sua opinião sobre mudar de uma franquia de bruxos para uma de uma galáxia muito, muito distante.

Simon Thompson: Seu personagem em Jungle diz que está em busca do extraordinário. Você acha que isso também representa você e sua carreira pós-Potter, seja intencionalmente ou acidentalmente?

Daniel Radcliffe: Acho que sim, mas nunca pensei desta maneira antes. Eu honestamente pensava que a pergunta que você iria fazer seria sobre o personagem ir procurar o extraordinário e viajar, e como alguém que nunca viajou e tirou férias como eu se relaciona com ele. Eu nunca pensei nisso dessa maneira, para ser honesto, mas muito obrigado. O negócio é que estou em uma posição onde não preciso fazer nada a não ser que eu queria fazê-las e não existem muitos atores nesta situação. Tenho a chance de ir atrás de coisas que eu amo, que são coisas as vezes estranhas e diferentes, mas que eu tenho muita paixão, e isso é uma posição muito rara de estar para um ator.

ST: É por isso que você insiste em coisas diferentes, criativamente e fisicamente, porque você não precisa se preocupar com a bilheteria?

DR: Eu não sei. As vezes sim. Quando estávamos filmando a cena de Jungle em que eu caia na lama no final, eu pensei ‘Acho que essa é a terceira cena que eu faço que fico preso num buraco de lama’. Eu não penso conscientemente, tipo ‘Ah, isso vai realmente me ferrar fisicamente, então vou pegar esse papel’. Apenas acontece que eu tenho feito alguns desses tipos de filmes. Tem uma coisa muito gratificante, como ator, em poder usar seu físico em um papel, ou algo que gere a sensação de que o dia de trabalho valeu a pena.

ST: Quando você está no estúdio e está prestes a fazer essas coisas perigosas, o diretor fica constantemente preocupado em ser aquele que acidentalmente mata Daniel Radcliffe? Como é a atmosfera?

DR: Gosto de pensar que os diretores e a equipe de dublês que eu trabalho sabem que eu não sou um idiota e seria capaz de virar e dizer ‘Ei caras, é…’. Tiveram alguns momentos que eu realmente gostei de fazer neste filme. Estávamos fazendo umas coisas próximo ao rio e eu estava sobre as pedras, olhando para o lado para as cachoeiras, eu estava preso à um cabo de segurança, mas gostei de assustar o diretor escorregando um pouquinho mais, sabendo que eu conseguiria controlar e não cair no rio, e causando um pequeno ataque cardíaco nele.

ST: Após Harry Potter você fez alguns filmes interessantes com um variado sucesso de bilheteria, mas qual você acha que é o mais menosprezado ou subestimado?

DR: Provavelmente Amaldiçoado, eu amei esse filme e senti como se a maioria das pessoas só pensassem ‘O que é isso?’, mas ele fez todo sentido para mim. Ele encontrou uma pequena audiência culta que eu sempre esperei. Geralmente algumas pessoas super tatuadas e de aparência maneira vem falar comigo e dizem ‘Ei cara, eu adorei Amaldiçoado’, e isso significa muito pra mim. Sendo honesto, eu não fico pensando ‘Ah, eu queria que este filme tivesse sido melhor, ou que mais pessoas tivessem assistido’. Muitas pessoas julgam o sucesso de um filme ou o quanto ele rende de bilheteria na primeira semana de estreia, mesmo isso sendo importante e devendo ser levado em consideração, os filmes vivem além desse período. Com Imperium, quando saiu originalmente ele rendeu bem e recebeu boas críticas, mas então foi lançado no iTunes e Netflix ano passado. Eu estava fazendo uma peça na época e de repente o número de pessoas falando comigo sobre ele e indo todas as noites para a porta do teatro falar sobre Imperium eu pensei ‘Por que todo mundo está falando disso assim de repente?’. Desde que um filme encontre a sua audiência, não importa pra mim exatamente em que momento isso ocorra.

ST: Você é conhecido por fazer alguns investimentos inteligentes. Gostaria de olhar isso de duas maneiras. Primeiro, o que você faz para investir em sua carreira?

DR: Eu faço aulas de canto e trabalho com uma professora de dialetos principalmente para coisas de teatro. Ela é alguém que me aproximei muito, agora trabalhamos juntos em todos os meus roteiros e criamos algumas ideias. Acho que estou ficando mais ativo na minha carreira e em buscar projetos, e quando encontro, realmente fico envolvido no seu desenvolvimento, mantendo toda a atenção, buscando sempre melhorar. Assim que saí de Potter ou poucos anos depois, eu acho que estava um pouco relutante e me achava apenas um ator e não queria lidar com a outra parte. Dá pra viver assim por alguns anos, mas depois que aparece um filme que você realmente gostaria que acontecesse e que não acontece por qualquer motivo, e isso já aconteceu comigo no mundo indie algumas vezes, se você tiver um pouco de controle sobre um projeto você começa a ficar mais interessado e é isso que eu percebi que estava fazendo.

ST: Você também tem, nos últimos anos, investido em pinturas, você tem uma obra de Damien Hirst, e você tem uma paixão por comprar livros. Você enxerga isso como um investimento sábio ou puramente por prazer?

DR: Comprar livros, é puramente por prazer, pra ser honesto. O lado investidor das coisas, que não é na maioria feito por mim, não me descreveria como um investidor sábio, mas tenho sorte de estar rodeado de pessoas que são muito boas nisso e que entendem de finanças muito mais que eu. Sinto como se os leitores dessa edição da Forbes vão se aborrecer por eu realmente não ter muito conhecimento sobre o mundo financeiro. Acho que particularmente por eu ter sido muito afortunado, financeiramente, desde muito cedo, quando você é jovem obviamente não lidaria com isso, seria algo muito irresistível. Sempre pareceu pra mim que eu não sou capaz de lidar com essas coisas, que alguém mais confiável, sensível e adulto que eu precisa estar cuidando disso.

ST: Você já falou outras vezes sobre mudar para direção de filmes. Se você estivesse em busca de financiar um projeto, acha que seria mais fácil ou mais difícil de fazê-lo por ser ‘Daniel Radcliffe’?

DR: Gosto de pensar que seria um pouquinho mais fácil, porque se fosse eu contra um diretor de primeira viagem, uma coisa que eu teria de vantagem, mesmo nunca tendo dirigido nada, é ter passado muito tempo em estúdios de filmagem e acho que entendo muito bem como eles funcionam, como guiar um estúdio e o que é necessário. Honestamente, gosto de pensar que sou capaz de convencer alguém a confiar em mim com as rédeas de alguma coisa em algum momento. Também acho que em termos de financiamento, pelas coisas que eu gostaria de fazer no meu primeiro filme, eu não estaria pedindo muito dinheiro. Não acho que qualquer coisa que eu pediria para dirigir seria algo de muito custo, certamente não no momento. Espero que direção de filmes seja algo que eu consiga fazer daqui pra frente.

ST: Existe uma piada recorrente que todo ator no Reino Unido pode estrelar nos filmes de Harry Potter ou em um filme de Star Wars ao longo dos anos. Quando veremos Daniel Radcliffe aparecer em um filme de Star Wars? Já houve essa oportunidade?

DR: Eu tenho certeza que provavelmente não, mas eu não sei, nunca aconteceu. Eu certamente não seria contra, mas também ficaria surpreso. Ficaria surpreso se eles quisessem que isso acontecesse. Na maior parte do tempo, se um diretor diz ‘Ah, eu não quero ele porque ele fez Harry Potter’, eu não acho que esse seja um bom motivo para não me escalar para um filme, mas quando esse filme faz parte de uma enorme franquia, acho que ter alguém que é muito reconhecido por outra franquia de filmes pode ser estranho e confuso como se estivesse acontecendo um crossover dos filmes de Harry Potter e Star Wars.

 

Tradução: Mayra Oliveira


O Gwinnet Daily Post fez uma pequena matéria sobre o novo filme de Daniel, Jungle. Nela, eles enfatizaram a dieta pela qual Daniel passou, para perder peso e manter a aparência do personagem mesmo fora das filmagens. Confira a entrevista completa abaixo:

 

Daniel Radcliffe não comeu por dias enquanto filmava ‘Jungle

Daniel Radcliffe não comeu por dois dias enquanto filmava o novo filme de sobrevivência ‘Jungle’. O ator de 28 anos está estrelando no novo filme de Greg McLean sobre a vida real de sobrevivência de Yossi Ghinsberg – que teve que sobreviver na selva amazônica sozinho após um acidente – e Radcliffe admitiu que perdeu uma quantidade de peso dramática. Durante uma entrevista no ‘Lorraine’ na quinta feira (10.09.2017), Radcliffe disse: “Eu comia um filé de peixe branco e uma barra de proteína por dia. Não comi por dois dias, não é uma coisa saudável de se fazer. Eu não aconselho ninguém a fazer isso, mas eu o fiz por um curto período de tempo. Valeu a pena pela refeição que ganhei ao final das gravações. Eu não sou um ator muito metódico, mas senti que estaria deixando meu trabalho mais difícil e não fazendo jus a história deste cara se eu fosse para casa todas as noites e jantasse um bife e vivesse muito confortavelmente.”

“Ninguém me pediu para fazer isso, foi totalmente minha ideia, mas acho que foi necessário.”

Radcliffe, que começou sua fama como o jovem Harry Potter, admitiu que sua família e namorada Erin Darke ficaram preocupados com sua saúde e admitiu que perder esse peso realmente ‘mexeu’ com a sua cabeça.

Ele disse: “Muitas pessoas estavam preocupadas comigo. Levou um tempo para eu voltar a comer normalmente depois. Realmente mexe um pouco com a sua cabeça.”

O filme acompanha Yossi, que é escortado por um guia misterioso pela selva amazônica com seu amigo, mas sua jornada se transforma em uma experiencia horrível quando a perversidade da natureza humana e as ameaças mais mortais da selva os forçam a lutar para sobreviver.

Radcliffe explicou porque ele decidiu aceitar este papel e disse que é uma história que precisa ser ‘amplamente conhecida’.

Ele disse: “Foi definitivamente umas daquelas histórias que você ouve e diz ‘uau, isso deveria ser muito mais conhecido’.”

“Eu queria fazer parte da disseminação desta história e fazer com que ela chegasse a uma audiência maior.”

 

Tradução: Mayra Oliveira


O ABC News também entrevistou Daniel sobre seu novo projeto. Nessa entrevista, ele conversa sobre o que o atraiu ao projeto e Yossi Ghinsberg – que ele interpreta no filme – o elogia pela dedicação com que ele abraçou o projeto, mesmo ele não precisando realmente disso. Abaixo confira a tradução completa feita por nossa equipe:

 

Daniel Radcliffe continua sua transformação pós Harry Potter com novo papel em ‘Jungle’.

Daniel Radcliffe, aparentemente, está orgulhoso por perder sua imagem de menino bruxo.

Quando um repórter sugeriu que seu novo filme “Jungle” não é nada parecido com Harry Potter, ele respondeu: “Obrigado. ”

É um buraco em como o ator, famoso pelo personagem icônico de J.K. Rowling, pensa sobre suas escolhas de filmes.

Desde que o final de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 lançou em 2011, o ator britânico simplesmente evitou papéis que pudessem oferecer uma simples comparação.

Ele interpretou um estudante de medicina que se apaixona por sua melhor amiga em “Será Que? ”. Ele interpretou um homem que devido a suas recém descobertas habilidades paranormais tenta descobrir o assassino de sua namorada em “Amaldiçoado”. Em “A mulher de preto” ele interpretou um advogado viúvo que procura por respostas, e vimos o ator assumir o papel do poeta Allen Ginsberg em “Versos de um Crime”.

Agora em “Jungle”, Radcliffe está interpretando outro papel de vida real – do aventureiro israelita Yossi Ghinsberg.

“É uma história real” disse o ator para a ABC News. “Yossi Ghinsberg, que foi para a América do Sul, como muitas pessoas fazem para viajar e ter uma aventura, se encontrou entrando fundo da mata quando alguém apresentou-o a oportunidade.

Radcliffe disse ainda que seu personagem, eventualmente, viajou para dentro da Amazônia apenas para se separar de seus amigos “e ter que sobreviver por sua conta por três semanas. ”

O ator disse que estava atraído pela história de Ghinsberg após ler o roteiro da memória do aventureiro de 2005 com o mesmo nome.

“É tão difícil gostar de uma pessoa que vai sobreviver e é tão difícil fazer uma pessoa desistir em sua vida” disse Radcliffe.

É difícil dizer se Radcliffe está referindo-se a si mesmo ou não.

O ator admitiu, entretanto, que em sua vida pós Potter ele teve que “se imaginar começando de novo” ou “começando do zero”.

“Alguns diretores me evitaram. Outros estavam intrigados pela oportunidade apresentada” Radcliffe continuou. “Eu acho que eu fui muito sortudo e que as pessoas me deram oportunidades muito interessantes para fazer um trabalho diferente. ”

Radcliffe sofreu uma perda de peso drástica para gravar como Ghinsberg, frequentemente comendo peixe branco como almoço, que ele misturou com molho quente para dar um pouco de sabor, e uma barra de proteína como jantar. Entre as refeições, ele tratou se com café com leite “e muito adoçante”, disse ele.

Fora das câmeras, Radcliffe se manteve ocupado. Depois de encontrar-se com Ghinsberg, ele teve que ouvir a mesma música que o aventureiro ouviu e ler os mesmos livros que Ghinsberg leu durante aquele terrível período. Radcliffe trabalhou em aperfeiçoar o sotaque de Ghinsberg, que é uma mistura de israelita com um pouco de romeno.

“Ele pode parecer pequeno, mas ele não é” disse Ghinsberg para ABC News sobre o ator interpretar a ele na tela. “Ele é um grande homem. Um grande homem mesmo.”

Ghinsberg, de 58 anos, disse que ficou encantado pela dedicação de Radcliffe em fazer sua história o mais real possível.

“Ele leva seu trabalho muito, muito seriamente, e ele trabalha duro, mesmo não precisando” disse Ghinsberg. “Ele faz isso por paixão. Ele faz isso por arte. As coisas que ele fez para se tornar Yossi… é lisonjeiro que alguém passou por todo esse problema.

Em uma cena em particular que é difícil de assistir, Radcliffe usa uma faca para tirar um parasita de sua cabeça.

Ghinsberg disse que, realmente, ele achou 14 parasitas em sua cabeça durante sua viagem na floresta Boliviana. O diretor Greg McLean, naturalmente, usou alguma licença criativa no filme.

“É uma dor excruciante, mas era mais dolorido ter eles dentro, porque eles comem você debaixo da sua pele” Ghinsberg lembrou. “Inicialmente eu não sabia o que era até eu achar o primeiro. ”

Foi essa força que atraiu Radcliffe para o projeto na esperança de inspirar os outros que devem estar lidando com seus parasitas próprios – literalmente ou figurativamente.

“Pessoas de todos os lugares estão sobrevivendo todos os dias. Esse filme é um exemplo de quão longe você pode ir” disse Radcliffe.

 

Tradução: Gustavo Borella


O MarketWatch entrevistou Daniel para divulgação de Jungle, seu novo filme baseado em fatos reais da vida de Yossi Ghinsberg, que se aventurou na floresta amazônica e se perdeu por três semanas. Na entrevista, Daniel fala sobre perder peso para o papel, se aventurar a filmar na floresta e espiritualidade.
Nenhum feitiço, capa ou criatura mágica poderia salvar o ator Daniel Radcliffe em seu novo filme.
Para interpretar um aventureiro Israelense que sobreviveu na floresta amazônica, Radcliffe quase se afogou, passou fome, e aturou cobras e minhocas rastejando ao seu redor.
Em “Jungle,” Radcliffe atua como uma pessoa existente – Yossi Ghinsberg – que saiu para se aventurar na floresta Amazônica da Bolívia em 1981 com dois amigos e um guia – se separando deles e tendo que se virar na selva. Ghinsberg escreveu um livro sobre sua experiência angustiante de três semanas, que foi adaptado para as telas por Justin Monjo e dirigido por Greg McLean (“Wolf Creek”).
Radcliffe, 28, que interpretou o Harry Potter na saga entre 2001 e 2011, tinha noção dos desafios que enfrentaria para as gravações de seu último filme. “Nunca pensei que seria fácil, e não deveria ser se você quer gravar de maneira justa,” disse ele. “Aceitei o papel sabendo que seria físicamente difícil do que já foi.”
A fome de Radcliffe
Para começar, Radcliffe perdeu por volta de 6 quilos durante as gravações, que foram na floresta da Colômbia e na Costa do Ouro na Austrália. Já que seu personagem sobrevive de fétus de pássaros e frutas, e se torna cada vez mais fraco, Radcliffe tentou recriar essa demonstração física e a sensação de fome.
“Meu trabalho seria mais difícil se eu fosse para casa todas as noites e comesse um bife enorme me sentindo confortável,” diz ele. “Tirar aquele cansaço que adentra seus ossos e deixa suas pernas pesadas, foi muito útil apenas comer menos.”
Ele passou a maioria das manhãs apenas com café – três ou quatro xícaras antes do almoço – e durante as duas últimas semanas de gravação, ele comia apenas uma refeição por dia: um filé de peixe ou peito de frango e uma barra de proteína. Para os dois últimos dias de gravação que se tratavam de uma cena de suspense, Radcliffe parou de comer.
“Aprendi que se alguém estiver em uma situação em que pode comer apenas um filé de peixe por dia, apenas coloque muito molho picante,” disse. “Temperos são seus amigos. Eu estava tipo, ‘não posso comer muita comida, mas posso usar quanta mostarda eu quiser!'”
Corrida no Rio
Em uma das primeiras cenas do filme, seu personagem, Yossi, quase se afoga nas corredeiras. A câmera prende a audiência nele enquanto ele gira embaixo d’água, lutando contra a correnteza. Essa cena pareceu se misturar com a realidade, porque Radcliffe poderia ter se machucado sériamente durante a cena complicada.
“Eram 16 funcionários parados nas rochas ao longo do rio, cada um amarrado a uma linha de segurança, formando uma ‘teia feita de linhas de segurança ao longo do chão desse espaço pequeno,” disse o ator. Eles filmaram a cena por dois dias, gritando entre si por cima do rio. “Foram muito, muito intensas e exigentes,” ele disse, adicionando o fato de que até o rio era uma caminhada de 2,5 quilômetros pela selva todas as manhãs.
Coração de Escuridão
Outras vezes durante as filmagens, ou durante os momentos em que se afogou, Radcliffe – que não se considera uma pessoa que goste do ar livre – se viu cara a cara com criaturas como “besouros estranhos e coloridos” e cobras venenosas. Mas essa imersão, junto ao calor e a chuva (feita por máquinas), deu a ele uma apreciação da relação de Yossi com a selva.
“[Yossi] disse que quando ele estava lá, lutou contra a natureza durante a primeira semana e a via como uma inimiga que estava tentando detê-lo,” disse Radcliffe. “Ele descreve que assim que se permite sentir como parte desse organismo natural ao seu redor, ele encontrou não apenas sucesso na sobrevivência como também gostou da experiência.”
“Sim, houveram momentos de desespero, angústia e dor, mas houveram também os momentos mais proveitosos e serenes que ele teve surante toda sua vida em apenas 3 semanas,” adiciona Radcliffe.
Pelo amor aos Livros
Em “Jungle,” Yossi carrega um livro religioso que lhe foi dado por seu tio, que estudou Kabbalah e acreditou no poder protetor do livro. Radcliffe diz que não se considera uma pessoa espiritual, mas que considera a vontade de viver de Yossi algo espiritual. “Tem uma qualidade na humanidade, evidenciada por essa história, que é muito difícil fazer alguém desistir da própria vida,” ele disse. Ter livros por perto faz com que eu sinta como se voltasse a ser eu mesmo.”
Radcliffe lê apenas livros físicos, não os eletrônicos. Até mesmo os scripts para novos filmes, ele tem que ler nas páginas, caso contrário ele não aprenderá suas falas rapidamente. “Você não pega a informação da mesma maneira,” ele disse.
‘Miracle Workers’
Foi seu amor por livros que o levou até seu próximo projeto, uma série de TV da TBS chamada “Miracle Workers” que foi adaptada do romance de Simon Rich, “What in God’s Name.” O programa será gravado mais tarde este ano e Radcliffe irá interpretar um anjo mal-pago na Heaven Inc. no departamento dos Milagres, que faz um acordo com seu chefe, Deus, para salvar o planeta Terra. O criador do “Saturday Night Live” Lorne Michaels está produzindo a série.
“Simon Rich é um escritor o qual tenho sido grande fã há anos,” diz o ator. “Quando tive a oportunidade de conversar com esse sobre esse livro, apenas disse, “Se você algum dia tornar isto alguma coisa, por favor me deixe saber. Farei o chá no set, não ligo, Só quero estar envolvido.”
O ator, filho do ex-agente literário Alan Radcliffe, diz que o que o deixa interessado é uma boa escrita. “A chance de me envolver em um trabalho com Simon e sua equipe de escritores fantásticos, por poucos anos, foi muito animador.”
Tradução: Andressa Fernandes

Ainda na onda de entrevistas para divulgação de Jungle, Daniel concedeu uma entrevista descontraída a TIME na qual fala sobre Jungle, interpretar um personagem real, aparecer em Animais Fantásticos e porque ele gosta quando escuta uma piada sobre ele. Confira abaixo a tradução feita por nossa equipe:

 

Daniel Radcliffe fala sobre porquê ele gosta quando as pessoas riem dele

 

Em uma cena em Jungle, o novo filme de Daniel Radcliffe, o jovem que ele interpreta acorda em uma cama desconfortável, sozinho e com dor. O lado de sua testa acima de seus olhos está queimando e ele instintivamente toca o local, fazendo uma careta. Então ele pega sua mochila e tira um par de pinças. Tremendo, ele pega a pinça e pressiona contra sua testa, através de sua pele irritada, que está pulsando de uma maneira suspeita. Segundos depois, uma minhoca parasita lentamente sai do buraco. É uma cena tão nojenta que até Lord Voldemort olharia para outro lado.

Infelizmente para os personagens envolvidos, não existem varinhas em Jungle, que estréia no dia 20 de Outubro. O drama-aventura que prende a atenção baseado na história real de Yossi Ghinsberg, um mochileiro Isralense que, aos 22 anos, quase morreu na floresta tropical Boliviana onde ele se perdeu por três semanas nos anos 80.

Jungle é o mais novo filme de baixo orçamento que Radcliffe abraçou desde seus dias em Harry Potter. Ano passado, ele estrelou como um cadáver flatulento ao lado de Paul Dano no filme meio perdido no meio do nada, Swiss Army Man. Ele também lidou com outros papéis ousados em filmes de terror como Amaldiçoado, o drama Versos de um Crime e o thriller Imperium.

Alguns dias antes de Jungle estrear nos cinemas, o ator de 28 anos, sentou com a TIME em Londres para conversar sobre sua (falta de) habilidade de sobrevivência, aparecer em uma piada de John Oliver e se ele já considerou aparecer na franquia Animais Fantásticos.

 

TIME: O que te atraiu em Jungle?

 Daniel Radcliffe: A história em si é uma história de sobrevivência, mas o que eu achei mais tocante foi a noção que há cerne dentro das pessoas que se recusa a morrer. Obviamente nessa situação, é um home sobrevivendo sozinho na floresta, mas eu acho que essa vontade indestrutível de viver se aplica a pessoas na guerra ou em terríveis regimes e grandes provações ao redor do mundo. Eu gosto de pensar que há algo fundamental em todos nós que pode ser ativado quando se é forçado ao extemo.

 

Como você sobreviveria se estivesse perdido na floresta por três semanas? Eu provavelmente sobreviveria por 15 minutos.

 Eu espero que nunca esteja nessa situação. Como você, eu provavelmente sobreviveria pouco. Eu nunca fui Escoteiro, não sei ascender fogo… Se eu me perdesse com outra pessoa que tinha experiência com essas coisas eu sobreviveria bem – sou um bom ajudante. Mas se você estivesse perdido comigo, você não teria chance, sério, especialmente se estivéssemos em algum lugar perto da água, já que eu provavelmente me afogaria.

Você não sabe nadar?

 Eu não sou um bom nadador. Eu sei nadar, mas não sei boiar ou ficar “em pé”algum lugar profundo. Sabe esses filmes tipo Mar Aberto? É o meu pior pesadelo.

Então você nunca faria um filme de tubarão?

 Eu filmei muito em água, então não me importo com isso. Mas eu não acho que eu faria um filme de tubarão. A quantidade de trabalho que seria necessário e o tempo em mar aberto – eu não acho que estaria feliz com isso.

Quanto tempo você passou na floresta nas filmagens?

 Nós ficamos três ou quatro semanas na floresta colombiana e três semanas na Austrália. Foi um filme difícil para a equipe; eles tinham que carregar equipamentos pesados dentro e fora da floresta, o que era uma caminhada de três quilômetros. Há algo que nos conecta em filmagens difícieis como essa, quando você sente que todos estão juntos nessa.

Onde você ficou na maior parte da filmagem?

 Na Colômbia nós ficamos em um dos hotéis mais bonitos em que estive. Parecia o covil de um vilão de James Bond, na maneira menos malvada.

Parecia estranho ir ao set depois de ficar em um lugar luxuoso?

 Sim, muito. Eu não sou um ator metódico, mas eu senti que seria estranho, muito inconsistente, estar interpretando esse cara que passou por coisas difíceis enquanto eu estava vivendo essa vida incrivelmente confortável, linda, luxuosa fora do set. Então, quando eu estava ficando no hotel, eu tentei não comer pra manter a minha energia baixa.

Quão perto de Yossi Ghinsberg você trabalhou?

 Antes das filmagens, nós conversamos por quatro horas em conversas separadas por Skype, onde eu tentei entender a cabeça dele. Yossi esteve muito no set, particularmente para a filmagem na Colômbia. Quando se está fazendo um filme sobre a vida de alguém, a pessoa estaria dentro de seus direitos se falasse, “eu não gostei disso”ou “não aconteceu assim,” mas ele não o fez. Ele apoiou todo o processo e aceitou que algumas coisas seriam diferentes do que foram na realidade.

Seus filmes mais recentes foram de baixo orçamento. Foi uma decisão consciente de se afastar de blockbusters e seguir papéis mais indie?

 Eu estou em uma posição onde eu não tenho que fazer nada que eu não queira; a única razão que eu tenho para fazer um filme é porque eu gostei muito dele e sou da opinião que a maioria dos roteiros mais interessantes que eu li recentemente não estão sendo feitos por grandes estúdios. Isso é bom porque você consegue uma grande liberdade criativa, mas também é ruim porque indies são difíceis de conseguir ser feitos. Eu tive algumas decepções nos anos pós-Potter, mas eu fui muito sortudo com outros como Versos de um Crime, Um cadáver para Sobreviver e Imperium.

Quais diretores que você gostaria de trabalhar?

 Eu tenho uma lista dos diretores com quem eu gostaria de trabalhar como, Wes Anderson, Paul Thomas Anderson, os irmãos Coen, Martin McDonagh e Quentin Tarantino – apesar de eu não saber que papel haveria pra mim em um filme de Tarantino, mas ei, quem sabe! Eu também adoro trabalhar com diretores de primeira viagem, como Daniel Scheinert e Dan Kwan em Um cadáver para Sobreviver e John Krokidas em Versos de um Crime.

Quais gêneros você gostaria de tentar?

 Eu estou para fazer um filme chamado Guns Akimbo, que será a primeira vez que eu irei fazer um filme de ação. Falando por cima, eu não acho que há um papel pra mim em muitos filmes de ação e papeis que eu faria. Mas eu li esse e pareceu perfeito. É o jeito que um cara como eu pode se encaixar em um filme de ação e é bem divertido.

O que você quer dizer com um cara como você?

 Quero dizer alguém que não seja o Dwayne Johnson ou os Hemsworth, que são bons atores e feitos para filmes de ação. Apesar de eu ser em forma e forte para a minha altura, geralmente quando eu leio roteiros sobre um cara batendo em outros com suas mãos, eu não acho que o público iria acreditar em mim fazendo isso.

Você se enxerga se envolvendo em outra grande franquia no futuro?

 Eu absolutamente posso me ver fazendo outra, mas dependeria do roteiro. Seria divertido fazer outro daqueles filmes doidos de estúdios. Foi incrível começar com Potter e há muito que eu não sinto falta [nisso]. Eu nunca recusaria fazer outra franquia, mas não estou correndo para isso agora.

Se pedido, você faria uma aparição em Animais Fantásticos?

 Acho que não? Mas de novo, se fosse algo que eu acharia divertido fazer, ótimo. Novamente, eu não estou correndo para fazer isso.

Você está começando a ser reconhecido por outros papéis além de Harry Potter?

 A maioria das pessoas me reconhecem por Potter, não estou me iludindo quanto a isso. Mas eu escuto algumas pessoas falando o quanto gostaram de Um cadáver pra sobreviver ou Imperium e isso é sempre ótimo.

Eu tenho que dizer, eu estava assistindo John Oliver outro dia e ele estava fazendo um seguimento sobre Equifax, e ele dizia algo tipo, “Equifax soa como uma peça onde Daniel Radcliffe transa com uma máquina de fax,” se referindo a minha peça de 2007, Equus. O fato que eu fiz Equus 10 anos atrás ter se tornado uma referencia cultural me fez genuinamente muito feliz. Eu estava tipo, “Essa foi uma piada sobre mim que não era sobre Harry Potter. Eu agradeço por isso!”

Como é pra você quando alguém se referencia a você assim?

 Você sempre tem um momento de tensão onde você se sente tipo, “ai Deus, o que eles vão dizer?” e depois você faz tipo, “Ah não, isso é ok.” É engraçado e estranho, mas eu também acho que esse tipo de coisa é estranhamente lisonjeiro. Há essas cartas de Cards Against Humanity que têm meu nome com um contexto sujo e eu autografei muitas dessas cartas para pessoas em stage doors. E eu acho isso tudo bem engraçado.

 

A piada do John Oliver foi bem engraçada e eu não a vi como sendo ofensiva. Eu tenho certeza que muitas pessoas fizeram piadas sobre mim que eu nem vi, ainda bem. Falando por cima, se esse é o tipo de coisa que irrita algumas pessoas, então elas estão se irritando por motivos errados.

 

Você não está nas redes sociais. Porque?

 

Bom, eu estou no Google+, mas não sei se isso conta e é muito dizer que eu estou nele. Eu não tenho Twitter porque eu sou opinioso e ficaria bravo com alguém se eles dissessem algo ruim sobre um amigo. Eu brigaria com as pessoas. Eu seria uma dessas pessoas.

 

Minha namorada está [no Twitter] e eu entrei na sua conta outro dia. Ela tinha retweetado alguém da polítca e comecei a olhar para os tweets deles, e eles tinham brigado com alguém então eu comecei a olhar aquela briga, então eu terminei achando essa conta do Twitter bem de direita e isso é bem depressivo.

 

Eu sei que essas coisas estão lá, e acho que é importante reconhecer e falar sobre, mas ver pessoas realmente estão lá falando com ódio para o outro é cansativo e estressante. E particularmente se você é uma menina, seja famosa ou não, as redes sociais parecem como inferno fresco.

 

Tradução: Nuara Costa


Uma fã brasileira assistiu a peça Rosencrantz & Guildenstern Are Dead, que está em cartaz no teatro The Old Vic em Londres, e compartilhou conosco sua review e algumas fotos:

“‘Rosencrantz And Guildenstern Are Dead’ é uma peça marcada pelo jogo de palavras sensacional em um ritmo rápido que não te deixa respirar. Se você for assistir, recomendo que saiba a história de Hamlet para entender melhor o que está acontecendo, pois há muita influência do teatro do absurdo de ‘Esperando Godot’, por exemplo. Entre jogos para passar o tempo e tentativas para descobrir onde estão, de onde vieram e para onde deveriam ir, Rosencrantz e Guildenstern também contam a história de Hamlet, com a participação de uma trupe de atores. Depois da peça, em vez de irmos para a stage door esperar pelos atores, nos levaram para uma fila na porta principal do teatro mesmo, onde grupos de umas 15 pessoas tinham quase um meet and greet apenas com o Daniel.”

— Ana Alves

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Daniel Radcliffe está na capa da edição de verão 2017 da revista GQ Style brasileira. A revista traz um novo photoshoot e uma entrevista exclusiva, na qual Daniel fala sobre Harry Potter, Swiss Army Man, Imperium, sua carreira, seu estilo e como lida com seu dinheiro. Leia abaixo:

Esta poderia ser a clássica história do ator mirim que se embriaga com a fama precoce e, quando adulto, cai na obscuridade e faz qualquer coisa para estar de volta aos holofotes, mesmo que isso signifique se envolver em escândalos. Mas as coisas fugiram um pouco do roteiro com Daniel Radcliffe.

O astro de Harry Potter conseguiu sobreviverr praticamente ileso a ter sido o protagonista de uma das mais bem-sucedidas franquias do cinema, a ter seu rosto estampado mundialmente em livros, roupas e brinquedos, e a ter acumulado uma fortuna que o coloca entre os atores mais ricos de Hollywood – a maioria, homens com pelo menos 15 anos a mais do que ele.

E não é só isso: Radcliffe parece ser um cara absolutamente normal. Basta ver como o encontramos para esta entrevista, no descolado Soho Hotel, no centro de Londres, onde promovia seus mais recentes filmes, Imperium e Swiss Army Man (ainda sem títulos em português). De jeans e camiseta cinzas, botas pretas de bico fino, cabelos ligeiramente despenteados e barba por fazer, ele recebe a GQ Style com um sorriso, a oferta de um chá e muito entusiasmo. Não usa relógio. Não exibe um celular de última geração. Não pede que sua assessora fique em um canto para acompanhar a conversa e interrompê-la, caso ele acabe revelando mais do que devia.

Nem é preciso. Aos 27 anos – mais de 16 deles passados diante das câmeras -, Radcliffe não tem medo de perguntas e sabe muito bem dar seu recado. O principal é que Harry Potter é uma parte importante de seu passado, mas o que ele quer agora é curtir o presente. “Todo mundo me pergunta se estou tentando me distanciar de Potter intencionalmente. Acho que, como ator, é natural querer fazer algo totalmente diferente”, conta. “Minha inspiração são atores como Gary Oldman e Imelda Staunton (Sirius Black e Dolores Umbridge, na saga), que tiveram carreiras imprevisíveis e que são fantásticos justamente porque conseguiram fazer de tudo e mostrar sua versatilidade.”

E nada pode ser mais diferente do menino-bruxo do que Manny, o personagem de Radcliffe no ligeiramente surrealista Swiss Army Man, escrito e dirigido por Daniel Kwan e Daniel Schneirt: um homem morto que é levado pelas ondas a uma praia deserta e que é carregado para todo lado pelo solitário e perdido Hank, vivido pelo ator Paul Dano. Em determinado momento, Manny passa a falar e a se expressar com reações “constrangedoras” de seu corpo, como ereções ou flatulência. “Recebo muitos roteiros, mas a maioria não me mostra nada novo. Com Swiss Army Man, a criatividade saltava aos olhos. Na hora, percebi que era algo do qual eu queria fazer parte. E o resultado é um filme muito divertido e, ao mesmo tempo, incrivelmente bonito”, diz o ator.

Já em Imperium, escrito e dirigido por Daniel (outro!) Ragussis, ele encarna um introvertido geek do FBI que é destacado para se infiltrar em uma rede de neonazistas americanos. “É um thriller tenso e cheio de reviravoltas. Interessei-me em fazê-lo por meu personagem não resolver tudo na base do tiro, mas com inteligência”, descreve.

Os dois filmes percorrem o circuito de festivais de cinema independente ao redor do mundo e tiveram curta exibição nos Estados Unidos e na Europa, sinal claro de que o sucesso nas bilheterias não é uma prioridade para Radcliffe. “Eu tive a incrível sorte de começar minha carreira com algo grandioso como Harry Potter. Hoje, estou em uma posição privilegiada para atores da minha idade, porque não preciso trabalhar por dinheiro”, explica. “E, enquanto isso durar, quero encontrar os projetos mais diferentes possíveis e criar um conjunto interessante de obras.”

Se depender do quanto entra e do quando sai de sua conta bancária, o ator deve continuar nessa trajetória que mistura blockbusters, produções de baixo orçamento, peças na Broadway e aparições em seriados de TV. A revista Forbes calcula seu patrimônio em cerca de US$ 110 milhões. A fortuna é gerenciada por uma empresa aberta pelos pais de Radcliffe, o agente literário Alan e a diretora de elenco Marcia. Seus maiores gastos até hoje foram apartamentos em Londres, onde nasceu e cresceu, e em Nova York, cidade que adotou há alguns anos.

Novamente fugindo do roteiro tradicional da fama, o ator não só não tem carros como aprendeu a dirigir apenas recentemente. “Só tirei minha carteira para poder dirigir no set, senão as seguradoras se recusavam a cobrir qualquer acidente”, revela. “Nunca me interessei por carros. E sou prático: é impossível dirigir e estacionar em Londres e Nova York, então faço tudo a pé, de táxi ou com um amigo que é motorista.”

Radcliffe, no entanto, não esconde a admiração pelas escolhas do colega Rupert Grint, o ruivo Ron Weasley de Harry Potter: “Uma das primeiras coisas que ele comprou com o salário do filme foi uma caminhonete Chevrolet dos anos 50, que tem uma buzina ridícula que parece o canto do Pica-Pau [personagem do desenho animdo]. Depois, veio um caminhão de sorvete. Para mim, isso é que é uma coleção bacana”.

O ator também é prático na hora de se vestir. Confessa que gosta e se produzir para o tapete vermelho e fica lisonjeado quando vê seu nome frequentemente nas listas dos mais elegantes. Mas conta que, se pudesse, passaria o tempo todo de jeans e camiseta. “Minha maior preocupação é me sentir confortável com o que eu visto”, explica. “Quanto mais à vontade estou, mais consigo ser eu mesmo.” Entre suas marcas preferidas estão Topman, The Kooples, John Varvatos, Club Monaco e Asos.

Radcliffe é econômico até na hora do lazer. Uma vez por ano, tira férias em alguma praia ao lado da namorada, a atriz americana Erin Darke, com quem está desde 2012, quando filmaram juntos Versos de um Crime. “Neste ano, passamos duas semanas na Grécia. No ano passado, em Antígua, no Caribe. Acho que meu maior gasto é com viagens entre Nova York e Londres ou Los Angeles, sempre por causa do meu trabalho”, conta.

Outra das “extravagâncias” favoritas do ator é comprar camarotes para assistir a partidas de futebol americano com os amigos, muitos deles conquistados na época de Harry Potter, como o próprio Grint, Emma Watson e seu dublê nas cenas perigosas, David Holmes. São esses poucos privilegiados que podem segui-lo e sua conta segreta no Instagram, a única que ele mantém nas redes sociais. “Não tenho Twitter nem Facebook porque acho que iria facilmente sair brigando. Tenho muitas opiniões sobre tudo, sou muito impulsivo e acabaria respondendo aos ataques que são tão comuns nessas mídias”, admite.

Por tudo isso, Radcliffe está longe de ser um prato cheio para os paparazzi. “Não me meto em brigas. Não fico bêbado. O pior que pode acontecer é eles me flagrarem fumando”, confessa. “O assédio da imprensa e o fato de saber que há pessoas que eu não conheço falando de mim são coisas muito massacrantes. Não conseguiria lidar com isso constantemente.”

À sua maneira, o ator é um típico representante dos millennials, ou geração Y, como ficou conhecido o pessoal que, como ele, está hoje entre os 20 e 30 e poucos anos: mais ligado em viver experiências do que em comprar desenfreadamente, preocupado com o meio ambiente e com o consumo ético, e interessado em trabalhos que tragam mais prazer do que dinheiro. “Acho que isso é resultado de como o mundo está louco e assustador hoje em dia e do fato de termos crescido em meio a uma economia em crise. É como se todos nós disséssemos: ‘Sabe o quê? Só preciso de bons amigos e de bons momentos para ser feliz.’ Acho isso ótimo. Melhor curtir agora do que se preocupar com o futuro”, decreta.

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[Scans]

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[Photoshoot]


Woody Harrelson, que trabalhou com Daniel em Truque de Mestre: O Segundo Ato, está com um novo projeto ambicioso. No dia 19 de Janeiro, ele pretende exibir em alguns cinemas, um filme que estará sendo filmado ao vivo. O nome do projeto é “Lost in London: Live” e como uma forma de divulgação do filme, diversos atores amigos de Woody estão mandando mensagens de vídeo o dizendo que o projeto não dará certo.

No vídeo enviado por Daniel Radcliffe, ele fala que não será negativo, que há chances de dar certo, mas que também há chances de qualquer coisa dar errado, como o Woody ser atingido por um carro no momento do vídeo. Por fim, ele deseja sorte pro amigo e que as coisas deem certo, ou não.

 


Daniel Radcliffe foi fotografado hoje (13/12) em Savannah, na Georgia, enquanto fazia uma pausa nas filmagens de Beast Of Burden. Confira as fotos em nossa galeria:

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[Em Savannah, Georgia (13.12)]


No dia 11 de Dezembro, Daniel Radcliffe foi fotografado ao lado do seu segurança enquanto ia para a academia. Estas foram as primeiras fotos tiradas dele em Savannah, na Georgia, onde está filmando Beast of Burden.

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[Indo para a academia em Savannah, Georgia (11.12)]






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