A Forbes entrevistou Daniel Radcliffe sobre Jungle, e nessa entrevista ele fala sobre o filme que fez que considera ter sido menosprezado, sobre a possibilidade de dirigir um filme no futuro e o porque não o veremos em Star Wars. Confira a tradução abaixo:

Daniel Radcliffe fala sobre ‘Jungle’, investimentos, direção de filmes e porque não o veremos em ‘Star Wars’

Um nome familiar desde 2001 e com um currículo de trabalho que ostenta apenas 17 filmes mas uma bilheteria mundial de aproximadamente U$8,38 bilhões, Daniel Radcliffe é um enigma da cultura pop.

Os filmes de Harry Potter o transformaram em uma estrela, enquanto seu trabalho no teatro e filmes como Amaldiçoado e Um Cadáver Para Sobreviver o transformaram em um ator aclamado no cenário indie.

Este último é um filme com uma história contorcida que aparece novamente no novo filme, Jungle.

O drama-aventura biográfico conta a história de Yossi Ghinsberg (Radcliffe), um turista israelita que viajou para a selva boliviana e acabou tendo que lutar pela sua vida depois de ficar preso na floresta sem ajuda ou resgate.

Eu me encontrei com Radcliffe para falar sobre o filme, sua filosofia de carreira pós-Potter, seus investimentos, planos para dirigir filmes e sua opinião sobre mudar de uma franquia de bruxos para uma de uma galáxia muito, muito distante.

Simon Thompson: Seu personagem em Jungle diz que está em busca do extraordinário. Você acha que isso também representa você e sua carreira pós-Potter, seja intencionalmente ou acidentalmente?

Daniel Radcliffe: Acho que sim, mas nunca pensei desta maneira antes. Eu honestamente pensava que a pergunta que você iria fazer seria sobre o personagem ir procurar o extraordinário e viajar, e como alguém que nunca viajou e tirou férias como eu se relaciona com ele. Eu nunca pensei nisso dessa maneira, para ser honesto, mas muito obrigado. O negócio é que estou em uma posição onde não preciso fazer nada a não ser que eu queria fazê-las e não existem muitos atores nesta situação. Tenho a chance de ir atrás de coisas que eu amo, que são coisas as vezes estranhas e diferentes, mas que eu tenho muita paixão, e isso é uma posição muito rara de estar para um ator.

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O Gwinnet Daily Post fez uma pequena matéria sobre o novo filme de Daniel, Jungle. Nela, eles enfatizaram a dieta pela qual Daniel passou, para perder peso e manter a aparência do personagem mesmo fora das filmagens. Confira a entrevista completa abaixo:

 

Daniel Radcliffe não comeu por dias enquanto filmava ‘Jungle

Daniel Radcliffe não comeu por dois dias enquanto filmava o novo filme de sobrevivência ‘Jungle’. O ator de 28 anos está estrelando no novo filme de Greg McLean sobre a vida real de sobrevivência de Yossi Ghinsberg – que teve que sobreviver na selva amazônica sozinho após um acidente – e Radcliffe admitiu que perdeu uma quantidade de peso dramática. Durante uma entrevista no ‘Lorraine’ na quinta feira (10.09.2017), Radcliffe disse: “Eu comia um filé de peixe branco e uma barra de proteína por dia. Não comi por dois dias, não é uma coisa saudável de se fazer. Eu não aconselho ninguém a fazer isso, mas eu o fiz por um curto período de tempo. Valeu a pena pela refeição que ganhei ao final das gravações. Eu não sou um ator muito metódico, mas senti que estaria deixando meu trabalho mais difícil e não fazendo jus a história deste cara se eu fosse para casa todas as noites e jantasse um bife e vivesse muito confortavelmente.”

“Ninguém me pediu para fazer isso, foi totalmente minha ideia, mas acho que foi necessário.”

Radcliffe, que começou sua fama como o jovem Harry Potter, admitiu que sua família e namorada Erin Darke ficaram preocupados com sua saúde e admitiu que perder esse peso realmente ‘mexeu’ com a sua cabeça.

Ele disse: “Muitas pessoas estavam preocupadas comigo. Levou um tempo para eu voltar a comer normalmente depois. Realmente mexe um pouco com a sua cabeça.”

O filme acompanha Yossi, que é escortado por um guia misterioso pela selva amazônica com seu amigo, mas sua jornada se transforma em uma experiencia horrível quando a perversidade da natureza humana e as ameaças mais mortais da selva os forçam a lutar para sobreviver.

Radcliffe explicou porque ele decidiu aceitar este papel e disse que é uma história que precisa ser ‘amplamente conhecida’.

Ele disse: “Foi definitivamente umas daquelas histórias que você ouve e diz ‘uau, isso deveria ser muito mais conhecido’.”

“Eu queria fazer parte da disseminação desta história e fazer com que ela chegasse a uma audiência maior.”

 

Tradução: Mayra Oliveira


O ABC News também entrevistou Daniel sobre seu novo projeto. Nessa entrevista, ele conversa sobre o que o atraiu ao projeto e Yossi Ghinsberg – que ele interpreta no filme – o elogia pela dedicação com que ele abraçou o projeto, mesmo ele não precisando realmente disso. Abaixo confira a tradução completa feita por nossa equipe:

 

Daniel Radcliffe continua sua transformação pós Harry Potter com novo papel em ‘Jungle’.

Daniel Radcliffe, aparentemente, está orgulhoso por perder sua imagem de menino bruxo.

Quando um repórter sugeriu que seu novo filme “Jungle” não é nada parecido com Harry Potter, ele respondeu: “Obrigado. ”

É um buraco em como o ator, famoso pelo personagem icônico de J.K. Rowling, pensa sobre suas escolhas de filmes.

Desde que o final de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 lançou em 2011, o ator britânico simplesmente evitou papéis que pudessem oferecer uma simples comparação.

Ele interpretou um estudante de medicina que se apaixona por sua melhor amiga em “Será Que? ”. Ele interpretou um homem que devido a suas recém descobertas habilidades paranormais tenta descobrir o assassino de sua namorada em “Amaldiçoado”. Em “A mulher de preto” ele interpretou um advogado viúvo que procura por respostas, e vimos o ator assumir o papel do poeta Allen Ginsberg em “Versos de um Crime”.

Agora em “Jungle”, Radcliffe está interpretando outro papel de vida real – do aventureiro israelita Yossi Ghinsberg.

“É uma história real” disse o ator para a ABC News. “Yossi Ghinsberg, que foi para a América do Sul, como muitas pessoas fazem para viajar e ter uma aventura, se encontrou entrando fundo da mata quando alguém apresentou-o a oportunidade.

Radcliffe disse ainda que seu personagem, eventualmente, viajou para dentro da Amazônia apenas para se separar de seus amigos “e ter que sobreviver por sua conta por três semanas. ”

O ator disse que estava atraído pela história de Ghinsberg após ler o roteiro da memória do aventureiro de 2005 com o mesmo nome.

“É tão difícil gostar de uma pessoa que vai sobreviver e é tão difícil fazer uma pessoa desistir em sua vida” disse Radcliffe.

É difícil dizer se Radcliffe está referindo-se a si mesmo ou não.

O ator admitiu, entretanto, que em sua vida pós Potter ele teve que “se imaginar começando de novo” ou “começando do zero”.

“Alguns diretores me evitaram. Outros estavam intrigados pela oportunidade apresentada” Radcliffe continuou. “Eu acho que eu fui muito sortudo e que as pessoas me deram oportunidades muito interessantes para fazer um trabalho diferente. ”

Radcliffe sofreu uma perda de peso drástica para gravar como Ghinsberg, frequentemente comendo peixe branco como almoço, que ele misturou com molho quente para dar um pouco de sabor, e uma barra de proteína como jantar. Entre as refeições, ele tratou se com café com leite “e muito adoçante”, disse ele.

Fora das câmeras, Radcliffe se manteve ocupado. Depois de encontrar-se com Ghinsberg, ele teve que ouvir a mesma música que o aventureiro ouviu e ler os mesmos livros que Ghinsberg leu durante aquele terrível período. Radcliffe trabalhou em aperfeiçoar o sotaque de Ghinsberg, que é uma mistura de israelita com um pouco de romeno.

“Ele pode parecer pequeno, mas ele não é” disse Ghinsberg para ABC News sobre o ator interpretar a ele na tela. “Ele é um grande homem. Um grande homem mesmo.”

Ghinsberg, de 58 anos, disse que ficou encantado pela dedicação de Radcliffe em fazer sua história o mais real possível.

“Ele leva seu trabalho muito, muito seriamente, e ele trabalha duro, mesmo não precisando” disse Ghinsberg. “Ele faz isso por paixão. Ele faz isso por arte. As coisas que ele fez para se tornar Yossi… é lisonjeiro que alguém passou por todo esse problema.

Em uma cena em particular que é difícil de assistir, Radcliffe usa uma faca para tirar um parasita de sua cabeça.

Ghinsberg disse que, realmente, ele achou 14 parasitas em sua cabeça durante sua viagem na floresta Boliviana. O diretor Greg McLean, naturalmente, usou alguma licença criativa no filme.

“É uma dor excruciante, mas era mais dolorido ter eles dentro, porque eles comem você debaixo da sua pele” Ghinsberg lembrou. “Inicialmente eu não sabia o que era até eu achar o primeiro. ”

Foi essa força que atraiu Radcliffe para o projeto na esperança de inspirar os outros que devem estar lidando com seus parasitas próprios – literalmente ou figurativamente.

“Pessoas de todos os lugares estão sobrevivendo todos os dias. Esse filme é um exemplo de quão longe você pode ir” disse Radcliffe.

 

Tradução: Gustavo Borella


O MarketWatch entrevistou Daniel para divulgação de Jungle, seu novo filme baseado em fatos reais da vida de Yossi Ghinsberg, que se aventurou na floresta amazônica e se perdeu por três semanas. Na entrevista, Daniel fala sobre perder peso para o papel, se aventurar a filmar na floresta e espiritualidade.
Nenhum feitiço, capa ou criatura mágica poderia salvar o ator Daniel Radcliffe em seu novo filme.
Para interpretar um aventureiro Israelense que sobreviveu na floresta amazônica, Radcliffe quase se afogou, passou fome, e aturou cobras e minhocas rastejando ao seu redor.
Em “Jungle,” Radcliffe atua como uma pessoa existente – Yossi Ghinsberg – que saiu para se aventurar na floresta Amazônica da Bolívia em 1981 com dois amigos e um guia – se separando deles e tendo que se virar na selva. Ghinsberg escreveu um livro sobre sua experiência angustiante de três semanas, que foi adaptado para as telas por Justin Monjo e dirigido por Greg McLean (“Wolf Creek”).
Radcliffe, 28, que interpretou o Harry Potter na saga entre 2001 e 2011, tinha noção dos desafios que enfrentaria para as gravações de seu último filme. “Nunca pensei que seria fácil, e não deveria ser se você quer gravar de maneira justa,” disse ele. “Aceitei o papel sabendo que seria físicamente difícil do que já foi.”
A fome de Radcliffe
Para começar, Radcliffe perdeu por volta de 6 quilos durante as gravações, que foram na floresta da Colômbia e na Costa do Ouro na Austrália. Já que seu personagem sobrevive de fétus de pássaros e frutas, e se torna cada vez mais fraco, Radcliffe tentou recriar essa demonstração física e a sensação de fome.
“Meu trabalho seria mais difícil se eu fosse para casa todas as noites e comesse um bife enorme me sentindo confortável,” diz ele. “Tirar aquele cansaço que adentra seus ossos e deixa suas pernas pesadas, foi muito útil apenas comer menos.”
Ele passou a maioria das manhãs apenas com café – três ou quatro xícaras antes do almoço – e durante as duas últimas semanas de gravação, ele comia apenas uma refeição por dia: um filé de peixe ou peito de frango e uma barra de proteína. Para os dois últimos dias de gravação que se tratavam de uma cena de suspense, Radcliffe parou de comer.
“Aprendi que se alguém estiver em uma situação em que pode comer apenas um filé de peixe por dia, apenas coloque muito molho picante,” disse. “Temperos são seus amigos. Eu estava tipo, ‘não posso comer muita comida, mas posso usar quanta mostarda eu quiser!'”
Corrida no Rio
Em uma das primeiras cenas do filme, seu personagem, Yossi, quase se afoga nas corredeiras. A câmera prende a audiência nele enquanto ele gira embaixo d’água, lutando contra a correnteza. Essa cena pareceu se misturar com a realidade, porque Radcliffe poderia ter se machucado sériamente durante a cena complicada.
“Eram 16 funcionários parados nas rochas ao longo do rio, cada um amarrado a uma linha de segurança, formando uma ‘teia feita de linhas de segurança ao longo do chão desse espaço pequeno,” disse o ator. Eles filmaram a cena por dois dias, gritando entre si por cima do rio. “Foram muito, muito intensas e exigentes,” ele disse, adicionando o fato de que até o rio era uma caminhada de 2,5 quilômetros pela selva todas as manhãs.
Coração de Escuridão
Outras vezes durante as filmagens, ou durante os momentos em que se afogou, Radcliffe – que não se considera uma pessoa que goste do ar livre – se viu cara a cara com criaturas como “besouros estranhos e coloridos” e cobras venenosas. Mas essa imersão, junto ao calor e a chuva (feita por máquinas), deu a ele uma apreciação da relação de Yossi com a selva.
“[Yossi] disse que quando ele estava lá, lutou contra a natureza durante a primeira semana e a via como uma inimiga que estava tentando detê-lo,” disse Radcliffe. “Ele descreve que assim que se permite sentir como parte desse organismo natural ao seu redor, ele encontrou não apenas sucesso na sobrevivência como também gostou da experiência.”
“Sim, houveram momentos de desespero, angústia e dor, mas houveram também os momentos mais proveitosos e serenes que ele teve surante toda sua vida em apenas 3 semanas,” adiciona Radcliffe.
Pelo amor aos Livros
Em “Jungle,” Yossi carrega um livro religioso que lhe foi dado por seu tio, que estudou Kabbalah e acreditou no poder protetor do livro. Radcliffe diz que não se considera uma pessoa espiritual, mas que considera a vontade de viver de Yossi algo espiritual. “Tem uma qualidade na humanidade, evidenciada por essa história, que é muito difícil fazer alguém desistir da própria vida,” ele disse. Ter livros por perto faz com que eu sinta como se voltasse a ser eu mesmo.”
Radcliffe lê apenas livros físicos, não os eletrônicos. Até mesmo os scripts para novos filmes, ele tem que ler nas páginas, caso contrário ele não aprenderá suas falas rapidamente. “Você não pega a informação da mesma maneira,” ele disse.
‘Miracle Workers’
Foi seu amor por livros que o levou até seu próximo projeto, uma série de TV da TBS chamada “Miracle Workers” que foi adaptada do romance de Simon Rich, “What in God’s Name.” O programa será gravado mais tarde este ano e Radcliffe irá interpretar um anjo mal-pago na Heaven Inc. no departamento dos Milagres, que faz um acordo com seu chefe, Deus, para salvar o planeta Terra. O criador do “Saturday Night Live” Lorne Michaels está produzindo a série.
“Simon Rich é um escritor o qual tenho sido grande fã há anos,” diz o ator. “Quando tive a oportunidade de conversar com esse sobre esse livro, apenas disse, “Se você algum dia tornar isto alguma coisa, por favor me deixe saber. Farei o chá no set, não ligo, Só quero estar envolvido.”
O ator, filho do ex-agente literário Alan Radcliffe, diz que o que o deixa interessado é uma boa escrita. “A chance de me envolver em um trabalho com Simon e sua equipe de escritores fantásticos, por poucos anos, foi muito animador.”
Tradução: Andressa Fernandes

Ainda na onda de entrevistas para divulgação de Jungle, Daniel concedeu uma entrevista descontraída a TIME na qual fala sobre Jungle, interpretar um personagem real, aparecer em Animais Fantásticos e porque ele gosta quando escuta uma piada sobre ele. Confira abaixo a tradução feita por nossa equipe:

 

Daniel Radcliffe fala sobre porquê ele gosta quando as pessoas riem dele

 

Em uma cena em Jungle, o novo filme de Daniel Radcliffe, o jovem que ele interpreta acorda em uma cama desconfortável, sozinho e com dor. O lado de sua testa acima de seus olhos está queimando e ele instintivamente toca o local, fazendo uma careta. Então ele pega sua mochila e tira um par de pinças. Tremendo, ele pega a pinça e pressiona contra sua testa, através de sua pele irritada, que está pulsando de uma maneira suspeita. Segundos depois, uma minhoca parasita lentamente sai do buraco. É uma cena tão nojenta que até Lord Voldemort olharia para outro lado.

Infelizmente para os personagens envolvidos, não existem varinhas em Jungle, que estréia no dia 20 de Outubro. O drama-aventura que prende a atenção baseado na história real de Yossi Ghinsberg, um mochileiro Isralense que, aos 22 anos, quase morreu na floresta tropical Boliviana onde ele se perdeu por três semanas nos anos 80.

Jungle é o mais novo filme de baixo orçamento que Radcliffe abraçou desde seus dias em Harry Potter. Ano passado, ele estrelou como um cadáver flatulento ao lado de Paul Dano no filme meio perdido no meio do nada, Swiss Army Man. Ele também lidou com outros papéis ousados em filmes de terror como Amaldiçoado, o drama Versos de um Crime e o thriller Imperium.

Alguns dias antes de Jungle estrear nos cinemas, o ator de 28 anos, sentou com a TIME em Londres para conversar sobre sua (falta de) habilidade de sobrevivência, aparecer em uma piada de John Oliver e se ele já considerou aparecer na franquia Animais Fantásticos.

 

TIME: O que te atraiu em Jungle?

 Daniel Radcliffe: A história em si é uma história de sobrevivência, mas o que eu achei mais tocante foi a noção que há cerne dentro das pessoas que se recusa a morrer. Obviamente nessa situação, é um home sobrevivendo sozinho na floresta, mas eu acho que essa vontade indestrutível de viver se aplica a pessoas na guerra ou em terríveis regimes e grandes provações ao redor do mundo. Eu gosto de pensar que há algo fundamental em todos nós que pode ser ativado quando se é forçado ao extemo.

 

Como você sobreviveria se estivesse perdido na floresta por três semanas? Eu provavelmente sobreviveria por 15 minutos.

 Eu espero que nunca esteja nessa situação. Como você, eu provavelmente sobreviveria pouco. Eu nunca fui Escoteiro, não sei ascender fogo… Se eu me perdesse com outra pessoa que tinha experiência com essas coisas eu sobreviveria bem – sou um bom ajudante. Mas se você estivesse perdido comigo, você não teria chance, sério, especialmente se estivéssemos em algum lugar perto da água, já que eu provavelmente me afogaria.

Você não sabe nadar?

 Eu não sou um bom nadador. Eu sei nadar, mas não sei boiar ou ficar “em pé”algum lugar profundo. Sabe esses filmes tipo Mar Aberto? É o meu pior pesadelo.

Então você nunca faria um filme de tubarão?

 Eu filmei muito em água, então não me importo com isso. Mas eu não acho que eu faria um filme de tubarão. A quantidade de trabalho que seria necessário e o tempo em mar aberto – eu não acho que estaria feliz com isso.

Quanto tempo você passou na floresta nas filmagens?

 Nós ficamos três ou quatro semanas na floresta colombiana e três semanas na Austrália. Foi um filme difícil para a equipe; eles tinham que carregar equipamentos pesados dentro e fora da floresta, o que era uma caminhada de três quilômetros. Há algo que nos conecta em filmagens difícieis como essa, quando você sente que todos estão juntos nessa.

Onde você ficou na maior parte da filmagem?

 Na Colômbia nós ficamos em um dos hotéis mais bonitos em que estive. Parecia o covil de um vilão de James Bond, na maneira menos malvada.

Parecia estranho ir ao set depois de ficar em um lugar luxuoso?

 Sim, muito. Eu não sou um ator metódico, mas eu senti que seria estranho, muito inconsistente, estar interpretando esse cara que passou por coisas difíceis enquanto eu estava vivendo essa vida incrivelmente confortável, linda, luxuosa fora do set. Então, quando eu estava ficando no hotel, eu tentei não comer pra manter a minha energia baixa.

Quão perto de Yossi Ghinsberg você trabalhou?

 Antes das filmagens, nós conversamos por quatro horas em conversas separadas por Skype, onde eu tentei entender a cabeça dele. Yossi esteve muito no set, particularmente para a filmagem na Colômbia. Quando se está fazendo um filme sobre a vida de alguém, a pessoa estaria dentro de seus direitos se falasse, “eu não gostei disso”ou “não aconteceu assim,” mas ele não o fez. Ele apoiou todo o processo e aceitou que algumas coisas seriam diferentes do que foram na realidade.

Seus filmes mais recentes foram de baixo orçamento. Foi uma decisão consciente de se afastar de blockbusters e seguir papéis mais indie?

 Eu estou em uma posição onde eu não tenho que fazer nada que eu não queira; a única razão que eu tenho para fazer um filme é porque eu gostei muito dele e sou da opinião que a maioria dos roteiros mais interessantes que eu li recentemente não estão sendo feitos por grandes estúdios. Isso é bom porque você consegue uma grande liberdade criativa, mas também é ruim porque indies são difíceis de conseguir ser feitos. Eu tive algumas decepções nos anos pós-Potter, mas eu fui muito sortudo com outros como Versos de um Crime, Um cadáver para Sobreviver e Imperium.

Quais diretores que você gostaria de trabalhar?

 Eu tenho uma lista dos diretores com quem eu gostaria de trabalhar como, Wes Anderson, Paul Thomas Anderson, os irmãos Coen, Martin McDonagh e Quentin Tarantino – apesar de eu não saber que papel haveria pra mim em um filme de Tarantino, mas ei, quem sabe! Eu também adoro trabalhar com diretores de primeira viagem, como Daniel Scheinert e Dan Kwan em Um cadáver para Sobreviver e John Krokidas em Versos de um Crime.

Quais gêneros você gostaria de tentar?

 Eu estou para fazer um filme chamado Guns Akimbo, que será a primeira vez que eu irei fazer um filme de ação. Falando por cima, eu não acho que há um papel pra mim em muitos filmes de ação e papeis que eu faria. Mas eu li esse e pareceu perfeito. É o jeito que um cara como eu pode se encaixar em um filme de ação e é bem divertido.

O que você quer dizer com um cara como você?

 Quero dizer alguém que não seja o Dwayne Johnson ou os Hemsworth, que são bons atores e feitos para filmes de ação. Apesar de eu ser em forma e forte para a minha altura, geralmente quando eu leio roteiros sobre um cara batendo em outros com suas mãos, eu não acho que o público iria acreditar em mim fazendo isso.

Você se enxerga se envolvendo em outra grande franquia no futuro?

 Eu absolutamente posso me ver fazendo outra, mas dependeria do roteiro. Seria divertido fazer outro daqueles filmes doidos de estúdios. Foi incrível começar com Potter e há muito que eu não sinto falta [nisso]. Eu nunca recusaria fazer outra franquia, mas não estou correndo para isso agora.

Se pedido, você faria uma aparição em Animais Fantásticos?

 Acho que não? Mas de novo, se fosse algo que eu acharia divertido fazer, ótimo. Novamente, eu não estou correndo para fazer isso.

Você está começando a ser reconhecido por outros papéis além de Harry Potter?

 A maioria das pessoas me reconhecem por Potter, não estou me iludindo quanto a isso. Mas eu escuto algumas pessoas falando o quanto gostaram de Um cadáver pra sobreviver ou Imperium e isso é sempre ótimo.

Eu tenho que dizer, eu estava assistindo John Oliver outro dia e ele estava fazendo um seguimento sobre Equifax, e ele dizia algo tipo, “Equifax soa como uma peça onde Daniel Radcliffe transa com uma máquina de fax,” se referindo a minha peça de 2007, Equus. O fato que eu fiz Equus 10 anos atrás ter se tornado uma referencia cultural me fez genuinamente muito feliz. Eu estava tipo, “Essa foi uma piada sobre mim que não era sobre Harry Potter. Eu agradeço por isso!”

Como é pra você quando alguém se referencia a você assim?

 Você sempre tem um momento de tensão onde você se sente tipo, “ai Deus, o que eles vão dizer?” e depois você faz tipo, “Ah não, isso é ok.” É engraçado e estranho, mas eu também acho que esse tipo de coisa é estranhamente lisonjeiro. Há essas cartas de Cards Against Humanity que têm meu nome com um contexto sujo e eu autografei muitas dessas cartas para pessoas em stage doors. E eu acho isso tudo bem engraçado.

 

A piada do John Oliver foi bem engraçada e eu não a vi como sendo ofensiva. Eu tenho certeza que muitas pessoas fizeram piadas sobre mim que eu nem vi, ainda bem. Falando por cima, se esse é o tipo de coisa que irrita algumas pessoas, então elas estão se irritando por motivos errados.

 

Você não está nas redes sociais. Porque?

 

Bom, eu estou no Google+, mas não sei se isso conta e é muito dizer que eu estou nele. Eu não tenho Twitter porque eu sou opinioso e ficaria bravo com alguém se eles dissessem algo ruim sobre um amigo. Eu brigaria com as pessoas. Eu seria uma dessas pessoas.

 

Minha namorada está [no Twitter] e eu entrei na sua conta outro dia. Ela tinha retweetado alguém da polítca e comecei a olhar para os tweets deles, e eles tinham brigado com alguém então eu comecei a olhar aquela briga, então eu terminei achando essa conta do Twitter bem de direita e isso é bem depressivo.

 

Eu sei que essas coisas estão lá, e acho que é importante reconhecer e falar sobre, mas ver pessoas realmente estão lá falando com ódio para o outro é cansativo e estressante. E particularmente se você é uma menina, seja famosa ou não, as redes sociais parecem como inferno fresco.

 

Tradução: Nuara Costa


Jungle” foi lançado nos EUA essa sexta-feira (20/10), em alguns cinemas, On Demand e Digital HD. Como divulgação do filme, o Huffpost entrevistou Daniel. Na entrevista, ele falou sobre os desafios de filmagem de Jungle, futebol americano e histórias reais que ele gostaria de ver como filmes. Confira a tradução da entrevista abaixo, com créditos de tradução ao Potterish:

 

A pergunta que você não quer fazer a Daniel Radcliffe

 

Daniel Radcliffe aceita falar sobre quase tudo, incluindo a franquia (*tosse* Harry Potter * tosse*) que o fez muito conhecido. Mas se você tiver a chance de conversar com o ator, há uma pergunta que você deveria evitar, que o HuffPost descobriu em uma entrevista semana passada.

 

Não pergunte a Daniel Radcliffe sobre quão difícil é ser ator.

 

Tecnicamente, nós nem perguntamos isso. Ele mesmo falou disso.

“Ninguém quer ouvir atores falando sobre quão difíceis as filmagens são,” Radcliffe disse quando perguntamos do que ele estava orgulhoso nesse novo filme, “Jungle,” a história de sobrevivência de Yossi Ghinsberg, um homem que venceu as probabilidades e viveu por três semanas perdido na Amazônia.

 

A irritação de Radcliffe com tespianos que se auto-congratulam apareceu novamente quando nós perguntamos de sua transformação para o filme, já que ele perdeu uma quantidade digna de Dobby de peso de sua figura.

 

“Mais uma vez, eu não quero…” começou Radcliffe, “uma das coisas que mais me irrita é atores que – eu penso no exemplo clássico disso com filmes sobre boxe. E o ator está falando sobre quão intenso é treinar e coisas do tipo, mas, sabe, há boxeadores,” disse Radcliffe. “Boxeadores existem.”

 

Ele continuou, “Não é uma coisa que nos faz especiais. Eu quero ser cuidadoso com isso… eu estava indo para casa e ficando em um hotel a noite, e Yossi viveu isso de verdade. Eu não quero ficar tipo, ‘oh, sim, foi tão difícil.’ “

 

Por mais que Radcliffe queira minimizar, a filmagem de “Jungle”na Colombia e Austrália foi sem sombra de dúvidas, angustiante. O ator nos contou um caso de clima imprevisível que adiou uma cena importante por uma semana quando o set foi inundado por 3 metros d’água durante a noite. Radcliffe disse que operadores de câmera podiam facilmente ficar agrupados na mesma pedra perto de corredeiras.

 

“Todos vão se segurar em algo para não cair no rio, então a gente conseguiu esses tipos de redes de segurança em que todo mundo segura. Foi um desafio para filmar, e você fica com uma grande sensação de realização quando faz algo nessas condições,” ele disse.

 

Radcliffe continuou a se abrir sobre tópicos que ele gostava de discutir, incluindo fantasy football (tipo de Cartola FC para o futebol americano) e até “Sharknado.”

 

É verdade que você gosta de Fantasy Football?

 

Oh, sim. Absolutamente. Eu tive um fim de semana muito bom, na verdade, Bill. Ganhei meus dois jogos no fim de semana. Obrigado por perguntar.

 

Estou em duas ligas, uma que eu conduzo e uma em que estou há alguns anos, e eu consegui me dar bem esse ano pela primeira vez em um tempo, então, sim, obrigado. Eu sempre estive. As pessoas acham estranho […] pessoas que me conhecem por ser bem Inglês. Mas eu sou um fã obcecado por futebol americano.

 

Bom, parabéns nas suas vitórias. Não está sendo tão bom para mim esse ano.

 

Sinto muito.

 

Não é sua culpa. É culpa do Odell Beckham.

 

Esse filme tem cenas intensas, mas a verdadeira história é ainda mais louca. Yossi caiu e um galho ficou alojado em seu reto.

 

Houve algumas coisas como o momento que eu corto algo da cabeça do meu personagem. Tinha uma minhoca na minha cabeça, como aconteceu com Yossi, eu acho que ele teve que cortar 18 delas, não apenas uma. E nós ficamos tipo, não dá. Há um limite do que as pessoas podem ver.

 

Minha preocupação quando eu vejo algo que diz “baseado em fatos reais” é que eu sempre fico com o pé atrás. Eu já fico com em alerta, e fico, “OK, mas quanto disso realmente é verdade.” E depois de ler o roteiro, eu li o livro de Yossi, e fiquei tipo, “Oh, uau! Na verdade, tivemos que cortar muito para o fazer mais verdadeiro.”Eu acho que quando você está assistindo um filme e vê [algo] que te atinge como, “isso não aconteceria,” mesmo se aconteceu na vida real, te tira a atenção. Uma das coisas foi o galho no reto. Nós ficamos tipo, “como vamos fazer isso? Como mostramos isso? Como vamos levar isso durante o filme sem se tornar gráfico?” Não há nada engraçado nisso. É horrível, mas nós tivemos medo que parecesse doloroso, nojento e pudesse gerar uma reação de risada. Você quer manter a história das pessoas, e houve momentos que aconteceram com Yossi que foram muito extremos. Se eu fosse um membro do público, eu iria questionar isso, mesmo sendo verdade.

 

Eu sei que você não quer falar sobre as dificuldades que teve que passar, mas sua transformação foi bem dramática.

 

Eu não sou um ator metódico nem nada, mas eu senti que estaria fazendo meu trabalho muito mais difícil se eu fosse para casa e comesse bife com batatas toda noite… então eu apenas cortei minha alimentação. Eu tive, acho, duas ou três semanas antes, indo para aquela cena, eu estava comendo uma porção de peixe ou peito de frango com uma barra de cereal todo dia. E por dois dias antes da cena, eu meio que parei de comer. Ajuda com a aparência, mas… há algo em sentir aquela exaustão genuína, sentir nas suas pernas, me sentir cansado foi muito útil, e também naquela última cena, quando o set foi inundado foi ainda mais triste porque eu tinha um grande bastão de chocolate na geladeira pronto para eu comer quando terminássemos. Minha terça a noite, eu vou para casa. Eu vou comer aquilo tudo. E então foi atrasado por uma semana, então eu fiquei tipo, “OK, eu acho que vou fazer isso por mais uma semana.”

 

Se você fosse fazer outro personagem da vida real, quem seria?

 

Essa não é a realmente a resposta para sua pergunta, mas é meio que uma meia resposta para ela […] há duas histórias reais que me fascinam e nunca foram transformadas em um filme, que eu saiba. […] Há uma mulher chamada Dr. James Barry, que viveu uma vida extraordinária. Ela fingiu ser um homem sua vida inteira e se tornou um dos médicos mais velhos na Inglaterra, e foi para a Guerra da Crimeia, e Florence Nightingale a descreveu enquanto recebia a maior reprimenda que ela já recebeu, basicamente. Depois, ela também se tornou o primeiro médico a fazer um parto cesariano, e ela viveu sua vida toda como um homem. E não foi descoberto até depois de sua morte que ela era uma mulher. Ela deixou instruções na sua mesa para ninguém despir seu cadáver e para que seu corpo fosse enterrado nas roupas em que morreu então as pessoas poderiam honrar isso. E de repente eles ficaram tipo, “Oh, você não é um homem.” Então essa é uma história incrível. E também, eu acabei de assistir a série “Roosevelts” de Ken Burns, e porque não teve um bom filme sobre a Eleanor Rooosevelt é incrível. Esse filme precisa ser feito.

 

Você expressou interesse em “Sharknado”antes. Eu falei com o escritor, Thunder Levin, que disse que você teve um conflito de horários e não pode fazer um dos filmes. Qual foi a razão?

 

Eu amo esses filmes. Eu não acho que seria bom neles. Eu sou um grande fã dos filmes “Sharknado.” Eu não sei se eu realmente… eu acho que algumas coisas eu prefiro assistir do que estar nelas.

 

“Jungle” estará disponível em alguns cinemas e On Demand  & em HD digital no dia 20 de Outubro.

 

A entrevista foi condensada e editada.

 

Tradução: Nuara Costa (Potterish)

Revisão: Roger Uchoa (Potterish)


No dia 2 de Maio, Daniel Radcliffe, ao lado de Joshua McGuire, participou do Voices Off, que é uma série de conversas e debates lideradas por alguém do meio artístico, político, científico ou da mídia sobre os temas das peças do teatro The Old Vic. Radcliffe e McGuire conversaram com Clemency Burton-Hill sobre a sua experiência com a peça Rosencrantz & Guildenstern Are Dead e responderam algumas perguntas. Assista:


Todos nós somos culpados disso – pedir desculpas demais, falar sobre o tempo ou quanto tempo a nossa jornada levou todas as manhãs, mas a coisa mais britânica que Daniel Radcliffe faz talvez surpreenda você.

O “menino que sobreviveu” é o homem dos shows de perguntas.

Sim, o não tão culpado prazer de Daniel Radcliffe é assistir a programas de perguntas.

Seus favoritos? Pointless, Only Connect e University Challenge – o que ele chama de a ‘divina trindade’.

O ator diz: “Eu cresci fazendo o University Challenge em uma família bastante competitiva de pessoas que fazem isso.”

Daniel diz que isso deixou-o com uma muito conhecimento, mas admite que quando o programa chega nas quartas de final ele luta para conseguir responder tantas perguntas!

 

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Como noticiamos anteriormente, Daniel Radcliffe esteve no programa The Graham Norton Show, que foi ao ar no dia 17 na BBC One. Daniel foi promover a peça Rosencrantz & Guildenstern Are Dead ao lado do co-star Joshua McGuire. Durante a conversa, o Graham Norton mostrou algumas “fotos de vidas passadas” do Daniel, e disse que ele é um viajante no tempo, além disso, falaram um pouco sobre a participação dele em Extras, programa de Ricky Gervais, que também estava presente.


O Sky News também esteve com Daniel Radcliffe e Joshua McGuire durante a press junket de Rosencrantz & Guildenstern Are Dead ontem no teatro The Old Vic e, durante a entrevista, Daniel revelou que não gostaria de interpretar Hamlet.

“É um conflito para mim, porque eu vi várias pessoas interpretando Hamlet e eles eram muito, muito bons, e isso me deixaria louco, porque eu ficaria ‘Oh, eu não vou ser tão bom quanto esses caras,'” Radcliffe disse à Sky News.

Daniel também falou ser um “grande alívio” já ter trabalhado com Joshua McGuire antes:

“É aquela coisa adorável – não ter que se preocupar em estabelecer uma amizade e apenas estar disponível e chegar e, ‘Oh, ótimo, nós podemos começar a trabalhar na peça no primeiro dia.'”

Sobre o porquê dele estar fazendo a peça:

“É muito, muito engraçado. Há tantas coisas diferentes,” ele diz. “Trata de questões filosóficas de um modo que é incrivelmente divertido e acessível, e há muito mais coisas acontecendo ao mesmo tempo que essas perguntas existenciais te inundam enquanto você assiste esta farsa.”

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