O Sky News também esteve com Daniel Radcliffe e Joshua McGuire durante a press junket de Rosencrantz & Guildenstern Are Dead ontem no teatro The Old Vic e, durante a entrevista, Daniel revelou que não gostaria de interpretar Hamlet.

“É um conflito para mim, porque eu vi várias pessoas interpretando Hamlet e eles eram muito, muito bons, e isso me deixaria louco, porque eu ficaria ‘Oh, eu não vou ser tão bom quanto esses caras,'” Radcliffe disse à Sky News.

Daniel também falou ser um “grande alívio” já ter trabalhado com Joshua McGuire antes:

“É aquela coisa adorável – não ter que se preocupar em estabelecer uma amizade e apenas estar disponível e chegar e, ‘Oh, ótimo, nós podemos começar a trabalhar na peça no primeiro dia.'”

Sobre o porquê dele estar fazendo a peça:

“É muito, muito engraçado. Há tantas coisas diferentes,” ele diz. “Trata de questões filosóficas de um modo que é incrivelmente divertido e acessível, e há muito mais coisas acontecendo ao mesmo tempo que essas perguntas existenciais te inundam enquanto você assiste esta farsa.”

Fonte


Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (Harry Potter and the Cursed Child) talvez seja uma das principais atrações de West End agora, mas se você virar a esquina poderá ver o bruxo titular em pessoa.

Daniel Radcliffe irá em breve estrelar a nova produção de Tom Stoppard, Rosencrantz and Guildenstern Are Dead, ao lado da estrela de Lovesick e bom amigo Joshua McGuire.

Atualmente nos ensaios para a peça, a Digital Spy esteve com os atores no Old Vic, onde eles nos deram algumas prévias incríveis sobre o clássico, que comemora seus 50 anos neste ano.

Quando questionados sobre como se sentiram quando leram pela primeira vez o projeto, Daniel disse: “Apenas muito animado, e um pouco intimidado. O tamanho da coisa que você está entrando. É muito para aprender, é um show desafiante, mas incrivelmente gratificante de fazer.”

Sobre formar uma dupla com Joshua, ele explicou: “Nós trabalhamos juntos alguns anos atrás, e mantivemos contato – e nossas carreiras têm esse tipo estranho de caminhos paralelos.”

“Nós trabalhamos juntos em A Young Doctor’s Notebook (Diário de Um Jovem Médico), e também interpretamos versões intercambiáveis um do outro. Em A Young Doctor’s Notebook, ele era um médico mais jovem ainda. Então, em Privacy, nós fizemos essencialmente o mesmo personagem, Josh fez fora da Broadway. Agora, nesta peça, nós somos levemente intercambiáveis também. É um destino legal e estranho.”

“Contudo, eu não tenho certeza de qual é o nome dele,” Josh brinca. “Eu acho que é Josh.”

Então, ser bons amigos é um benefício para a peça?

“100%,” Joshua disse. “O valor disso é inestimável, de verdade. Seria mais difícil ter que conhecer a pessoa em um dia, e se você não tivesse sucesso com essa pessoa, eu acho que isso [a peça] seria impossível.”

Daniel adiciona: “Imagina se você não gosta deles. Seria também uma peça bem diferente. Isso sairia. Você poderia interpretar esses personagens como se não gostassem um do outro, provavelmente. Ou como eles frustam um ao outro, mas, essencialmente, eles são amigos.”

“Nosso diretor selecionou alguns momentos outro dia, onde ele disse que ele gostou da nossa ‘vibe de casados'”, adicionou Joshua. “As brigas. No palco! É algo que você ganha de graça!”

A dupla também disse que eles sempre irão esperar encontrar tempo para trabalhar no teatro entre seus papéis na TV e em filmes.

“Deus, sim,” Daniel disse. “Eu acho que não há uma peça que eu terminei e não me tornei um ator melhor por causa disso.”

Joshua adiciona: “E esta peça é um trabalho rigoroso. Eu acho isso o tipo certo de cansaço. Mais do que qualquer coisa, eu acho isso revigorante. Você e David têm um histórico incrível e um conhecimento filosófico.”

“Eu nunca fui para a universidade, mas nós tivemos os melhores seminários onde você apenas joga ideias sobre A Sociedade dos Poetas Mortos ou alguma coisa, e às vezes nossos ensaios se tornam isso, e é muito útil. É um exercício.”

Mas, Daniel já viu A Criança Amaldiçoada?

“Eu não estou tentando me manter longe do show. Estou tentando ficar longe do que poderia ser, potencialmente, a experiência de ver isso. Eu sei que outras pessoas do elenco [de Harry Potter] foram assistir, apenas sinto que se eu estivesse sentado em uma platéia de fãs de Harry Potter, isso seria, possivelmente, um show um pouco diferente, e, possivelmente, seria eu assistindo e sentindo que as pessoas estão assistindo eu assistindo. Isso tudo poderia estar na minha cabeça, mas eu apenas prevejo que talvez não seria relaxante.”

“Eu estava com barba até dois dias atrás. E então, eu sabia que estaria fazendo isso, por essa razão eu raspei, e acabei percebendo o quão imediatamente me fez parecer mais jovem e mais como Harry Potter.”

Quando perguntado se ele nunca se sentiria protetor sobre alguém pegar o papel de Harry em algum filme no futuro, ele adicionou: “Eu não acho que eu teria esse direito! Se alguém interpretá-lo, tenho certeza que seria estranho, mas também tenho certeza que eu superaria. James [Parker] está interpretando, e eu estou muito feliz com isso.”

As prévias de Rosencrantz & Guildenstern Are Dead começam no The Old Vic de 25 de fevereiro e estreia em 7 de março.

Entrevista por Tom Eames – Digital Spy


Daniel concedeu uma entrevista ao The Sun, para o quadro “close up,” onde falou sobre seu relacionamento com sua namorada, Erin Darke, gostar de cigarros, sua infância nos sets de Harry Potter e sobre seus projetos recentes, aos quais ele denomina de ‘filminhos estranhos.’ Confira a tradução por nossa equipe abaixo:

Eu moro em Londres e Nova Iorque. Minha namorada [atriz Erin Darke, 30] e eu estamos sempre viajando, então estamos dizendo adeus frequentemente, porém sempre esperamos ansiosamente para nos vermos novamente. É uma forma um tanto romântica de se viver.

Eu fumo e gosto de cigarros e gosto de cigarros artesanais. Eu gosto muito de pedir por um isqueiro para as pessoas – eu estou sempre perdendo os meus. Eles procuram em seus bolsos, olham para mim e percebem que cometeram o crime de dar câncer ao Harry Potter.

Eu não sou mais o Harry Potter, porém não me arrependo de nada. Eu tive a melhor época da minha vida. Joanne [JK Rowling] seguiu em frente com Animais Fantásticos. Alguns amigos estão envolvidos e eu não poderia estar mais feliz por eles.

Eu tenho olhos levemente preguiçosos então eu fico horrível em selfies. Quando eu mando uma para a minha namorada, eu tiro umas 10 fotos para parecer bem o suficiente e ela não pensar que estou tendo um ataque cardíaco.

As pessoas têm pena de mim as vezes. Sei que é porque eles pensam que eu não tive infância, que eu era como um escravo para o estúdio de Potter. Mas foi divertido passar um tempo com a Emma Watson e o Rupert Grint e com os adultos mais fascinantes como Alan Rickman, Julie Walters e Maggie Smith. Você não encontra pessoas assim todos os dias e eles foram como uma família pra mim. A maioria dos meus amigos são atores ou produtores atualmente.

Eu realmente entrei nos negócios. Eu amo o que faço e quero continuar atuando e fazendo filmes, até dirigir e produzir talvez. Sou sortudo o bastante em poder escolher fazer filminhos estranhos como Swiss Army Man ou Imperium onde atuo como um neo-Nazi. Está ajudando muito as pessoas a mudarem a maneira de pensar sobre mim.

Eu adoraria ter trabalhado com Peter Sellers em Dr Strangelove ou David Niven em A Matter of Life And Death. São dois dos meus filmes favoritos. Mas em fevereiro estarei nos palcos novamente com a peça Rosencrantz And Guildenstern Are Dead no Old Vic em Londres e estou muito ansioso. Swiss Army Man está disponível em DVD. Daniel Radcliffe irá estrear em Jungle em 2017.

Tradução: Andressa Macedo


Essa semana foi o aniversário de 15 anos de lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal, filme que lançou Daniel Radcliffe como ator aos 11 anos de idade. A DigitalSpy conversou com Daniel, que falou sobre sua primeira memória nos sets de gravação, quando percebeu o quanto sua vida ia mudar e sua relação com os atores da série hoje em dia.

Daniel Radcliffe revela o que REALMENTE o animou para Harry Potter e a Pedra Filosofal

Nós quase não acreditamos, mas hoje faz 15 anos desde que Harry Potter e a Pedra Filosofal estreou nos cinemas e lançou seu elenco jovem em um estrelato mágico.

Daniel Radcliffe sentou com a DigitalSpy para relembrar o filme, apesar que você não irá ser capaz de adivinhar o que o animou no primeiro dia no set.

“Os primeiros dias na plataforma de trem em Goathland, onde também foi filmado Heartbeat, eu acho… Eu lembro de estar lá e eles dizendo, ‘Foi aqui onde eles filmaram Heartbeat’, e eu tava tipo ‘Não brinca! Sério? Incrível!’, esse é um programa de TV que eu ouvi falar quando criança.”

Sim, esqueça o mundo mágico de J.K. Rowling tomando vida diante dele: foi um set policial no lado rural de Yorkshire que cativou a mente pré-adolescente de Radcliffe.

Ele admite que, no set, ele estava “bem nervoso, mas não tão nervoso como [ele] deveria estar” por estar entrando em uma adaptação da série mais vendida na história do mundo. Foi apenas depois do filme ser lançado e a máquina da publicidade começar a rolar que ele ficou “perturbado”.

Radcliffe diz que ele não estava preparado para como o filme mudaria a sua vida. “Ninguém sentou com a gente e disse, ‘Isso pode acontecer, isso pode acontecer’… A primeira vez que eu senti isso foi na primeira première e na primeira vez que eu fui reconhecido na rua por alguém que enlouqueceu. Eu fiquei bem assustado.”

Felizmente, a sua família estava lá para ajudá-lo durante as piores e mais estranhas partes de tudo. “Depois disso eu estava como, se eu conseguir lidar com isso então estou bem. Eu acho que meus pais foram muito bons em como eles lidaram com isso. Mesmo que eles estivessem assustados, eles iriam olhar pra mim e dizer, ‘A vida não é engraçada? Que coisa estranha tudo isso acontecendo!’”

“E eu acho que isso me deu uma boa perspectiva, melhor do que eu pensar que tudo estava acontecendo porque eu sou tão incrível, ou que era algo a ser temido ou negativo – então eles me deram uma atitude legal e saudável à isso.”

Radcliffe pensa que seus pais e a equipe de filmagem de Harry Potter “fizeram um ótimo trabalho” tratando o elenco “primeiro como crianças, depois como atores,” uma tendência que ele acha que é frequentemente reversa nos EUA – apesar dele admitir que há atores mirins “adoráveis” e “estragados” nos dois lados do Atlântico.

Na carreira pós-Harry Potter de Radcliffe – que já teve de tudo desde terror (A Mulher de Preto) até o de temática-gay Beat (Versos de um Crime) e comédias negras de cadáveres flatulantes (Swiss Army Man) – não deveria ser surpresa que ele tentou seguir em frente depois da série. Na verdade, ele nunca sentou e assistiu nenhum dos filmes, apesar de ter se tornado impossível evitar a todos.

“Eu vi um pedaço de um outro dia,” ele diz. “Eu estava de férias na Grécia e havia um canal de filmes que nós estávamos assistindo porque era a única coisa em inglês e o filme apareceu e eu estava tipo, ‘OK, agora eu tenho que achar outra coisa para assistir’. Mas eu acho que assisti algumas cenas e estava como, ‘OK, eu não preciso assistir mais.’ Um dia eu, provavelmente, vou assisti-los novamente se eu tiver filhos, então vou fazer isso, mas esperançosamente eles vão gostar dos filmes e isso vai me distrair da minha própria atuação.”

E sobre o resto do elenco? Ele não está em contato com Emma Watson, apesar dele ver  Rupert Grint “ocasionalmente”. “Eu diria que tenho uma boa relação com o elenco,” ele diz, embora as pessoas que ele considera como “ótimos amigos” daqueles dias são os membros da equipe de filmagem. Mas ele ainda mantém contato com Matthew Lewis (Neville), Alfie Enoch (Dino) e Bonnie Wright (Gina), e é claro que ele pensa que a série providenciou a todos uma longa carreira no cinema. “Nós todos gostamos de trabalhar com cinema.”

Fonte: DigitalSpy
Tradução: Nuara Costa


Durante a semana que Daniel passou no Festival de Cinema de Zurique, ele concedeu muitas entrevistas nas quais promoveu Swiss Army Man e falou sobre usar bonecos de si mesmo nas gravações, as polêmicas geradas pelo filme e sobre sua carreira. Segue abaixo a entrevista traduzida:

Se ele fosse um fenômeno meteorológico, meteorologistas provavelmente o descreveriam como um furacão. Daniel Radcliffe passou correndo pelos corredores do Hotel Zürcher, onde concedeu a entrevista. Ele cumprimentou os jornalistas que esperavam na passagem e ele os cumprimentou novamente quando passou na volta. Ele responde todas as perguntas com muita vontade. Ele corre a mão pelos cabelos, destacando suas afirmações com gestos expansivos e seus olhos azuis emitem uma cordialidade calorosa.

Ele descreve como “segunda carreira” o seu tempo após Harry Potter. Isso inclui filmes como “Imperium”, “Truque de Mestre 2” ou “Swiss Army Man”, que foi apresentado no Zurich Film Festival, na Suíça.

Em “Swiss Army Man” você gravou muitas cenas sem o manequim. Qual cena se apresentou com maior desafio?

Provavelmente a cena do começo do filme, quando estávamos na água. Todos pensam que é um manequim. Mas Paul Dano, na verdade, ficou em cima de mim. Abaixo de mim havia uma jangada e eu estiquei meus braços, que estavam presos por cabos. Eu tentei curvar as minhas costas com o máximo de força possível. A câmera foi posicionada de tal modo que não dá para ver isso. Então Paul se sentou em cima de mim e eles nos puxaram pela água.

Essas duas pessoas se apaixonam…

…Sim, totalmente!

Com isso, você vê uma mensagem como: Todo amor é amor?

Sim, acho que é assim. Não é especificamente amor homossexual ou heterossexual, é simplesmente… amor. E o amor é ensinado a ele. Algo maravilhoso nesse filme é que dois homens heterossexuais – bem, eu estou morto, mas amo Sarah – se beijam, um beijo romântico!

Embaixo d’água.

(Risos) Sim, embaixo d’água. Mas na cena da festa, eles quase se beijam e acontece esse grande momento, no qual Paul ameaça se afogar e ele ainda quer me dar a experiência de um beijo, antes de nós dois morrermos. Mas então, ele de repente percebe que pode me usar como tanque de oxigênio. Isso é simplesmente brilhante.

Quando você aceita um papel como esse, há uma grande intenção de se livrar da imagem de Harry Potter?

De forma alguma. Não quero que as pessoas se esqueçam de mim como Harry Potter. Me entenda, eu não teria recebido todas as propostas, se eu não tivesse feito Harry Potter. Eu sou muito grato a esses filmes. Talvez eu ganhe mais reconhecimento pelos diferentes papéis que interpreto do que eu mereço. Praticamente todos os atores interpretam muitos papéis diferentes, mas porque as pessoas me viram interpretando esse papel por tanto tempo, ele é mais reconhecido. Não quero destruir Potter, quero apenas prosseguir com a minha carreira. Fico satisfeito com isso, como tudo progride e eu posso olhar para trás como muito entusiasmo.

Qual é o papel dos seus sonhos?

(Hesitando.) Isso é realmente difícil de dizer. Conversei recentemente com Woody Harrelson sobre o trabalho em conjunto com Martin McDonagh (In Burges), porque uma vez eu participei com ele de uma peça de teatro e já trabalhei algumas vezes com Woody. E para mim não faria diferença qual papel seria, já que há apenas um papel em um filme de Martin McDonagh. Eu considero que ele é um dos melhores roteiristas contemporâneos e muito rapidamente se tornará também um dos melhores diretores.

A fala de Radcliffe jorra como uma cascata. A garrafa que estava ao lado dele permaneceu intocada. Ele falou com gosto, muito e em um ritmo insano. O entusiasmo e o prazer por seu trabalho são notáveis a cada palavra. Ele parou de beber álcool. Rigorosamente. Um motivo específico para isso não foi dado, além de um “Uma coleção de terríveis coleções”, como ele consegue descrever.

O colega de filme, Harrelson, havia convidado-o na noite anterior para abalarem Zurique juntos. Radcliffe soube que na manhã seguinte ele teria compromissos com a imprensa. Com isso, foi dito que Harrelson disse: “Garoto, você começará a trabalhar no dia depois da sua estreia, não antes das duas horas da tarde!”, “Um conselho que eu busco recordar.”, completa Radcliffe sorrindo.

Em Swiss Army Man você diz uma vez: “Meu corpo é repugnante!”. O filme representa um tipo de jornada de redescoberta do corpo de um indivíduo. Você também descobriu algo novo em si?

Quando a pessoa analisa o que acontece em seus corpos: Seres humanos, nós somos repugnantes! O interior de um humano é nojento! Mas essa é a melhor coisa no filme, porque ele leva você a reexaminar seu relacionamento com o seu corpo físico ou sua própria forma de ficar sozinho – seja qual for! Ao mesmo tempo, ele dá a você a permissão de sentir e viver essas coisas. O ponto do filme é que a vergonha nos afasta do amor. Não importa se a pessoa solta um pum, tem uma ereção, ou se masturba, ou quando você se sente sozinho, ou se sinte como um louco: Todas essas coisas são totalmente universais e sentimentos humanos, dos quais nós somos levados a sentir vergonha. É um filme repugnante com uma bela mensagem sobre amor e aceitação.

No festival de filmes de Sundance muitos espectadores foram embora depois dos 25 minutos. Cada cena é uma surpresa e você é recompensado por esperar. Não dá para ter certeza no começo do filme do que ele se trata, é um sentimento estranho.

Isso está totalmente correto. O filme é tão cheio de surpresas que depois dos primeiros 15 minutos não dá para avaliar para onde essa jornada vai.

“Estranho” poderia ser a melhor descrição do filme?

Também seria simplesmente “bonito”. Estou inclinado a descrever o filme como “altamente tolo e altamente esperto”. Ele é muito “completo”, cheio de contradições que o sustentam. Isso é a maravilha desse filme.

O que você pensaria sobre uma continuação para Swiss Army Man?

Isso seria totalmente demais. Nenhum outro personagem que eu interpretei, tirando Harry, eu gostaria tanto de interpretar novamente como o Manny. Se os Daniels (Os diretores Daniel Kwan e Daniel Scheinert) daqui a alguns anos quiserem gravar um Swiss Army Man II com um Manny mais velho e caduco, eu ficaria extremamente interessado.

Quando Radcliffe ganha, ao final da entrevista, um canivete suíço de um jornalista, ele demonstra uma alegria infantil. Enfim, ele tem seu primeiro canivete. Com empolgação ele examina os diferentes apetrechos, abrindo finalmente a lâmina: “Esse é o que eu mais gosto”. Depois ele flertou outra vez com o saca-rolhas. De certo modo, altamente tolo e altamente esperto.

Tradução: Munich Graf Ferreira
Fonte: outnow.ch


É raro hoje em dia encontrar um filme que é diferente de tudo o que você já viu antes, mas o novo longa de Daniel Radcliffe é. Swiss Army Man é um filme de companheirismo com uma diferença – o personagem de Dan, Manny, é um cara morto.

O filme começa com Hank (interpretado por Paul Dano), que está em uma ilha deserta e só pode ir para casa com a ajuda de Manny. Então, quando o BuzzFeed encontrou com o Dan, recentemente, para promover o filme, nós decidimos questioná-lo sobre o que ele levaria para uma ilha deserta. Se ele conseguisse fazer as malas com antecedência, obviamente.

Quais os três livros que você levaria com você?

Daniel Radcliffe: O Mestre e a Margarida, porque é o meu livro favorito e, eu sinto que eu poderia reler isso muitas vezes. E depois, provavelmente alguns guias de sobrevivência, então eu poderia, você sabe, descobrir como fazer uma fogueira, porque eu definitivamente não sei. E quanto a… um dicionário ou uma enciclopédia, assim eu procuraria coisas como “Essa berry irá me matar?”

Quais os três tipos de petiscos que você levaria?

DR: Os três tipos de petiscos que eu levaria comigo em uma ilha deserta seria… algo como o um balde de sorvete sem fundo que nunca acaba. Algo como carne. Tipo, eu não sei, bacon. Isso é um petisco? Tem bacias de bacon em festas? Sim, bacon. Sorvete, bacon e alguma outra coisa que é super saudável. Queijo. Algum queijo bom.

Eu estou em uma ilha deserta, quem eu estou tentando impressionar?

OK. Esse é um exagero. Se você pudesse levar um celular ou tablet que tivesse bateria suficiente para assistir um filme, mas você não conseguisse ligar para ninguém porque você não tem sinal, que filme seria?

DR: Por razões similares a O Mestre e a Margarida, tem um filme chamado Matters of Life and Death, com David Niven. Ele foi feito nos fim dos anos 1940, e se você ainda não assistiu, você tem algo incrível na sua frente. É um dos filmes mais mágicos, lindos e incríveis que já foram feitos.

Você também tem bateria suficiente para escutar um álbum. Qual seria?

DR: Um álbum?! Ai, meu Deus. É muito difícil. Tem uma parte de mim que quer pegar o meu álbum favorito, mas tem a outra parte que está como, “O que é bom na praia?”

Eu vou com Doolittle do Pixies, porque há uma boa mistura nele.

Você prefere caçar ou procurar por comida?

DR: Eu acho que eu prefiro caçar do que procurar, porque procurando comida só seria, tipo, frutas e nozes, e isso vai ficar rapidamente muito chato. Então se eu quero carne de verdade – como você pode afirmar, isso é um tema para mim – eu vou ter que caçar.

Se você pudesse escolher uma pessoa famosa para ficar presa com você em um ilha deserta, quem seria?

Alguém bem forte. The Rocky! Então, você sabe, ele poderia carregar as coisas e me ajudar a sobreviver. Ele parece ser bem capaz nesse tipo de ambiente. Eu não não fui feito para esse tipo. E, você sabe, se eu precisasse de coisas do topo das árvores, eu poderia ficar nos ombros dele e subir, sou um pouco ágil. Eu poderia também entrar em lugares pequenos que ele não conseguiria. Sinto que isso funcionaria bem.

Fonte:BuzzFeed

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[BuzzFeed UK]


O que molda o homem? Essa é a premissa por trás da série de entrevistas realizadas pelo site AskMen, intitulada de O Homem que Eu Sou Hoje, na qual os homens mais inspiradores do mundo falam de como chegaram até aqui.

Ele pode até ser mais conhecido como “estrela mirim” ou “menino bruxo”, mas, aos 27 anos, Daniel Radcliffe continua a subverter as expectativas como adulto. Ele está em um relacionamento com a atriz Erin Darke, conseguiu superar um problema difícil com a bebida e está acumulando papeis no cinema que muito se distanciam do bruxo favorito de todos e inimigo de Voldemort.

Os últimos filmes da sua lista são Imperium e Swiss Army Man, nos quais, respectivamente, Radcliffe interpreta um gente do FBI que se infiltra em um dos grupos de supremacia branca nos Estados e um flatulento cadáver que vira amigo de homem que tentou cometer suicídio. Até então, muito diferentes de Harry Potter.

Nós queríamos descobrir a fundo o homem que Daniel Radcliffe é, então conversamos com ele sobre a vida, amor e demos boas risadas  de Jeremy Paxman.

Você é o tipo de homem que pensa muito sobre o tipo de homem que é?

Eu acho que eu penso muito sobre o tipo de pessoa que eu sou… Eu não divido isso em algum tipo de categoria. Eu acho que sei o tipo de pessoa que eu sou e, sendo assim, eu sei o tipo de homem que eu sou, ou pelo menos tenho alguma ideia sobre isso – eu não enxergo isso sob a ótica de gêneros. E eu nunca seria do tipo que pensa, “Eu apenas me relaciono com certos tipos de homem que se parecem comigo.”

Você tem um dia livre. O que você faz?

Isso é uma coisa sobre a qual vale a pena falar, mas, provavelmente, começaria o dia indo à academia ou indo correr, porque, se eu fizer isso cedo, me sentirei bem melhor durante o resto do dia. Depois disso, apenas ficaria com a minha namorada, assistiria televisão e, de preferência sendo um domingo com futebol americano passando, a gente assistiria ao jogo por horas.

Qual a coisa mais difícil que você já fez?

Eu parei de beber – sentia que estava se tornando um problema para mim e eu não estava conseguindo lidar com isso muito bem. Você apenas fica cansado de ser aquela pessoa; sempre se sente como se fosse acabar sendo o problema das outras pessoas. E, de repente, um dia você diz pra si mesmo, “Na verdade, eu não quero mais fazer isso.” As primeiras semanas –  para dizer a verdade, os primeiros meses e anos –, em que você está se ajustando e se acostumando a viver sem a bebida, é bastante difícil. Agora é realmente muito mais fácil, mas isso tem a ver com fato de que estou mais confortável com quem eu sou. Quanto mais eu me reconheço, mais essa decisão se torna fácil.

Com que frequência você se exercita?

Eu me exercito muito. Eu diria que, no mínimo, quatro ou cinco vezes por semana. Mas eu sou bem obcecado e meu pai está incrivelmente em forma. Ele tem 57 anos e pratica CrossFit umas quatro vezes por semana  – ele não é viciando nisso, é bom destacar! Então, nesse sentido fitness, ele estabeleceu parâmetros bem altos para a minha família. Mas eu também me divirto e me sinto melhor depois. Eu acredito que estar em forma, conhecer o seu corpo e tê-lo disponível como ferramenta de trabalho é realmente muito útil como ator, e acabo vendo isso como parte do meu trabalho. E também porque eu fico bonito… Essa é a minha lógica!

O que te faz dar boas risadas?

Minha namorada ou South Park. Ou outras séries de televisãoRick and MortyBojack Horseman, as brincadeiras entre Richard Osman e Alexander Armstrong em Pointless, as interrupções de Jeremy Paxman, no programa University Challenge, quando ele diz às pessoas que as respostas delas não são boas o suficiente… Eu não sei o que eu prefiro mais – quando alguém dá uma resposta completamente errada e ele faz uma daquelas caras como se pensasse “Que idiota!” ou quando ele sabe alguma coisa a mais sobre a resposta e ele fala algo do tipo “Oh, eu acho que era a primeira sinfonia de Schumann.” Eu penso comigo mesmo, “Você não precisava falar isso, nós todos sabemos que você é inteligente, Jeremy!”.

Do que você tem medo?

Não ser capaz de fazer filmes pelo resto da minha vida – se alguém aparecer amanhã de manhã e dizer “Oh, eu sinto muito, mas você nunca vai ser capaz de atuar novamente, estamos retirando de você toda a sua carreira.” Eu sei que não é um medo racional, mas eu acho que, de modo geral, tenho medo de falhar e não ser capaz de fazer o que eu amo. Eu acho que esse é um medo que muitos atores têm e pensam alguma cosia do tipo, “Meu Deus, eu vou ser descoberto e ninguém mais vai me oferecer papeis, então nunca serei capaz de fazer o que eu amo.”

Qual a característica que você mais admira nas pessoas?

Admiro pessoas sinceras, que aceitam e não-julgam as diferenças. Eu acho que essas são características muito necessárias para o mundo e é o que tento fazer. Também admiro pessoas que tem perspectivas sobre alguma coisa que eu nunca pensaria em ter. Isso sempre me interessa muito em alguém.

Quais características que você odeia nos outros?

Pessoas que julgam as outras e que pensam ser superiores. Eu não me dou bem com isso. É por isso que quando alguém fala que algum filme é terrível, tem sempre uma parte de mim que pensa, “Até o pior filme é bom, porque conseguiu ser feito.” Tem alguma coisa no ato de julgar alguém que eu acho muito estranho e difícil. Pelo menos eles fizeram alguma coisa. Mesmo que seja ruim, veio deles e eles fizeram isso.

Quando foi a última vez que você chorou?

Ontem, assistindo à competição entre os irmãos Brownlee na linha de chegada – isso me acabou, eu fiquei em pedaços. Para mim, isso é o que tem de mais divertido no esporte, esses momentos em que você vê essas pessoas incrivelmente talentosas e que parecem ser de espécies diferentes – porque são tão fisicamente diferentes do resto do mundo – de repente se tornarem tão humanas, mas sem perder a sua excepcionalidade. Eu fiquei destruído.

Entrevista por: AskMen
Tradução e Adaptação: Letícia Brandão.


Na entrevista traduzida abaixo, vemos um Daniel bem descontraído, falando sobre sua preferência de lanche e sobre as perguntas mais frequentes que ele responde.

‘Wotsits em todo lugar, Harry?…’ Radcliffe em revelação chocante sobre sua preferência de lanche

**AVISO: CONTÉM LINGUAGEM EXPLÍCITA**

Nós encontramos Daniel Radcliffe para conversar sobre política, casamento, se é ok escavar o corpo dele quando ele morrer, e sobre o seu veredicto em qual a sua preferencia para lanche.

Oi, Dan. Em Imperium, você interpreta um agente do FBI que se infiltra em um grupo terrorista supremacista. Em Swiss Army Man, você interpreta um corpo morto trazido pelo mar. Você não está cansado de ser estereotipado?

[Rindo] Sim, é um problema real. Acho que o estranho gera mais estranho. Quanto mais interessantes forem as coisas que eu faço, mais interessantes serão os roteiros que eu recebo. Mas eu acho que sou apenas muito sortudo que as pessoas me dêem essas oportunidades para essas coisas estranhas e diferentes.

Você raspou a cabeça em Imperium e tem sua bunda notavelmente peluda mostrada em Swiss Army Man…

[Pensando]… certo, sim. Ou é o contrário…?

Você preferiria ter deixado o cabelo crescer e depilado sua bunda?

Ha. Não. Eu já mostrei tanto a minha bunda*, que eu não ligo mais. Eu realmente gostei de ter raspado a cabeça. Foi bom pra porra. Todo mundo deveria raspar pelo menos uma vez, pra ver quão fácil que é.

*Radcliffe fez nu frontal na peça Equus em 2009 e teve uma cena de sexo gay no drama Versos de um Crime, de 2013.

Você literalmente interpreta um corpo morto em Swiss Army Man. A menos que você tenha que ser cortado por uma lâmina ou algo do tipo – você gostaria de atuar mais depois que estivesse morto?

Eu acho – sim. Tem sido uma ambição longa de morrer no set. Pra mim, essa é a melhor maneira que eu penso de morrer…

E se a JK Rowling…

[Apreensivamente] Simm…

…vender os direitos dela para a Disney, e JJ Abrams quer dirigir outros sete filmes do Harry Potter, que se passam no espaço, mas no meio tempo você morreu. Você se importaria se eles te escavassem pra isso?

HÁ! Sim. Cem por cento. Essa foi a melhor pergunta que me fizeram hoje. Obrigado.

E se Tarantino quisesse dirigir e o filme se torna uma espécie de Reservoir Dogs? Você atiraria na Emma Watson à queima roupa?

Ai meu Deus. Não, eu acho que eu deixaria ela atirar em mim, porque eu não estaria morto?

Se você fosse permitido legalmente a dar um soco na cara de todas as pessoas que te perguntam se você interpretaria o Harry Potter de novo, e dar uma joelhada na virilha de quem te perguntar quanto dinheiro você tem – você teria uma mão ou joelho mais machucados?

[Pensa por muito tempo] Essa é uma pergunta fantástica, cara. Eu acho que provavelmente mãos mais machucadas porque essa pergunta é a que mais aparece. Mas eu estaria dando joelhadas nas bolas com uma força maior porque essa pergunta me deixa muito mais desconfortável. Eu fiz uma entrevista hoje de manhã* e me perguntaram quanto que eu estou valendo em dinheiro, na primeira pergunta. E eu fiquei tipo, “Ah, não! É 7:30 da manhã. Muito cedo.”

*no Victoria Derbyshire na BBC Two.

A Vicky realmente te deu trabalho. Coisas do tipo “Radcliffe diz que Hollywood é racista” e “Radcliffe nega apoiar Jeremy Corbyn” já é trending. Você desejaria que fingir estar doente o dia todo pra ficar na cama?

Eu nunca me importo em fazer divulgação, mas quando eu chego em casa no fim do dia, eu fico com uma ansiedade imensa por duas horas quando penso nas coisas que eu disse. Eu tenho uma coisa sobre atores expressarem suas opiniões, o que é ok, mas eu nunca quero que alguém pense que a minha opinião vale a pena em ser escutada, porque não vale.

Porque você acha que as pessoas ficam tão obcecadas no que você fala? Tipo, se eu te perguntar – o que é melhor, Wotsits ou Monster Munch? – provavelmente até isso virará manchetes.

Wotsits, definitivamente. E a manchete seria, “Wotsits em todo lugar, Harry?” [Ri por muito tempo de sua própria piada]. Algumas coisas que foram inventadas sobe mim são incríveis. Como eu ter dois caras da SAS andando com meus cachorros.

Ridículo! Não são três?

Sim. São três. E eles são Delta Force. Eu sempre escuto rumores que eu vou me casar em vários lugares relacionados a Harry Potter, e que Rupert* vai ser padrinho e eu vou casar no castelo Alnwick.

*Grint, aka Rony Weasley

Er, você iria, não?

Não. Definitivamente não. Tinha uma história de que para economizar tempo, eu pedia pro meu assistente segurar o roteiro em frente ao espelho para que eu conseguisse ler enquanto estou fazendo o cabelo e maquiagem. Isso nem funcionaria porque estaria ao contrário.

Você já pensou no Daniel Radcliffe em uma dimensão paralela que nunca fez Harry Potter? O que ele estaria fazendo?

Eu não penso nesse cara. Provavelmente há um universo paralelo, mas é muito assustador para pensar no que minha vida seria se eu não estivesse atuando, então que se foda. Eu acho que eu teria acabado na indústria em algum lugar porque meus pais estão nela.

Eu acho que eu teria ganhado experiência de trabalho em algum lugar, provavelmente segurando roteiros no espelho para um babaca qualquer.

Tradução: Nuara Costa


Com dois lançamentos em algumas semanas, a estrela de Harry Potter, Daniel Radcliffe, discute o que ele quer para o seu futuro.

Desde 2012, quando Daniel Radcliffe atuou como Arthur Kipps na adaptação de Susan Hills, A Mulher de Preto, a estrela de Harry Potter tem feito uma abordagem eclética ao escolher papéis para evitar o destino de muitas estrelas infantis – a obscuridade.

Tornou-se claro que ele não precisava se preocupar, desde que a série Harry Potter acabou em 2011, ele nunca ficou sem atuar. Radcliffe atuou em nove filmes (incluindo Kill Your Darlings e Victor Frankenstein), um filme televisivo (My Boy Jack) e atuou com John Hamm na adaptação da BBC do livro de Mikhail Bulgakov, A Young Doctor’s Notebook. Sem mencionar as pesadas críticas por seu trabalho no teatro, o mais notável em 2007 (ao mesmo tempo da onda Potter) quando ele apareceu na adaptação de Peter Shaffer, Equus.

Seus últimos papéis em filmes lançados, não poderiam ser mais diferentes. Em Imperium, seu trabalho mais recente, Radcliffe atua como um agente do FBI que é mandado pela chefe (Toni Collette) a se infiltrar em um grupo supremacista branco, suspeito de planejar um ataque terrorista. Em preparação para o papel, o ator teve a desfavorável tarefa de procurar sobre a literatura nazista e em fóruns, nos cantos mais escuros da internet, para encontrar esses grupos de extrema direita.

“Foi cansativo, por que você está lendo um monte de ódio,” explica Radcliffe. “Gostaria de olhar nesses fóruns de internet e observar essas ginásticas mentais bizarras em que as pessoas se colocam. Qualquer argumento alimenta uma conspiração mais ampla que eles se convenceram que existe, tudo e qualquer coisa é torcida a favor ou contra apoiar a sua visão de mundo. Foi a intransigência. Você está constantemente contra a parede com estas pessoas, e você nunca vai mudar a mente delas. ”

Em contraste, ele se transforma em um cadáver flatulento que é trazido de volta a vida na comédia hit do Sundance do Daniels, Swiss Army Man, apresentada com um diferente conjunto de desafios. “O fato de que meu personagem, Manny é restrito em seus movimentos foi parte do atrativo,” diz Radcliffe. “Eu amo toda essa coisa física.” O desafio de Radcliffe é que, enquanto ele tem pequenos movimentos no filme, ele está longe da vivacidade, dependente de sua co-estrela Paul Dano para mover seus membros e carregar ele de A para B, significa que a dupla teve que trabalhar junta.

“Acho que foi no segundo dia, [Paul] cuspiu em sua mão e limpou-a na minha cara, ” relembra Radcliffe. “Depois daquele momento nós sabíamos onde estávamos, não havia tempo para puritanismo. Paul também é exatamente o tipo de ator onde você quer pular em cima. Ele é um ser humano amável e totalmente precioso.”

Com mais outros dois papéis sob o cinto, Radcliffe explica o que ele está procurando da sua carreira. “É sobre originalidade, e se eu vi isso antes ou se eu fiz isso antes, ou se isso é novo para mim de alguma maneira – também é com quem eu trabalho.” Desde seus dias de filme em estúdio, Radcliffe tem procurado trabalhar em filmes mais independentes, por que, para ele, é onde o trabalho interessante está sendo feito. “Eu estou em uma posição onde eu tenho a luxúria de inacreditavelmente escolher meus papéis, o que eu acho que incomoda o meu agente,” ele ri.

Radcliffe sabe que seus anos como “O Menino que Sobreviveu” deram a ele uma oportunidade rara, que muitas estrelas infantis nunca têm, e que isso pode não ser igual no futuro. Ao mesmo tempo, ele quer encontrar projetos que o excitem, incluindo mais peças de teatro, revelando que ele estará de volta aos palcos do Reino Unido no próximo ano.

O ator de 27 anos, recentemente, terminou uma temporada da peça de James Graham, Privacy, que foi transferida do Donmar Warehouse em Londres para off-Broadway. Para Radcliffe, é o trabalho nos palcos que desenvolve seu estilo de atuar. “Nunca houve uma peça na qual eu atuei em que não me senti um ator melhor depois.” A peça, uma documentário-drama sobre privacidade online, deu a nós uma oportunidade de discutir se a atenção da mídia é algo com o que ele luta.

“Um amigo meu se refere a isso como ‘corte’”, diz Radcliffe sobre atores e diretores que leem resenhas e colunas de fofoca sobre eles mesmos, um hábito que Radcliffe levou muito tempo para perder. “Levou um longo tempo para eu perceber que eu não preciso ser do jeito que as pessoas querem e se elas vão continuar ou não, isso não precisa me incomodar.” Fama é algo que veio rápido para o jovem Radcliffe. “Eu acho que uma das coisas mais difíceis sobre crescer sendo famoso não são as drogas ou tentações, mas sim tentar encontrar quem você é enquanto as pessoas já têm uma impressão sobre você.” A solução dele: evitar redes sociais e manter a privacidade sempre que ele puder.

E o que vem a seguir? Por algum tempo, ele tinha sido escalado para o filme The Modern Ocean, de Shane Carruth, no qual Radcliffe descreve como “o roteiro mais ambicioso de todos” que ele tenha lido. A dupla se conheceu no set de Swiss Army Man onde Carruth estrela como um figurante médico legista. Infelizmente, Radcliffe não está mais envolvido no projeto, mas ele irá aparecer em Jungle, uma adaptação do livro de Yossi Ghinsberg, sobre um guia fraudulento que lidera um grupo aos confins da selva boliviana.

Também atuando, a ex-estrela infantil tem outro truque na manga com suas ambições de mudar para a direção, e ele tem escrito um projeto que ainda está desenvolvimento. “Eu nunca quis sair da atuação, mas eu definitivamente quero dirigir, e eu iria amar, eu poderia dividir minha carreira entre dirigir e atuar.” Entretanto, nós deveríamos começar a chamá-lo de “O Menino Que Fez”.

Escrito por: Joseph Walsh – The Skinny
Tradução e adaptação: Gustavo Borella


A Den of Geek entrevistou Daniel durante sua divulgação de Swiss Army Man no UK. Nela, Daniel falou sobre interpretar um cadáver flatulante, seu vício em quiz shows, participações especiais em desenhos animados, futuros projetos e que irá voltar aos palcos de teatro no início do ano que vem!

Entrevista com Daniel Radcliffe: Swiss Army Man, quiz shows

Daniel Radcliffe conversa conosco sobre seu vício em quiz shows, Imperium, Swiss Army Man, e ereções falsas…

Quase todos os atores jovens em Hollywood devem estar com inveja da posição de Daniel Radcliffe. Já faz 5 anos desde que ele deixou de ser o menino bruxo, e agora ele está no próximo estágio de sua carreira. Saindo de uma das maiores franquias de todos os tempos, ele tem sido capaz de escolher basicamente qualquer papel estranho e interessante que ele quiser. Seus últimos dois filmes mostram a largura dos projetos que ele está assumindo. Semana passada nós o vimos se tornar um agente secreto do FBI infiltrado em grupos Neo-nazistas em Imperium, e nessa semana o notório filme ‘Daniel Radcliffe interpreta um cadáver que peida’ Swiss Army Man que finalmente chega aos cinemas no UK, seguindo a ovação em festivais de filmes ao redor do mundo.

O primeiro filme dos diretores de clipes, The Daniels, tem Paul Dano como Hank, um jovem preso em uma ilha deserta, até que um cadáver chamado Manny (Radcliffe) é levado pelo mar até a beira da praia. Apesar de ser doente, Manny oferece a Hank a companhia que ele precisa. Mas Manny não é um cadáver qualquer. Ele pode falar, e tem super poderes que incluem puns com poder de foguete. É um filme maravilhoso, único e genuinamente tocante do cinema indie que desafia descrição. Nós falamos com Radcliffe sobre os desafios de interpretar um personagem inanimado, seu amor pelos quiz shows da BBC e porque ele quer ser um convidado em Rick e Morty.

Então você é o ator mais sortudo no mundo agora? Basicamente capaz de escolher seus filmes, e fazer papéis tão esquisitos quanto em Swiss Army Man ou desafiadores como em Imperium?

Possivelmente. É um lugar único a se estar, ter 27 anos e uma quantidade decente de controle sobre a sua carreira. É bem raro. Eu sou muito sortudo. E sou sortudo no sentido de que o estranho tende a ficar mais estranho. Eu acho que fazer coisas como Equus e Horns são a razão pela qual as pessoas me mandaram [o roteiro de] Swiss Army Man. Eles pensam: “Ele gosta de coisas estranhas.”

Não vamos enrolar – a primeira coisa que eu tenho que perguntar pra você é com eles fizeram as ereções no filme? (Durante Swiss Army Man, Manny o cadáver fica muito estranhamente ‘excitado’ em momentos principais.)

Há duas versões para isso. Havia uma que era o equipamento hidráulico mais complexo que eu já vi. Você sabe as alavancas que eles tem perto das faixas de trem para controlar os sinais e coisas do tipo? Parecia que era operado por aquilo. Eles estavam torcendo eles para fazer esse movimento do pênis. Então era basicamente um cabo de vassoura na parte de dentro das calças, com um dos diretores mexendo.

O papel deve ter sido um dos maiores desafios físicos que se pode ter como um ator, interpretar um cadáver inanimado – você está constantemente tombando e rolando, incapaz de sustentar o peso do próprio corpo. Você ficou com muitos hematomas?

Eu acho que sim, mas eu meio que gostei de tê-los. É muito raro que como um ator você realmente sinta que está ganhando seu dinheiro, então é bem legal estar fisicamente envolvido em algo. Eu amo o lado físico disso. Uma das coisas que eu disse para os diretores quando nós nos conhecemos foi perguntar se eu poderia fazer a maioria dos meus stunts possível. Porque é uma grande parte do papel e eu não queria entregar isso para algum dublê, já que eles teriam que fazer a metade do filme. Eu fiz muitos stunts e adorei.

Também foi muito legal trabalhar nas coreografias para as cenas, particularmente quando meu personagem não consegue se mexer. Então se eu começar a cena olhando para um lado, e eu preciso olhar para o outro lado ao fim da cena, eu estava falando com Paul Dano sobre se tinha como ele mexer a minha cabeça em algum momento. Resolver tudo isso foi bem divertido.

Como que um filme como Swiss Army Man te conquistou?

Todo mundo acha que eu tive que ser convencido a fazer esse filme, mas não. Todo mundo diz que é uma ideia louca, mas eu já ouvi muitas ideias loucas e a maioria deles são merda! E essa é uma ideia louca executada brilhantemente. Digo, meu primeiro contato com o roteiro foi apenas uma linha e era algo do tipo “Homem suicida tem que convencer um corpo morto que a vida vale a pena ser vivida.” E eu pensei que isso soava surpreendente. Nós não realmente usamos o termo “Realismo Mágico” em um filme, já que tendemos a classificar tudo como ‘Fantasia’, mas eu sou um grande fã do Realismo Mágico e para mim, é isso o que esse filme é.

Isso é interessante, porque a linha que o pessoal começou a usar para descrever o filme depois que ele estreou no Sundance foi ‘Harry Potter interpreta um cadáver flatulante’ – o que cria uma imagem completamente diferente.

Bom eu acho que depois do Sundance nós ganhamos um outro nome: ‘O Filme do cadáver flatulante excitado do Daniel Radcliffe.’ Mas lendo o roteiro ficou bem óbvio pra mim que sim, parte dele era nojento, estúpido e estranho, mas era também lindo e profundo. E pra mim havia algo tão excitante sobre um mundo onde tudo isso está junto, e não está em conflito. Onde o nojento suplementa a beleza.

Manny também tem uma voz bem distinta – de onde isso veio?

Isso veio de muitos vídeos meus fazendo vozes estranhas e mandando para os Daniels, e vendo o que eles achavam. Foi um caso de olhar o que tinha acontecido com o Manny. Ele morreu, a rigidez cadavérica já tinha provavelmente se instalado, então seria difícil mexer o queixo e seus músculos. Poderia ser apenas ar passando pelas cordas vocais. Então nós criamos essa ideia em que ele só poderia falar se você estivesse bombeando ele. E aí você preenche as lacunas. Um pouco do meu entendimento pseudo-científico do que acontece às pessoas depois que eles morrem, agrupado com a sua imaginação preenchendo o resto.

Quando eu estava pesquisando para essa entrevista, eu achei pessoas dizendo que você escreveu perguntas para o quiz show da BBC, Only Connect. Isso é verdade?

Eu escrevi! Escrevi uma pergunta, fiz um cartaz para a connecting wall.

O Reddit pensa que foi uma pergunta sobre os Sex Pistols…

Ah, na verdade, eu acho que eu originalmente fiz o cartaz, e depois [o editor do Only Connect] Alan Connor decidiu que um deles funcionava melhor como uma única pergunta. Essa foi uma delas, mas havia outra que eu fiz sobre objetos inanimados em filmes que tem nomes – como Wilson em Náufrago e a boneca de Lars and the Real Girl.

Como que isso aconteceu?

Alan Connor é um amigo meu e foi um dos diretores de A Young Doctor’s Notebook. Eu sempre perguntei pra ele: “Se eu fizer um cartaz que é bom o suficiente, você coloca no programa?” E ele me deixou fazer! Eu não pedi para que colocassem o crédito! E é por isso que se você assistir Only Connect, as vezes você escuta meu nome. Havia um objeto nas vogais perdidas que a dica era ‘filmes do Daniel Radcliffe.’

Você é fã de quiz shows? É por isso que quando você foi convidado no BoJack Horseman eles te colocaram como um participante do game show do Mr Peanutbutter?

Não foi mas eu fiquei bem feliz quando eu descobri que era esse [o episódio em que eu estaria] porque eu amo quizzes. Mas eu apenas gostei bastante da primeira temporada da série e saí falando disso em entrevistas esperando conseguir uma participação. Agora eu tenho que começar a fazer isso com Rick and Morty.

Quão bom é Rick e Morty?

Incrível! Eu estou muito animado pela terceira temporada estar saindo. Eles fazem algo parecido com BoJack Horseman quando tentam ser incrivelmente tristes as vezes.

Mas voltando, você gosta de quiz shows?

Sim, eu amo quis shows. Sou obcecado por Pointless. Na verdade, isso é meio embaraçoso de se admitir e todo mundo que ler isso vai pensar que eu sou um péssimo amigo, mas eu tinha um amigo na minha casa ontem à noite que eu não vi a seis meses, e pela primeira hora em que eles estavam lá, eu disse que eles deveriam se sentar e ficar quietos porque eu ia assistir University Challenge. Então eu assisti e depois Only Connect veio logo depois, então assistimos esse também.

Você não poderia assistir depois no iPlayer?

Não, eu tinha que assistir ao vivo. É bem triste.

Qual o seu quiz show favorito?

Pointless. Eu amo Pointless, eu amo Only Connect. Eu assisto The Chase também, mas eu particularmente amo os quizzes da BBC, porque eles ganham pouco dinheiro. Eu acho que isso é algo na Grã-Bretanha, quão mais difícil o quizz é, menor é o prêmio. Teve esse momento incrível no Only Connect ontem a noite onde uma das garotas já tinha ido no University Challenge, e pra mim esse é um sinal de que tipo de programa é esse. Os participantes estão tirados por ser bons em outros programas.

O que mais você quer fazer com a sua carreira?

Eu quero muito dirigir. Idealmente dirigir algo que eu escrevi, porque eu sinto que eu teria um melhor entendimento do roteiro. E também porque se der errado, eu acabei com meu próprio trabalho, não o de outra pessoa. É basicamente isso, e eu quero continuar trabalhando enquanto eu puder. Eu quero ser ator pelo resto da minha vida, basicamente.

Que tipo de coisa você gostaria de escrever e dirigir?

Meio que uma comédia dark, eu acho que essa é a área em que eu sou mais interessado. Eu tento escrever coisas que são sérias, e acabo escrevendo piadas. As pessoas em que eu me inspiro são escritores-diretores como Coen Brothers, e Martin McDonagh, e Wes Anderson, e Quentin Tarantino.

Finalmente, qual o seu próximo projeto?

Talvez há algo para esse ano, mas eu ainda não tenho certeza. E talvez mais teatro no início do ano, que será anunciado em breve.

Daniel Radcliffe, muito obrigado!

Tradução: Nuara Costa






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