Como noticiamos anteriormente, Daniel Radcliffe esteve no programa The Graham Norton Show, que foi ao ar no dia 17 na BBC One. Daniel foi promover a peça Rosencrantz & Guildenstern Are Dead ao lado do co-star Joshua McGuire. Durante a conversa, o Graham Norton mostrou algumas “fotos de vidas passadas” do Daniel, e disse que ele é um viajante no tempo, além disso, falaram um pouco sobre a participação dele em Extras, programa de Ricky Gervais, que também estava presente.


Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (Harry Potter and the Cursed Child) talvez seja uma das principais atrações de West End agora, mas se você virar a esquina poderá ver o bruxo titular em pessoa.

Daniel Radcliffe irá em breve estrelar a nova produção de Tom Stoppard, Rosencrantz and Guildenstern Are Dead, ao lado da estrela de Lovesick e bom amigo Joshua McGuire.

Atualmente nos ensaios para a peça, a Digital Spy esteve com os atores no Old Vic, onde eles nos deram algumas prévias incríveis sobre o clássico, que comemora seus 50 anos neste ano.

Quando questionados sobre como se sentiram quando leram pela primeira vez o projeto, Daniel disse: “Apenas muito animado, e um pouco intimidado. O tamanho da coisa que você está entrando. É muito para aprender, é um show desafiante, mas incrivelmente gratificante de fazer.”

Sobre formar uma dupla com Joshua, ele explicou: “Nós trabalhamos juntos alguns anos atrás, e mantivemos contato – e nossas carreiras têm esse tipo estranho de caminhos paralelos.”

“Nós trabalhamos juntos em A Young Doctor’s Notebook (Diário de Um Jovem Médico), e também interpretamos versões intercambiáveis um do outro. Em A Young Doctor’s Notebook, ele era um médico mais jovem ainda. Então, em Privacy, nós fizemos essencialmente o mesmo personagem, Josh fez fora da Broadway. Agora, nesta peça, nós somos levemente intercambiáveis também. É um destino legal e estranho.”

“Contudo, eu não tenho certeza de qual é o nome dele,” Josh brinca. “Eu acho que é Josh.”

Então, ser bons amigos é um benefício para a peça?

“100%,” Joshua disse. “O valor disso é inestimável, de verdade. Seria mais difícil ter que conhecer a pessoa em um dia, e se você não tivesse sucesso com essa pessoa, eu acho que isso [a peça] seria impossível.”

Daniel adiciona: “Imagina se você não gosta deles. Seria também uma peça bem diferente. Isso sairia. Você poderia interpretar esses personagens como se não gostassem um do outro, provavelmente. Ou como eles frustam um ao outro, mas, essencialmente, eles são amigos.”

“Nosso diretor selecionou alguns momentos outro dia, onde ele disse que ele gostou da nossa ‘vibe de casados'”, adicionou Joshua. “As brigas. No palco! É algo que você ganha de graça!”

A dupla também disse que eles sempre irão esperar encontrar tempo para trabalhar no teatro entre seus papéis na TV e em filmes.

“Deus, sim,” Daniel disse. “Eu acho que não há uma peça que eu terminei e não me tornei um ator melhor por causa disso.”

Joshua adiciona: “E esta peça é um trabalho rigoroso. Eu acho isso o tipo certo de cansaço. Mais do que qualquer coisa, eu acho isso revigorante. Você e David têm um histórico incrível e um conhecimento filosófico.”

“Eu nunca fui para a universidade, mas nós tivemos os melhores seminários onde você apenas joga ideias sobre A Sociedade dos Poetas Mortos ou alguma coisa, e às vezes nossos ensaios se tornam isso, e é muito útil. É um exercício.”

Mas, Daniel já viu A Criança Amaldiçoada?

“Eu não estou tentando me manter longe do show. Estou tentando ficar longe do que poderia ser, potencialmente, a experiência de ver isso. Eu sei que outras pessoas do elenco [de Harry Potter] foram assistir, apenas sinto que se eu estivesse sentado em uma platéia de fãs de Harry Potter, isso seria, possivelmente, um show um pouco diferente, e, possivelmente, seria eu assistindo e sentindo que as pessoas estão assistindo eu assistindo. Isso tudo poderia estar na minha cabeça, mas eu apenas prevejo que talvez não seria relaxante.”

“Eu estava com barba até dois dias atrás. E então, eu sabia que estaria fazendo isso, por essa razão eu raspei, e acabei percebendo o quão imediatamente me fez parecer mais jovem e mais como Harry Potter.”

Quando perguntado se ele nunca se sentiria protetor sobre alguém pegar o papel de Harry em algum filme no futuro, ele adicionou: “Eu não acho que eu teria esse direito! Se alguém interpretá-lo, tenho certeza que seria estranho, mas também tenho certeza que eu superaria. James [Parker] está interpretando, e eu estou muito feliz com isso.”

As prévias de Rosencrantz & Guildenstern Are Dead começam no The Old Vic de 25 de fevereiro e estreia em 7 de março.

Entrevista por Tom Eames – Digital Spy


Hoje (27/01), o teatro The Old Vic anunciou que o National Theatre Live — que transmite ao vivo produções britânicas em cinemas selecionados no Reino Unido e em vários países — irá transmitir a peça Rosencrantz and Guildenstern are Dead no dia 20 de Abril. Os ingressos começarão a ser vendidos em breve.

Nesta comédia, os personagens secundários de Hamlet de Shakespeare, Rosencrantz (Daniel Radcliffe) e Guildenstern (Joshua McGuire), se tornam os protagonistas junto com o The Player (David Haig). A dupla se mete em alguns apuros na tentativa de fugir de seus destinos, mas eles já estão traçados.

Rosencrantz & Guildenstern Are Dead estará em cartaz a partir de 25 de fevereiro até 29 de abril no teatro Old Vic em Londres. Os ingressos já estão sendo vendidos: https://tickets.oldvictheatre.com/production/18055


Daniel Radcliffe está na capa da edição de verão 2017 da revista GQ Style brasileira. A revista traz um novo photoshoot e uma entrevista exclusiva, na qual Daniel fala sobre Harry Potter, Swiss Army Man, Imperium, sua carreira, seu estilo e como lida com seu dinheiro. Leia abaixo:

Esta poderia ser a clássica história do ator mirim que se embriaga com a fama precoce e, quando adulto, cai na obscuridade e faz qualquer coisa para estar de volta aos holofotes, mesmo que isso signifique se envolver em escândalos. Mas as coisas fugiram um pouco do roteiro com Daniel Radcliffe.

O astro de Harry Potter conseguiu sobreviverr praticamente ileso a ter sido o protagonista de uma das mais bem-sucedidas franquias do cinema, a ter seu rosto estampado mundialmente em livros, roupas e brinquedos, e a ter acumulado uma fortuna que o coloca entre os atores mais ricos de Hollywood – a maioria, homens com pelo menos 15 anos a mais do que ele.

E não é só isso: Radcliffe parece ser um cara absolutamente normal. Basta ver como o encontramos para esta entrevista, no descolado Soho Hotel, no centro de Londres, onde promovia seus mais recentes filmes, Imperium e Swiss Army Man (ainda sem títulos em português). De jeans e camiseta cinzas, botas pretas de bico fino, cabelos ligeiramente despenteados e barba por fazer, ele recebe a GQ Style com um sorriso, a oferta de um chá e muito entusiasmo. Não usa relógio. Não exibe um celular de última geração. Não pede que sua assessora fique em um canto para acompanhar a conversa e interrompê-la, caso ele acabe revelando mais do que devia.

Nem é preciso. Aos 27 anos – mais de 16 deles passados diante das câmeras -, Radcliffe não tem medo de perguntas e sabe muito bem dar seu recado. O principal é que Harry Potter é uma parte importante de seu passado, mas o que ele quer agora é curtir o presente. “Todo mundo me pergunta se estou tentando me distanciar de Potter intencionalmente. Acho que, como ator, é natural querer fazer algo totalmente diferente”, conta. “Minha inspiração são atores como Gary Oldman e Imelda Staunton (Sirius Black e Dolores Umbridge, na saga), que tiveram carreiras imprevisíveis e que são fantásticos justamente porque conseguiram fazer de tudo e mostrar sua versatilidade.”

E nada pode ser mais diferente do menino-bruxo do que Manny, o personagem de Radcliffe no ligeiramente surrealista Swiss Army Man, escrito e dirigido por Daniel Kwan e Daniel Schneirt: um homem morto que é levado pelas ondas a uma praia deserta e que é carregado para todo lado pelo solitário e perdido Hank, vivido pelo ator Paul Dano. Em determinado momento, Manny passa a falar e a se expressar com reações “constrangedoras” de seu corpo, como ereções ou flatulência. “Recebo muitos roteiros, mas a maioria não me mostra nada novo. Com Swiss Army Man, a criatividade saltava aos olhos. Na hora, percebi que era algo do qual eu queria fazer parte. E o resultado é um filme muito divertido e, ao mesmo tempo, incrivelmente bonito”, diz o ator.

Já em Imperium, escrito e dirigido por Daniel (outro!) Ragussis, ele encarna um introvertido geek do FBI que é destacado para se infiltrar em uma rede de neonazistas americanos. “É um thriller tenso e cheio de reviravoltas. Interessei-me em fazê-lo por meu personagem não resolver tudo na base do tiro, mas com inteligência”, descreve.

Os dois filmes percorrem o circuito de festivais de cinema independente ao redor do mundo e tiveram curta exibição nos Estados Unidos e na Europa, sinal claro de que o sucesso nas bilheterias não é uma prioridade para Radcliffe. “Eu tive a incrível sorte de começar minha carreira com algo grandioso como Harry Potter. Hoje, estou em uma posição privilegiada para atores da minha idade, porque não preciso trabalhar por dinheiro”, explica. “E, enquanto isso durar, quero encontrar os projetos mais diferentes possíveis e criar um conjunto interessante de obras.”

Se depender do quanto entra e do quando sai de sua conta bancária, o ator deve continuar nessa trajetória que mistura blockbusters, produções de baixo orçamento, peças na Broadway e aparições em seriados de TV. A revista Forbes calcula seu patrimônio em cerca de US$ 110 milhões. A fortuna é gerenciada por uma empresa aberta pelos pais de Radcliffe, o agente literário Alan e a diretora de elenco Marcia. Seus maiores gastos até hoje foram apartamentos em Londres, onde nasceu e cresceu, e em Nova York, cidade que adotou há alguns anos.

Novamente fugindo do roteiro tradicional da fama, o ator não só não tem carros como aprendeu a dirigir apenas recentemente. “Só tirei minha carteira para poder dirigir no set, senão as seguradoras se recusavam a cobrir qualquer acidente”, revela. “Nunca me interessei por carros. E sou prático: é impossível dirigir e estacionar em Londres e Nova York, então faço tudo a pé, de táxi ou com um amigo que é motorista.”

Radcliffe, no entanto, não esconde a admiração pelas escolhas do colega Rupert Grint, o ruivo Ron Weasley de Harry Potter: “Uma das primeiras coisas que ele comprou com o salário do filme foi uma caminhonete Chevrolet dos anos 50, que tem uma buzina ridícula que parece o canto do Pica-Pau [personagem do desenho animdo]. Depois, veio um caminhão de sorvete. Para mim, isso é que é uma coleção bacana”.

O ator também é prático na hora de se vestir. Confessa que gosta e se produzir para o tapete vermelho e fica lisonjeado quando vê seu nome frequentemente nas listas dos mais elegantes. Mas conta que, se pudesse, passaria o tempo todo de jeans e camiseta. “Minha maior preocupação é me sentir confortável com o que eu visto”, explica. “Quanto mais à vontade estou, mais consigo ser eu mesmo.” Entre suas marcas preferidas estão Topman, The Kooples, John Varvatos, Club Monaco e Asos.

Radcliffe é econômico até na hora do lazer. Uma vez por ano, tira férias em alguma praia ao lado da namorada, a atriz americana Erin Darke, com quem está desde 2012, quando filmaram juntos Versos de um Crime. “Neste ano, passamos duas semanas na Grécia. No ano passado, em Antígua, no Caribe. Acho que meu maior gasto é com viagens entre Nova York e Londres ou Los Angeles, sempre por causa do meu trabalho”, conta.

Outra das “extravagâncias” favoritas do ator é comprar camarotes para assistir a partidas de futebol americano com os amigos, muitos deles conquistados na época de Harry Potter, como o próprio Grint, Emma Watson e seu dublê nas cenas perigosas, David Holmes. São esses poucos privilegiados que podem segui-lo e sua conta segreta no Instagram, a única que ele mantém nas redes sociais. “Não tenho Twitter nem Facebook porque acho que iria facilmente sair brigando. Tenho muitas opiniões sobre tudo, sou muito impulsivo e acabaria respondendo aos ataques que são tão comuns nessas mídias”, admite.

Por tudo isso, Radcliffe está longe de ser um prato cheio para os paparazzi. “Não me meto em brigas. Não fico bêbado. O pior que pode acontecer é eles me flagrarem fumando”, confessa. “O assédio da imprensa e o fato de saber que há pessoas que eu não conheço falando de mim são coisas muito massacrantes. Não conseguiria lidar com isso constantemente.”

À sua maneira, o ator é um típico representante dos millennials, ou geração Y, como ficou conhecido o pessoal que, como ele, está hoje entre os 20 e 30 e poucos anos: mais ligado em viver experiências do que em comprar desenfreadamente, preocupado com o meio ambiente e com o consumo ético, e interessado em trabalhos que tragam mais prazer do que dinheiro. “Acho que isso é resultado de como o mundo está louco e assustador hoje em dia e do fato de termos crescido em meio a uma economia em crise. É como se todos nós disséssemos: ‘Sabe o quê? Só preciso de bons amigos e de bons momentos para ser feliz.’ Acho isso ótimo. Melhor curtir agora do que se preocupar com o futuro”, decreta.

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[Scans]

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[Photoshoot]


Daniel Radcliffe esteve presente no Festival de Cinema de Zurique para divulgar o seu filme Swiss Army Man. Confira algumas das perguntas que foram feitas pelo site alemão, GAY.CH.

GAY.CH: No filme, os dois rapazes se beijam. Tenho a impressão de que eles acabaram se apaixonando um pelo outro.

Sim, totalmente.

Eu acho que tem uma mensagem por trás disso, “amor é amor”.

Sim, é sobre amor, mas eu não acredito que se limite, especificamente, a um amor hétero ou homossexual. Eu acho que é sobre o amor em geral. Eu adoro o fato de que em um filme, dois homens – apesar de o meu personagem ser um cadáver supostamente héteros, se beijam, de uma forma romântica, embaixo d’água! Na verdade, eles já quase haviam se beijado antes. É uma cena bonita, quando Paul mergulha na água e quer me beijar novamente, quer me proporcionar esse experiência antes que eu morra (novamente). Então, de repente, ele acaba descobrindo que pode me usar como um tanque de oxigênio. Isso é brilhante! Você está certo, o amor é sempre amor.

Você filmou essa cena dentro do mar, assim como no filme?

Não, felizmente não. Ela foi gravada dentro de uma piscina no estado da Califórnia. Quando estávamos indo para o set de gravações, passamos por essa casa de campo gigantesca e ficamos impressionados. Então, de repente, estávamos diante dessa enorme piscina completamente tecnológica, na qual você pode ajustar o peso da superfície. Ficamos felizes de gravarmos lá. As cenas dentro d’água sempre demandam muito e são, sobretudo, lentas. Foi tão bom termos a oportunidade de usar uma piscina aquecida ao invés da água fria do mar.

O final do filme deixa muitas brechas, será que podemos esperar por uma continuação?

Ah, eu gostaria disso. Eu interpretaria o Manny mais uma vez, se os diretores, Daniel Kwan e Daniel Scheinert, decidirem fazer uma continuação daqui alguns anos, até mesmo como uma versão mais velha do Manny.

Fonte: GAY.CH


Daniel jogou o famoso jogo, ‘Eu nunca’ com a MTV UK para promover Swiss Army Man. Abaixo segue a tradução do vídeo:

MTV: Eu nunca fiz uma tatuagem.

DR: Nunca. Ainda, mas eu quero fazer uma.

MTV: O que você quer fazer?

DR: Ah, tem muitas que eu quero fazer, mas tem essa bem legal do sistema solar mas é bem grande e eu… eu só estou me preparando para, tipo, a equipe de maquiagem me odiar pro resto da minha carreira.

MTV: Eu nunca quase vi a morte.

DR: Vamos dizer que já, provavelmente… um garoto tentou me afogar quando eu tinha 5 anos, quando eu estava de férias na Turquia e ele manteve a minha cabeça debaixo da água por um bom tempo. Meu pai teve que vir e pedir para que ele parasse. E esse foi o mais perto que eu… eu também já fiz uma cenas de ação em que eu achei que ia morrer, mas eu nunca estive em um perigo real.

MTV: Eu nunca usei um nome falso

DR: Definitivamente eu já fiz isso. Na verdade, eu sempre uso o nome de um amigo meu como nome falso, e eu faço check-in em hotéis no nome dele, e todas as coisas que o hotel te dá… porque algumas vezes quando eu faço check-in em hotéis eles dão algo escrito ‘Sr. Radcliffe, obrigada por vir’ e vem ‘Sr. David’, então eu mando tudo pra ele.

MTV: É tão…

DR: Eu sei, ele tem muitos cartões de agradecimento de todos os hotéis em que ele esteve ao redor do mundo.

MTV: Eu nunca tive um username vergonhoso.

DR: Ah, claro, eu definitivamente já tive um. Meu primeiro… eu tenho certeza que o meu primeiro… eu tenho certeza que não deveria dizer esse, mas meu primeiro, eu não o inventei, mas era ‘dannyboyrad,’ tenho certeza que esse foi o meu primeiro username, então é, eu já tive.

MTV: Eu nunca beijei um/a estranho/a

DR: Definitivamente já. Defina estranho, mas eu já beijei alguém que conheci pouco tempo antes de nos beijarmos.

MTV: É parte do seu trabalho…

DR: Ah, para atuar, é claro, isso é definitivamente sobre o que eu estava falando.

MTV: Eu nunca estive em um show de talentos.

DR: Isso é um grande show de talentos… Hm, eu não sei, eu… eu… eu nunca fiz isso.

MTV: Nunca?

DR: Eu acho que não. Eu não sei… Na escola… não, a gente fazia peça, mas nunca um show de talentos.

MTV: Pegou um Pikachu.

DR: Hm, quando eu era pequeno, não foi no Pokémon Go, mas quando eu era mais novo, com os Pokémons originais, claro que eu peguei um Pikachu.

MTV: Eu nunca peidei em público.

DR: Quem responde nunca pra isso? Claro que todo mundo já fez isso em algum momento. Digo, ser pego é uma pergunta diferente, mas sim, eu já peidei no palco na frente de milhares de pessoas… Se eu já fui pego, não de uma maneira que eu consiga lembrar. Alguém me contou outro dia, um jornalista quando eu estava fazendo press tour, que ele já peidou quando ele estava jogando boliche, ele literalmente se abaixou e quando ele estava no meio da ação… esse é um momento ruim, todo mundo está atrás de você, é uma hora ruim.

MTV: Esse é provavelmente o pior que pode acontecer.

DR: Eu sempre penso em um funeral, esse poderia ser o pior lugar em que você pode fazer isso.

MTV: O cadáver poderia peidar.

DR: O cadáver poderia peidar, isso acontece. Vão assistir Swiss Army Man, acontece bastante.

Tradução: Nuara Costa


O ator de Swiss Army Man, Daniel Radcliffe, conseguiu o papel principal no filme Beast of Burden, como um traficante de drogas. O filme que, atualmente, está em pré-produção, terá a direção do sueco Jesper Ganslandt, com roteiro escrito por Adam Hoelzel.

O filme focará na vida de Sean Haggerty (Radcliffe), um personagem que está acostumado a mentir e a esconder segredos de todos, inclusive dos agentes federais, do cartel e até mesmo da sua esposa, Julie. Mas, agora, ele está pronto para sair do seu negócio ilegal — após terminar de atravessar 25kg de cocaína pela fronteira dos Estados Unidos, em um avião pequeno. Desde que consiga sobreviver ao pouso, é claro.

Radcliffe pode até ser melhor reconhecido como O Menino que Sobreviveu na franquia Harry Potter, mas ele conseguiu acumular alguns interessantes e consistentes papéis, desde então, apareceu em produções da Broadway (Equus, How to Succeed in Show Business Without Really Trying) e em filmes como Versos de um Crime, Amaldiçoado e o sucesso de críticas desse ano, Swiss Army Man, no qual ele interpreta um cadáver.

Tem sido divertido assistir à sua carreira se desdobrar de forma tão inesperada e gratificante, desde o início. Ele, recentemente, estreou o filme Imperium, lançado em agosto, no qual deu vida a um agente do FBI que, devido à uma investigação, se infiltra em um grupo neonazista.

Gaslandt dirigiu, principalmente, filmes suecos, como Blondie, lançado em 2012, e Apan, lançado em 2009. Ele também irá dirigir o filme Vacation, baseado em um roteiro de sua autoria.

Antes desse projeto, Hoelzel tinha trabalhado apenas em curtas, como Amelia’s Canon, no qual ele também assumiu o papel de diretor. Atualmente, ele está escrevendo o roteiro do filme By the Rivers of Babylon.

Fonte: Tracking Board


É raro hoje em dia encontrar um filme que é diferente de tudo o que você já viu antes, mas o novo longa de Daniel Radcliffe é. Swiss Army Man é um filme de companheirismo com uma diferença – o personagem de Dan, Manny, é um cara morto.

O filme começa com Hank (interpretado por Paul Dano), que está em uma ilha deserta e só pode ir para casa com a ajuda de Manny. Então, quando o BuzzFeed encontrou com o Dan, recentemente, para promover o filme, nós decidimos questioná-lo sobre o que ele levaria para uma ilha deserta. Se ele conseguisse fazer as malas com antecedência, obviamente.

Quais os três livros que você levaria com você?

Daniel Radcliffe: O Mestre e a Margarida, porque é o meu livro favorito e, eu sinto que eu poderia reler isso muitas vezes. E depois, provavelmente alguns guias de sobrevivência, então eu poderia, você sabe, descobrir como fazer uma fogueira, porque eu definitivamente não sei. E quanto a… um dicionário ou uma enciclopédia, assim eu procuraria coisas como “Essa berry irá me matar?”

Quais os três tipos de petiscos que você levaria?

DR: Os três tipos de petiscos que eu levaria comigo em uma ilha deserta seria… algo como o um balde de sorvete sem fundo que nunca acaba. Algo como carne. Tipo, eu não sei, bacon. Isso é um petisco? Tem bacias de bacon em festas? Sim, bacon. Sorvete, bacon e alguma outra coisa que é super saudável. Queijo. Algum queijo bom.

Eu estou em uma ilha deserta, quem eu estou tentando impressionar?

OK. Esse é um exagero. Se você pudesse levar um celular ou tablet que tivesse bateria suficiente para assistir um filme, mas você não conseguisse ligar para ninguém porque você não tem sinal, que filme seria?

DR: Por razões similares a O Mestre e a Margarida, tem um filme chamado Matters of Life and Death, com David Niven. Ele foi feito nos fim dos anos 1940, e se você ainda não assistiu, você tem algo incrível na sua frente. É um dos filmes mais mágicos, lindos e incríveis que já foram feitos.

Você também tem bateria suficiente para escutar um álbum. Qual seria?

DR: Um álbum?! Ai, meu Deus. É muito difícil. Tem uma parte de mim que quer pegar o meu álbum favorito, mas tem a outra parte que está como, “O que é bom na praia?”

Eu vou com Doolittle do Pixies, porque há uma boa mistura nele.

Você prefere caçar ou procurar por comida?

DR: Eu acho que eu prefiro caçar do que procurar, porque procurando comida só seria, tipo, frutas e nozes, e isso vai ficar rapidamente muito chato. Então se eu quero carne de verdade – como você pode afirmar, isso é um tema para mim – eu vou ter que caçar.

Se você pudesse escolher uma pessoa famosa para ficar presa com você em um ilha deserta, quem seria?

Alguém bem forte. The Rocky! Então, você sabe, ele poderia carregar as coisas e me ajudar a sobreviver. Ele parece ser bem capaz nesse tipo de ambiente. Eu não não fui feito para esse tipo. E, você sabe, se eu precisasse de coisas do topo das árvores, eu poderia ficar nos ombros dele e subir, sou um pouco ágil. Eu poderia também entrar em lugares pequenos que ele não conseguiria. Sinto que isso funcionaria bem.

Fonte:BuzzFeed

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[BuzzFeed UK]


O que molda o homem? Essa é a premissa por trás da série de entrevistas realizadas pelo site AskMen, intitulada de O Homem que Eu Sou Hoje, na qual os homens mais inspiradores do mundo falam de como chegaram até aqui.

Ele pode até ser mais conhecido como “estrela mirim” ou “menino bruxo”, mas, aos 27 anos, Daniel Radcliffe continua a subverter as expectativas como adulto. Ele está em um relacionamento com a atriz Erin Darke, conseguiu superar um problema difícil com a bebida e está acumulando papeis no cinema que muito se distanciam do bruxo favorito de todos e inimigo de Voldemort.

Os últimos filmes da sua lista são Imperium e Swiss Army Man, nos quais, respectivamente, Radcliffe interpreta um gente do FBI que se infiltra em um dos grupos de supremacia branca nos Estados e um flatulento cadáver que vira amigo de homem que tentou cometer suicídio. Até então, muito diferentes de Harry Potter.

Nós queríamos descobrir a fundo o homem que Daniel Radcliffe é, então conversamos com ele sobre a vida, amor e demos boas risadas  de Jeremy Paxman.

Você é o tipo de homem que pensa muito sobre o tipo de homem que é?

Eu acho que eu penso muito sobre o tipo de pessoa que eu sou… Eu não divido isso em algum tipo de categoria. Eu acho que sei o tipo de pessoa que eu sou e, sendo assim, eu sei o tipo de homem que eu sou, ou pelo menos tenho alguma ideia sobre isso – eu não enxergo isso sob a ótica de gêneros. E eu nunca seria do tipo que pensa, “Eu apenas me relaciono com certos tipos de homem que se parecem comigo.”

Você tem um dia livre. O que você faz?

Isso é uma coisa sobre a qual vale a pena falar, mas, provavelmente, começaria o dia indo à academia ou indo correr, porque, se eu fizer isso cedo, me sentirei bem melhor durante o resto do dia. Depois disso, apenas ficaria com a minha namorada, assistiria televisão e, de preferência sendo um domingo com futebol americano passando, a gente assistiria ao jogo por horas.

Qual a coisa mais difícil que você já fez?

Eu parei de beber – sentia que estava se tornando um problema para mim e eu não estava conseguindo lidar com isso muito bem. Você apenas fica cansado de ser aquela pessoa; sempre se sente como se fosse acabar sendo o problema das outras pessoas. E, de repente, um dia você diz pra si mesmo, “Na verdade, eu não quero mais fazer isso.” As primeiras semanas –  para dizer a verdade, os primeiros meses e anos –, em que você está se ajustando e se acostumando a viver sem a bebida, é bastante difícil. Agora é realmente muito mais fácil, mas isso tem a ver com fato de que estou mais confortável com quem eu sou. Quanto mais eu me reconheço, mais essa decisão se torna fácil.

Com que frequência você se exercita?

Eu me exercito muito. Eu diria que, no mínimo, quatro ou cinco vezes por semana. Mas eu sou bem obcecado e meu pai está incrivelmente em forma. Ele tem 57 anos e pratica CrossFit umas quatro vezes por semana  – ele não é viciando nisso, é bom destacar! Então, nesse sentido fitness, ele estabeleceu parâmetros bem altos para a minha família. Mas eu também me divirto e me sinto melhor depois. Eu acredito que estar em forma, conhecer o seu corpo e tê-lo disponível como ferramenta de trabalho é realmente muito útil como ator, e acabo vendo isso como parte do meu trabalho. E também porque eu fico bonito… Essa é a minha lógica!

O que te faz dar boas risadas?

Minha namorada ou South Park. Ou outras séries de televisãoRick and MortyBojack Horseman, as brincadeiras entre Richard Osman e Alexander Armstrong em Pointless, as interrupções de Jeremy Paxman, no programa University Challenge, quando ele diz às pessoas que as respostas delas não são boas o suficiente… Eu não sei o que eu prefiro mais – quando alguém dá uma resposta completamente errada e ele faz uma daquelas caras como se pensasse “Que idiota!” ou quando ele sabe alguma coisa a mais sobre a resposta e ele fala algo do tipo “Oh, eu acho que era a primeira sinfonia de Schumann.” Eu penso comigo mesmo, “Você não precisava falar isso, nós todos sabemos que você é inteligente, Jeremy!”.

Do que você tem medo?

Não ser capaz de fazer filmes pelo resto da minha vida – se alguém aparecer amanhã de manhã e dizer “Oh, eu sinto muito, mas você nunca vai ser capaz de atuar novamente, estamos retirando de você toda a sua carreira.” Eu sei que não é um medo racional, mas eu acho que, de modo geral, tenho medo de falhar e não ser capaz de fazer o que eu amo. Eu acho que esse é um medo que muitos atores têm e pensam alguma cosia do tipo, “Meu Deus, eu vou ser descoberto e ninguém mais vai me oferecer papeis, então nunca serei capaz de fazer o que eu amo.”

Qual a característica que você mais admira nas pessoas?

Admiro pessoas sinceras, que aceitam e não-julgam as diferenças. Eu acho que essas são características muito necessárias para o mundo e é o que tento fazer. Também admiro pessoas que tem perspectivas sobre alguma coisa que eu nunca pensaria em ter. Isso sempre me interessa muito em alguém.

Quais características que você odeia nos outros?

Pessoas que julgam as outras e que pensam ser superiores. Eu não me dou bem com isso. É por isso que quando alguém fala que algum filme é terrível, tem sempre uma parte de mim que pensa, “Até o pior filme é bom, porque conseguiu ser feito.” Tem alguma coisa no ato de julgar alguém que eu acho muito estranho e difícil. Pelo menos eles fizeram alguma coisa. Mesmo que seja ruim, veio deles e eles fizeram isso.

Quando foi a última vez que você chorou?

Ontem, assistindo à competição entre os irmãos Brownlee na linha de chegada – isso me acabou, eu fiquei em pedaços. Para mim, isso é o que tem de mais divertido no esporte, esses momentos em que você vê essas pessoas incrivelmente talentosas e que parecem ser de espécies diferentes – porque são tão fisicamente diferentes do resto do mundo – de repente se tornarem tão humanas, mas sem perder a sua excepcionalidade. Eu fiquei destruído.

Entrevista por: AskMen
Tradução e Adaptação: Letícia Brandão.


Ontem (03/10), o Daniel foi ao programa do canal BBC One, The One Show, promover o seu novo filme, Swiss Army Man. Confira alguns vídeos da sua participação na atração, que ainda contou com Graham Norton e o artista Jim Kay, ilustrador do livro Harry Potter e a Câmara Secreta publicado pela editora Bloomsbury.

 






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