Daniel Radcliffe esteve presente no Festival de Cinema de Zurique para divulgar o seu filme Swiss Army Man. Confira algumas das perguntas que foram feitas pelo site alemão, GAY.CH.

GAY.CH: No filme, os dois rapazes se beijam. Tenho a impressão de que eles acabaram se apaixonando um pelo outro.

Sim, totalmente.

Eu acho que tem uma mensagem por trás disso, “amor é amor”.

Sim, é sobre amor, mas eu não acredito que se limite, especificamente, a um amor hétero ou homossexual. Eu acho que é sobre o amor em geral. Eu adoro o fato de que em um filme, dois homens – apesar de o meu personagem ser um cadáver supostamente héteros, se beijam, de uma forma romântica, embaixo d’água! Na verdade, eles já quase haviam se beijado antes. É uma cena bonita, quando Paul mergulha na água e quer me beijar novamente, quer me proporcionar esse experiência antes que eu morra (novamente). Então, de repente, ele acaba descobrindo que pode me usar como um tanque de oxigênio. Isso é brilhante! Você está certo, o amor é sempre amor.

Você filmou essa cena dentro do mar, assim como no filme?

Não, felizmente não. Ela foi gravada dentro de uma piscina no estado da Califórnia. Quando estávamos indo para o set de gravações, passamos por essa casa de campo gigantesca e ficamos impressionados. Então, de repente, estávamos diante dessa enorme piscina completamente tecnológica, na qual você pode ajustar o peso da superfície. Ficamos felizes de gravarmos lá. As cenas dentro d’água sempre demandam muito e são, sobretudo, lentas. Foi tão bom termos a oportunidade de usar uma piscina aquecida ao invés da água fria do mar.

O final do filme deixa muitas brechas, será que podemos esperar por uma continuação?

Ah, eu gostaria disso. Eu interpretaria o Manny mais uma vez, se os diretores, Daniel Kwan e Daniel Scheinert, decidirem fazer uma continuação daqui alguns anos, até mesmo como uma versão mais velha do Manny.

Fonte: GAY.CH


Daniel jogou o famoso jogo, ‘Eu nunca’ com a MTV UK para promover Swiss Army Man. Abaixo segue a tradução do vídeo:

MTV: Eu nunca fiz uma tatuagem.

DR: Nunca. Ainda, mas eu quero fazer uma.

MTV: O que você quer fazer?

DR: Ah, tem muitas que eu quero fazer, mas tem essa bem legal do sistema solar mas é bem grande e eu… eu só estou me preparando para, tipo, a equipe de maquiagem me odiar pro resto da minha carreira.

MTV: Eu nunca quase vi a morte.

DR: Vamos dizer que já, provavelmente… um garoto tentou me afogar quando eu tinha 5 anos, quando eu estava de férias na Turquia e ele manteve a minha cabeça debaixo da água por um bom tempo. Meu pai teve que vir e pedir para que ele parasse. E esse foi o mais perto que eu… eu também já fiz uma cenas de ação em que eu achei que ia morrer, mas eu nunca estive em um perigo real.

MTV: Eu nunca usei um nome falso

DR: Definitivamente eu já fiz isso. Na verdade, eu sempre uso o nome de um amigo meu como nome falso, e eu faço check-in em hotéis no nome dele, e todas as coisas que o hotel te dá… porque algumas vezes quando eu faço check-in em hotéis eles dão algo escrito ‘Sr. Radcliffe, obrigada por vir’ e vem ‘Sr. David’, então eu mando tudo pra ele.

MTV: É tão…

DR: Eu sei, ele tem muitos cartões de agradecimento de todos os hotéis em que ele esteve ao redor do mundo.

MTV: Eu nunca tive um username vergonhoso.

DR: Ah, claro, eu definitivamente já tive um. Meu primeiro… eu tenho certeza que o meu primeiro… eu tenho certeza que não deveria dizer esse, mas meu primeiro, eu não o inventei, mas era ‘dannyboyrad,’ tenho certeza que esse foi o meu primeiro username, então é, eu já tive.

MTV: Eu nunca beijei um/a estranho/a

DR: Definitivamente já. Defina estranho, mas eu já beijei alguém que conheci pouco tempo antes de nos beijarmos.

MTV: É parte do seu trabalho…

DR: Ah, para atuar, é claro, isso é definitivamente sobre o que eu estava falando.

MTV: Eu nunca estive em um show de talentos.

DR: Isso é um grande show de talentos… Hm, eu não sei, eu… eu… eu nunca fiz isso.

MTV: Nunca?

DR: Eu acho que não. Eu não sei… Na escola… não, a gente fazia peça, mas nunca um show de talentos.

MTV: Pegou um Pikachu.

DR: Hm, quando eu era pequeno, não foi no Pokémon Go, mas quando eu era mais novo, com os Pokémons originais, claro que eu peguei um Pikachu.

MTV: Eu nunca peidei em público.

DR: Quem responde nunca pra isso? Claro que todo mundo já fez isso em algum momento. Digo, ser pego é uma pergunta diferente, mas sim, eu já peidei no palco na frente de milhares de pessoas… Se eu já fui pego, não de uma maneira que eu consiga lembrar. Alguém me contou outro dia, um jornalista quando eu estava fazendo press tour, que ele já peidou quando ele estava jogando boliche, ele literalmente se abaixou e quando ele estava no meio da ação… esse é um momento ruim, todo mundo está atrás de você, é uma hora ruim.

MTV: Esse é provavelmente o pior que pode acontecer.

DR: Eu sempre penso em um funeral, esse poderia ser o pior lugar em que você pode fazer isso.

MTV: O cadáver poderia peidar.

DR: O cadáver poderia peidar, isso acontece. Vão assistir Swiss Army Man, acontece bastante.

Tradução: Nuara Costa


O ator de Swiss Army Man, Daniel Radcliffe, conseguiu o papel principal no filme Beast of Burden, como um traficante de drogas. O filme que, atualmente, está em pré-produção, terá a direção do sueco Jesper Ganslandt, com roteiro escrito por Adam Hoelzel.

O filme focará na vida de Sean Haggerty (Radcliffe), um personagem que está acostumado a mentir e a esconder segredos de todos, inclusive dos agentes federais, do cartel e até mesmo da sua esposa, Julie. Mas, agora, ele está pronto para sair do seu negócio ilegal — após terminar de atravessar 25kg de cocaína pela fronteira dos Estados Unidos, em um avião pequeno. Desde que consiga sobreviver ao pouso, é claro.

Radcliffe pode até ser melhor reconhecido como O Menino que Sobreviveu na franquia Harry Potter, mas ele conseguiu acumular alguns interessantes e consistentes papéis, desde então, apareceu em produções da Broadway (Equus, How to Succeed in Show Business Without Really Trying) e em filmes como Versos de um Crime, Amaldiçoado e o sucesso de críticas desse ano, Swiss Army Man, no qual ele interpreta um cadáver.

Tem sido divertido assistir à sua carreira se desdobrar de forma tão inesperada e gratificante, desde o início. Ele, recentemente, estreou o filme Imperium, lançado em agosto, no qual deu vida a um agente do FBI que, devido à uma investigação, se infiltra em um grupo neonazista.

Gaslandt dirigiu, principalmente, filmes suecos, como Blondie, lançado em 2012, e Apan, lançado em 2009. Ele também irá dirigir o filme Vacation, baseado em um roteiro de sua autoria.

Antes desse projeto, Hoelzel tinha trabalhado apenas em curtas, como Amelia’s Canon, no qual ele também assumiu o papel de diretor. Atualmente, ele está escrevendo o roteiro do filme By the Rivers of Babylon.

Fonte: Tracking Board


É raro hoje em dia encontrar um filme que é diferente de tudo o que você já viu antes, mas o novo longa de Daniel Radcliffe é. Swiss Army Man é um filme de companheirismo com uma diferença – o personagem de Dan, Manny, é um cara morto.

O filme começa com Hank (interpretado por Paul Dano), que está em uma ilha deserta e só pode ir para casa com a ajuda de Manny. Então, quando o BuzzFeed encontrou com o Dan, recentemente, para promover o filme, nós decidimos questioná-lo sobre o que ele levaria para uma ilha deserta. Se ele conseguisse fazer as malas com antecedência, obviamente.

Quais os três livros que você levaria com você?

Daniel Radcliffe: O Mestre e a Margarida, porque é o meu livro favorito e, eu sinto que eu poderia reler isso muitas vezes. E depois, provavelmente alguns guias de sobrevivência, então eu poderia, você sabe, descobrir como fazer uma fogueira, porque eu definitivamente não sei. E quanto a… um dicionário ou uma enciclopédia, assim eu procuraria coisas como “Essa berry irá me matar?”

Quais os três tipos de petiscos que você levaria?

DR: Os três tipos de petiscos que eu levaria comigo em uma ilha deserta seria… algo como o um balde de sorvete sem fundo que nunca acaba. Algo como carne. Tipo, eu não sei, bacon. Isso é um petisco? Tem bacias de bacon em festas? Sim, bacon. Sorvete, bacon e alguma outra coisa que é super saudável. Queijo. Algum queijo bom.

Eu estou em uma ilha deserta, quem eu estou tentando impressionar?

OK. Esse é um exagero. Se você pudesse levar um celular ou tablet que tivesse bateria suficiente para assistir um filme, mas você não conseguisse ligar para ninguém porque você não tem sinal, que filme seria?

DR: Por razões similares a O Mestre e a Margarida, tem um filme chamado Matters of Life and Death, com David Niven. Ele foi feito nos fim dos anos 1940, e se você ainda não assistiu, você tem algo incrível na sua frente. É um dos filmes mais mágicos, lindos e incríveis que já foram feitos.

Você também tem bateria suficiente para escutar um álbum. Qual seria?

DR: Um álbum?! Ai, meu Deus. É muito difícil. Tem uma parte de mim que quer pegar o meu álbum favorito, mas tem a outra parte que está como, “O que é bom na praia?”

Eu vou com Doolittle do Pixies, porque há uma boa mistura nele.

Você prefere caçar ou procurar por comida?

DR: Eu acho que eu prefiro caçar do que procurar, porque procurando comida só seria, tipo, frutas e nozes, e isso vai ficar rapidamente muito chato. Então se eu quero carne de verdade – como você pode afirmar, isso é um tema para mim – eu vou ter que caçar.

Se você pudesse escolher uma pessoa famosa para ficar presa com você em um ilha deserta, quem seria?

Alguém bem forte. The Rocky! Então, você sabe, ele poderia carregar as coisas e me ajudar a sobreviver. Ele parece ser bem capaz nesse tipo de ambiente. Eu não não fui feito para esse tipo. E, você sabe, se eu precisasse de coisas do topo das árvores, eu poderia ficar nos ombros dele e subir, sou um pouco ágil. Eu poderia também entrar em lugares pequenos que ele não conseguiria. Sinto que isso funcionaria bem.

Fonte:BuzzFeed

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[BuzzFeed UK]


O que molda o homem? Essa é a premissa por trás da série de entrevistas realizadas pelo site AskMen, intitulada de O Homem que Eu Sou Hoje, na qual os homens mais inspiradores do mundo falam de como chegaram até aqui.

Ele pode até ser mais conhecido como “estrela mirim” ou “menino bruxo”, mas, aos 27 anos, Daniel Radcliffe continua a subverter as expectativas como adulto. Ele está em um relacionamento com a atriz Erin Darke, conseguiu superar um problema difícil com a bebida e está acumulando papeis no cinema que muito se distanciam do bruxo favorito de todos e inimigo de Voldemort.

Os últimos filmes da sua lista são Imperium e Swiss Army Man, nos quais, respectivamente, Radcliffe interpreta um gente do FBI que se infiltra em um dos grupos de supremacia branca nos Estados e um flatulento cadáver que vira amigo de homem que tentou cometer suicídio. Até então, muito diferentes de Harry Potter.

Nós queríamos descobrir a fundo o homem que Daniel Radcliffe é, então conversamos com ele sobre a vida, amor e demos boas risadas  de Jeremy Paxman.

Você é o tipo de homem que pensa muito sobre o tipo de homem que é?

Eu acho que eu penso muito sobre o tipo de pessoa que eu sou… Eu não divido isso em algum tipo de categoria. Eu acho que sei o tipo de pessoa que eu sou e, sendo assim, eu sei o tipo de homem que eu sou, ou pelo menos tenho alguma ideia sobre isso – eu não enxergo isso sob a ótica de gêneros. E eu nunca seria do tipo que pensa, “Eu apenas me relaciono com certos tipos de homem que se parecem comigo.”

Você tem um dia livre. O que você faz?

Isso é uma coisa sobre a qual vale a pena falar, mas, provavelmente, começaria o dia indo à academia ou indo correr, porque, se eu fizer isso cedo, me sentirei bem melhor durante o resto do dia. Depois disso, apenas ficaria com a minha namorada, assistiria televisão e, de preferência sendo um domingo com futebol americano passando, a gente assistiria ao jogo por horas.

Qual a coisa mais difícil que você já fez?

Eu parei de beber – sentia que estava se tornando um problema para mim e eu não estava conseguindo lidar com isso muito bem. Você apenas fica cansado de ser aquela pessoa; sempre se sente como se fosse acabar sendo o problema das outras pessoas. E, de repente, um dia você diz pra si mesmo, “Na verdade, eu não quero mais fazer isso.” As primeiras semanas –  para dizer a verdade, os primeiros meses e anos –, em que você está se ajustando e se acostumando a viver sem a bebida, é bastante difícil. Agora é realmente muito mais fácil, mas isso tem a ver com fato de que estou mais confortável com quem eu sou. Quanto mais eu me reconheço, mais essa decisão se torna fácil.

Com que frequência você se exercita?

Eu me exercito muito. Eu diria que, no mínimo, quatro ou cinco vezes por semana. Mas eu sou bem obcecado e meu pai está incrivelmente em forma. Ele tem 57 anos e pratica CrossFit umas quatro vezes por semana  – ele não é viciando nisso, é bom destacar! Então, nesse sentido fitness, ele estabeleceu parâmetros bem altos para a minha família. Mas eu também me divirto e me sinto melhor depois. Eu acredito que estar em forma, conhecer o seu corpo e tê-lo disponível como ferramenta de trabalho é realmente muito útil como ator, e acabo vendo isso como parte do meu trabalho. E também porque eu fico bonito… Essa é a minha lógica!

O que te faz dar boas risadas?

Minha namorada ou South Park. Ou outras séries de televisãoRick and MortyBojack Horseman, as brincadeiras entre Richard Osman e Alexander Armstrong em Pointless, as interrupções de Jeremy Paxman, no programa University Challenge, quando ele diz às pessoas que as respostas delas não são boas o suficiente… Eu não sei o que eu prefiro mais – quando alguém dá uma resposta completamente errada e ele faz uma daquelas caras como se pensasse “Que idiota!” ou quando ele sabe alguma coisa a mais sobre a resposta e ele fala algo do tipo “Oh, eu acho que era a primeira sinfonia de Schumann.” Eu penso comigo mesmo, “Você não precisava falar isso, nós todos sabemos que você é inteligente, Jeremy!”.

Do que você tem medo?

Não ser capaz de fazer filmes pelo resto da minha vida – se alguém aparecer amanhã de manhã e dizer “Oh, eu sinto muito, mas você nunca vai ser capaz de atuar novamente, estamos retirando de você toda a sua carreira.” Eu sei que não é um medo racional, mas eu acho que, de modo geral, tenho medo de falhar e não ser capaz de fazer o que eu amo. Eu acho que esse é um medo que muitos atores têm e pensam alguma cosia do tipo, “Meu Deus, eu vou ser descoberto e ninguém mais vai me oferecer papeis, então nunca serei capaz de fazer o que eu amo.”

Qual a característica que você mais admira nas pessoas?

Admiro pessoas sinceras, que aceitam e não-julgam as diferenças. Eu acho que essas são características muito necessárias para o mundo e é o que tento fazer. Também admiro pessoas que tem perspectivas sobre alguma coisa que eu nunca pensaria em ter. Isso sempre me interessa muito em alguém.

Quais características que você odeia nos outros?

Pessoas que julgam as outras e que pensam ser superiores. Eu não me dou bem com isso. É por isso que quando alguém fala que algum filme é terrível, tem sempre uma parte de mim que pensa, “Até o pior filme é bom, porque conseguiu ser feito.” Tem alguma coisa no ato de julgar alguém que eu acho muito estranho e difícil. Pelo menos eles fizeram alguma coisa. Mesmo que seja ruim, veio deles e eles fizeram isso.

Quando foi a última vez que você chorou?

Ontem, assistindo à competição entre os irmãos Brownlee na linha de chegada – isso me acabou, eu fiquei em pedaços. Para mim, isso é o que tem de mais divertido no esporte, esses momentos em que você vê essas pessoas incrivelmente talentosas e que parecem ser de espécies diferentes – porque são tão fisicamente diferentes do resto do mundo – de repente se tornarem tão humanas, mas sem perder a sua excepcionalidade. Eu fiquei destruído.

Entrevista por: AskMen
Tradução e Adaptação: Letícia Brandão.


Ontem (03/10), o Daniel foi ao programa do canal BBC One, The One Show, promover o seu novo filme, Swiss Army Man. Confira alguns vídeos da sua participação na atração, que ainda contou com Graham Norton e o artista Jim Kay, ilustrador do livro Harry Potter e a Câmara Secreta publicado pela editora Bloomsbury.

 


Surgiu um novo vídeo da press junket que o Daniel realizou em Londres há alguns dias atrás. Assista:

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[Celebrity Honk Off (Setembro de 2016)]


O BuzzFeed britânico convidou Manny (o boneco do personagem do Daniel em Swiss Army Man) para entrevistá-lo sobre o filme. Confira a tradução abaixo:

Manny: Qual foi a primeira coisa que te atraiu no script?
Dan: Bem, é uma boa pergunta, Manny, e eu posso apenas te dizer que você está ótimo hoje. Eu gosto da sua postura, é muito boa. A primeira coisa que me atraiu para fazer Swiss Army Man foi o quão intelectual era – o quão insano, maravilhoso e original era o script. Não tem nada como isso e, você sabe, se eu não tivesse feito, então nós nunca teríamos nos conhecido. Então seria triste. É bom ver você trabalhando para o BuzzFeed.

Manny: Qual a sua memória favorita do set?
Dan: Nós cantamos bastante da trilha sonora nesse filme – eu e Paul Dano – e no último dia de filmagens nós fomos para a nossa van de mixagem de som e gravamos uma versão muito ruim cantando. Por alguma razão aquele foi um dos dias mais divertidos. E vendo você, sua cara e sua cabeça sendo atacada por um guaxinim. Aquilo foi engraçado e, foi como eu aprendi que guaxinins são bem perversos, porque eles vão diretamente nos seus olhos.

Manny: Como foi me conhecer pela primeira vez?
Dan: Algo como… foi como ver um velho amigo novamente. Foi como se eu conhecesse você há anos e isso estave sempre acontecendo. Para ser justo, não é a primeira vez que eu vejo uma versão morta de mim. Teve uma em Harry Potter, o último filme, que eles na verdade costumavam trazer em um saco, o que misericordiosamente não fizeram com você. Nós colocamos latas de Coca-Cola em sua cabeça e cigarros em sua boca e coisas do tipo.

Manny: Foi libertador poder interpretar um personagem sem inibições?
Dan: Foi muito divertido interpretar um personagem sem inibições, sem nenhum conhecimento do mundo, que vem ao mundo como um quadro branco. Isso significa que não há nenhum modelo ou plano de como você precisa interpretar certas cenas. Então, sim, foi muito divertido. Boa pergunta.

Manny: Qual foi a melhor parte de trabalhar comigo?
Dan: A melhor parte de trabalhar com você é que eu não tive que ter meus olhos arranhados por guaxinins ou ser jogado de penhascos e, foi tudo você e suas três cabeças destacáveis. Então eu estava bastante grato por você, para ser honesto.

Manny: Qual foi sua cena favorita para filmar?
Dan: Minha cena favorita para filmar foi a cena do ônibus, a que você não tinha muito o que fazer, porque não era aquela loucura. Mas se eu tivesse que queimar as outras cenas que eu já estive e manter apenas uma, seria a cena no ônibus de Swiss Man Army, porque, provavelmente, é a melhor coisa que eu já fiz. Além dessa entrevista, agora, com você.

Manny: OK, última pergunta… Você consideraria trabalhar comigo novamente?
Dan: Sim. Eu quero dizer, eu suponho que sim. Você era um pouco difícil às vezes. Para ser honesto, eu não tenho certeza de quantos dias restam para nós nos livrarmos de você. Você está próximo de descosturar… Eu tenho que fazer um grande caminho para encontrar seu ombro. Sua mão está caindo. Você já esteve melhor, então eu sinto que, talvez, você devesse parar de trabalhar por um tempo. Apenas tire um tempo para focar em você.

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[BuzzFeed UK]


Trump, extremismo, teorias da conspiração, Dumbledore – Daniel Radcliffe tem muito em mente

Lançando novos feitiços nos teatros de West End, com Harry Potter e A Criança Amaldiçoada, e se preparando para tecer magia nas telas dos cinemas com o próximo sucesso de bilheteria, Animais Fantásticos & Onde Habitam, o estoque de Harry Potter é o maior dos últimos cinco anos.

Mas, durante esses cinco anos desde o lançamento de Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte II, o jovem ator que cresceu sob a sombra do menino bruxo tem escolhido papéis ousados e desafiadores para criar um espaço considerável entre ele e Hogwarts. Desde que desembarcou em Hollywood, Daniel Radcliffe foi um advogado assombrado no aterrorizante filme A Mulher de Preto, um amante sobrenatural em Amaldiçoado, deu vida ao iconoclasta Allen Ginsberg em Versos de um Crime e inovou no papel de Igor, o ajudante do protagonista que deu nome ao filme Victor Frankenstein.

Este mês, Radcliffe deu um novo salto na carreira com dois novos papéis substanciais em filmes completamente opostos entre si. Imperium é um suspense intenso em que Radcliffe interpreta um agente disfarçado do FBI que se infiltra em um dos grupos de supremacia branca nos Estados Unidos, enquanto que em Swiss Army Man ele dá vida a um cadáver (batizado de Manny) à deriva em uma ilha deserta, oferecendo companhia e possível salvação ao náufrago Hank (interpretado por Paul Dano), durante os noventa minutos de duração do filme. Ambos os papéis – por razões completamente diferentes – são mais malucos e exigiram mais coragem do que qualquer outra coisa que Radcliffe já fez antes.

Durante a entrevista ao The Big Issue, a energia do ator de 27 anos era contagiante, intensamente educado, confiante e confortável, as palavras fluíam de sua boca em frases que começavam, paravam, recomeçavam e vagueavam por diversas tangentes. Ele percorreu um longo caminho desde o salão comunal da Grifinória.

É gratificante, na condição de ator, ter dois filmes em lançamento que são tão diferentes entre si?

Muitas vezes, eu recebo mais crédito do que eu mereço na escolha de projetos tão diversos. Eu acho que todo ator quer e tenta fazer isso. Acho que por ter interpretado um só personagem por tanto tempo, as pessoas notam mais quando é comigo. Mas sim – definitivamente é incrível fazer parte de dois projetos que são tão diferentes entre si, tanto nas histórias, como na forma em que são contadas.

Muitos atores gostariam de uma carreira diversificada, mas, ao mesmo tempo, nem todos gostariam de interpretar um cadáver…

Eu acho que muitos outros atores gostariam de ter interpretado um cadáver, se tivessem lido o roteiro e visto o quão criativo, maluco e brilhante, ele era. Swiss Army Man, é o que eu chamo de um filme unicamente cinematográfico. Aquela história, não teria como ser feita nos palcos, não teria como ser contada em um livro – e é isso que o torna tão emocionante.

Você escolhe projetos que lhe permitam atuar ao invés daqueles que apenas te tornam uma estrela de cinema?

Atuar em filmes com grandes orçamentos não é, necessariamente, uma coisa mais fácil de se fazer; na verdade, eles são muito mais difíceis de se fazer bem feito, porque muitas pessoas estão envolvidas. No entanto, o que aconteceu comigo é que os roteiros que mais me deixaram animado e interessado, no decorrer do último ano, foram os de filmes menores e independentes. Uma garota uma vez me perguntou em um painel de Perguntas e Respostas de uma convenção, “por que você escolhe projetos tão estranhos?”, eles não são estranhos, para mim. Eu acho que uma das alegrias em atuar é que você não precisa ser completamente fiel à vida real.

Falando em ser fiel à vida – ou fiel à morte – eu vi algumas fotos de você e do seu dublê (um boneco) juntos. Vocês continuam em contato?

Eu não fiquei com ele. Eu deveria ter checado para onde ele estava indo ou quem iria ficar com ele. Eu acho que está com o chefe do departamento de Maquiagem, Jason Hamer, mas eu não sei. Talvez ele tenha vendido no site do eBay.

Tenho certeza que deve haver vários colecionadores de moldes do corpo de Daniel Radcliffe.

Espero que não. Em Harry Potter, fizeram um molde da minha cabeça, do meu braço, acho que até do meu pé – definitivamente fizeram um molde do meu corpo inteiro pelo menos duas vezes. Eles estão em alguma parte do mundo. Nick Dudman, o responsável pelas Próteses em Harry Potter, provavelmente, tem acesso a um armazém cheio de moldes de todos nós.

Vai ser a base para a próxima grande exibição que eles tiverem.

Meu Deus, isso seria engraçado.

Atuar como um cadáver faz você pensar sobre a própria mortalidade?

Faz sim, por mais que de uma maneira específica e estranha faça você pensar na morte. É engraçado, eu vejo Manny como um morto bem empolgado, o que faz parecer que estar morto talvez não seja tão ruim. Se não houvesse a morte, a vida continuaria para sempre e ficaria incrivelmente tediosa e não seria especial. Sempre nos fizeram pensar que isso é uma coisa assustadora – porém tem que acontecer.

Imperium explora o amedrontador crescimento da intolerância, levando ao extremismo. Isso é algo que você nota no mundo ao seu redor?

Eu vejo isso em todos os lugares no momento. Existe uma moda horrível de culpar o que não é comum e qualquer coisa estrangeira tanto na Grã-Bretanha quanto na América – não estou dizendo que é onde a Grã-Bretanha e a América estão, mas eu acho que é a localização de muitas pessoas nos países citados.

Que tipo de pesquisa você fez sobre o movimento da supremacia branca?

Dan [diretor de Imperium, Daniel Ragussis] me mandou inúmeros livros que formaram uma pilha horrível. Eu teria alguém em casa conversando comigo e iria perceber que os livros estariam lá, ah merda – eles provavelmente viram minha pilha de livros Nazistas. Devo explicar para eles… Talvez eles não tenham vistoeles não mencionaram nada… Mas e se eles viram e só não quiseram comentar? Os quadros de mensagem na internet são os lugares que você deve ir se quiser o ódio gratuito. Não as pessoas que têm livros publicados – as pessoas que leem esses livros e depois discutem sobre eles na internet. O que eu achei fascinante e inesperado – e, de certa maneira, obscuro, divertido e engraçado – é em como nesses lugares você encontra conversas do tio “Ei, eu encontrei uma receita incrível para alguma coisa!”

Você começou a entender o que atrai pessoas para esses grupos?

Imagine se você perdeu seu emprego, sua esposa o largou e alguém aparece e diz: “Na verdade você não perdeu seu emprego porque você é horrível e sua esposa não te deixou porque não te ama mais – é uma grande conspiração contra nós, como brancos.” O ponto de vista deles se torna incrivelmente simples e nada é mais complicado para eles.

Todos nós gostamos de teorias da conspiração. Quando você falou com a The Big Issue ano passado, você disse que a sua favorita era a que Donald Trump estava comandando uma campanha falsa para ajudar Hillary Clinton a entrar na Casa Branca.

Ainda é a minha favorita, ainda espero que seja verdade! Mas tenho cada vez menos certeza sobre sua veracidade. Às vezes ele [Trump] parece um cara que está tentando sabotar a si mesmo por causa de algumas coisas que ele faz. Todos esses momentos – você deve saber que está estragando tudo apenas por dizer isso! Mas agora se tornou ainda mais assustador porque seus novos ajudantes parecem tê-lo colocado ainda mais em um roteiro. Isso é assustador.

Imperium mostra que a verdadeira ameaça não vem do terrorismo além das fronteiras, mas sim do extremismo doméstico.

Certas pessoas, nos Estados Unidos e aqui, são propensas a pensar que o terrorismo acontece por parte de apenas um grupo, o que é, obviamente, falso. Não importa quantas vezes veremos bem articulados estudiosos muçulmanos na TV falando sobre o fato de que, obviamente, não são representados pelos terroristas, e mesmo assim existem grupos de pessoas que estão tentando tornar terrorismo e Islã sinônimos.

O filme começa com uma frase: “Palavras constroem pontes em regiões inexploradas,” que foi dita por Hitler. Mas a palavra “terrorismo” e o medo que ela causa, são a maior e mais poderosa arma que poderia existir?

Acho que sim, de certa forma. É, também, um método de controle, particularmente se você consegue controlar o que as palavras virão a significar. É assustador quando você começa a perceber, particularmente nos Estados Unidos agora, assistindo algum discurso do Trump, que foi feito para que as pessoas odeiem e temam umas as outras. É desanimador.

Porém ao mesmo tempo, como Dumbledore diz: “Palavras são, na minha não tão humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia.” Então tomara que ainda seja possível ter um potencial de positividade.

Sim, absolutamente. Completamente. Definitivamente. Boa citação.

Entrevista por: Big Issue
Tradução e Adaptação: Letícia Brandão e Andressa Macedo.


Se esse ano você assistir a apenas um único filme sobre um cadáver flatulento…

Cercado por uma publicidade flatulenta, abandonos em sua primeira exibição no festival Sundance e um elenco famoso, o filme Swiss Army Man – tocante, expressivo, incrível e inteligente ao tratar sobre vida, amor, solidão, e, sim, peidos – poderia se perder no meio da censura.

E isso seria ruim.

A comédia de humor-negro realista, criada por Dan Kwan e Daniel Scheinert, é como se fosse uma mistura do dramaturgo Samuel Beckett, dirigido por Michel Gondry com roteiro de Dave Eggers. Ou uma junção do Terrence Malick com os Irmãos Farrelly, como o próprio protagonista do filme, Daniel Radcliffe, prefere.

Paul Dano interpreta Hank, náufrago e solitário em uma ilha, que envia cartas de partir o coração dentro de potes de iogurte e garrafas plásticas vazias, implorando para ser resgatado e rezando para não morrer sozinho.

Desesperado, Hank se prepara para se matar enforcado. No entanto, ele avista alguma coisa na costa – outro ser humano. É Daniel Radcliffe, e ele está visivelmente morto. Completamente desolado, Hank coloca a sua cabeça por entre o laço da corda. Até que, em um momento digno de uma comédia trágica do novelista Beckettian, o cadáver solta um audível peido.

Deslizando entre uma eufórica fantasia e uma comédia surreal, contada por meio de recursos visuais surpreendentes (a imagem de Dano montando em Radcliffe como se ele fosse um jet ski no oceano e gritando como um cowboy, enquanto puxa as calças do cadáver para um pouco mais de poder flatulento é só um gostinho disso) Swiss Army Man consegue ser um dos filmes mais criativos e sensíveis do ano.

O “algo a mais” dessa estreia é surpreendente – arrojado, original e diferente de tudo que já vimos.

E Radcliffe está brilhante.

Ainda lutando para se desvencilhar da sombra de Harry Potter, Radcliffe sempre fez escolhas corajosas, embora nem todas tenham dado certo. Ele não parecia velho o suficiente para o viúvo do filme A Mulher de Preto, e não era problemático o suficiente para o Ig de Amaldiçoado.

Mas como o cadáver, a quem Hank chama de Manny, ele é perfeito.

Manny emite sons (pela boca), e Radcliffe mostra que o seu timing cômico é impecável. Como o versátil e incrível Manny, ele é arrastado, montado, içado, queimado e ordenhado (alguma coisa do tipo) – ainda assim Radcliffe descreve esse trabalho como um dos mais divertidos que já fez.

Talvez parte disso se dê pela química palpável que ele compartilha com Dano, o coração pulsante do filme, desesperado pela amizade Manny que, lentamente, encontra, paz, compreensão e, sim, amor, durante a sua companhia. A atuação de Dano é cheia de compaixão, e ele também está incrível.

O lugar desértico em que eles se encontram parece o mundo do filme Onde Vivem os Monstros, cheio de cabanas feitas e decoradas a mão, com madeira e escombros, transformadas em um belo romance, através da luz e dos efeitos especiais.

Assim como Onde Vivem os Monstros, esse filme, provavelmente, deixará o público em lágrimas ao final.

Onírico, repleto de figuras deslumbrantes, em sua essência, Swiss Army Man retrata a dor da realidade humana. O filme tem uma grande mensagem a transmitir, apenas escolheu uma forma excêntrica de o fazer.

Difícil de vender, censurado, mas, acredite, Swiss Army Man é muito mais do que um monte de peidos.

Nota do DigitalSpy para Swiss Army Man: ★★★★★
Fonte: Digitalspy






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