A revista online Dazzed Digital fez um pequeno flashback de como foi o ano de 2014 para Daniel Radcliffe. Nela o ator conta sobre momentos embaraçosos em sua carreira, sua visão sobre a cultura pop e muito mais! Confira abaixo a entrevista.

“Desde reabilitar sua imagem com papéis mais arriscados em filmes como “Kill Your Darlings” e “Horns”, Daniel Radcliffe mergulhou fundo traçando seu caminho de volta ao mundo cinematográfico. Este ano ele só nos levou aos cinemas duas vezes, na primeira vez estrelando como protagonista da comédia romântica “What If”, e na segunda, em  “Horns” onde ele também estrelou como protagonista, mas provavelmente o primeiro papel o qual o ator teve chifres em sua cabeça, literalmente. Neste ano ele estará de volta fazendo parceria com Judd Apatow na comédia “Trainwreck”. Em seguida, ele estará de volta ás telonas, mancando, interpretando Victor em “Frankenstein”, o maníaco que dará vida ao personagem principal, nele, Radcliffe contracenará ao lado do também talentoso James McAvoy.”

Trey Taylor

 

Qual foi a sua definição da cultura pop de 2014?

Oh meu Deus, o que seria… Você sabe qual? Bom esta manhã eu estava em um programa de rádio, conversando com Nick Grimshaw, ele é bem próximo do Harry Styles, então ok, acho que esse era o ponto em que deveríamos chegar correto? Aparentemente – eu não sabia disso até o dia de hoje – mas, aparentemente, Harry Styles vomitou em algum lugar e um santuário foi feito naquele local e as pessoas estão o visitando. Então, eu sinto que se você quiser falar sobre a cultura pop envolvendo as celebridades de 2014, acho que essa é uma boa história.

Eu também li que havia alguém vendendo doenças na internet.

Sim. Sinto que esta pode ser a definição da cultura pop dessa geração. Além disso, o novo vídeo da Nicki Minaj. Eu estou tentando pensar em outras coisas mas não consigo no momento.

O que você achou do vídeo “Anaconda” da Nicki Minaj?

O que eu achei? Ela é sexy! Não há nada a mais para se pensar, além disso. Houve uma enorme controvérsia sobre este vídeo ou algo do gênero, né?

Algumas pessoas pensam que ela está tentando trazer de volta feminismo através do “twerking”, e outras dizem que ela é apenas uma pessoa sexualizando seu corpo.

Ah, entendi. Não sei definir.

Ainda há um grande debate sobre isso.

Bom, neste debate eu ficaria completamente cego pela cobiça. Do que ela gosta? Eu ficaria bem intrigado para saber o que ela pensa a respeito disso tudo.

Tenho certeza que ela possui sua atitude de diva, mas também acho que ela é um pouco feminista, sabe?

Sim, entendo, mas eu sinto que por vezes as pessoas analisam as canções de uma forma muito preconceituosa, ao invés de utilizar isso como algo comum e divertido. Eu entendo, acho que é pela imagem que ela promove e a influência que ela pode exercer sobre as pessoas, mas ainda acho que não se pode analisar uma canção dessa forma. Se ela quer fazer a música assim, você não pode querer impedi-la.

É aquele tipo de pessoa que mata – literalmente – a diversão. Não é?

Sim, eu acho. Nossa, eu obviamente escolhi um lado agora. (Risos)

Qual foi a sua música e o seu filme preferido do ano passado?

O meu filme preferido do ano passado com certeza foi “The One I Love”, um filme do Charlie McDowell.

Por quê?

Porque é tão incomum, e tão simples, é muito, muito engraçado, mas também uma das histórias mais interessantes. É um filme sobre um casal que quer ir embora para uma espécie de retiro no interior dos Estados Unidos. Há uma casa de hóspedes onde eles estão, por isso, eles vão morar na casa de baixo, e de vez em quando, um deles entra na casa de hóspedes sem a outra pessoa, basicamente eles encontram uma versão idealizada de seu parceiro, e seu verdadeiro parceiro não pode entrar na casa. Esse filme é uma loucura, mas basicamente conta a história de um casal lutando para salvar seu casamento, mas é feito de uma forma surpreendentemente criativa.

Minha música preferida… Oh Deus! Eu estou gostando realmente do novo álbum do Jamie T, particularmente de uma música chamada “The Prophet”, não sei se é a minha favorita de todo o ano, mas com certeza está no topo. E quando digo no topo, é lá no alto mesmo. Eu não consigo pensar em mais nada agora.

O que você acha que será do estilo e da cultura pop em 2015?

Muito mais vômito sendo vendido na internet. O que eu acho que vai mudar? Eu não tenho nenhuma ideia realmente. Quer dizer, eu me preocupo um pouco pra ser honesto. Eu me preocupo um pouco com a obsessão das pessoas em saber como eu vivo. E quando digo, eu, me refiro a qualquer celebridade no geral.

Esta manhã você falou sobre a lista dos mais ricos.

Sim, quer dizer, foi bem estranho, mas tudo bem. Isso é realmente uma coisa muito britânica, eles tendem a fazer muito disso. – Oh, mas eu acho que a Forbes (USA) possui uma lista também!

Como você se sente sendo classificado nesse ranking contra outras pessoas?

Está tudo bem. Quero dizer, é tudo ridículo, a coisa toda é ridícula e todos que estão na lista sabem disso. Qualquer um que olhe para esta lista e se pergunte: “Oh, onde eu estou esse ano?” é um babaca.

Isso vai além da disputa. Lembro que no início do ano, sai para fazer algumas compras acompanhado da minha namorada, depois de terminarmos voltamos para casa, quando chegamos, havia fotos de nós dois online, pensei, pelo menos é no Perez Hilton, que para mim é um dos poucos e geralmente inofensivo em relação aos outros sites. Mas acho tão estranho que as ações triviais das pessoas estejam sendo usadas como posts para bombar na internet, como se fossemos algo de outro mundo. E eles não são, isso é apenas a vida. Eu acho que esse tipo de coisa cria uma atmosfera onde as pessoas só aspiram a fama através de coisas assim, e não por fazer um produto ou um trabalho legal. Então, sim, eu me preocupo um pouco.

Diga-me uma nova habilidade que você aprendeu em 2014?

Estou aprendendo a tocar guitarra. Comecei como quem não quer nada e agora estou realmente envolvido e gostando disso de verdade.

Violão?

Não, eu tenho uma guitarra elétrica mesmo, com um amplificador e um pedal de distorção – acústico é incrível, mas como, acústico é muito mais difícil, pelo menos para mim. Você pode brincar em uma guitarra elétrica e obter um bom som rapidamente, então eu realmente me divertindo com isso.

Quem era o seu herói cultural anônimo que você só descobriu em 2014?

Na verdade, curiosamente eu acabei de mencionar ela em outra entrevista. Sister Rosetta Tharpe, você conhece?

Não. Ela era religiosa?

Ela é esse tipo de herói anônimo, criadora do rock’n’roll, junto com, obviamente, todo o tipo de gente do sexo masculino nesse grupo onde uma senhora negra incrível tocava guitarra elétrica.

O que lhe aconteceu no ano passado que você não esperava que acontecesse de jeito nenhum?

Com certeza as extensões de cabelo com as quais tive que lidar por conta de Igor. Eu realmente não previa isso.

Isso foi uma coisa que te estressou ou chateou? Ter todo aquele trabalho de colocar e retirar as extensões de cabelo?

Digamos que não foi um período negro para mim, mas foi para a minha namorada. Ela não ficou muito feliz com todo aquele cabelo. Definitivamente não. (Risos) Eu não consigo pensar em outra coisa que tenha me incomodado. Oh sim! Quando eu fui ao México para promover “What If”, todos os fãs se juntaram e pagaram para uma banda fazer uma serenata para mim do lado de fora do hotel, eles ficaram tocando lá por um bom tempo. Olha só, por isso eu também não esperava.

Este é aquele momento em que você pensa: “Eu não posso acreditar que isso esteja realmente acontecendo…”.

Foi sim. Foi um daqueles momentos reais de “Nossa, isso é tão carinhoso, mas é realmente estranho”.

O que podemos esperar de você em 2015?

Bom, “Frankenstein” será lançado em 2015, e se tudo correr como planejado, nas próximas semanas estarei gravando mais um filme.

 

 

Fonte: Dazzed Digital


No final de mês de Outubro, Daniel concedeu uma pequena entrevista ao jornalista Matt Prigge do METRO, falando um pouco mais sobre como decidiu fazer parte do elenco de “Horns” e sobre seus filmes de terror favoritos. Confira a tradução abaixo.

Daniel Radcliffe afirma que teve uma maré de sorte após a filmagem do último filme da franquia de “Harry Potter”.

Ele protagonizou com sua inteira alma três personagens em três filmes totalmente diferentes: Interpretou Allen Gisnberg em “Kill Your Darlings”; foi uma estrela na comédia romântica “What If” e então chegou á “Horns”, uma mistura de terror e mistério regado de uma boa dose de comédia e romance, no qual ele interpreta um jovem acusado de ser o culpado pelo assassinato brutal de sua namorada (interpretada pela atriz Juno Temple), e então, um belo dia o jovem acorda possuindo um par de chifres e um poder sobrenatural de transformar as pessoas em criaturas seriamente honestas.

O fascínio do diabo: “É interessante como muitas vezes o “diabo” aparece na literatura, na cultura pop, peças teatrais e em filmes – mais até que Deus. Eu posso lembrar-me somente de “Bruce Almighty”. Até em outros, mas com certa dificuldade. O diabo é um personagem muito carismático, e sempre será. De acordo com a história, ele costumava ser um anjo e por mal comportamento caiu, a partir daí, teve potencial para o bem e para o mal dentro de si. Não aparece algo relacionado a ele ser um ser humano de verdade, ao contrário de Deus, que possui essa grandiosidade o tempo todo”.

Seu diabo fictício favorito: “ ‘The Master and Margarita’ é a minha versão favorita do diabo, porque esse diabo é como uma amálgama com partes separadas que são divididas em entidades diferentes. Há um chamado de Roland, que está sempre vestido de preto, mas há também o Koroview, o qual possui 7 metros de altura, e há um outro, um gato preto que por sua vez, possui 5 metros de altura. Eles são sua comitiva. É simplesmente uma representação maravilhosa do diabo rasgando Moscou ao meio em 1925. Radcliffe e seu diretor Alexandre Aja, compartilharam também seu favoritismo por “Sympathy for the Devil”, que possui essa ideia do diabo como um temporal, uma metamorfose de um ser sempre presente.

Sua necessidade por fazer “Horns”: “Eu respondi ao script de uma forma muito visceral”. Eu me coloquei no lugar de outra pessoa vendo outro ator interpretando aquele tipo de cena, seria como ver minha namorada beijando alguém. Dá aquele nó no estômago. Assim que eu li, eu sabia que se eu assistisse outra pessoa interpretando aquilo no meu lugar, eu ficaria muito infeliz”.

Ele teve que convencer Aja de lançá-lo: “Eu me voltei para Alex e definitivamente demonstrei o inferno que havia dentro de mim. Deixei-o saber o que eu estava disposto a fazer por este filme, o quão duro seria o meu trabalho, até porque, eu sabia que ele estava pensando em uma pessoa mais velha para isso. Então encorajei: ‘Por favor, deixe-me lhe mostrar que esta forma de pensar está totalmente errada’”.

Por que ele não é um horror: “Há uma obsessão moderna – talvez não tão moderna, talvez eu esteja sendo muito duro com a modernidade – mas há uma obsessão em categorizar os filmes e coisas do gênero. Você poderia dizer que se trata de um filme de terror por ter Alex como diretor. Na verdade me pergunto se Alex não fosse o diretor, se ele iriam o categorizar simplesmente como ‘horror’. Eu acho que ele não pode ser categorizado dessa forma. Existem elementos de horror e de thriller. Mas generalizando, é apenas uma história de amor. Na realidade apenas um drama. Trata-se da clássica batalha do bem e do mal, só que isso está acontecendo dentro de apenas uma pessoa. O grande dilema desse filme não está direcionado exatamente no culpado do assassinato, mas sim em sua reação ao descobrir quem fez isso. Será que ele vai manter sua trajetória de raiva e violência, ou vai fazer a pessoa ver o que ele realmente é, uma pessoa que está ostensivamente de luto e aceita o perdão pelo simples desejo de acabar com tanta violência e ódio”.

Interpretando um personagem que é intenso e nem sempre agradável: “Interpretar  alguém que faz coisas terríveis o qual o público ainda estará torcendo por esse personagem? Isso é quase o ideal! Sua intensidade e o alcance de suas emoções me fez querer interpretá-lo, a partir da comédia no início do filme para o quão horrível é o lugar e  a cena em que ele tortura seu irmão. Houve uma verdadeira comoção por ele, um romance de verdade sobre ele, por conta de seu coração ser puro. Há algo de belo e doloroso em ver como esse romance o destruiu e ao mesmo tempo conseguiu reconstruí-lo”.

Os seus filmes de terror favoritos: “‘O Iluminado’ seria o primeiro filme de terror que nunca realmente me assustou de uma forma profunda. Não que ele tenha só me feito pular, mas me assustou para caramba. Além disso, eu só assisti porque estava trabalhando com o diretor, mas James Watkins, que dirigiu “Woman in Black”, seu primeiro filme é chamado de “Eden Lake”, com Michael Fassbender e Kelly Reilly. Isso sim é um grande filme, porque poderia concebivelmente acontecer na vida real. Os antagonistas são crianças horríveis que destroem o fim de semana desta família. Esse também possui o final mais sórdido e mais triste que eu já vi. Quando eu encontrei com James eu lhe perguntei: ‘Como você teve corajem de acabar um p*** filme desses dessa maneira? ’”.

Mas seu filme favorito desde sempre é um filme britânico de 1946, intitulado “A Matter of Life and Death” (que é de fato incrivelmente brilhante): “Esse é um filme que eu assisti com cada namorada que tive. É aquele momento verdadeiro: ‘Se você não gosta desse filme então eu realmente não gostarei de sair com você’”.

Tradução e Adaptação: Barbara Carias

Fonte: METRO


Confira abaixo a tradução da entrevista de Radcliffe para a revista Mental Floss que foi publicada originalmente na impressão de outubro.

Harry Potter pode ter usado óculos, mas a verdade é que, Daniel Radcliffe que é um pouco nerd. Também é um auto-proclamado fã da história, amante (e ás vezes escritor) da poesia, colecionador de livros e trivialmente entusiasta, essas são suas diversões, o que faz de Radcliffe, o nosso tipo de cara. Sentamos com o protagonista de “Horns”, filme que será lançado no Dia das Bruxas, e tentamos descobrir no que ele está trabalhando atualmente, os livros que ele acha que todos deveriam ler e qual sua figura histórica favorita.

Você comentou uma vez que a escola foi difícil para você mas que você aprendeu a amar os estudos de verdade no set de Harry Potter. O que você usa para alimentar a sua mente nos dias de hoje?

Eu costumava ler um monte de ficção científica, mas nos últimos meses li um monte de não-ficção e algumas biografias. Eu também acompanho inúmeros programas de televisão. Eu tenho isso programado na minha cabeça, antes de dormir eu tenho que assistir algo do (Smithsonian Canal), e pretendo manter esse mantra por mais tempo. Eu estava aprendendo sobre os “Hittites”. Lembro-me de pensar “É bom que os Hittites tiveram um programa dedicado à eles”, porque você não ouve falar deles. Todas as recentes civilizações recebem um alarde enorme, mas eles foram umas das primeiras civilizações! E eles também merecem menção na mídia!

O que você consome dessa nova cultura?

Eu recebo um monte de notícias sobre mim mesmo da Deadspin. Também vejo muitas notícias na televisão. Eu sei que deveria ter o habito de ler jornal, mas não consigo, de verdade. Acho que isso é porque eu sei que se tornaria uma desordem, eu iria ler, esquecer sobre a notícia e jogá-lo fora ou empilhar com um monte de jornal velho. Mas eu não sou muito cult, em termos de coisas que eu gosto mesmo de ver na televisão, atualmente eu recebi muita coisa sobre Network Food, ou simplesmente um reality show muito ruim como o Millionaire Matchmaker. Outro dia assisti quase que por completo uma série de Top Chef só porque ele estava no elenco. Então, tecnicamente não sou muito culto (risos). Depende do tempo, ultimamente estou só na coleta de informações. Eu sinto que metade do que eu aprendi na preparação para testes foi fazendo palavras cruzadas.

Aqui está uma boa pergunta para você. Quem foi o 1º presidente de todos os 50 Membros – Estados? Espere! Eu vou reprovar essa pergunta porque o Havaí não era um estado oficial até os anos 50.

Eisehower! Eu gosto dele porque sinto que se encaixa em qualquer questionário. Eu também gosto de inventar testes para as pessoas, comecei a fazer isso no West End no verão passado, enquanto fazia “The Cripple of Inishmaan”. Fizemos quase que um campeonato e a pessoa que venceu o quis era da minha equipe, isso porque eu formulei um quiz horrível. Eles me odiavam! Mesmo assim foi muito bom. O fiz baseado em coisas que todos deveriam saber mas não o fazem. Tipo, qual era o nome do terceiro homem que foi à lua? Michael Collins. Eu sempre sinto que ele fica esquecido, porque apesar de pouco falado ele também estava na cápsula de comando. Um dos fatos mais incríveis eu já ouvi, é que ele foi o único que eu uma volta do lado escuro da lua, para mim ele foi o mais corajoso e todos. Eu sempre pensei que o sucesso e de pessoas como Buzz Aldrin e Neil Armstrong teriam sugado o reconhecimento dele. Eu era um grande fã de Micheal Collins.

Será que você teria coragem de ir ao espaço?Eu não iria, contêm muito lixo espacial.

Ah, é mesmo? Será que você não iria ao espaço se tivesse a chance? Eu gostaria de deixar algumas pessoas irem também, como uma viagem espacial comercial com passageiros, até para se tornar mais comum, mas eu com certeza iria até lá.

Você tem uma gíria britânica favorita a qual ache que os americanos deveriam começar a usar?

Tenho, e uma grande quantidade! “Bollocks” é, obviamente uma grande palavra para rejeitar algo. Nós somos de um país particularmente quente, mas temos muitas gírias contra a transpiração. Mas a minha favorita é de um amigo meu que usa muito a frase: “sweating like a glass blower’s asshole” – “suando como uma imbecil bola de vidro”, que no britânico fica uma frase deliciosa de se pronunciar, é muito viva. Risos. Outra boa é quando minha namorada diz “good shout” e na verdade ela só quer expressar que você pensou bem sobre algum assunto ou atitude sabe? Na verdade ela quer dizer “good call” – “bela jogada”.

Eu gostaria de melhorar o meu sotaque britânico. Me diga, quais os erros que um principiante na linguagem britânica faz?

As pessoas tendem a pronunciar as palavras muito, muito corretamente. Como na América na palavra “little” vira “li-tull”. E ninguém na Inglaterra pronuncia desta forma – somos preguiçosos quando temos de pronunciar o “T”.  Nós não o pronunciamos normalmente com a ponta da língua próximo aos dentes, fazemos um som quase parecido com o “S”. A única coisa que eu realmente sei sobre os americanos, é que eles têm de nós uma imagem de seres altamente elegantes, sempre. E muitos americanos pronunciam um sotaque britânico realmente luxuoso, mas é claro que tem diferença daquelas pessoas que cresceram ali e falam durante seu dia a dia. Eu gostaria de poder dar mais dicas! Mas a verdade é que você só precisa relaxar um pouco mais nas pronuncias. Pessoalmente, eu espero que o meu sotaque americano seja bom, mas se isso lhe faz se sentir melhor, nenhum britânico possui um sotaque americano perfeito.

Sente vontade de trabalhar com alguém que possa ajudá-lo com seu sotaque americano?

Na verdade eu tive um professor para me ajudar no sotaque. Mas eu já tinha aprendido um pouco, usei o sotaque americano durante muito tempo. Mas a verdade é que nós gostamos de muito seriados americanos, comigo por exemplo, o meu primeiro contato com a América foi assistindo “Os Simpsons”, então acho que herdei muito aprendizado com eles.

Vamos dizer que os fantasmas são reais. Que figura histórica iria querer que te assombrasse?

Napoleão, ou alguma outra figura histórica com um ego enorme. Porque ninguém iria querer um fantasma qualquer. Eu gostaria muito de conhecer o John Keats, mas tenho em mente que o fantasma dele provavelmente seria muito triste. Considerado que, eu imagino que Napoleão seria apenas um cara esquentado e com raiva.

(mais…)


A estrela de “What If”, Daniel Radcliffe fala sobre seus fãs, futebol, jornalistas preguiçosos e muito mais!

Daniel Radcliffe é conhecido por ser um dos atores mais sinceros e calmos no show business – especialmente quando se trata de lidar com a imprensa. Mas com o fim de sua longa década como o famoso bruxo Harry Potter, houve uma pergunta muitas vezes repetida pela imprensa que realmente testava sua paciência: “Você sente que seus melhores anos ficaram para trás?” “E é somente sobre isso que todos queriam falar” – disse Radcliffe para o Yahoo Movies. “Eu sempre fui muito determinado e sabia que haveria uma vida pós Harry Potter me esperando.” – contou o ator.

E a vida para o ator britânico pós Potter incluiu uma gama de papéis em filmes, como o terror trazido por “The Woman In Black” até o drama biográfico “Kill Your Darlings” de Allen Ginsberg.  O nome de Radcliffe foi muito comentado pela crítica também pelos seus trabalhos no palco com seus papéis de maior valor como quando interpretou Full Monty em “Equus” e em “How to Succeed in Business Without Really Trying” no qual ele provou que além de ótimo ator também canta e dança muito bem.

Mas o último trabalho de Daniel, “What If”, que podemos dizer que ainda é uma de suas escolhas não convencionais, é um filme que tenta agradar tanto os otimistas e grandes sonhadores quanto os cínicos e de olhar crítico. “É romântico sem ser muito sentimental, e é realmente engraçado.”, diz Radcliffe sobre sua nova obra onde ele interpreta um homem lutando para não se apaixonar por sua melhor amiga Ruby Sparks, que é interpretada por Zoe Kazan. Conversamos com Radcliffe sobre sua nova obra e mais uma variedade de coisas.

 O que faz uma boa comédia romântica?

Eu acho que ás vezes as pessoas poupam em comédia – e isso é meio chato. E na maioria das comédias românticas os problemas de coração são sempre uma espécie solucionável por grandes gestos de romance. E na vida real, isso realmente não acontece dessa forma… De certa forma “What If” é uma comédia romântica bem tradicional, e também enfraquece  aqueles tropos de comédias românticas que as pessoas estão acostumadas.

Você concorda com o argumento de que Hollywood esqueceu como fazer boas comédias românticas?

Sim, acho que sim. Houveram sim alguns grandes filmes que saíram “When Harry Met Sally” é um filme tão icônico, e, para muita gente é a excelência da comédia romântica. Como tudo nesta indústria, pessoas lutam com originalidade. E as pessoas ficam preguiçosas: Eles pensam que se você vender um filme corretamente, e se o trailer for engraçado o suficiente, então isso é tudo que importa.

Se este filme faz bem, é um triunfo da boa escrita. Tentamos dizer sobre ambos os lados de sua história. Eu acho que há uma tendência no cinema não querem mostrar que os homens também sofrem durante suas relações.

Não há pressão sobre os homens sobre eles não serem vulneráveis, e é por isso que eu acho que é difícil para os homens conversar com outros homens sobre problemas em sua vida. E isso torna difícil, porque, como um homem, a maioria dos seus amigos são homens. Então, se você não pode falar com ninguém em torno de você sobre as coisas acontecendo em sua mente, isso se torna muito difícil. Por isso neste filme, é bom ser capaz de mostrar os dois lados da história.

Você se acha um bom ouvinte?

Às vezes. Eu sou muito bom em ouvir coisas de outras pessoas, mas não sou muito bom em compartilhar meus próprios problemas, isso porque não quero que as pessoas se preocupem comigo.

Você é um fã de Elvis?

Eu gosto muito de música, mas eu acho que é uma daquelas coisas que você tem que estar lá no momento para realmente apreciar o que aquela estrela fazia. Mas há outros artistas que eu posso gastar boa parte do meu tempo ouvindo, com certeza.

Tais como?

The Beatles, The Sex Pistols,  The Pixies, The Libertines. Não estou dizendo que eles são melhores do que Elvis, só estou dizendo os que prefiro.

(mais…)


Depois de oito filmes e mais de uma década, separar Daniel Radcliffe do ‘Menino Que Sobreviveu’ precisaria de uma séria mágica. Felizmente, o ator conhecido como Harry Potter não vê nenhuma necessidade de um ter que morrer para o outro viver. “Por que eu simplesmente não peço ‘Não me perguntem sobre Potter’?. Eu não quero fazer isso, porque isso seria virar as costas a algo que me construiu. [Harry Potter] me deu essas coisas que todo o mundo pensa sobre, em termos de fama e dinheiro — e me deu confiança e propósito e integração e comunidade. Essas coisas são valiosas, então eu nunca iria querer virar minhas costas à elas.” Ele é sério e genial, mas não se engane — não é nenhum truque de publicidade, esse é como ele é. “É definitivamente mais fácil pra mim ser legal sobre alguma coisa do que é ser um idiota.” 

Apesar disso, Harry nunca foi só dele e ele sabe disso. “Existem tantas pessoas por aí que ainda têm aquela conexão emocional muito realística com esses livros e filmes.” Ouvindo o sotaque que é ao mesmo tempo familiar e exótico, fica evidente o real porquê de Daniel preservar aquele legado, muito depois de ter seguido em frente. “Eu sou uma pessoa que tem tido experiências menos que brilhantes quando tenho conhecido pessoas que eu realmente admiro, ou pessoas que eu era fã, e eu sei o quanto isso pode ser desapontante, então você nunca quer dar esse sentimento à ninguém.” Neste momento é claro que mesmo se você tem sido conhecido por um personagem amado por quase toda a sua vida, ninguém é impermeável ao mau comportamento. Também é claro que ele tem tido muito a aprender para evitar o mesmo.

“Havia um músico que eu simplesmente amava e sempre pensava sobre… Eu gosto muito de música, e você se sente ligado à musica de alguém, então se você tem uma chance de conhecê-los, você fica tipo, ‘Oh meu Deus, nós vamos nos dar tão bem!’ E então você os conhece, e eles são um pouco severos e indiferentes e meio que apartam qualquer tipo de elogio que você estava tentando dar… Sim, isso é uma merda. E é desagradável, e eu sinto que isso acontece com várias pessoas.” É como se aos 25, talvez a responsabilidade de ter interpretado um ícone tenha o ajudado a reunir mais sabedoria sobre o que tudo significa do que sua idade poderia proporcionar. “É por isso que dizem que você nunca deve conhecer seus heróis. Eu acho que tenho uma consciência, por mais estranha que seja — Eu conheço muitas pessoas e não vou conseguir lembrar de cada uma delas, mas muitas pessoas vão se lembrar de terem me conhecido, então você quer fazer com que esse momento seja bom.”

E agora, quatro anos depois e vários projetos além do universo de Harry Potter, aquela benevolência é refletida na vontade de seus fãs de o deixar crescer. “É totalmente possível para mim sempre apoiar e ter orgulho da memória de ter interpretdo Potter e o que esses filmes foram para mim e pra todos que os assistiram, ao mesmo tempo que faço minhas próprias coisas.” O caminho começado cedo com a temporada de “virar cabeças” da cruciante Equus, e continuado com uma série de projetos ousados que incluem The Woman in Black, Horns, e Kill Your Darlings, interpretando personagens que o atraem, e não necessariamente o que é esperado dele. “Eu não vendo minhas escolhas fazendo da minha carreira ‘Oh, o que os fãs vão pensar disso’, não é assim que eu guio minha carreira. Eu só penso… desculpe pela linguagem, mas eu não acho que você precisa cagar todo o seu passado para seguir distante dele.”

Mas seguindo, ele está. Grandes projetos se acumulam, incluindo um olhar criativo na história de Frankenstein, que reúne pedaços de contos antigos e foca em um tempo e um relacionamento não explorado antes.  “Em um contraste com a maioria dos filmes sobre Frankenstein, onde a criatura e Victor incorporam a relação central, a maior parte desse filme se passa antes da criação do monstro. Esses focos na relação entre Igor e Victor são sobre dois jovens impulsionando a ciência.” Não para despertar o monstro que é o termo “Bromance”, mas a ênfase na relação entre Victor e Igor se junta a uma lista de relações platônicas fascinantes na cultura popular. “Eu acho que talvez o interessante é que tantos filmes e particularmente a TV hoje em dia parecem ser incrivelmente focados nos personagens. Em vez de focar em um espetáculo ou algo assim, as pessoas têm, eu acho, percebido que estar a par de uma relação emocionante, seja entre dois homens, ou entre um homem e uma mulher, ou duas mulheres, ou qualquer que seja, é uma das coisas mais emocionantes para se ver na tela.”

Embora ele certamente tenha recebido uma indesejável excitação sobre sua recente interpretação da relação homossexual de Allen Ginsberg em Kill Your Darlings. “Todo mundo ficou chocado — ou pelo menos fingiram estar chocados para poderem escrever artigos sobre isso. O que me surpreendeu foi a reação, particularmente na Grã-Bretanha, talvez porque eu sou britânico e há uma convivência, mas nós tivemos entrevistador que veio entrevistar Dane e eu ao mesmo tempo, que sua primeira pergunta foi:”

Ele muda de tom, como por mágica.

“‘Então, eu não tenho que trazer isso atona, mas vocês SE BEIJARAM no filme.’ E então ele nos olhou como que fingindo estar envergonhado sobre isso ou alguma coisa? Eu achei aquilo muito chocante, pra ser honesto. Eu esperava um pouco dessas reações, obviamente, por causa de quando eu fiz Equss, e porque eu sou mais conhecido por filmes infantis, e sempre que faço algo que não é propício a crianças, essa coisa vira ‘notícia’ ou o que quer que seja. Eu gostaria de pensar que mais e mais atores héteros estão interpretando personagens gays — e não se importam com isso, porque isso realmente não tem nada de mais — você só está interpretando um personagem, e você aborda isso como aborda qualquer outra cena, e é tudo o que há.” Aqui, sua juventude o concede uma perspectiva otimista de que a intolerância é um problema que a sociedade irá literalmente superar. “Eu penso sim que nas próximas gerações isso irá se tornar menos e menos um problema —” Ele pausa e adiciona um pequeno capricho cínico. “E então as pessoas irão poder interpretar personagens gays quando quiserem, e ninguém irá perguntá-las coisas irritantes.”

Daniel coloca seu tempo e esforço onde seu aborrecimento está,  ajudando com trabalhos para o The Trevor Project, uma organização focada na prevenção de suicídios entre os jovens da comunidade LGBTQ. “As pessoas que trabalham afrente esses projetos, que dão seu tempo, são altamente instruídas. Elas simplesmente fazem um trabalho incrível e  assustador,  debater com adolescentes muito conturbados no telefone, às vezes em situações quase de vida ou morte. E só o fato de que a caridade existe e que isso ajuda incontáveis pessoas…” Ele procura por palavras. “Uma coisa só é perigosa no mundo quando não se consegue falar sobre ela. Se você está vivendo em uma comunidade no meio do nada, onde aparentemente não há gays e você não tem ninguém para conversar, isso é, presumivelmente, uma coisa terrível. Eu já estive sozinho, e é uma coisa terrível.”

Essa não é a única coisa que o motiva a retribuir. Ele não vê [o engajamento com o projeto] apenas como um suplemento generoso — isso é essencial. “Porque se você recebe quantidades absurdas de dinheiro em qualquer ponto na sua vida por um trabalho que pessoas morreriam para ter a chance de fazer, é justo dizer que teve mais sorte que a maioria das pessoas, então, eu não sei. Parece que se você não faz nada beneficente com aquilo, isto é simplesmente obsceno. Eu acho que qualquer pessoa que está em posição de ajudar uma coisa como esta, provavelmente devia fazê-lo.”

Tem sido tudo muito sombrio, personagens diferentes e amor por filantropia desde Potter, ele voltou à Broadway pela terceira vez, reprisando seu papel em The Cripple of Inishmaan, depois de descrever sua mudança em How To Succeed in Business “uma das melhores experiências profissionais que eu já tive.” E ele estrela ao lado de Zoe Kazan na comédia romântica What If (Será Que?). O filme levanta a temível situação de ser não-correspondidamente “apenas amigos”. “Eu acho que é uma coisa universal, acho que todo mundo em algum ponto já acabou se perguntando se estava se apaixonando por alguém que é seu amigo ou melhor amigo.” Teria ele demostrado descontentamento? “Eu tenho uma grande amiga que, anos atrás, nós tínhamos uma queda um pelo outro, e hoje nós dois pensamos, ‘Oh, não é bom que nós nunca tenhamos feito nada, isso teria sido…’ É um misto bem peculiar de excitação e frustração e esperança e aflição, praticamente o tempo todo, porque se vocês são muito amigos, você acaba passando muito tempo com a outra pessoa. Sempre que você passa o tempo com a ela, você se apaixona mais ainda. E sim, sempre que você a vê isso parece mais fútil.”

Ele pausa e considera a confusão desse sentimento que às vezes não deve ser nomeado. “Talvez a coisa não tenha a ver só com você estar apaixonado por um amigo, talvez seja só estar apaixonado.”
Embora talvez o amor é a coisa mais próxima de magia que nós chegamos a experimentar nesse mundo?
“Eu acho que isso é certamente quase verdade.”

Matéria: New York Moves Magazine

Tradução e Adaptação: Edigar Gomes


A Paris Filmes nos concedeu com exclusividade o trailer nacional oficial de Versos de Um Crime (Kill Your Darlings), que chegará no meio do ano aos cinemas brasileiros! Confira abaixo o trailer legendado:


geek-daniel-radcliffe

 

”Brooklyn Bridge” será o mais novo trabalho de Daniel Radcliffe, que será produzido por Douglas McGrath que foi nomeado pelo WGA pela interpretação de Gwyneth Paltrow em “Emma”, que ele dirigiu e também compartilhou uma indicação ao Oscar com Woody Allen para o roteiro de “Bullets Over Broadway”.  Ele também escreveu e dirigiu “Infamous”, sobre escritor Truman Capote.

Radcliffe assumirá o papel de  Washington Roebling, um engenheiro inexperiente que precisa assumir a construção da Ponte do Brooklyn, uma das principais pontes de NY, quando seu pai morre. Cercado pela calamidade, perigo e dúvida, a obsessão do personagem com a construção se torna tão intensa que começa a afetar sua saúde e sua relação com a família, até que ele encontra uma aliada improvável… sua encantadora e perspicaz esposa Emily. O filme que será baseado em fatos reais e deverá começar a ser rodado em Agosto desse ano.

Degove , diretor da Goldcrest Films (que estará financiando e produzindo o filme),  disse: “Ter o envolvimento de Daniel é um enorme golpe de mestre para o filme, ele não  é só perfeito para o papel , como também sempre provou ser um dos poucos atores que cativam um gigantesco público de todas as idades” .

“Nós amamos roteiro extraordinário de Doug e trabalhar com Daniel é um dos presentes raros no negócio … isso é emocionante para todos”, disse Vachon .

Radcliffe está atualmente estrelando na Sony Pictures Classics “Kill Your Darlings”, que , depois de ter estreado no Sundance Film Festival, arrancou elogios e comentários bem positivos.

Fonte: Variety


Depois de passar por vários festivais cinematográficos e ser lançado apenas em alguns países, Kill Your Darlings (Versos de Um Crime, no Brasil) sairá nas lojas. O combo com Blu-ray e DVD  será lançado dia 18 de Março nos Estados Unidos, e já está em pré-venda na Amazon.

As informações especiais contam com comentários do elenco, entrevistas, e uma filmagem exclusiva no Festival Internacional de Cinema de Toronto.

Confira a capa do Blu-ray Combo em nossa galeria:

Click to view full size image Click to view full size image Click to view full size image Click to view full size image Click to view full size image 

Lembrando que o filme estreia dia 7 de Março no cinemas do Brasil.


Conseguimos com exclusividade da Paris Filmes (distribuidora nacional do filme), uma nova imagem promocional de Versos de Um Crime (Kill Your Darlings), onde mostra Daniel como Allen Ginsberg em uma sala de aula da universidade. Confira a imagem em alta qualidade em nossa galeria:

Click to view full size image

Projetos > Filmes > Kill Your Darlings > Stills

Fiquem ligados no site para mais novidades!


Foi divulgado o primeiro pôster nacional de Kill Your Darlings, que aqui se chamará Versos de Um Crime. Confira abaixo:

Click to view full size image

(Clique no pôster para vê-lo maior e em melhor qualidade)

A Paris Filmes, distribuidora brasileira do filme, também divulgou uma nova data de estreia, sendo esta dia 07 de Março.






2011 - 2016   DanielRadcliffe.Com.Br