Nessa domingo ocorrerá a 89ª edição do Academy Awards, mais conhecido como Oscars. Sabemos que Daniel não foi indicado em nenhuma categoria (assim como nenhum de seus últimos filmes), e um pouco depois das indicações serem anunciadas, o Indiewire publicou um artigo sobre o porquê ele merece um lugar na premiação por seu papel de cadáver flatulento em “Um Cadáver Para Sobreviver. Confira abaixo a nossa tradução:

Porque Daniel Radcliffe merece um Oscar por ‘Um Cadáver Para Sobreviver’

“Um cadáver Para Sobreviver” conhecido no Sundance como “a comédia do cadáver flatulante,” fechou e trancou a porta para uma campanha de Oscar para Radcliffe – se é que ela esteve aberta.

Aos 27, Daniel Radcliffe tem fãs que durariam por uma vida inteira, mas agora é a hora de reconhece-lo como um dos grandes atores atuais. Escolhido entre vários garotos ingleses em idade escolar, Radcliffe foi tirado da obscuridade para interpretar o “menino que sobreviveu” nos filmes de Harry Potter. Aguentando nos ombros o peso de fama mundial e um fandom intenso, ele fez a travessia perigosa de ator mirim para ator respeitado por se desafiar com “Equus”, onde ficava nu na Broadway, com uma comédia de humor negro na TV “A Young Doctor’s Notebook,” e o papel de um jovem Allen Ginsberg em “Versos de um Crime.” Em comédias como “Descompensada” e “Victor Frankenstein”, assim como, o horrível “A Mulher de Preto” e “Amaldiçoado”, nós testemunhamos o emergir de um Radcliffe dinâmico e ousado que é pagável, se não uma garantia de bilheteria.

Com seu último, “Um Cadáver para Sobreviver,” o ator inglês entregou o que seria uma interpretação que deveria ser sua entrada para o Oscar. Note, eu disse deveria. Como um bromance alegre e pueril, “Um Cadáver para Sobreviver” não tem chance de chamar a atenção da esnobe Academia. A reputação do filme no Sundance como a comédia do “cadáver flatulento” fechou essa porta, trancou e jogou a chave no ponto cego do Oscar.

E ainda assim, a performance de Radcliffe é exatamente o tipo que a Academia clama reverenciar. Escrito e dirigido por Dan Kwan e Daniel Scheinert, o filme segue a florescente amizade de Hank (Paul Dano), um homem solitário perdido em uma ilha deserta, e Manny (Radcliffe), o cadáver que é trazido pelo mar. De início, seu corpo inchado em um terno azul parece um falso raio de esperança. Mas quando puns estridentes o balançam, o homem morto se torna um salvador improvável de quem os puns os propulsam através das ondas para uma grande aventura que inclui a conversa sobre vida, sexo, e – sim – puns.

Soltando gás, mostrando sua bunda cabeluda, e aparecendo parcialmente decaído no filme inteiro, Radcliffe rejeita seu nicho aconchegante como galã britânico. Expulsando seu ego como metano deformado, o garoto que ficou pendurado em diversos armários de garotas parece credivelmente rançoso.

Compare sua transformação como o “cara multiuso” à interpretação de Leonardo DiCaprio no épico “O Regresso.” Acabar com a vaidade de astro de filmes é um pilar principal em performances ganhadoras do Oscar, desde o Leo meio grisalho em “O Regresso” e a aparição magérrima de Matthew McConaughey em “Clube de Compras de Dallas” ao nariz falso de Nicole Kidman em “As Horas.”

A transformação da glória do tapete vermelho à entrega total é uma narrativa previsível e popular na época das premiações. Claro, Leo comeu fígado de bisão pela sua arte, mas Radcliffe atua com um pênis falso que é usado para ereções como uma bússola! Na maior parte do filme, a fisicalidade de Radcliffe é restrita. Hank manipula Manny, desde o colocar sentado, colocando seu braço em uma pose casual falsa, ou fazendo-o dançar como uma marionete rígida.

Relembrando as performances vencedoras do Oscar, de Eddie Redmayne em “A Teoria do Tudo“ ou Daniel Day Lewis em “Meu Pé Esquerdo”, Radcliffe tem que criar um personagem sem a liberdade de se expressar com seu corpo. Ferramentas que atores geralmente subestimam – como o agitar dos dedos, ou dar com os ombros – são negadas a ele. Mas Radcliffe forma um herói que é dinâmico e vivo.

Enquanto Hank arrasta Manny de volta à civilização, o homem ressuscitado passa por uma evolução acelerada, mas bem definida, tropeçando em suas primeiras palavras e canções, de perguntas adolescentes sobre masturbação e seu corpo em processo de mudança, para perguntas mais profundas sobre o significado da vida e o propósito da dor. Radcliffe esculpe a jornada, fazendo Manny uma pessoa completamente realizada na nossa frente. É raro e lindo ver o arco completo da vida humana capturado na câmera.

Notavelmente, o vencedor do Oscar, Tom Hanks, se esforçou para isso em “Forest Gump – O Contador de Histórias”, enquanto Brad Pitt, indicado ao Oscar, tentou com “O Curioso Caso de Benjamin Button”. Contudo, o primeiro precisou de um ator mais novo para cobrir suas cenas de infância, e o último confiou em um time de substitutos e efeitos visuais pioneiros. O arco de Manny é todo de Radcliffe, e é uma incrível realização de atuação.

Acima de tudo isso, Manny é um papel sem nenhum mapa. Não há imagens de arquivo para estudar. Nenhuma pesquisa na qual confiar, nenhuma fonte da qual tirar pistas. Apenas uma pergunta: Como uma pessoa se comportaria se acordasse em um corpo sem memórias, sem movimento e apenas com um amigo no mundo?

Radcliffe canaliza seu carisma natural e entusiasmo contagiante no incrível segmento de Manny para fazer esse filme, aparentemente absurdo, ser algo além de piadas de pum e um “amor entre irmãos”. Enquanto há um enorme coração batendo no centro do roteiro de Daniel, é fácil imaginar como sua execução foi violada por um ator que não era capaz de gerenciar o precário balanceamento entre doentes e doces. Os doces olhos de Radcliffe ficam tristes quando Manny pergunta, “Se meu melhor amigo está escondendo esses gases de mim, o que mais ele estará escondendo?” Com esse vulnerável desabafo, o bobo e delicado diálogo de Daniel embala uma pancada emocional que trás lágrimas aos olhos dos espectadores que, momentos antes, estavam rindo.

Radcliffe ainda aperfeiçoou um específico sotaque americano, um dispositivo de desempenho que auxiliou Forest Whitaker e Phillip Seymour Hoffman em suas respectivas vitórias: “O Último Rei da Escócia” e “Capote”. Entre o trabalho com o sotaque, o desafio físico para seu desempenho, a rejeição da vaidade, e trabalhar contra seu nicho, o único elemento favorável ao Oscar que falta em “Um Cadáver para Sobreviver” é o sedutor “baseado em fatos reais”. Sério: Sete dos últimos 10 vencedores de Melhor Ator eram títulos biográficos.

E ainda assim, Radcliffe não tem esperanças de ser notado pelo Oscar. “Um Cadáver para Sobreviver” está muito longe disso. Mesmo tendo em vista promover os melhores filmes que o cinema moderno americano tem a oferecer, a Academia de Filmes, Artes e Ciência costuma seguir definições médias do que se pode dizer ser “o melhor.” Tipicamente, isso significa dramas, particularmente biográficos. Pesquise a história do Oscar e veja se você encontrará alguma comédia. Mas se não for de Hollywood (“Birdman”, “O Artista”), nenhum filme estranho como esse passará pelo processo de nominação da Academia. E mesmo que passe, os desempenhos são tidos como garantidos.

Considere o ano passado. O épico filme de ação “Mad Max: Estrada de Fúria” recebeu 10 nominações, mas nenhuma em categorias de desempenho. Tom Hardy e Charlize Theron, que chocaram a audiência e críticos com seus icônicos anti-heróis, foram deixados de lado. Não, Daniel Radcliffe não receberá uma aprovação pelo Oscar com “Um Cadáver Para Sobreviver”. Mas pelos princípios ocultos da Academia, ele ganharia.

Nesse papel, ele saiu da zona de conforto do glamour de Hollywood, e adentrou a louca visão de dois produtores de primeira viagem; Ele entregou sua beleza para uma maquiagem desajeitada, seu corpo ao seu companheiro de cena, e sua reputação para um empreendimento arriscado que parece positivamente insano no papel; Ele correu exatamente o risco que queremos que sejam tomados pelas grandes estrelas de Hollywood. E de certa forma ele ganhou, ajudando a criar um filme que é definitivamente bom para trabalhar e inferior intelectualmente, porém, é ao mesmo tempo estranhamente bonito, calorosamente pungente e original.

“Um cadáver Para Sobreviver” não será o “O Regresso” de Radcliffe, porque mesmo com sua reputação prestigiada, o Oscar não é uma meritocracia de verdade. É um sistema que tende enaltecer dramas tradicionais, enquanto muitas vezes, ignora as ótimas explorações que novos talentos estão fazendo (“Whiplash: Em Busca da Perfeição”, “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”, e “Indomável Sonhadora” são ótimos exemplos). Sim, a Academia está começando a desmontar seu grande corpo de votação composta por homens brancos colocando membros diversos que poderão votar em “Beasts of no Nation” ou “Straight Outta Compton: A história do N.W.A.”. Vamos esperar, também, que eles possam abraçar a alegria e beleza que pode ser encontrada em filmes menos falados.

Escrito por: Kristy Puchko – Indiewire
Tradução e adaptação: Nuara Costa e Andressa Macedo


Durante a semana que Daniel passou no Festival de Cinema de Zurique, ele concedeu muitas entrevistas nas quais promoveu Swiss Army Man e falou sobre usar bonecos de si mesmo nas gravações, as polêmicas geradas pelo filme e sobre sua carreira. Segue abaixo a entrevista traduzida:

Se ele fosse um fenômeno meteorológico, meteorologistas provavelmente o descreveriam como um furacão. Daniel Radcliffe passou correndo pelos corredores do Hotel Zürcher, onde concedeu a entrevista. Ele cumprimentou os jornalistas que esperavam na passagem e ele os cumprimentou novamente quando passou na volta. Ele responde todas as perguntas com muita vontade. Ele corre a mão pelos cabelos, destacando suas afirmações com gestos expansivos e seus olhos azuis emitem uma cordialidade calorosa.

Ele descreve como “segunda carreira” o seu tempo após Harry Potter. Isso inclui filmes como “Imperium”, “Truque de Mestre 2” ou “Swiss Army Man”, que foi apresentado no Zurich Film Festival, na Suíça.

Em “Swiss Army Man” você gravou muitas cenas sem o manequim. Qual cena se apresentou com maior desafio?

Provavelmente a cena do começo do filme, quando estávamos na água. Todos pensam que é um manequim. Mas Paul Dano, na verdade, ficou em cima de mim. Abaixo de mim havia uma jangada e eu estiquei meus braços, que estavam presos por cabos. Eu tentei curvar as minhas costas com o máximo de força possível. A câmera foi posicionada de tal modo que não dá para ver isso. Então Paul se sentou em cima de mim e eles nos puxaram pela água.

Essas duas pessoas se apaixonam…

…Sim, totalmente!

Com isso, você vê uma mensagem como: Todo amor é amor?

Sim, acho que é assim. Não é especificamente amor homossexual ou heterossexual, é simplesmente… amor. E o amor é ensinado a ele. Algo maravilhoso nesse filme é que dois homens heterossexuais – bem, eu estou morto, mas amo Sarah – se beijam, um beijo romântico!

Embaixo d’água.

(Risos) Sim, embaixo d’água. Mas na cena da festa, eles quase se beijam e acontece esse grande momento, no qual Paul ameaça se afogar e ele ainda quer me dar a experiência de um beijo, antes de nós dois morrermos. Mas então, ele de repente percebe que pode me usar como tanque de oxigênio. Isso é simplesmente brilhante.

Quando você aceita um papel como esse, há uma grande intenção de se livrar da imagem de Harry Potter?

De forma alguma. Não quero que as pessoas se esqueçam de mim como Harry Potter. Me entenda, eu não teria recebido todas as propostas, se eu não tivesse feito Harry Potter. Eu sou muito grato a esses filmes. Talvez eu ganhe mais reconhecimento pelos diferentes papéis que interpreto do que eu mereço. Praticamente todos os atores interpretam muitos papéis diferentes, mas porque as pessoas me viram interpretando esse papel por tanto tempo, ele é mais reconhecido. Não quero destruir Potter, quero apenas prosseguir com a minha carreira. Fico satisfeito com isso, como tudo progride e eu posso olhar para trás como muito entusiasmo.

Qual é o papel dos seus sonhos?

(Hesitando.) Isso é realmente difícil de dizer. Conversei recentemente com Woody Harrelson sobre o trabalho em conjunto com Martin McDonagh (In Burges), porque uma vez eu participei com ele de uma peça de teatro e já trabalhei algumas vezes com Woody. E para mim não faria diferença qual papel seria, já que há apenas um papel em um filme de Martin McDonagh. Eu considero que ele é um dos melhores roteiristas contemporâneos e muito rapidamente se tornará também um dos melhores diretores.

A fala de Radcliffe jorra como uma cascata. A garrafa que estava ao lado dele permaneceu intocada. Ele falou com gosto, muito e em um ritmo insano. O entusiasmo e o prazer por seu trabalho são notáveis a cada palavra. Ele parou de beber álcool. Rigorosamente. Um motivo específico para isso não foi dado, além de um “Uma coleção de terríveis coleções”, como ele consegue descrever.

O colega de filme, Harrelson, havia convidado-o na noite anterior para abalarem Zurique juntos. Radcliffe soube que na manhã seguinte ele teria compromissos com a imprensa. Com isso, foi dito que Harrelson disse: “Garoto, você começará a trabalhar no dia depois da sua estreia, não antes das duas horas da tarde!”, “Um conselho que eu busco recordar.”, completa Radcliffe sorrindo.

Em Swiss Army Man você diz uma vez: “Meu corpo é repugnante!”. O filme representa um tipo de jornada de redescoberta do corpo de um indivíduo. Você também descobriu algo novo em si?

Quando a pessoa analisa o que acontece em seus corpos: Seres humanos, nós somos repugnantes! O interior de um humano é nojento! Mas essa é a melhor coisa no filme, porque ele leva você a reexaminar seu relacionamento com o seu corpo físico ou sua própria forma de ficar sozinho – seja qual for! Ao mesmo tempo, ele dá a você a permissão de sentir e viver essas coisas. O ponto do filme é que a vergonha nos afasta do amor. Não importa se a pessoa solta um pum, tem uma ereção, ou se masturba, ou quando você se sente sozinho, ou se sinte como um louco: Todas essas coisas são totalmente universais e sentimentos humanos, dos quais nós somos levados a sentir vergonha. É um filme repugnante com uma bela mensagem sobre amor e aceitação.

No festival de filmes de Sundance muitos espectadores foram embora depois dos 25 minutos. Cada cena é uma surpresa e você é recompensado por esperar. Não dá para ter certeza no começo do filme do que ele se trata, é um sentimento estranho.

Isso está totalmente correto. O filme é tão cheio de surpresas que depois dos primeiros 15 minutos não dá para avaliar para onde essa jornada vai.

“Estranho” poderia ser a melhor descrição do filme?

Também seria simplesmente “bonito”. Estou inclinado a descrever o filme como “altamente tolo e altamente esperto”. Ele é muito “completo”, cheio de contradições que o sustentam. Isso é a maravilha desse filme.

O que você pensaria sobre uma continuação para Swiss Army Man?

Isso seria totalmente demais. Nenhum outro personagem que eu interpretei, tirando Harry, eu gostaria tanto de interpretar novamente como o Manny. Se os Daniels (Os diretores Daniel Kwan e Daniel Scheinert) daqui a alguns anos quiserem gravar um Swiss Army Man II com um Manny mais velho e caduco, eu ficaria extremamente interessado.

Quando Radcliffe ganha, ao final da entrevista, um canivete suíço de um jornalista, ele demonstra uma alegria infantil. Enfim, ele tem seu primeiro canivete. Com empolgação ele examina os diferentes apetrechos, abrindo finalmente a lâmina: “Esse é o que eu mais gosto”. Depois ele flertou outra vez com o saca-rolhas. De certo modo, altamente tolo e altamente esperto.

Tradução: Munich Graf Ferreira
Fonte: outnow.ch


Assista abaixo a entrevista legendada do Daniel para o britânico The Independent realizada em Setembro durante a press junket de Swiss Army Man e Imperium.


É raro hoje em dia encontrar um filme que é diferente de tudo o que você já viu antes, mas o novo longa de Daniel Radcliffe é. Swiss Army Man é um filme de companheirismo com uma diferença – o personagem de Dan, Manny, é um cara morto.

O filme começa com Hank (interpretado por Paul Dano), que está em uma ilha deserta e só pode ir para casa com a ajuda de Manny. Então, quando o BuzzFeed encontrou com o Dan, recentemente, para promover o filme, nós decidimos questioná-lo sobre o que ele levaria para uma ilha deserta. Se ele conseguisse fazer as malas com antecedência, obviamente.

Quais os três livros que você levaria com você?

Daniel Radcliffe: O Mestre e a Margarida, porque é o meu livro favorito e, eu sinto que eu poderia reler isso muitas vezes. E depois, provavelmente alguns guias de sobrevivência, então eu poderia, você sabe, descobrir como fazer uma fogueira, porque eu definitivamente não sei. E quanto a… um dicionário ou uma enciclopédia, assim eu procuraria coisas como “Essa berry irá me matar?”

Quais os três tipos de petiscos que você levaria?

DR: Os três tipos de petiscos que eu levaria comigo em uma ilha deserta seria… algo como o um balde de sorvete sem fundo que nunca acaba. Algo como carne. Tipo, eu não sei, bacon. Isso é um petisco? Tem bacias de bacon em festas? Sim, bacon. Sorvete, bacon e alguma outra coisa que é super saudável. Queijo. Algum queijo bom.

Eu estou em uma ilha deserta, quem eu estou tentando impressionar?

OK. Esse é um exagero. Se você pudesse levar um celular ou tablet que tivesse bateria suficiente para assistir um filme, mas você não conseguisse ligar para ninguém porque você não tem sinal, que filme seria?

DR: Por razões similares a O Mestre e a Margarida, tem um filme chamado Matters of Life and Death, com David Niven. Ele foi feito nos fim dos anos 1940, e se você ainda não assistiu, você tem algo incrível na sua frente. É um dos filmes mais mágicos, lindos e incríveis que já foram feitos.

Você também tem bateria suficiente para escutar um álbum. Qual seria?

DR: Um álbum?! Ai, meu Deus. É muito difícil. Tem uma parte de mim que quer pegar o meu álbum favorito, mas tem a outra parte que está como, “O que é bom na praia?”

Eu vou com Doolittle do Pixies, porque há uma boa mistura nele.

Você prefere caçar ou procurar por comida?

DR: Eu acho que eu prefiro caçar do que procurar, porque procurando comida só seria, tipo, frutas e nozes, e isso vai ficar rapidamente muito chato. Então se eu quero carne de verdade – como você pode afirmar, isso é um tema para mim – eu vou ter que caçar.

Se você pudesse escolher uma pessoa famosa para ficar presa com você em um ilha deserta, quem seria?

Alguém bem forte. The Rocky! Então, você sabe, ele poderia carregar as coisas e me ajudar a sobreviver. Ele parece ser bem capaz nesse tipo de ambiente. Eu não não fui feito para esse tipo. E, você sabe, se eu precisasse de coisas do topo das árvores, eu poderia ficar nos ombros dele e subir, sou um pouco ágil. Eu poderia também entrar em lugares pequenos que ele não conseguiria. Sinto que isso funcionaria bem.

Fonte:BuzzFeed

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[BuzzFeed UK]


Com dois lançamentos em algumas semanas, a estrela de Harry Potter, Daniel Radcliffe, discute o que ele quer para o seu futuro.

Desde 2012, quando Daniel Radcliffe atuou como Arthur Kipps na adaptação de Susan Hills, A Mulher de Preto, a estrela de Harry Potter tem feito uma abordagem eclética ao escolher papéis para evitar o destino de muitas estrelas infantis – a obscuridade.

Tornou-se claro que ele não precisava se preocupar, desde que a série Harry Potter acabou em 2011, ele nunca ficou sem atuar. Radcliffe atuou em nove filmes (incluindo Kill Your Darlings e Victor Frankenstein), um filme televisivo (My Boy Jack) e atuou com John Hamm na adaptação da BBC do livro de Mikhail Bulgakov, A Young Doctor’s Notebook. Sem mencionar as pesadas críticas por seu trabalho no teatro, o mais notável em 2007 (ao mesmo tempo da onda Potter) quando ele apareceu na adaptação de Peter Shaffer, Equus.

Seus últimos papéis em filmes lançados, não poderiam ser mais diferentes. Em Imperium, seu trabalho mais recente, Radcliffe atua como um agente do FBI que é mandado pela chefe (Toni Collette) a se infiltrar em um grupo supremacista branco, suspeito de planejar um ataque terrorista. Em preparação para o papel, o ator teve a desfavorável tarefa de procurar sobre a literatura nazista e em fóruns, nos cantos mais escuros da internet, para encontrar esses grupos de extrema direita.

“Foi cansativo, por que você está lendo um monte de ódio,” explica Radcliffe. “Gostaria de olhar nesses fóruns de internet e observar essas ginásticas mentais bizarras em que as pessoas se colocam. Qualquer argumento alimenta uma conspiração mais ampla que eles se convenceram que existe, tudo e qualquer coisa é torcida a favor ou contra apoiar a sua visão de mundo. Foi a intransigência. Você está constantemente contra a parede com estas pessoas, e você nunca vai mudar a mente delas. ”

Em contraste, ele se transforma em um cadáver flatulento que é trazido de volta a vida na comédia hit do Sundance do Daniels, Swiss Army Man, apresentada com um diferente conjunto de desafios. “O fato de que meu personagem, Manny é restrito em seus movimentos foi parte do atrativo,” diz Radcliffe. “Eu amo toda essa coisa física.” O desafio de Radcliffe é que, enquanto ele tem pequenos movimentos no filme, ele está longe da vivacidade, dependente de sua co-estrela Paul Dano para mover seus membros e carregar ele de A para B, significa que a dupla teve que trabalhar junta.

“Acho que foi no segundo dia, [Paul] cuspiu em sua mão e limpou-a na minha cara, ” relembra Radcliffe. “Depois daquele momento nós sabíamos onde estávamos, não havia tempo para puritanismo. Paul também é exatamente o tipo de ator onde você quer pular em cima. Ele é um ser humano amável e totalmente precioso.”

Com mais outros dois papéis sob o cinto, Radcliffe explica o que ele está procurando da sua carreira. “É sobre originalidade, e se eu vi isso antes ou se eu fiz isso antes, ou se isso é novo para mim de alguma maneira – também é com quem eu trabalho.” Desde seus dias de filme em estúdio, Radcliffe tem procurado trabalhar em filmes mais independentes, por que, para ele, é onde o trabalho interessante está sendo feito. “Eu estou em uma posição onde eu tenho a luxúria de inacreditavelmente escolher meus papéis, o que eu acho que incomoda o meu agente,” ele ri.

Radcliffe sabe que seus anos como “O Menino que Sobreviveu” deram a ele uma oportunidade rara, que muitas estrelas infantis nunca têm, e que isso pode não ser igual no futuro. Ao mesmo tempo, ele quer encontrar projetos que o excitem, incluindo mais peças de teatro, revelando que ele estará de volta aos palcos do Reino Unido no próximo ano.

O ator de 27 anos, recentemente, terminou uma temporada da peça de James Graham, Privacy, que foi transferida do Donmar Warehouse em Londres para off-Broadway. Para Radcliffe, é o trabalho nos palcos que desenvolve seu estilo de atuar. “Nunca houve uma peça na qual eu atuei em que não me senti um ator melhor depois.” A peça, uma documentário-drama sobre privacidade online, deu a nós uma oportunidade de discutir se a atenção da mídia é algo com o que ele luta.

“Um amigo meu se refere a isso como ‘corte’”, diz Radcliffe sobre atores e diretores que leem resenhas e colunas de fofoca sobre eles mesmos, um hábito que Radcliffe levou muito tempo para perder. “Levou um longo tempo para eu perceber que eu não preciso ser do jeito que as pessoas querem e se elas vão continuar ou não, isso não precisa me incomodar.” Fama é algo que veio rápido para o jovem Radcliffe. “Eu acho que uma das coisas mais difíceis sobre crescer sendo famoso não são as drogas ou tentações, mas sim tentar encontrar quem você é enquanto as pessoas já têm uma impressão sobre você.” A solução dele: evitar redes sociais e manter a privacidade sempre que ele puder.

E o que vem a seguir? Por algum tempo, ele tinha sido escalado para o filme The Modern Ocean, de Shane Carruth, no qual Radcliffe descreve como “o roteiro mais ambicioso de todos” que ele tenha lido. A dupla se conheceu no set de Swiss Army Man onde Carruth estrela como um figurante médico legista. Infelizmente, Radcliffe não está mais envolvido no projeto, mas ele irá aparecer em Jungle, uma adaptação do livro de Yossi Ghinsberg, sobre um guia fraudulento que lidera um grupo aos confins da selva boliviana.

Também atuando, a ex-estrela infantil tem outro truque na manga com suas ambições de mudar para a direção, e ele tem escrito um projeto que ainda está desenvolvimento. “Eu nunca quis sair da atuação, mas eu definitivamente quero dirigir, e eu iria amar, eu poderia dividir minha carreira entre dirigir e atuar.” Entretanto, nós deveríamos começar a chamá-lo de “O Menino Que Fez”.

Escrito por: Joseph Walsh – The Skinny
Tradução e adaptação: Gustavo Borella


Durante o Zurich Film Festival, Daniel participou de mais duas entrevistas, uma para o 20 Minuten e outra para o Tages Anzeiger. Esta última nós iremos traduzir e em breve vamos publicar aqui no site, por enquanto confira os vídeos:

  • 20 Minuten:

  • Tages Anzeiger:

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No dia 1º de outubro, Daniel foi na rádio SRF 3 em Zurique, na Suíça, para falar sobre os filmes Swiss Army Man e Imperium.

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Você pode ouvir a entrevista clicando aqui.


Foi ao ar no dia 30 de setembro, o episódio do The Graham Norton Show no qual Daniel foi convidado ao lado de Justin Timberlake, Anna Kendrick e Robin Williams. Daniel também levou Manny para o programa.

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[The Graham Norton Show]


Surgiu um novo vídeo da press junket que o Daniel realizou em Londres há alguns dias atrás. Assista:

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[Celebrity Honk Off (Setembro de 2016)]


A Den of Geek entrevistou Daniel durante sua divulgação de Swiss Army Man no UK. Nela, Daniel falou sobre interpretar um cadáver flatulante, seu vício em quiz shows, participações especiais em desenhos animados, futuros projetos e que irá voltar aos palcos de teatro no início do ano que vem!

Entrevista com Daniel Radcliffe: Swiss Army Man, quiz shows

Daniel Radcliffe conversa conosco sobre seu vício em quiz shows, Imperium, Swiss Army Man, e ereções falsas…

Quase todos os atores jovens em Hollywood devem estar com inveja da posição de Daniel Radcliffe. Já faz 5 anos desde que ele deixou de ser o menino bruxo, e agora ele está no próximo estágio de sua carreira. Saindo de uma das maiores franquias de todos os tempos, ele tem sido capaz de escolher basicamente qualquer papel estranho e interessante que ele quiser. Seus últimos dois filmes mostram a largura dos projetos que ele está assumindo. Semana passada nós o vimos se tornar um agente secreto do FBI infiltrado em grupos Neo-nazistas em Imperium, e nessa semana o notório filme ‘Daniel Radcliffe interpreta um cadáver que peida’ Swiss Army Man que finalmente chega aos cinemas no UK, seguindo a ovação em festivais de filmes ao redor do mundo.

O primeiro filme dos diretores de clipes, The Daniels, tem Paul Dano como Hank, um jovem preso em uma ilha deserta, até que um cadáver chamado Manny (Radcliffe) é levado pelo mar até a beira da praia. Apesar de ser doente, Manny oferece a Hank a companhia que ele precisa. Mas Manny não é um cadáver qualquer. Ele pode falar, e tem super poderes que incluem puns com poder de foguete. É um filme maravilhoso, único e genuinamente tocante do cinema indie que desafia descrição. Nós falamos com Radcliffe sobre os desafios de interpretar um personagem inanimado, seu amor pelos quiz shows da BBC e porque ele quer ser um convidado em Rick e Morty.

Então você é o ator mais sortudo no mundo agora? Basicamente capaz de escolher seus filmes, e fazer papéis tão esquisitos quanto em Swiss Army Man ou desafiadores como em Imperium?

Possivelmente. É um lugar único a se estar, ter 27 anos e uma quantidade decente de controle sobre a sua carreira. É bem raro. Eu sou muito sortudo. E sou sortudo no sentido de que o estranho tende a ficar mais estranho. Eu acho que fazer coisas como Equus e Horns são a razão pela qual as pessoas me mandaram [o roteiro de] Swiss Army Man. Eles pensam: “Ele gosta de coisas estranhas.”

Não vamos enrolar – a primeira coisa que eu tenho que perguntar pra você é com eles fizeram as ereções no filme? (Durante Swiss Army Man, Manny o cadáver fica muito estranhamente ‘excitado’ em momentos principais.)

Há duas versões para isso. Havia uma que era o equipamento hidráulico mais complexo que eu já vi. Você sabe as alavancas que eles tem perto das faixas de trem para controlar os sinais e coisas do tipo? Parecia que era operado por aquilo. Eles estavam torcendo eles para fazer esse movimento do pênis. Então era basicamente um cabo de vassoura na parte de dentro das calças, com um dos diretores mexendo.

O papel deve ter sido um dos maiores desafios físicos que se pode ter como um ator, interpretar um cadáver inanimado – você está constantemente tombando e rolando, incapaz de sustentar o peso do próprio corpo. Você ficou com muitos hematomas?

Eu acho que sim, mas eu meio que gostei de tê-los. É muito raro que como um ator você realmente sinta que está ganhando seu dinheiro, então é bem legal estar fisicamente envolvido em algo. Eu amo o lado físico disso. Uma das coisas que eu disse para os diretores quando nós nos conhecemos foi perguntar se eu poderia fazer a maioria dos meus stunts possível. Porque é uma grande parte do papel e eu não queria entregar isso para algum dublê, já que eles teriam que fazer a metade do filme. Eu fiz muitos stunts e adorei.

Também foi muito legal trabalhar nas coreografias para as cenas, particularmente quando meu personagem não consegue se mexer. Então se eu começar a cena olhando para um lado, e eu preciso olhar para o outro lado ao fim da cena, eu estava falando com Paul Dano sobre se tinha como ele mexer a minha cabeça em algum momento. Resolver tudo isso foi bem divertido.

Como que um filme como Swiss Army Man te conquistou?

Todo mundo acha que eu tive que ser convencido a fazer esse filme, mas não. Todo mundo diz que é uma ideia louca, mas eu já ouvi muitas ideias loucas e a maioria deles são merda! E essa é uma ideia louca executada brilhantemente. Digo, meu primeiro contato com o roteiro foi apenas uma linha e era algo do tipo “Homem suicida tem que convencer um corpo morto que a vida vale a pena ser vivida.” E eu pensei que isso soava surpreendente. Nós não realmente usamos o termo “Realismo Mágico” em um filme, já que tendemos a classificar tudo como ‘Fantasia’, mas eu sou um grande fã do Realismo Mágico e para mim, é isso o que esse filme é.

Isso é interessante, porque a linha que o pessoal começou a usar para descrever o filme depois que ele estreou no Sundance foi ‘Harry Potter interpreta um cadáver flatulante’ – o que cria uma imagem completamente diferente.

Bom eu acho que depois do Sundance nós ganhamos um outro nome: ‘O Filme do cadáver flatulante excitado do Daniel Radcliffe.’ Mas lendo o roteiro ficou bem óbvio pra mim que sim, parte dele era nojento, estúpido e estranho, mas era também lindo e profundo. E pra mim havia algo tão excitante sobre um mundo onde tudo isso está junto, e não está em conflito. Onde o nojento suplementa a beleza.

Manny também tem uma voz bem distinta – de onde isso veio?

Isso veio de muitos vídeos meus fazendo vozes estranhas e mandando para os Daniels, e vendo o que eles achavam. Foi um caso de olhar o que tinha acontecido com o Manny. Ele morreu, a rigidez cadavérica já tinha provavelmente se instalado, então seria difícil mexer o queixo e seus músculos. Poderia ser apenas ar passando pelas cordas vocais. Então nós criamos essa ideia em que ele só poderia falar se você estivesse bombeando ele. E aí você preenche as lacunas. Um pouco do meu entendimento pseudo-científico do que acontece às pessoas depois que eles morrem, agrupado com a sua imaginação preenchendo o resto.

Quando eu estava pesquisando para essa entrevista, eu achei pessoas dizendo que você escreveu perguntas para o quiz show da BBC, Only Connect. Isso é verdade?

Eu escrevi! Escrevi uma pergunta, fiz um cartaz para a connecting wall.

O Reddit pensa que foi uma pergunta sobre os Sex Pistols…

Ah, na verdade, eu acho que eu originalmente fiz o cartaz, e depois [o editor do Only Connect] Alan Connor decidiu que um deles funcionava melhor como uma única pergunta. Essa foi uma delas, mas havia outra que eu fiz sobre objetos inanimados em filmes que tem nomes – como Wilson em Náufrago e a boneca de Lars and the Real Girl.

Como que isso aconteceu?

Alan Connor é um amigo meu e foi um dos diretores de A Young Doctor’s Notebook. Eu sempre perguntei pra ele: “Se eu fizer um cartaz que é bom o suficiente, você coloca no programa?” E ele me deixou fazer! Eu não pedi para que colocassem o crédito! E é por isso que se você assistir Only Connect, as vezes você escuta meu nome. Havia um objeto nas vogais perdidas que a dica era ‘filmes do Daniel Radcliffe.’

Você é fã de quiz shows? É por isso que quando você foi convidado no BoJack Horseman eles te colocaram como um participante do game show do Mr Peanutbutter?

Não foi mas eu fiquei bem feliz quando eu descobri que era esse [o episódio em que eu estaria] porque eu amo quizzes. Mas eu apenas gostei bastante da primeira temporada da série e saí falando disso em entrevistas esperando conseguir uma participação. Agora eu tenho que começar a fazer isso com Rick and Morty.

Quão bom é Rick e Morty?

Incrível! Eu estou muito animado pela terceira temporada estar saindo. Eles fazem algo parecido com BoJack Horseman quando tentam ser incrivelmente tristes as vezes.

Mas voltando, você gosta de quiz shows?

Sim, eu amo quis shows. Sou obcecado por Pointless. Na verdade, isso é meio embaraçoso de se admitir e todo mundo que ler isso vai pensar que eu sou um péssimo amigo, mas eu tinha um amigo na minha casa ontem à noite que eu não vi a seis meses, e pela primeira hora em que eles estavam lá, eu disse que eles deveriam se sentar e ficar quietos porque eu ia assistir University Challenge. Então eu assisti e depois Only Connect veio logo depois, então assistimos esse também.

Você não poderia assistir depois no iPlayer?

Não, eu tinha que assistir ao vivo. É bem triste.

Qual o seu quiz show favorito?

Pointless. Eu amo Pointless, eu amo Only Connect. Eu assisto The Chase também, mas eu particularmente amo os quizzes da BBC, porque eles ganham pouco dinheiro. Eu acho que isso é algo na Grã-Bretanha, quão mais difícil o quizz é, menor é o prêmio. Teve esse momento incrível no Only Connect ontem a noite onde uma das garotas já tinha ido no University Challenge, e pra mim esse é um sinal de que tipo de programa é esse. Os participantes estão tirados por ser bons em outros programas.

O que mais você quer fazer com a sua carreira?

Eu quero muito dirigir. Idealmente dirigir algo que eu escrevi, porque eu sinto que eu teria um melhor entendimento do roteiro. E também porque se der errado, eu acabei com meu próprio trabalho, não o de outra pessoa. É basicamente isso, e eu quero continuar trabalhando enquanto eu puder. Eu quero ser ator pelo resto da minha vida, basicamente.

Que tipo de coisa você gostaria de escrever e dirigir?

Meio que uma comédia dark, eu acho que essa é a área em que eu sou mais interessado. Eu tento escrever coisas que são sérias, e acabo escrevendo piadas. As pessoas em que eu me inspiro são escritores-diretores como Coen Brothers, e Martin McDonagh, e Wes Anderson, e Quentin Tarantino.

Finalmente, qual o seu próximo projeto?

Talvez há algo para esse ano, mas eu ainda não tenho certeza. E talvez mais teatro no início do ano, que será anunciado em breve.

Daniel Radcliffe, muito obrigado!

Tradução: Nuara Costa






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