Se há uma coisa que você pode dizer sobre a carreira pós-bruxo de Daniel Radcliffe, é que ele não está com medo de correr riscos. Desde que ele levantou sobrancelhas pela primeira vez com uma performance ‘frontal’ em Equus, o ator de 25 anos virou para o lado do horror com The Woman in Black, o drama gay da época beat em Kill Your Darlings, e a fantasia bizarra Horns de Alexandre Aja ano passado. Agora, a ex-estrela da capa da Attitude pode adicionar outro gênero ao seu CV cada vez mais abrangente, com a incomum comédia romântica What If?

Atuando oposto a Zoe Kazan de Revolutionary Road e estrela Adam Driver de Girls (e em breve de Star Wars), Radcliffe mostra um desempenho aclamado pela crítica como Wallace, um aluno de medicina que abandonou os estudos que jura não socializar por um ano, só para – você adivinhou – cruzar com a menina de seus sonhos em uma festa. Saindo em DVD esta semana (09 de fevereiro), Dan fala sobre o próximo passo em sua crescente carreira pós-Potter, e sobre fazer uma comédia romântica para o século 21…

Em que estado estava What If? quando você se juntou ao elenco? Michael Dowse já estava escalado como diretor?

Michael estava muito afim, e quando recebi o roteiro, veio com uma carta dele dizendo por que ele queria que eu fizesse o papel e porque que ele pensou que eu seria bom. E então eu li o roteiro e nos falamos pouco depois. Me tornei ligado nele porque eu absolutamente queria fazê-lo.

Em seguida, foi apenas uma questão de encontrar a garota para interpretar Chantry. Precisávamos de alguém que, além de ser, obviamente, muito charmosa e engraçado, também fosse muito, muito inteligente, porque sua personagem é. E Zoe Kazan é uma das pessoas mais inteligentes que eu já conheci – esqueça apenas atriz ou ator, ela é uma das mais brilhantes em geral. Com isso, trabalhar com ela foi realmente fácil, porque ela só responde a toda e qualquer coisa que você dá a ela.

Quanto tempo durou a busca?

Eu não acho que tenha sido mais de três meses entre eu me tornar interessado e nós nos preparando para começar a filmar. Por isso, foi um processo bastante rápido com este, e uma vez que Zoe tinha lido e amado – e ela só tinha Ruby Sparks saindo – não havia necessidade de procurar em outro lugar, obviamente. Ela era a nossa garota.

O script estava na lista negra de roteiros quentes – quando ele veio para você era na forma que está agora? Foi muito adaptado?

Ele era praticamente da mesma forma que é agora. As únicas diferenças foram que, em um ponto, a última parte do filme que se passa na Irlanda deveria se passar na América do Sul. Mas a Irlanda é muito amigável para filmes, portanto, nós transferimos para Irlanda. Fora isso, foi muito o mesmo. Pequenas mudanças em termos de diálogo foram feitas, mas não houve grandes mudanças na história ou qualquer coisa assim.

No momento em que eu soube que eu ia fazer o roteiro foi na página dois, quando Wallace está corrigindo Chantry em sua pronúncia de uma palavra, e eu estava tipo, “Ah, eu sou esse cara.” [Risos] Eu definitivamente me identifiquei muito com aquilo.

Eu também gostei do quão inteligente era e quanto coração também tinha. Há sempre um perigo em filmes como este que pode acabar sendo 90 minutos de pessoas fazendo graça umas com as outras, se tornando algo um pouco sem alma, e, na verdade, o nosso filme tem uma enorme quantidade de alma. Eu realmente acho que vai fazer as pessoas muito felizes. É um filme no qual você sai feliz, o que é uma coisa difícil de fazer sem recorrer a truques baratos.

Apesar do que acontece entre Chantry e Wallace, o filme parece muito claro que homens e mulheres podem ser amigos. Como você acha que ele atinge esse equilíbrio?

Essa é a coisa sobre o filme, porque eu acho que há duas questões distintas. Devido a este filme, as pessoas começaram a me perguntar se homens e mulheres podem ser amigos. E, claro, a resposta é sim. Sou amigo de muitas mulheres que eu não tenho nenhuma intenção de dormir com. Há também a questão de saber se os homens e mulheres que são incrivelmente sexualmente atraídos um pelo outro pode ser apenas amigos. Essa é uma questão muito mais difícil, e muito mais difícil de se lidar. Essa é a questão que está presente no filme. Eu acho que é uma coisa muito fora de moda agora – a ideia de que homens e mulheres não podem ser amigos. Acho que já está caído no esquecimento agora.

Como foram suas primeiras conversas com Michael? Era essencial que vocês dois tivessem uma química?

Sim, e foi também sobre descobrir que tipo de filme que ele queria fazer. E isso é uma coisa difícil de quantificar ou de falar. Michael fez referência a um monte de outros filmes. Ele estava se referiu a filmes como It Happened One Night e When Harry Met Sally. Eles eram grandes pedras fundamentais para nós, porque é tudo sobre como as relações são construídas através de brincadeiras, e também por tipo insultar um ao outro no começo, e fazer graça.

Nós também conversamos sobre a forma que ele queria fazer o filme. Michael disse que queria filmar muitas cenas amplas e apenas deixar a audiência assistir aos personagens em vez de cortar para closes próximos. E ele se apegou a isto belamente – porque normalmente os diretores dizem coisas assim mas tudo vai por água abaixo quando eles veem um ângulo melhor. Ele faz muito isso no filme – parece que o objetivo é deixar as cenas amplas o máximo possível – então em vez de contar o que você precisa ver dos personagens, ele apenas observa a história. Essa é a diversão do filme: você observa muito intimamente o início de um relacionamento de forma muito divertida e você pode viver isso através dos personagens.

Wallace desistiu da faculdade de Medicina e é um cara gente boa no filme. Comédias românticas geralmente eliminam a existência dos empregos de seus personagens. Foi interessante o personagem ter essa especificidade?

[risos] Bem, eu acho que o Wallace poderia facilmente ter sua profissão eliminada completamente, para ser honesto. Por outro lado eu realmente amo que Chantry é uma mulher com emprego no filme e você pode ver ela executando seu trabalho várias vezes. Ela não é apenas uma garota que tem tempo livre para se preocupar com homens. Ela tem um trabalho que precisa frequentar. Não é o foco do filme, apenas um fato e eu acho que Elan Masrai é um ótimo escritor que pega essas pequenas coisas e as tornam em algo. Elan, a propósito, é o cara que beija minha ex-namorada no filme.

A saída do personagem da faculdade aparece brilhantemente algumas vezes quando as pessoas se machucam e querem que ele de repente lide com isso.

Ele causa alguns desses machucados.

Sim, na verdade, ele realmente causa! Estes são meus momentos favoritos no filme porque geralmente ele é cheio de diálogos e de repente nos vemos naquelas comédias gags*.

É um verdadeiro momento Buster Keaton*.

Sim, absolutamente. É como uma daquelas ótimas piadas de Peter Sellers girando o globo. Você sabe que ele vai colocar a mão no globo e cair. É uma piada similar; antes de acontecer você sabe exatamente como vai ser, mesmo assim isso faz você sorrir. Elas são ótimas. Porque outro motivo você teria que abrir a janela se ninguém fosse cair através dela? É um ótimo momento.

Adam Driver está no próximo Star Wars. É difícil manter-se sério durante as gravações com ele?

Adam Driver é um dos improvisadores mais engraçados que já conheci. Uma das coisas em que eu mais me aperfeiçoei durante esse filme foi como não rir em frente a câmera, porque ele regularmente dizia coisas que me fariam querer rir. Minha parte favorita, e eu acho que está no filme, foi quando ele estava assistindo os idosos jogando boliche e gritava para um deles: “Você não poderia encontrar essa pedra nem se estivesse no seu rim!” (risos) Ele é incrível, e um cara interessante também. Ele esteve na marinha, comanda uma organização de caridade e ele é um cara interessante e inteligente.

Como é trabalhar em Toronto?

Eu filmei dois filmes no Canada ano passado – um em Toronto e um em Vancouver – e foi um prazer trabalhar em ambos. Canadenses são bem amigáveis e muito educados. Eles são tudo que suas reputações internacionais dizem que são. Eu me diverti muito lá. Eu comi muito – muita batata frita com queijo e bacon. Foi um lugar muito divertido para se trabalhar.

Falando em comer muito, um dos pontos altos desse filme é o sanduíche Fool’s gold. Você experimentou?

O fool’s gold é incrível. Para as pessoas que não sabem, ele é um sanduíche enorme com muita manteiga de amendoim, geleia e bacon, e é delicioso. Eles, obviamente, fizeram alguns no set para a montagem que seria feita no filme. E, eu não entendo o porquê, mas eu e um outro cara estávamos ansiosos para provar o sanduíche e o resto do pessoal estava sendo muito saudável e, honestamente, covardes em relação a isso. Todo mundo deveria ter experimentado. Foi adorável.

Você também foi para Dublin com o filme?

Eu tive que ir até Dublin para uma filmagem. Eu fui chutado de algumas escadarias e, então, tive que correr um pouco. Mas foi adorável estar lá, de qualquer forma – É sempre um prazer ir pra Irlanda e Dublin é uma ótima cidade. Dublin tem cenas bem breves, mas é mostrada lindamente no filme. Esse filme usa as locações que tem muito bem. Foi uma cena adorável e eu tive que trabalhar com a incrível Oona Chaplin, que teve que pisar em mim para ter certeza de que eu não estava morto. E ser chutado nas escadas pelo Rafe Spall.

Tradução e adaptação: May Oliveira, Rafael Rodrigues e Juliane Sanchez

Fonte: Attitude Magazine

 


*Buster Keaton – ator e diretor americano de comédias mudas baseadas no humor gags.

*Gags – tipo de comedia baseadas em corridas, quedas e fugas.


 


A revista online Dazzed Digital fez um pequeno flashback de como foi o ano de 2014 para Daniel Radcliffe. Nela o ator conta sobre momentos embaraçosos em sua carreira, sua visão sobre a cultura pop e muito mais! Confira abaixo a entrevista.

“Desde reabilitar sua imagem com papéis mais arriscados em filmes como “Kill Your Darlings” e “Horns”, Daniel Radcliffe mergulhou fundo traçando seu caminho de volta ao mundo cinematográfico. Este ano ele só nos levou aos cinemas duas vezes, na primeira vez estrelando como protagonista da comédia romântica “What If”, e na segunda, em  “Horns” onde ele também estrelou como protagonista, mas provavelmente o primeiro papel o qual o ator teve chifres em sua cabeça, literalmente. Neste ano ele estará de volta fazendo parceria com Judd Apatow na comédia “Trainwreck”. Em seguida, ele estará de volta ás telonas, mancando, interpretando Victor em “Frankenstein”, o maníaco que dará vida ao personagem principal, nele, Radcliffe contracenará ao lado do também talentoso James McAvoy.”

Trey Taylor

 

Qual foi a sua definição da cultura pop de 2014?

Oh meu Deus, o que seria… Você sabe qual? Bom esta manhã eu estava em um programa de rádio, conversando com Nick Grimshaw, ele é bem próximo do Harry Styles, então ok, acho que esse era o ponto em que deveríamos chegar correto? Aparentemente – eu não sabia disso até o dia de hoje – mas, aparentemente, Harry Styles vomitou em algum lugar e um santuário foi feito naquele local e as pessoas estão o visitando. Então, eu sinto que se você quiser falar sobre a cultura pop envolvendo as celebridades de 2014, acho que essa é uma boa história.

Eu também li que havia alguém vendendo doenças na internet.

Sim. Sinto que esta pode ser a definição da cultura pop dessa geração. Além disso, o novo vídeo da Nicki Minaj. Eu estou tentando pensar em outras coisas mas não consigo no momento.

O que você achou do vídeo “Anaconda” da Nicki Minaj?

O que eu achei? Ela é sexy! Não há nada a mais para se pensar, além disso. Houve uma enorme controvérsia sobre este vídeo ou algo do gênero, né?

Algumas pessoas pensam que ela está tentando trazer de volta feminismo através do “twerking”, e outras dizem que ela é apenas uma pessoa sexualizando seu corpo.

Ah, entendi. Não sei definir.

Ainda há um grande debate sobre isso.

Bom, neste debate eu ficaria completamente cego pela cobiça. Do que ela gosta? Eu ficaria bem intrigado para saber o que ela pensa a respeito disso tudo.

Tenho certeza que ela possui sua atitude de diva, mas também acho que ela é um pouco feminista, sabe?

Sim, entendo, mas eu sinto que por vezes as pessoas analisam as canções de uma forma muito preconceituosa, ao invés de utilizar isso como algo comum e divertido. Eu entendo, acho que é pela imagem que ela promove e a influência que ela pode exercer sobre as pessoas, mas ainda acho que não se pode analisar uma canção dessa forma. Se ela quer fazer a música assim, você não pode querer impedi-la.

É aquele tipo de pessoa que mata – literalmente – a diversão. Não é?

Sim, eu acho. Nossa, eu obviamente escolhi um lado agora. (Risos)

Qual foi a sua música e o seu filme preferido do ano passado?

O meu filme preferido do ano passado com certeza foi “The One I Love”, um filme do Charlie McDowell.

Por quê?

Porque é tão incomum, e tão simples, é muito, muito engraçado, mas também uma das histórias mais interessantes. É um filme sobre um casal que quer ir embora para uma espécie de retiro no interior dos Estados Unidos. Há uma casa de hóspedes onde eles estão, por isso, eles vão morar na casa de baixo, e de vez em quando, um deles entra na casa de hóspedes sem a outra pessoa, basicamente eles encontram uma versão idealizada de seu parceiro, e seu verdadeiro parceiro não pode entrar na casa. Esse filme é uma loucura, mas basicamente conta a história de um casal lutando para salvar seu casamento, mas é feito de uma forma surpreendentemente criativa.

Minha música preferida… Oh Deus! Eu estou gostando realmente do novo álbum do Jamie T, particularmente de uma música chamada “The Prophet”, não sei se é a minha favorita de todo o ano, mas com certeza está no topo. E quando digo no topo, é lá no alto mesmo. Eu não consigo pensar em mais nada agora.

O que você acha que será do estilo e da cultura pop em 2015?

Muito mais vômito sendo vendido na internet. O que eu acho que vai mudar? Eu não tenho nenhuma ideia realmente. Quer dizer, eu me preocupo um pouco pra ser honesto. Eu me preocupo um pouco com a obsessão das pessoas em saber como eu vivo. E quando digo, eu, me refiro a qualquer celebridade no geral.

Esta manhã você falou sobre a lista dos mais ricos.

Sim, quer dizer, foi bem estranho, mas tudo bem. Isso é realmente uma coisa muito britânica, eles tendem a fazer muito disso. – Oh, mas eu acho que a Forbes (USA) possui uma lista também!

Como você se sente sendo classificado nesse ranking contra outras pessoas?

Está tudo bem. Quero dizer, é tudo ridículo, a coisa toda é ridícula e todos que estão na lista sabem disso. Qualquer um que olhe para esta lista e se pergunte: “Oh, onde eu estou esse ano?” é um babaca.

Isso vai além da disputa. Lembro que no início do ano, sai para fazer algumas compras acompanhado da minha namorada, depois de terminarmos voltamos para casa, quando chegamos, havia fotos de nós dois online, pensei, pelo menos é no Perez Hilton, que para mim é um dos poucos e geralmente inofensivo em relação aos outros sites. Mas acho tão estranho que as ações triviais das pessoas estejam sendo usadas como posts para bombar na internet, como se fossemos algo de outro mundo. E eles não são, isso é apenas a vida. Eu acho que esse tipo de coisa cria uma atmosfera onde as pessoas só aspiram a fama através de coisas assim, e não por fazer um produto ou um trabalho legal. Então, sim, eu me preocupo um pouco.

Diga-me uma nova habilidade que você aprendeu em 2014?

Estou aprendendo a tocar guitarra. Comecei como quem não quer nada e agora estou realmente envolvido e gostando disso de verdade.

Violão?

Não, eu tenho uma guitarra elétrica mesmo, com um amplificador e um pedal de distorção – acústico é incrível, mas como, acústico é muito mais difícil, pelo menos para mim. Você pode brincar em uma guitarra elétrica e obter um bom som rapidamente, então eu realmente me divertindo com isso.

Quem era o seu herói cultural anônimo que você só descobriu em 2014?

Na verdade, curiosamente eu acabei de mencionar ela em outra entrevista. Sister Rosetta Tharpe, você conhece?

Não. Ela era religiosa?

Ela é esse tipo de herói anônimo, criadora do rock’n’roll, junto com, obviamente, todo o tipo de gente do sexo masculino nesse grupo onde uma senhora negra incrível tocava guitarra elétrica.

O que lhe aconteceu no ano passado que você não esperava que acontecesse de jeito nenhum?

Com certeza as extensões de cabelo com as quais tive que lidar por conta de Igor. Eu realmente não previa isso.

Isso foi uma coisa que te estressou ou chateou? Ter todo aquele trabalho de colocar e retirar as extensões de cabelo?

Digamos que não foi um período negro para mim, mas foi para a minha namorada. Ela não ficou muito feliz com todo aquele cabelo. Definitivamente não. (Risos) Eu não consigo pensar em outra coisa que tenha me incomodado. Oh sim! Quando eu fui ao México para promover “What If”, todos os fãs se juntaram e pagaram para uma banda fazer uma serenata para mim do lado de fora do hotel, eles ficaram tocando lá por um bom tempo. Olha só, por isso eu também não esperava.

Este é aquele momento em que você pensa: “Eu não posso acreditar que isso esteja realmente acontecendo…”.

Foi sim. Foi um daqueles momentos reais de “Nossa, isso é tão carinhoso, mas é realmente estranho”.

O que podemos esperar de você em 2015?

Bom, “Frankenstein” será lançado em 2015, e se tudo correr como planejado, nas próximas semanas estarei gravando mais um filme.

 

 

Fonte: Dazzed Digital


Daniel Radcliffe cedeu uma pequena entrevista para o jornalista Mickey Rapkin, da revista ELLE, onde ele conversou com o ator sobre assuntos do coração.

“Quando você está em uma franquia global como a de Harry Potter, seu rosto aparece em tudo, desde fronhas de travesseiro até escovas de dente. O que fez com que o truque de Daniel Radcliffe fosse ainda mais impressionante: O menino bruxo nos convenceu a vê-lo como um homem sério. Ele foi de Equus, seu estrelato de 2008 na Broadway onde aparecia nu durante as cenas, depois retirou totalmente sua imagem infantil durante um seriado extra da HBO e ano passado a transformação se fez por completo quando estreou nos cinemas com a sua primeira comédia romântica “What If”, ao lado de Zoe Kazan. Fora das telonas, Radcliffe mantém um relacionamento sério com a atriz Erin Darke, que ele conheceu durante as filmagens de “Kill Your Darlings”. Aqui, ele fala sobre a perda de sua virgindade, a nudez pública em Equus, e as regras sobre ter amigos seriamente atraentes.” – Mickey Rapkin

 

Qual a única coisa que se você encontrasse no apartamento de uma mulher diria que vocês são completamente incompatíveis?

Se houvesse uma enorme prateleira de livros sobre culinária vegan, eu com certeza estaria em apuros.

Achei que você iria dizer um box de Harry Potter.

Não, e sabe por quê? Muitas pessoas possuem o box de HP, então provavelmente seria injusto não incluir todas as mulheres nessa situação.

Você ficou nu durante a peça Equus, e mergulhou semi-nu em What If. Você se sente confortável gravando essas cenas?

Não. Quero dizer, eu estava bastante confortável. Tem de haver algo a ser dito quando você tem 17 anos e fica completamente nu em frente a uma platéia, então, sim, eu estava incrivelmente aterrorizado.

Foi estranho para você depois ter encontros onde as mulheres poderiam dizer “Oh, eu vi Equus…”?

Particularmente não. Eu saí com poucas meninas naquela época, então normalmente eu entrava na brincadeira e dizia “Ah, legal! Então você já me viu nu.”.

Sobre a perda da sua virgindade, existe alguma coisa que você faria diferente?

Eu sou uma das poucas pessoas que não tem do que reclamar sobre a primeira vez.

Sério? Quer dizer, tudo correu como planejado?

Foi com alguém que eu conhecia muito bem. Fico até feliz em dizer que tive outras relações melhores desde então, mas comigo não terrivelmente embaraçoso como muitas pessoa dizem ser, por exemplo, um amigo meu ficou completamente bêbado e teve sua primeira relação com uma completa estranha debaixo de uma ponte.

Certo. Então pra você o sexo é melhor sem bebidas envolvidas?

Para muitas pessoas o sexo é melhor quando você bebe, mas para mim e a pessoa com a qual eu estiver definitivamente ele vai ser melhor enquanto estivermos sóbrios.

Há algum tempo você publicou poesias sob um pseudônimo. Quer compartilhar com alguma mulher algum versículo que escreveu?

Eu escrevi poesias de forma mais consistente quando eu estava com 16, 19 até os 20 anos. Nesse período eu teria escrito vários poemas de amor. E não tem nenhuma que eu queira ver colada na internet pelo resto da minha vida. (Risos)

Pegando o casamento dos seus pais como um exemplo, o que você aprendeu sobre o amor?

Quando eu assisto esses programas da tv americana sobre namoros, como o The Millionaire Matchmaker, acho que minha mãe e meu pai possuem um casamento incrivelmente sólido.

Espera! Espera! Você assiste The Millionaire Matchmaker?

Minha namorada me fez começar a assistir. E é incrivelmente repulsiva a obsessão que se cria sobre este tipo de programa. Os homens de lá não dizem nada além de se vangloriarem sobre suas vidas. É…

Há um rumor circulando de que você estaria noivo.

Eu não estou.

Você acredita em casamento?

Em partes. Porque parece que a coisa mais romântica que você pode fazer é ficar de pé em frente a todos os seus amigos e dizer o quanto você ama essa pessoa.

Não foi exatamente isso que a personagem de Zoe Kazan em “What If” disse?

Serio que ela quis dizer exatamente isso em “What If”?

Eu acho que sim.

Isso é estranho. É obviamente uma coisa que já está empregnada na minha cabeça. Mas ao mesmo tempo imagino algo fantástico sobre o casamento, eu não sei, mas isso estará nos meus planos futuros em algum momento.

“What If” fez um questionamento: homens e mulheres podem ser amigos? Quando isso dá errado?

Essas são duas perguntas que se confundem e as pessoas as encaram como uma só. Homens e mulheres podem ser amigos? Absolutamente. Eu possuo muitas amigas mulheres as quais eu nunca tive relações e nem me sinto atraído para ter.

Qual é a outra pergunta?

Homens e mulheres que estão romanticamente ou sexualmente atraídos um pelo outro pode se tornar amigos sem que isso nunca se torne um problema? Isso é muito mais difícil. Em análise, nessa situação tem que haver uma conversa sobre o assunto. Pelo menos pra mi teria de haver ou eu ficaria louco. Essa é a grande diferença. E é nisso que meu personagem no filme erra, ele espera e sofre com a incerteza por ter medo de ter essa conversa.

Quanto tempo você esperaria?

Alguns meses, provavelmente.

Você trabalhou com algumas atrizes lendárias durante as filmagens de Harry Potter. Em algum momento em particular, você recebeu conselhos sobre mulheres de alguma delas?

Na verdade fiz a pergunta. Eu tinha uns 16 anos e estava trabalhando com Imelda Staunton. Eu tinha uma namorada e ela disse, “Oh, eu não vou fazer nada para o dia dos namorados. Não farei nada disso.”, eu transmiti a mensagem para a Imelda e ela disse: “Bobagem!, Não importa o que a garota diz, só vá e faça alguma coisa!”

O que você preparou para o dia dos namorados desse ano?

Eu não me lembro. Mas provavelmente escrevi um poema. (Risos)

 

  Fonte: ELLE


No final de mês de Outubro, Daniel concedeu uma pequena entrevista ao jornalista Matt Prigge do METRO, falando um pouco mais sobre como decidiu fazer parte do elenco de “Horns” e sobre seus filmes de terror favoritos. Confira a tradução abaixo.

Daniel Radcliffe afirma que teve uma maré de sorte após a filmagem do último filme da franquia de “Harry Potter”.

Ele protagonizou com sua inteira alma três personagens em três filmes totalmente diferentes: Interpretou Allen Gisnberg em “Kill Your Darlings”; foi uma estrela na comédia romântica “What If” e então chegou á “Horns”, uma mistura de terror e mistério regado de uma boa dose de comédia e romance, no qual ele interpreta um jovem acusado de ser o culpado pelo assassinato brutal de sua namorada (interpretada pela atriz Juno Temple), e então, um belo dia o jovem acorda possuindo um par de chifres e um poder sobrenatural de transformar as pessoas em criaturas seriamente honestas.

O fascínio do diabo: “É interessante como muitas vezes o “diabo” aparece na literatura, na cultura pop, peças teatrais e em filmes – mais até que Deus. Eu posso lembrar-me somente de “Bruce Almighty”. Até em outros, mas com certa dificuldade. O diabo é um personagem muito carismático, e sempre será. De acordo com a história, ele costumava ser um anjo e por mal comportamento caiu, a partir daí, teve potencial para o bem e para o mal dentro de si. Não aparece algo relacionado a ele ser um ser humano de verdade, ao contrário de Deus, que possui essa grandiosidade o tempo todo”.

Seu diabo fictício favorito: “ ‘The Master and Margarita’ é a minha versão favorita do diabo, porque esse diabo é como uma amálgama com partes separadas que são divididas em entidades diferentes. Há um chamado de Roland, que está sempre vestido de preto, mas há também o Koroview, o qual possui 7 metros de altura, e há um outro, um gato preto que por sua vez, possui 5 metros de altura. Eles são sua comitiva. É simplesmente uma representação maravilhosa do diabo rasgando Moscou ao meio em 1925. Radcliffe e seu diretor Alexandre Aja, compartilharam também seu favoritismo por “Sympathy for the Devil”, que possui essa ideia do diabo como um temporal, uma metamorfose de um ser sempre presente.

Sua necessidade por fazer “Horns”: “Eu respondi ao script de uma forma muito visceral”. Eu me coloquei no lugar de outra pessoa vendo outro ator interpretando aquele tipo de cena, seria como ver minha namorada beijando alguém. Dá aquele nó no estômago. Assim que eu li, eu sabia que se eu assistisse outra pessoa interpretando aquilo no meu lugar, eu ficaria muito infeliz”.

Ele teve que convencer Aja de lançá-lo: “Eu me voltei para Alex e definitivamente demonstrei o inferno que havia dentro de mim. Deixei-o saber o que eu estava disposto a fazer por este filme, o quão duro seria o meu trabalho, até porque, eu sabia que ele estava pensando em uma pessoa mais velha para isso. Então encorajei: ‘Por favor, deixe-me lhe mostrar que esta forma de pensar está totalmente errada’”.

Por que ele não é um horror: “Há uma obsessão moderna – talvez não tão moderna, talvez eu esteja sendo muito duro com a modernidade – mas há uma obsessão em categorizar os filmes e coisas do gênero. Você poderia dizer que se trata de um filme de terror por ter Alex como diretor. Na verdade me pergunto se Alex não fosse o diretor, se ele iriam o categorizar simplesmente como ‘horror’. Eu acho que ele não pode ser categorizado dessa forma. Existem elementos de horror e de thriller. Mas generalizando, é apenas uma história de amor. Na realidade apenas um drama. Trata-se da clássica batalha do bem e do mal, só que isso está acontecendo dentro de apenas uma pessoa. O grande dilema desse filme não está direcionado exatamente no culpado do assassinato, mas sim em sua reação ao descobrir quem fez isso. Será que ele vai manter sua trajetória de raiva e violência, ou vai fazer a pessoa ver o que ele realmente é, uma pessoa que está ostensivamente de luto e aceita o perdão pelo simples desejo de acabar com tanta violência e ódio”.

Interpretando um personagem que é intenso e nem sempre agradável: “Interpretar  alguém que faz coisas terríveis o qual o público ainda estará torcendo por esse personagem? Isso é quase o ideal! Sua intensidade e o alcance de suas emoções me fez querer interpretá-lo, a partir da comédia no início do filme para o quão horrível é o lugar e  a cena em que ele tortura seu irmão. Houve uma verdadeira comoção por ele, um romance de verdade sobre ele, por conta de seu coração ser puro. Há algo de belo e doloroso em ver como esse romance o destruiu e ao mesmo tempo conseguiu reconstruí-lo”.

Os seus filmes de terror favoritos: “‘O Iluminado’ seria o primeiro filme de terror que nunca realmente me assustou de uma forma profunda. Não que ele tenha só me feito pular, mas me assustou para caramba. Além disso, eu só assisti porque estava trabalhando com o diretor, mas James Watkins, que dirigiu “Woman in Black”, seu primeiro filme é chamado de “Eden Lake”, com Michael Fassbender e Kelly Reilly. Isso sim é um grande filme, porque poderia concebivelmente acontecer na vida real. Os antagonistas são crianças horríveis que destroem o fim de semana desta família. Esse também possui o final mais sórdido e mais triste que eu já vi. Quando eu encontrei com James eu lhe perguntei: ‘Como você teve corajem de acabar um p*** filme desses dessa maneira? ’”.

Mas seu filme favorito desde sempre é um filme britânico de 1946, intitulado “A Matter of Life and Death” (que é de fato incrivelmente brilhante): “Esse é um filme que eu assisti com cada namorada que tive. É aquele momento verdadeiro: ‘Se você não gosta desse filme então eu realmente não gostarei de sair com você’”.

Tradução e Adaptação: Barbara Carias

Fonte: METRO


A editora de entretenimento da revista Capricho, Fernanda Catania, viajou até o México para encontrar o Dan durante a sua pré-estreia de “What If” na cidade, e como de costume, Daniel esbanjou sorrisos e simpatia durante uma entrevista totalmente descontraída e animada para os fãs brasileiros. Confira o vídeo clicando no link abaixo.

Superstars: Daniel Radcliffe prova que é o namorado mais fofo do mundo

 

Agradecimentos á Capricho


Confira abaixo vídeos de algumas entrevistas da press junket de The F Word no Canadá.

(mais…)


Em divulgação de What If (Será Que?), Daniel estampa a capa da revista canadense em um novo photoshoot. Além das novas fotos, a revista traz também uma entrevista com o ator.

Daniel Radcliffe fala da vida pós Harry Potter e explica o que o agrada no romance de ‘Será Que?’

Daniel Radcliffe pode ser o ser humano mais famoso do mundo, mas a verdade é que ele está lidando muito bem com isso.

No mês passado, ele atraiu uma multidão enorme para o tapete vermelho do Teatro Scotiabank em Toronto, durante a estreia da comédia romântica de ‘Será Que?’, na qual o ator é protagonista.

Ao invés de se infiltrar na lona por uma porta lateral cercado de seguranças, ele se envolveu com todos os presentes da forma que podia – falando com seus fãs, brincando com os meios de comunicação que estavam montados ali e até dizendo para a jornalista Sabrina Maddeaux do NOW’s que ele realmente gosta de sorvete depois do sexo – especificamente o Americone Dream de Stephen Colbert’s – nota que, naturalmente foi ao ar na noite seguinte pela The Colbert Report.

“Eu não entendo atores que não promovem seus filmes.” – me disse ele no dia seguinte, sentado em uma suíte do Trump Hotel. É imediatamente perceptível que nos dois anos desde a nossa última conversa, quando ele veio para a cidade para promover “The Woman In Black” o rapaz que tinha um corpo razoavelmente em forma passou para outro quase insanamente torneado.

“Eu estou tipo ‘Bem, por que você fez o filme? Você fez o filme para as pessoas que trabalharam com você, ou para que seus fãs também pudessem vê-lo? Você quer que as pessoas vão assisti-lo?’ Não! Todo mundo que trabalhou neste filme, todas as pessoas com quem trabalhei no set, que deram tão duro quanto eu, merecem que todos vão assisti-lo, e certeza que eles querem seu trabalho visto tanto quanto você quer o seu.”

“Mas ninguém vai fazer uma entrevista com o chefe do nosso departamento de câmeras, porque cabe ao nosso diretor e aos próprios atores ir a frente da mídia proclamar o filme no qual tantas pessoas participaram. Para mim, você têm que ver como o projeto todo.”

Radcliffe afirma também que o projeto de The F Word é digno de compromisso. É de um charme encantador, ver Wallace, um escritor técnico com o coração partido que se apaixona pela animadora Chantry (Zoe Kazan), apenas para descobrir que ela já está em um relacionamento. Portanto, eles decidem ser amigos, mas fica complicado.

“Há algo muito bonito sobre a probabilidade de assistir aos momentos em que uma pessoa se apaixona,” diz ele.

“Esses breves momentos de conhecer uns aos outros são muitas vezes tão fugaz, mas ao mesmo tempo tão íntimo e doce. Como um expectador, eu acho que essa é a verdadeira diversão do filme. Você fica totalmente nostálgico, permitindo sentir toda essa experiência.”

Ele também ficou impressionado com esse script, o qual permite dar espaço a personagens de diversos tipos.

“O fato de Chantry ter um trabalho”, – diz ele. “Ela não está vivendo em um vácuo e puft, do nada se apaixonada, fato que eu costumo ver em algumas comédias românticas. Todo mundo está caracterizado e realmente tem uma “função” ali. O fato de o romance causar um impacto tanto na vida pessoal quanto na profissional do cara. É isso o que vai fazer esse filme se tornar um dos favoritos na lista de algumas pessoas, porque ele envolve o realismo. Ou pelo menos foi isso que tentamos fazer, e eu espero que tenhamos conseguido.” – ele ri.

A par de outras coisas que atraiu o ator ao atual projeto…

“Esta é literalmente a primeira vez que eu interpretei um ser humano moderno. E isso é algo que eu tinha muita vontade de fazer. Independentemente se fosse na casa dos 40 interpretando um homem do século XIX, ou o que quer que fosse, fisicamente é um trabalho diferente. Porque, para ser capaz disso eu só precisei estar relaxado e não me esforçar para causar um grande impacto, sabe? O que foi realmente muito bom!”

E ainda havia outro motivo para ele se interessar pela comédia romântica.

“Eu realmente não me considero uma pessoa muito engraçada, na verdade me considero um ser humano sem graça.” – admite. “Eu passei a minha infância e adolescência amando comédia, então, eu realmente tinha vontade de fazer parte disto um dia, achei que seria bom pra mim. Eu queria que as pessoas tentassem me ver dessa forma, até porque dúvido muito que alguém me imaginou desse jeito em HP alguma vez”.

Com apenas 25 anos, Radcliffe se encontra em uma posição de dar inveja a muitos atores: ele já estrelou a maior e mais bem sucedida franquia do século. Ao não ser que ele queira re-inventar Star Wars ou interpretar um super-herói da Marvel, não há simplesmente nenhuma maneira de igualar o grandioso sucesso da saga Harry Potter. Mesmo assim, ele decidiu não se preocupar com isso.

“Eu nunca vou gastar todo o dinheiro que arrecadei com Potter”, – diz ele. “Ter muito dinheiro só quer dizer que você não deve se preocupar no quesito dinheiro. E só. Por que afinal de contas, o que eu iria fazer para gastá-lo assim tão depressa?”

“Eu quero fazer filmes onde eu consiga uma boa experiência. E a verdade é que eu tive essa experiência durante todo esse tempo em cada trabalho único que já fiz, nenhum mais nem outro menos. E para mim, isso é muito mais importante. O dinheiro é ótimo, é claro, eu sei que tenho muita sorte de poder estar fazendo um trabalho e saber que serei super recompensado. Mas a principal razão de eu fazer isso é porque simplesmente amo estar em um set de filmagem. Gosto de estar com todos os tipos de pessoas.”

Radcliffe poderia ter declinado como muitos atores após o final da franquia que durou uma década ocupando espaço em sua vida. Ao invés disso ele saiu de Harry Potter e foi diretamente para uma produção da Broadway, “How To Succeed In Business Without Really Trying”, em seguida, fez meia dúzia de filmes – incluindo “Kill Your Darlings” e “Horns”

Alguma vez considerou fazer uma pausa?

“Eu realmente não podia. Desde os meus 9 anos de idade eu fui ao trabalho e passava muitas horas por lá, eu adorava isso e me acostumei com isso. Portanto a ideia de que de repente eu iria parar de entrar em um set de filmagem sempre me deixou louco por dentro. Porque esse é o lugar onde eu posso ficar mais relaxado, é o meu momento de paz. E eu não tenho muito isso do lado de fora, você sabe.”

E é claro que ele está certo. É claro que a agitação de uma sessão de filme seria reconfortante para ele.

“Eu adoro chegar no meio de um set de filmagem e simplesmente ninguém das a mínima pra minha presença.  Ali é definitivamente o lugar onde minha fama de celebridade não conta, não faz as pessoas me tratarem diferente, é totalmente o contrário. As pessoas me tratam como um ser humano normal, e isso é realmente fantástico.”

Quanto ao sucesso do último capítulo da franquia que lhe deu reconhecimento mundial:

“Eu gosto do fato de poder fazer parte da infância de algumas pessoas”, diz ele com orgulho evidente.

“Eu fui ao jogo do ‘Patriots x Ducks’ no ano passado, e eu estava em pé na margem do estádio observando o time aquecer, e é claro que eu estava me sentindo no paraíso. Eu sou um grande fã de futebol, e pra mim é sempre incrível assistir qualquer partida. E no final, quando os jogadores foram saindo, dois dos maiores nomes do time – que você nunca imaginaria o quanto são jovens pelo seu porte atlético, mas obviamente são – olhou pra mim e disse: ‘Oh meu Deus! É o Harry Potter!’ Houve algo incrivelmente sentimental naquilo. Porque afinal, quando você vai imaginar que jogadores da NFL assistem Harry Potter? Ou se acompanharam a saga quando eram mais jovens?

É esse tipo de coisa que me faz não querer férias”, – brinca o ator.

 Tradução e adaptação: Barbara Carias
Fonte:NOW

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Daniel Radcliffe cedeu uma pequena entrevista para o jornalista Kevin Bourke, do Northern Soul UK contando um pouco mais sobre seu personagem em “What If” e sobre seu comprometimento com a carreira de ator desde de criança.  Confira a baixo a tradução.

 

Hoje em dia chega a ser clichê ver o declínio irreversível de alguns atores que fizeram muito sucesso ainda na juventude, hoje em dia, alguns enfrentam até a reabilitação.

Mas, certamente, nenhum desses jovens atores cresceu junto do público, literalmente, assim como Radcliffe. A estrela dos oito milhões de bilheteria da franquia de Harry Potter, que começou em 2001, quando o ator tinha apenas 10 anos de idade, e faz sucesso até hoje, uma década depois do primeiro filme lançado. Radcliffe tem sido visto por milhões de pessoas nas telas do cinema desde aquela época e é até hoje perseguido dia e noite pela mídia.

Então, será que ele também ficou louco? Longe disso. Notavelmente, o inteligente e espirituoso ator sentado á minha frente no hall do Soho Hotel de Londres, é facilmente identificado como o mesmo “menino bruxo” que há dez anos ganhou o reconhecimento da mídia pelo seu belo trabalho, e de lá pra cá vem fazendo um caminho suave e sadio. E certamente contrariando a opinião de muitos, a carreira de Radcliffe pós Harry Potter está ficando cada vez mais interessante e variada.

Sabiamente, ele interpretou muito bem seu primeiro papel em um trhiller como em “The Woman in Black”, antes de se aventurar na bela obra de Allen Ginsberg “Kill Your Darlings”, e agora, no final de outubro o veremos lutar contra as forças sobrenaturais em uma adaptação do romance de Joe Hill em “Horns”. Ele também atuou em uma reformulação muito bem feita e muito aguardada de “Frankenstein” e revela que, “O meu Igor soa como uma versão bem ríspida de mim. Eu não me imagino sendo maciçamente elegante, mesmo assim sei que sou um pouco. E sim, teremos muitas próteses envolvidas. Eu não quero dizer muito, mas você imagina algo desse tipo quando pensa como Igor…

E durante essa fase pós-menino bruxo, ele também não teve medo de despir-se – e sim, quero dizer literalmente – no palco, onde estrelou “Equus” no West End, também soube cantar e dançar no remake do musical “How to Succeed in Business Without Really Trying” que estrelou na Broadway, antes de sua recente vitória de bilheteria dando vida a Martin McDonagh no divertidíssimo “The Cripple Of Inishmaan”.

A partir desta semana, ele estará mostrando outro personagem, um tanto inesperado, já que será protagonista da comedia romântica “What If”. E adivinhem? Esse filme é realmente muito bom, comparado a alguns de sua espécie. Interpretando o personagem de nome Wallace, você realmente não assimila Radcliffe, como “aquele menino-bruxo”. Seu personagem, no entanto, está nitidamente sentido por uma série de relacionamentos fracassados, mas isto faz com que ele tenha uma ligação instantânea com Chantry (personagem interpretada por Zoey Kazan). O problema é que ela possui um relacionamento longo ao lado de Ben e é feliz. Como o sujeito decente que é, Wallace não quer ser o motivo do rompimento deste relacionamento feliz, ainda mais depois que Chantry torna-se sua melhor amiga e confidente.

O livro “When Harry Met Sally confronta exatamente este tema: “Será que realmente homens e mulheres nunca podem ser só amigos?” – E “What If” consegue descrever este tipo de situação de uma forma completamente engraçada, bem diferente de outras obras clichês do mesmo gênero. Radcliffe revela que se sentiu realmente inspirado enquanto gravava o filme, pois levou consigo para o set de filmagem a comédia mais brilhante de 1934, escrita por Frank Capra, o  It Happened One Night”

Se você ainda não leu esta obra magnífica, você realmente deveria.” – ele insiste – e o ator com certeza deve amar a ideia de toda uma geração de fãs de Harry Potter ser apresentado a obras tão importantes da nossa arte por todos esses novos trabalhos.

Dito isso, vamos voltar para o foco da venda desse novo trabalho.

Isso realmente não era sobre fazer uma comédia, ou algo diferente do gênero que meus fãs estão acostumados para mostrar minha versatilidade ou algo parecido” – ele ri. – “Eu estava conversando sobre isso com alguns amigos meus que também são atores, e a única vez que nós usamos a palavra “gênero” para definir um filme diferente do que estou acostumado a fazer é quando falamos do filme com os jornalistas. Então, a partir disso para explorar novos trabalhos como por exemplo a comédia romântica, é realmente algo no qual eu entrei em um processo de criação forte para interpretar tal papel, como qualquer outro trabalho, isso não quer dizer que eu saia dizendo para os meus agentes hoje em dia que “agora só faço comédias românticas” ou algo como “me direcione apenas para ótimos roteiristas”. Antes de aceitar o papel em “What If” eu li alguns roteiros de comédia que me ofereceram, e eles eram realmente muito bons, mas eu disse para mim mesmo que quando eu tivesse que fazer parte deste tipo de produção, eu teria também que ser parte dela, entende?”

O que eu gostei sobre isso” – explica ele – “foi que eu me senti inteligente. O diálogo foi engraçado, sim, mas pareceu muito da mesma forma que as pessoas falam. Eu também achei muito comovente, especialmente no final do filme, não sendo duro consigo mesmo. É apenas uma simples história doce eu acho que ele ficou bastante afetado emocionalmente, é claro. Não de uma forma grande, sabe? Mas do jeito que deve ser em todos os filmes, uma espécie de dor descartável. Nós todos sabemos que esse tipo de coisa assistida na tela é realmente muito engraçado, mas você acaba esquecendo tão rápido quanto ri de piadas. Mas eu espero que esse filme em questão, fique com as pessoas por muito mais tempo do que os minutos de execução nas salas de cinema.”

O filme todo se passa em Toronto – Canadá (na maioria das vezes esses filmes são gravados nas esquinas de Nova York), mas o personagem de Wallace parece muito britânico, assim como Radcliffe.

Absolutamente”, – ele reconhece alegremente. “Para ser honesto, eu aprendi a ter um pouco do sotaque americano antes de viajar para filmar, então, quando cheguei no Canadá, exatamente dois dias antes de começarmos a filmar, eles me disseram que eu tinha que interpretar o personagem com meu próprio sotaque. Basicamente, eles me disseram que eu não era uma pessoa comercializável só por conta do meu sotaque. O que é uma péssima notícia para “Horns” e todas as outras coisas que fiz utilizando o pouco do meu sotaque americano. – ele ri – “Foi um daqueles acessos de pânico que você tem antes de começar a filmar, o nervosismo mesmo, mas eu também não fui lá no meio do set e disse “vão se ferrar todos vocês!” e dispensei  200 pessoas de seus trabalhos por causa do mero sotaque. Acabou sendo bom para o personagem, porque não há nada inteiramente canadense em Wallace. E particularmente é um pouco chato de se fazer, eu até gosto de fazer sotaque americano, é divertido, eles fogem um pouco dos padrões da fala coerente, assim como os britânicos, usam muita improvisação, então grande parte da minha personalidade acaba saindo naturalmente.

Não costumo fazer nenhum processo de escolher tal roteiro, ler e decidir se devo apreciá-lo como uma boa obra ou não. Na verdade só acho que tenho bons instintos para minhas escolhas. Minha mãe foi diretora de elenco para o Peter Kosminsky, que sempre fez coisas intensas e desafiadoras para a TV, e o trabalho do meu pai como agente literário era encontrar novos escritores. Então, eu gosto de pensar que herdei alguns instintos dos meus pais para escolher scripts. Mas eu gosto de coisas com bons diálogos e de personagens totalmente realizados. Se ele tem algo novo ou parecido, isso me interessa também.”

Especialmente filmes de ação! As pessoas pensam que como eu acabei de fazer uma comédia romântica, foi extremamente difícil esse meu entrosamento, pelo fato de eu ter feito filme de ação durante muito tempo, e não é assim tão impossível. Nunca há um único personagem envolvido em qualquer um desses filmes, são apenas as mesmas pessoas jogadas em diferentes cidades, com um elenco diferente. Eu adoro filmes de ação e eu sinto falta daqueles espirituosos como “Duro de Matar” onde foram envolvidos personagens de ação um pouco sentimentais. Mas esse tipo de ação infelizmente  está bem distante dos da atualidade.

Para ser honesto, eu realmente não consigo me imaginar atuando em filmes de ação como esse. Como ator você tem que ter noção e entender para o que você é bom e para o que você não é. Talvez seja uma dessas razões pelas quais eu tenho certa dificuldade em lê-los. Minha teoria é a seguinte: se na primeira fase têm algo terrível, então a segunda com certeza não vai conter algo relativamente bom para salvar totalmente o script. Então, se eu estou gostando de um roteiro até a metade dele, é isso. Eu sei que terei encontrado bons diretores, bons papéis, e por ai vai…”

Além disso, eu recebo uma quantidade incomum de roteiros de ação enquanto estou filmando outras coisas. “Frankenstein” tinha muitas cargas de ação, “Harry Potter” obviamente era um tipo de ação, “Horns” tem suas partes. Então, digamos que mesmo que eu não me ache o melhor ator para isso, não consigo fugir.”

E segundo ele foi lisonjeador ser cotado para esse tipo de coisa.

A pior coisa que já me indicaram durante meu caminho de ator pós Harry Potter, foi quando um maluco sugeriu que deveríamos refazer “O Mágico de Oz”, e da seguinte forma, Emma como Dorothy, Rupert como Leão Covarde e eu como o Espantalho. Lembro-me bem de ter olhado pra pessoa e pensado “essa é a criatura mais preguiçosa e com barreiras que existe no mundo”.

Quando isso aconteceu, lembro que JK Rowling havia começado a remexer com o mito Potter e até perguntou para o público se ela havia acertado, ao ter casado Hermione com o Rony ao invés do Harry.”

Radcliffe parecia sentir que a pergunta inevitável estava para chegar, mas, para minha surpresa, muito bem humorado, ele respondeu pela enésima vez.

(Nessa parte o repórter se refere à pergunta a qual vários jornalistas fazem para Daniel, se ele tem vontade de voltar a atuar como Harry.)

Você e o mundo sabem que eu sempre terei muito orgulho de ser associado a essa série de filmes, mas eu acho que 10 anos é muito tempo para gastar com um personagem. Portanto, é extremamente duvidoso que eu volte a interpretá-lo.

E, pessoalmente, eu estava muito feliz com a forma como tudo terminou. É claro que eu também pensava que Harry e Hermione teriam um caminho a seguir, mas eles são personagens da J.K Rowling, então, ela tem todo direito de mudar de idéia quando bem quiser.” – ele ri.

Há alguns meses atrás, Daniel estava promovendo “Horns” e durante a semana da Comic-Com, enquanto ele não estava trabalhando, ele apreciou uma caminhada pela convenção inteira vestido em uma fantasia de Homem-Aranha para não ser reconhecido. Engraçado, não?

Eu estou muito receptivo atualmente mesmo com as limitações da minha vida, mas, se eu fosse simplesmente andar pela convenção da Comic Con, teria que o fazer rapidamente, e o que eu falo rapidamente acaba sempre se tornando um monte de pessoas se empilhando para tirar fotos. E às vezes é frustrante, porque não posso dar a devida atenção para todos, então encontrei um jeito de interagir com as pessoas sem que elas tenham aquela reação de quando vêem alguém que elas conhecem dos filmes ou dos seriados. Mesmo que não tenha sido confortável como eu imaginei que seria ficar naquela fantasia durante uma hora, valeu à pena.”

E Radcliffe continua inflexível na resposta em relação aos jornalistas que insistem em dizer que ele perdeu sua infância durante a gravação da franquia que lhe rendeu o sucesso, como alguns ex atores mirins costumam reclamar anos depois de viverem longos papéis como o dele.

Eu tive uma melhor perspectiva de vida fazendo Potter”, diz ele. “O estereótipo sobre atores mirins é que eles são do tipo entediantes e preguiçosos. Eu acho que quando eu era mais jovem, eu tive esse pensamento. Não pela minha parte, mas porque eu sabia que era o que as pessoas pensavam de mim. Mas sempre existiu algo em mim, como uma chama viva, que me dizia para continuar e provar para aqueles que tanto me criticaram que eu não deveria deixar eles dizerem que estão certos. Bastava apenas eu olhar ao redor do local o qual eu estava trabalhando, ao lado de pessoas como Imelda Staunton, David Thewlis e Gary Oldman e não só ver que eles eram grandes atores, mas sim como eles se comportavam no set. Isso era muito inspirador para mim. E eu aprendi exatamente o que esperava de tudo aquilo, não aprendi apenas a ser um ator, aprendi como ser um bom profissional.”

Tradução e Adaptação: Barbara C.

Fonte: North Soul


Daniel esteve no The Chris Evans Breakfast Show da Rádio BBC 2 esta manhã, junto com Peter Capaldi (Doctor Who, The Musketeers) e sua co-estrela de A Young Doctor’s Notebook, Jon Hamm. Entre as conversas, Daniel falou sobre o filme What If (Será Que?), a primeira vez que se viu em Harry Potter e a Pedra Filosofal, e seu futuro como ator.

Não há nenhum filme que me separe completamente de Harry Potter nos olhos de todo mundo, e não vai haver. Eu acho que é um caso de construir trabalhos diversos e interessantes, e então as pessoas se acostumarem comigo aparecendo nas coisas, como um ator.

É ótimo estar no set de filmagens e pensar ‘uau esse filme vai deixar as pessoas muito felizes!’

 

Ouça o podcast do programa completo neste link.

 

Ultimamente Daniel tem participado frequentemente de programas de rádio para divulgar o filme What If. Confira os programas que foram ao ar recentemente a seguir, clicando em mais.

Será Que? (What If) tem estreia programada para 25 de Setembro aqui no Brasil.

(mais…)


Daniel Radcliffe participou de uma sessão de Q&A (perguntas e respostas) na Apple Store da Regent Street, em Londres, para promover seu filme “What If”. Confira as fotos em HQ:

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Aparições Públicas > 2014 > Outros > ‘What If’ Q&A, Apple store na Regent Street, Londres

O vídeo do Q&A se encontra no iTunes de graça. Para fazer o download clique aqui.






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