The Stage: Review de Rosencrantz & Guildenstern Are Dead / Autor: Andressa


Rosencrantz e Guildenstern estão longe de estarem mortos, estão vivos, bem e de volta a sua casa no Old Vic, onde, apenas a um mês de completar meio século, a deslumbrante peça de estreia de Tom Stoppard recebeu sua estreia Londrina.

O dramaturgo estava para completar 30 anos, e a escreveu oito meses antes como uma produção estudantil de Oxford no Edinburgh Fringe em Agosto de 1966.

A peça tem uma inteligência jovem e universitária, apesar de Stoppard nunca ter frequentado uma universidade, ele recebeu outro tipo de treinamento teatral como crítico de drama regional em Bristol.

Essa é, com certeza, uma produção que não se distancia de Hamlet (a performance segue firme os passos da penetrante produção de Robert Icke). A genialidade de Stoppard foi essencial para os principais temas da peça, mas mudando o ponto de vista para o de dois personagens secundários, os amigos de Wittenberg que são chamados para achar a fonte de sua melancolia e depois o livrar do perigo.

Há bastante de Beckett misturado com seu dilema, notavelmente “Esperando por Godot”, ao passo que o par tenta achar infinitas maneiras de passar o tempo com jogos de palavras enquanto estão esperando por ordens.

Eles são espectadores que se tornam inconscientes, participantes relutantes no trocar das cartas que o destino os deu. Mesmo se a peça estiver no perigo de reciclar a mesma situação infinitamente, é mantida leve pela destreza da sagacidade de Stoppard e pelos atores verbalmente ágeis interpretando Rosencrantz e Guildenstern, Daniel Radcliffe e Joshua McGuire.

Eles se tornaram um par perfeitamente misturado para um ato duplo. McGuire, uma mistura de uma versão mais charmosa de Tom Hollander e Douglas Hodge, que já interpretou Hamlet, para uma turnê do Globe em 2011, e tem a personalidade mais brilhante. Radcliffe tem um senso mais machucado de introspecção e dúvida.

Há também uma extravagante mudança de David Haig como o líder dos atores que vem para entreter a corte, mas também estão flertando com seu próprio senso de redundância iminente; o retrato oferecido dessa vida de corte teatral é afetuoso e afetado.

O diretor David Leveaux mina a peça habilmente para todas as suas subtramas e subtextos, com o propósito e significado do que cada personagem está se esforçando, meio sem sucesso, para o pano de fundo de Fleischle com formas de nuvens pintadas.

Tradução e adaptação: Nuara Costa
Escrito originalmente por: Mark Shenton – The Stage

 



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